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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A QUESTÃO HOMOSSEXUAL, ISTO É DA BIBLIA. ÔRRA MEU!!!!

Filosofando

Por Márcia Yáskara Guelpa.


Não me instes para que te deixe. Aonde tu fores, eu irei, e onde pousares, eu pousarei. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que vieres a morrer, morrerei eu, e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”. 

Livro de Ruth 1:16-17


Reprodução da tela de Cathelin
(Palais de Katsura)
 
 
 
Se a incrível declaração de amor acima, feita por Ruth a Noemi, não fosse uma citação bíblica, certamente não causaria tamanho impacto. Seria apenas mais uma. De rara beleza, é verdade.

Vejamos: Na Bíblia hebraica, Ruth é um dos cinco Megilloth ou “rolos”, incluídos nos “Escritos”, a terceira divisão do cânon judaico. É lido anualmente pelos judeus na Festa das Semanas. Na Septuaginta, na Vulgata e na maioria das versões modernas, o livro vem imediatamente depois do Livro de Juízes.

Ruth é a heroína do livro que tem o seu nome. Ela era uma moabita que viveu no período dos Juízes. Em sua própria terra de Moabe, Ruth se casara com Malom (Rt 4:10), filho mais velho de Elimeleque e Noemi, israelitas vindos de Belém-Judá para Moabe durante certa época de fome. Noemi ficou viúva, e em seguida seus dois filhos também faleceram sem deixar herdeiros. Ela resolveu retornar à sua pátria nativa, quando então Ruth anunciou que pretendia acompanhá-la, adotando tanto a sua nacionalidade como o seu Deus. Somente a morte poderia separá-las (Rt:1:17).

Pode parecer, para pessoas religiosas, que relacionar esses versos a um maravilhoso caso de amor seja uma interpretação fantasiosa ou absurda. Consta que, em Belém, Noemi planejou um casamento levirato para Ruth, com seu próprio parente chegado, Boaz. O primeiro filho de Boaz e Ruth, Obede, foi considerado como filho de Noemi. Esse menino, mais tarde, foi o avô de Davi.

Não é apenas suposição que Noemi e Ruth tiveram uma relação lésbica. Basta ler com atenção o livro de Ruth. É uma história romântica, mas não entre Ruth e Boaz. Noemi é, de fato, a personagem central e Ruth a sua redentora. O relacionamento de Boaz com Ruth está distante de ser romântico, não passou de uma questão de dever familiar e propriedade. Leia Rt 4:5. Está escrito: “A isso (e aqui se refere ao fato de Boaz assumir o papel de parente-redentor -cf.Lv 25:25, 47:49) Boaz apresentou adicionalmente a obrigação de casar-se com Ruth conforme o casamento levirato”.

A história de Ruth e Noemi contém a mais comovente promessa de fidelidade num relacionamento entre duas pessoas em toda a Bíblia. Apesar de nenhuma atividade sexual ser mencionada entre elas, fica claro que há um pacto entre ambas. Para os antigos israelitas, um pacto era visto como um laço sagrado, uma união poderosa entre duas pessoas. Por outro lado, não existem meios para sabermos, mas está claro que as duas mulheres tiveram durante a vida uma relação passional com comprometimento celebrado nas escrituras.







O DIÁRIO DO RIO DOCE PUBLICA UMA ENTREVISTA DE UM POLÍTICO CHEIO DE HIGIENISMO E CONTRA UMA FACULDADE DE MEDICINA FEDERAL. É DE CHORAR!



VARGAS ACREDITA que a educação, a cultura, o esporte e o turismo são pouco explorados e poderiam desenvolver Valadares economicamente.

INTERESSANTE... A 5 ANOS ATRÁS ERA O CONSÓRCIO PSDB/DEM/UDN QUE ADMINISTRAVA A CIDADE E ELE NÃO ACHAVA ISTO, APESAR DA SITUAÇÃO SER BEM PIOR.


"Presidente da AC Credirio doce e ex-presidente da fundação mantenedora da Univale, Almyr Vargas afirma que a ‘politicagem’ está travando o início da faculdade de medicina em Valadares."

ABRE ASPAS: “A Univale já poderia estar com a faculdade de medicina, e não está”, diz Almyr Vargas.




Resta saber que  tipo de politicagem não é mesmo? ora se tem condições de fundar uma faculdade de  medicina aqui, vá ao mec   aprove, e começe, simples assim. quem tem força e poder nesta cidade para impedir a formação de uma faculdade e sua inauguração se o mec aprovar?

isto mais parece chorôrô de quem tá querendo dinheiro público.

e esta de recalmar que a  prefeitura de governador valadares está  trazendo  outra faculdade para cá não vale não, mais não mesmo!

a não ser que falem que outra faculdade é esta.

falem que é a  faculdade de medicina do campus da universidade federal de juiz de fora e vamos ver se haverá concordãncia com este senhor.

quem não quererá estudar em uma faculdade federal ao invés de uma particular, já que todos sabemos o quão dísPare SÃO elas.

DRD— Quando o senhor nasceu, Valadares tinha um ano de emancipação política. Nessa trajetória, o senhor, que é empresário, viu muito desenvolvimento na cidade...
 
Almyr Vargas —Eu via.

DRD — Por que o senhor diz que via?

Almyr Vargas — Acho que Governador Valadares está precisando de uma injeção de coragem, de ânimo. Porque, infelizmente, nós estamos parados no tempo, em relação a tudo que existia de bom. Nós não temos mais um time de futebol em Valadares que jogue o ano todo, um clube que dê ao jovem condição de praticar esporte, basquete, vôlei... Antes, tínhamos tudo isso. O Ilusão e o Figueira eram clubes que viviam cheios de moças e rapazes praticando esportes, e nós fomos campeões. Hoje não acontece mais isso. O político de peso de Governador Valadares, que está buscando coisas e brigando pela cidade, nossos vereadores... O que eles estão fazendo aí? Estão procurando pôr mais sete vereadores lá, sem necessidade nenhuma, sabendo que o município não tem condições para isso. O que os vereadores estão fazendo para prestigiar a prefeita, e cobrar dela os resultados positivos para Valadares? Ninguém está fazendo nada disso.
Nós tínhamos em Valadares, antigamente, uma Câmara de alto nível. Com gente que tinha condição de discutir, decidir, e com oposição pra valer. Hoje não há oposição, há muito tempo os prefeitos não têm oposição em Valadares. Mas os prefeitos também não podem contar com o apoio, porque eles mudam todo dia. Valadares entrou em um ritmo de decadência.


CÂMARA DE ALTO NÍVEL QUE PERMITIU QUE O HOSPITAL REGIONAL FOSSE FECHADO. aLIÁS AQUILO QUE ERA GOVERNO PROGRESSISTA NÃO? NÃO TINHA NEHUMA DECADÊNCIA NAQUELE TEMPO, NÃO É MESMO?


DRD —Econômica? ( A DECADÊNCIA)

Almyr Vargas — Principalmente econômica. Você vê o porte de Valadares... É uma cidade que não comporta mais calçadas cheias de vendedores de laranja.
As calçadas estão tomadas por camelôs, e ninguém grita, ninguém reclama. A Câmara municipal podia chamar a prefeita para proibir, acabar com isso. E outra coisa importante: muitos têm lojas abertas, mas colocam gente na rua para vender para eles. Isso está errado, é um atraso de vida, de sentar no passado e ficar.

QUANTO HIGIENISMO NÃO? QUER DIZER QUE VALADARES TERÁ QUE SER A ÚNICA CIDADE DO MUNDO A NÃO TER CAMELÔS.


CARLOS LACERDA, O CHEFÃO DA UDN, GOLPISTA DE  PRIMEIRA MÃO, O HIGIENISTA, O MATA-MENDIGOS, O PAI DO DEM/PSDB/PPS.

DRD — O senhor disse que já viu muitos investimentos passarem por Valadares. Na sua avaliação, o que é preciso para retomar o crescimento e o desenvolvimento da cidade?

Almyr Vargas — A primeira coisa é que nenhuma cidade cresce se não tiver formação política boa. Os políticos devem ser atuantes. Feito isso, nós podemos nos unir para buscar coisas que venham privilegiar o crescimento, o desenvolvimento econômico e social de Governador Valadares. Fora disso, não tem jeito. E nós não temos procurado, nossos políticos estão parados. E isso fez com que todos nós nos afastássemos de tudo isso. Não podemos pensar só no crescimento de dinheiro, temos que pensar no bem-estar do valadarense, que hoje não tem um futebol para ver, um teatro... 1.
O teatro está aí, às moscas. Quase que mensalmente havia uma peça de peso para o jovem. Hoje o que o jovem está fazendo? Tem que ficar nos bares, botequins, nos cantos de rua, porque não tem o que fazer. É um desarranjo tremendo, não está se formando liderança, buscando receita, nem cultura.4- A Univale é uma universidade que poderia estar muito mais evoluída, se já estivesse com a faculdade de medicina. Quando eu saí de lá [da presidência da Fundação Percival Farquhar, mantenedora da universidade], tem uns quatro anos, já estava tudo aprovado pelo governo, e a Univale corresponde em tudo, com um projeto maravilhoso, aprovado com louvor. Mas não tem quem vai buscar: ‘Assina logo esse trem’. Tem quem diz: ‘Não assina não, porque isso vai beneficiar A, ou B, ou C...’3 A Univale já poderia estar com sua faculdade de medicina, e não está. Tem politicagem no meio. Agora resolveram trazer outra faculdade de medicina para cá, em detrimento da nossa, que já está aprovada. Não tem como não sair, mas está sendo travada, não sei quando vai poder começar... Já pensou? Uma faculdade de medicina em Valadares, quanta gente traria para cá, e quanto dinheiro! É um patrimônio tremendo para a cidade. Isso aí, infelizmente, tem ocorrido, e a gente não vê ninguém brigar por isso. O Minas Clube fazia carnaval e vinha gente de tudo quanto é lugar para passar o carnaval, trazendo dinheiro para a cidade.2- O que é o Minas Clube hoje? Sede do PT! Reunião do PT é tudo aqui.


1-AO QUE EU SAIBA O DEM/UDN NUNCA SE PREOCUPOU COM CULTURA, ALIÁS UMA DAS TÁTICAS DO DEM/UDN SEMPRE FOI IMbECILIZAR A NOSSA JUVENTUDE. PORQUE QUE ESTE PARTIDO NANICO E DE EXTREMA DIREITA NÃO USA PARTE DO SEU FUNDO PARTIDÁRIO E TRAGA PARA A CIDADE BOAS PEÇAS TEATRAIS, E NÃO VALE ESTA IDIOTICE QUE  TEM MUITO NA JUVENTIDUDE FILHOS DESTES  REACIONÁRIOS DA UDN, "SERTANEJA UNIVERSITÁRIA"

2- E REUNIÕES DO CONSÓRCIO PSDB/DEM/UDN TAMBÉM. TUDO É FEITO LÁ. QUANTAS REUNIÕES EU NÃO ASSISTÍ LÁ DO ETERNO CANDIDATO DA UDN DE VALADARES  O "ECONOMiSTA" MOURÃO, AQUELE QUE ESTÁ PREOCUPADO COM A DÍVIDA INTERNA DO BRASIL.

3- QUANTO À FACULDADE DE MEDICINA A OUTRA É FEDERAL, PREFIRO A OUTRA. E NÃO É EM DETRIMENTO DA NOSSA SHONGAS NEHUMA. É A FAVOR DO POVO DE VALADARES E EM DETRIMENTO DE UM GRUPELHO DE PESSOAS QUE ACHA QUE SUAS OPINIÕES É QUE TêM QUE PREVALECER E O POVO QUE SE...

4- a reitora inguilore que o diga...

vou ficar só por aqui, é muito udenismo para analisar!




terça-feira, 2 de agosto de 2011

A NOTÍCIA QUE NÃO ESTAVA LÁ! POR QUE NOTÍCIAS SOBRE REALIZAÇÕES DE ELIZA COSTA NÃO APARECE NA MÍDIA? A NOTÍCIA NÃO ESTÁ LÁ.

É UM CRIME ESCONDÊ--LA DA MÍDIA E MAIS CRIME AINDA, ESCONDER SEUS FEITOS.NA FOTO ELISA COSTA PREFEITA DE GOVERNADOR VALADARES MG, PT.

A notícia que não estava lá

A conhecida promiscuidade da grande imprensa com o antigo bloco de poder determina os enquadramentos noticiosos. Foi esse o critério editorial que decidiu que o Prêmio da Paz, concedido pela Unesco ao presidente Lula, deveria ser a "notícia que não estava lá".

Disponível em boas locadoras, O homem que não estava lá é uma lição de cinema. O excelente filme dos irmãos Coen, rodado em preto e branco, é programa obrigatório para cinéfilos exigentes. Mescla melancolia, absurdo e tragicidade em estilo refinado e contundente. Vale a pena conferir.

Sem qualquer pretensão ficcional, os grandes jornais do eixo Rio- São Paulo não deram, sequer nas dobras inferiores da capa, chamada para uma notícia que, pela relevância, deveria ser objeto de destaque, com direito à análise de colunistas e menção em editoriais: a concessão, pela Unesco, do Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, ao presidente Lula. Novamente a constatação se impõe: quando a informação deixa de se submeter a outro imperativo que não seja o do aprofundamento democrático, a liberdade desejada se apresenta como sua própria contrafação.

O noticiário sobre o fato se resumiu a pequenas colunas nas páginas internas, praticamente reproduzindo o comunicado do organismo da ONU. A TV Globo ignorou totalmente o fato, evidenciando, mais uma vez, a clara partidarização que define os critérios de noticiabilidade da emissora, e seu caráter de prestadora de serviços a uma oposição que tem no denuncismo vazio sua única forma de ação.

Ora, se levarmos em conta que a narrativa midiática, desde 2003, segue o mesmo diapasão, apresentando o governo como algo pontuado por descompassos entre discursos e práticas, entre retórica e realidade, sem projetos nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura, a premiação do presidente deve mesmo ocultada de todas as formas possíveis. Afinal, mais que uma distinção honorífica a um chefe de Estado, que é definido nas páginas como alguém que “se limita a requentar e rebatizar programas da administração anterior”, os motivos apresentados pelo júri expressam a deslegitimação de um jornalismo que já não convence mais ninguém quanto a sua alegada seriedade e isenção.

Quando o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, diz que Lula foi escolhido “por seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos da minoria", os nossos escribas sentem que sua produção diária, mais uma vez, foi estilhaçada.

Sempre que lhes tiram o chão, rasgando os pés de quem anda na contramão da história, os profissionais da imprensa de pequenos favores sabem que não lhes restam saídas: ou baixam o teor de predisposição ideológica com que tratam a figura do presidente ou continuam enquadrando a cobertura com o viés partidarizado, classista, que tem transformado redações nos maiores celeiro de ghost-writes da história republicana.

Produzir textos para terceiros- políticos conservadores, empresários e velhos oligarcas- pode ser rentável, mas traz contratempos. O Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny revela o que acontece quando o baronato midiático joga suas fichas em um projeto que “vai muito além do papel de um jornal”.

A conhecida promiscuidade da grande imprensa com o antigo bloco de poder determina os enquadramentos noticiosos. Foi esse o critério editorial que decidiu que a iniciativa da Unesco deveria ser a "notícia que não estava lá".

A mais nova produção das famílias Marinho, Mesquita e Frias deveria ser rodada em moderníssima tecnologia de impressão, mesclando esquecimento, desinformação e uma aposta clara na cumplicidade do leitor.

E assim foi feito. Sem roteiro razoável, diálogos sutis ou reviravoltas surpreendentes, o jornalismo nativo deu mais um passo para se afirmar como “comédia de erros”, gênero no qual parece operar com mais desenvoltura. Há enormes chances de êxito. A corte costuma pagar bem a seus bobos mais notáveis.

 
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

 

A IDADE DAS TREVAS.O MITO DA EFICIÊNCIA DA INICIATIVA PRIVADA. NEO LIBERALISMO DOS INFERNOS.




OS NEO LIBERAIS DAS FOTOS AO MEIO, FICARÃO COMO OS DAS FOTOS NO EXTREMOS, AFINAL, OS CANALHAS TAMBÉM ENVELHECEM.

A CLASSE TRABALHADORA NÃO PODE E NEM PODERÁ NUNCA FECHAR OS OLHOS, SENÃO INCORRERÁ NO MESMO ERRO QUE INCORREU NA ÉPOCA DA DEVASTAÇÃO TUCANA SOBRE A NAÇÃO BRASILEIRA.

Paralelo à precarização e ao desmonte do Estado, o tucanato, ao assumir o poder em 94, levou a cabo um processo goebbelliano sem precedentes no campo político‑midiático brasileiro.

 Batiam na tecla de que, ao mesmo tempo que o Estado era ineficiente, gastador e inepto, a iniciativa privada era o éden da competência! Não satisfeitos com a terceirização capenga feita por Collor (alguém se lembra das demissões de servidores públicos vigilantes feitas por Collor, para, em seguida, contratar empresas de vigilância de amigos da Casa da Dinda, a um preço dez vezes maior?), os tucanos avançavam sobre o patrimônio público com um apetite feroz!

E justicavam a autofagia com o argumento simplório de que o gigantismo do Estado não dera certo em lugar nenhum do mundo! Portanto, nada mais justo do que desmontar os últimos resquícios da Era Vargas! Só a iniciativa privada resolveria o problema crônico do Brasil!

Eram os arautos do Estado mínimo. Temos que acabar com Estado paternalista, bradavam, numa parábola invertida do "ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil"!

E aí então, assistimos ao espetáculo da maior rapinagem do patrimônio público que se tem notícia! Quais Prometeus públicos devorando o próprio rabo, os tucanos partiram para o ataque. Ancorados no dogma da eficiência da iniciativa privada, levou‑se o patrimônio da Viúva à bancarrota! Desnecessário enumerar as empresas "vendidas" nesse período!

Enquanto Ricardo "No Limite da Irresponsabilidade" Sérgio andava no fio da navalha entre o esbulho e o crime, o tucano‑mor FHC afirmava, pode fazer, vamos fazer!


Hoje porém, passados tantos anos, restou a pergunta: que poderoso argumento ideológico usou o tucanato? Que palavra mágica proferiam em seus oráculos? Será que, realmente, a iniciativa privada era mesmo o Santo Graal que traria prosperidade e bonança para todos? Ancorados em apenas um exemplo, o da Vale do Rio Doce, podemos, no mínimo, questionar o tucanato: vendida, há pouco mais de uma década,  a "impressionantes" US $3,5 bilhões, hoje vale a bagatela de US$ 120 bilhões.

Impressionante, não é? Fora as imensas reservas minerais, de resto, imensuráveis!
  Sobre a competência da atividade privada, vale rememorar breve histórico no Brasil. Desde a década de 50, temos uma seqüência interessante de algumas empresas públicas: são capitalizadas pelo Estado para, logo em seguida, serem "vendidas" a precinhos camaradas a "competentes" administradores privados!

 Após um período mais ou menos longo de gestões privadas "competentíssimas", tais empresas, quase todas quebradas, são "reestatizadas" pelo Estado perdulário e inepto, que as capitaliza com dinheiro público e, novamente, as "vende" para os ultra‑competentes gestores privados, num círculo danoso que se repete num mau‑caratismo de assombrar! Ah, tenham dó!
Com os tucanos no poder, esse ciclo foi levado às raias do insuportável! Coroando todo esse processo, criou‑se as jóias da Coroa: as agências reguladoras, encraves privados no seio do Estado, imunes à decisões do próprio Estado!

 Por esse modelo infame, o próprio presidente da República seria um mero despachante do Mercado! Era a rendição total, a esterilização da vontade popular frente à sanha financista dos dândis do mercado! A pá de cal na baboseira ideológica do Estado mínimo foi a última crise econômico-financeira. Depois que os EUA, a pátria-mãe do capitalismo, estatizou bancos, montadoras e empresas de seguros, a desolação se abateu sobre o tucanato. Tucanos de alta plumagem queimam os neurônios para descobrir um discurso alternativo crível para se apresentarem na eleição de 2010, já que seu discurso desde sempre foi: reformas (nessas reformas, tem sempre um dinheiro público deslizando para os bolsos dos maganões), Estado mínimo, privatização, terceirização, liberdade total aos mercados! O mesmo discurso, a mesma receita que levou a economia mundial à bancarrota em 2008/2009!


Estranhos critérios de eficiência, esses! Lembram muito aquele ditado surrado: aos amigos do Rei, tudo; aos inimigos, os rigores da Lei! Que não nos esqueçamos nunca desses detalhes, submersos na voragem daqueles tempos de ira, mas também de muita safadeza e dinheiro fácil, subtraído do espólio da Viúva! Que a efeméride tucana sirva de marcador para a construção de um país novo! País esse em que, competência e rapinagem sejam conceitos distintos como água e óleo! E que a mão peluda do tucanato jamais volte a misturá‑los!





Alberto Bilac de Freitas
Igor Romanov
TERRAGOYAZES

Alberto Bilac de Freitas: FHC A IDADE DAS TREVAS. A PRECARIZAÇÃO DO ESTADO.

ERA A TREVA!


NO METRÔ DE PARIS, A IMAGEM DE UM ÍCONE. ELE NUNCA LECIONOU EM SORBONE, MAS, ILUMINA A VIDA DOS TRABALHADORES USUÁRIOS DO METRÔ DE PARIS, A CIDADE QUE ABRIGOU FHC, O TARTUFO MOR DO BRASIL.

A assunção do tucanato ao poder, em 1994, trouxe ao cenário político nacional não apenas FHC, com seu jeito melífluo e convincente de ser. Não. Trouxe um establishment político‑ideológico‑industrial‑corporativo‑colonial que assumiu os postos de comando do Estado com um apetite jamais visto!

 Como uma horda de nômades mongóis que chegasse ao conforto urbano, os tucanos plugaram suas ventosas sobre as instâncias decisórias e os cargos da República e passaram a sugar, para si e seus correlatos da iniciativa privada, os recursos do Estado com uma sanha que deixaria os velociraptors colonialistas da Era Bush, Wolfovitz à frente, corados de vergonha!


Como justificativa desse assalto ao aparelho do Estado, os tucanos precisavam de um imbricamento ideológico que lhes desse suporte teórico ao desmanche do conceito e das estruturas do Estado! Com Sérgio "Trator" Mota à frente, os ideólogos do tucanato criaram e difundiram à exaustão, via mídia domesticada e partícipe, a tese de que o Estado era ineficiente, perdulário e inepto! Em contraponto, surgiram os príncipes privatistas tucanos, personificados em Ricardo "No Limite da Irresponsabilidade" Sérgio e em Luiz Carlos Mendonça de Barros, afirmando que a salvação da lavoura e do Estado era o fim do próprio Estado!

 Eram os arautos do Deus Mercado, tatcheristas tupiniquins e temporões, que vinham para acabar com a farra do investimento público e com o papel regulador do Estado! Diziam abertamente que o Estado fazia mal até suas funções de regulador! E que, pasmem, para regular o mercado, nada melhor que o próprio mercado! É! Espantosa e criminosamente simples assim! E aí Deus (não o Senhor, mas o Mercado) criou as agências reguladoras! E viu que era bom! Muito bom! Principalmente para os amigos tucanos que passaram a comprar as empresas estatais a preço de banana na feira!

E tome Embratel, Telebrás, Vale do Rio Doce! Com as agências definindo o quinhão de lucro que cada operadora privada deveria ter! E o lucro haveria de ser grande e duradouro, que ninguém era  besta de empatar dinheiro sem retorno!

Enquanto isso, a escumalha (nós, a massa ignara) era bombardeada pela mídia com as notícias de que, agora sim, a coisa vai! Era o fim da Era Vargas! Era o começo do vintenário tucano na Terra Brasilis, profetizado por Sérgio Mota! Vivia‑se um clima de euforia anti‑estatista nas ruas! Servidores públicos eram execrados aos magotes, nas sessões de auto‑elogio do governo! Bresser Pereira bradava colérico: vamos acabar com a farra no serviço público (nunca se chegou a saber exatamente o tipo da farra)! Enquanto os privatistas avançavam sobre o espólio da Viúva, FHC, com frêmitos de gozo, recebia títulos de doutor honoris causam mundo afora!


Hoje, esse cenário parece impossível! Mas, à época não! Os falcões tucanos (um paradoxo insolúvel) estavam inebriados! Haviam descoberto a pólvora das fontes eternais do Estado! Só que esqueceram de um detalhe pequeno: o povo! Enquanto os formuladores tucanos pregavam na igreja do mercado que a extrema competência da iniciativa privada traria prosperidade e bonança para todos, apenas os diáconos tucanos e seus amigos financistas se davam bem!

 O povo, após a crise russa, desconfiava que havia caído num grande e bem contado conto‑do‑vigário! Num estelionato ideológico sem precedentes! O golpe no fígado veio com a eleição de 2002, com Lula! O uper cut no queixo veio com a reeleição de 2006!


O povo deu o seu recado claro e direto: ele é o dono do Estado e não aceita intermediários! Um segmento dos financistas e operadores insiste na agenda rejeitada pelo povo, na eleição! São os cabeças‑de‑planilha, expressão cunhada por Luis Nassif para definir os yupizinhos com mestrado em Harvard, que ainda insistem em nos impor sua agenda nefasta! São os rebotalhos daqueles tucanos heróicos que pensavam em reinar 20 anos na cena política brasileira!

Graças a Deus, deram com os burros n'água! A sociedade brasileira agradece‑lhes o fracasso! A Octaetéride tucana durou o tamanho exato da quase destruição do Estado! Que sirva de vacina e de contra‑veneno para o futuro!




Alberto Bilac de Freitas

Igor Romanov

TERRAGOYAZES

EDUARADO GUIMARÃAES: E SE O FILHO DO LULA TIVESSE UMA DISNEILANDIA IGUAL AO PHC, FILHO DO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO?


http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/a-%e2%80%98disneylandia%e2%80%99-do-filho-de-fhc-2/


A perseguição da mídia a Lula e à sua família não terminou depois que ele deixou o poder. Desde a semana seguinte à posse de Dilma Rousseff, em janeiro, que os ataques ao ex-presidente miram todo e qualquer aspecto de sua vida particular – desde os valores que cobra para dar conferências (como faz seu antecessor Fernando Henrique Cardoso desde que deixou o poder) até as atividades privadas de seus familiares.


Essa perseguição obstinada, irrefreável e interminável acaba de ganhar mais um capítulo. Neste domingo, o jornal Folha de São Paulo expõe uma neta do ex-presidente-operário, Bia Lula, de 16 anos, que integra o elenco de uma peça de teatro que recebeu financiamento de 300 mil reais da operadora de telefonia OI. A matéria insinua que o financiamento só ocorreu devido à influência de Lula.


Este post, porém, não pretende questionar a função fiscalizadora da imprensa nas democracias e, sim, a seletividade nessa fiscalização. Não é ruim que a imprensa fiscalize a vida privada dos políticos desde que não faça isso em benefício de outros políticos, tornando-se partícipe do jogo político-partidário, o que lhe retira a credibilidade, razão pela qual esses conglomerados de mídia negam até a morte que têm qualquer preferência política.


Mas o que explica, então, que as atividades privadas dos filhos de um ex-presidente de determinado partido sejam devassadas dessa forma – não poupando nem uma garota de 16 anos ao lhe reproduzir a foto em uma matéria em que, ao fim e ao cabo, chama seu avô de ladrão (nas entrelinhas) – enquanto não acontece o mesmo com os negócios para lá de esquisitos do filho de FHC Paulo Henrique Cardoso, por exemplo?


Fico imaginando o que teria acontecido se Lula tivesse feito em relação ao seu filho o que fez o antecessor em relação ao dele, enquanto ambos  governavam…


Em 1996, Paulo Henrique Cardoso era casado com a filha do dono do Banco Nacional, cuja falência foi evitada por medida provisória editada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Aquela medida tornou possível a venda de parte boa do Banco Nacional para o Unibanco. A parte podre — de seis bilhões de dólares — ficou para o governo pagar. Este blogueiro se cansou de ler editoriais do Estadão defendendo a negociata.


Em 2000, dois anos antes de deixar o poder, FHC autorizou financiamento do seu governo à empresa do próprio filho, Paulo Henrique Cardoso, para montar o pavilhão brasileiro na Expo 2000 na Alemanha, na cidade de Hannover. Foram doados pelo governo federal, então, 14 milhões de reais. O Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal chiaram, inclusive. A imprensa, porém, deu algumas raras reportagens sobre o caso e nunca mais tocou no assunto, sobretudo depois que FHC deixou o poder.


A boa e velha hipocrisia da mídia dirá que tudo isso aconteceu faz tempo e tentará convencer os incautos de que naquela época foi feito um barulho sequer parecido com o que se faz hoje sob meras especulações e não sob fatos concretos como aqueles que pesavam sobre o filho do ex-presidente tucano. Contra Fábio Luís Lula da Silva, por exemplo, afirmam que financiamento da OI à empresa dele seria escandaloso. Mas alguém viu algum jornalista chamar de escandalosos os fatos sobre o filho de FHC?


E o pior é que PHC continua se metendo em negócios estranhos, para dizer o mínimo. A mídia deveria ter curiosidade sobre seus negócios porque seu pai é o líder máximo do maior partido de oposição, partido que controla governos estaduais poderosos como os de São Paulo (o mais rico do país) e Minas Gerais, sem falar da ascendência do ex-presidente sobre a grande mídia, o que faz dele político a ser agradado por empresas privadas.


Veja só, leitor, o negócio fechado no fim do ano passado pelo filho de um dos políticos mais poderosos e influentes do Brasil, um negócio sobre o qual a grande mídia não especulou nada, não quis saber nada e não publicou nada. Em 29 de novembro do ano passado a Rádio Disney estreou oficialmente no Brasil na frequência FM 91,3 MHz de São Paulo. A emissora foi negociada no começo do ano, quando a Walt Disney Company se uniu à Rádio Holding Ltda. e comprou a concessão. A Holding pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e detém 71% do negócio.

Walt Disney Company é um dos maiores grupos de mídia dos Estados Unidos e esse será o seu maior investimento no Brasil. Teve que se associar minoritariamente ao filho de FHC porque a legislação brasileira não permite que empresas estrangeiras controlem veículos de comunicação. Por isso precisa de um brasileiro…

O filho de Lula, dito “Lulinha” pela mídia, recebeu acusações explícitas e incessantes por receber financiamento de uma grande empresa. Por que foi diferente com o filho de FHC? O caso deles é bastante parecido, ora. Ambos têm sócios poderosos em empresas de comunicação – “Lulinha” produz conteúdo para uma televisão UHF e Paulo Henrique é sócio de um tubarão internacional numa rádio.

É injusto dizer que há irregularidades nesses negócios de familiares dos ex-presidentes. Para expor as famílias da forma como a Folha fez com a neta de Lula, deveria haver mais do que especulações. Tanto para a família do ex-presidente petista quanto para a do tucano. Os valores que eles cobram pelas palestras, idem. Mas se a mídia quer investigar, que faça com todos os políticos e não só com aqueles dos quais não gosta.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

LULA E EU MORREMOS DE RIR DAS "VERDADES" QUE A CLASSE MÉRDIA ACREDITA. AS MENTIRAS, PARECERAM VERDADES! AINDA PARECEM, MAS SÃO MENTIRAS.



                                                                        EU FICO ASSIM TAMBÉM!


Os anos Lula serão registrados nos livros de história do Brasil como aquele período em que o país investiu na criação de uma cultura de aprendizagem. O período republicano começado em 1º janeiro de 2003 e prestes a findar em 1º de janeiro de 2011 testemunhou mudanças profundas em nossa forma de entender o Brasil.

 Passamos a refletir sobre o que é realmente e para que serve o governo federal, o que significa o exercício da presidência da República e também o que quer dizer viver em uma época em que um país cindido teve sua maior confluência, unindo de maneira indivisível o Brasil-Índia com o Brasil-Bélgica. Vivemos novos aprendizados.

 E destes, compartilho alguns que podem ser aferidos a olho nu. Vejamos:

Aprendemos ao longo do tempo que exercer qualquer cargo na administração pública exigia, no mínimo, certo estofo intelectual, diploma de curso superior na parede, apenas para começo de conversa. Lula tem estofo intelectual, mas não aquele certificado pelo diploma na parede. Na verdade no dia 2 de janeiro de 2003 tinha apenas dois diplomas: o de torneiro mecânico certificado pelo Senai e o de Presidente da República certificado pelo Congresso Nacional Brasileiro.

Aprendemos que nenhuma autoridade guindada pelo voto popular ao posto máximo do país – a Presidência da República – conseguiria sobreviver muito tempo como força política se não contasse com o beneplácito dos formadores de opinião, dos luminares da academia e da classe artística, dos colunistas de plantão nas revistas e jornais de maior tiragem diária e semanal. Lula contrariou isso. É denunciado sistematicamente como embuste pelo príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso, é visto como quem infunde terror à ex-namoradinha do Brasil Regina Duarte, é desancado de forma grosseira por Caetano Veloso, é satanizado semanalmente por colunistas da revista Veja e está bastante longe de contar com o olhar benevolente da Rede Globo de Televisão.

Aprendemos que, com o mundo se tornando aldeia global, e o processo de globalização galopando livre, leve e solto nos campos da iniciativa privada e do neoliberalismo, saber ao menos a língua inglesa seria meio caminho andado para o sucesso. Lula não pode dispensar o tradutor em qualquer conversa com não-nacionais. E seu tradutor não pode ser qualquer um: tem que entender e falar inglês, francês, espanhol, russo, farsi, alemão, italiano, japonês e árabe.

Aprendemos que, havendo a imprensa ocupado o chamado Quarto Poder desde meados do século 19, ninguém poderia ser eleito para cargo público de relevo se não contasse de antemão com o apoio dos mais expressivos e influentes órgãos da imprensa. Lula contrariou essa tese, sempre se elegeu... apesar da imprensa e, em especial, da grande imprensa.

Aprendemos que para bem governar o Presidente deve passar a mão na cabeça da imprensa três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio-dia e ao anoitecer. Do contrário é preparar os nervos para resistir ao milionésimo ataque da fera ao seu governo. Do contrário a imprensa estaria sempre emparedada no círculo vicioso que vitimou do ex-ministro da economia Rubens Ricupero, aquele do indiscreto bordão “o que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga”.

É oportuno resgatar entrevista à Folha de S. Paulo, de 22/10/2009, em que Lula afirmou: “Eu não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar. (...) Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas... a única coisa que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas apenas em seus editoriais”.

Exatamente uma semana depois (29/10/2009), discursando em São Paulo para uma plateia formada por catadores de materiais recicláveis, o mesmo Lula criticou o trabalho da imprensa, o que levou o público, estimado em cerca de 3.000 pessoas, a vaiar o grupo de jornalistas que acompanhava o seu discurso.

Naquela ocasião o presidente recomendou que os repórteres não interpretassem para dizer em seguida que “os formadores de opinião já não decidem mais (...) porque o povo não quer mais intermediário. Hoje vocês têm a oportunidade de fazer a matéria da vida de vocês. Se vocês esquecerem a pauta do editor de vocês e se embrenharem no meio dessa gente (...) aproveitem para conversar sobre a vida deles (...) Publiquem apenas o que eles falarem. Não tentem interpretar". Lula, ao receber o prêmio de Brasileiro do Ano da revista IstoÉ, na noite de 7/12/2009, afirmou em discurso de agradecimento que “teria vontade de "se suicidar" se olhasse as manchetes da imprensa...”

Aprendemos que, para um Presidente abordar temas internacionais em geral, política mundial, economia planetária, contatos com Chefes de Estados, relações com as Nações Unidas etc é exigido que este detenha profundo conhecimento de cada tema, expertise diplomática tarimbada por muitos anos no ora carcomido circuito Helena Rubinstein (Londres, Paris, Roma, Washington, Nova York, Moscou e Tóquio) e considerável jogo de cintura para não queimar o filme do país. É fato que, não obstante protestos generalizados, Lula trouxe ao Brasil o controvertido presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad e antes deste chegar a Brasília, também estendeu boas-vindas em solo nacional ao não menos polêmicos presidente israelense Shimon Perez e ao chefe da Autoridade Palestina Mahmud Abbas.

Aprendemos que para o país ficar bem na foto teria que se alinhar automaticamente com políticas e agendas formuladas por países como os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e o Japão. Lula mudou os figurantes da fotografia. Além de manter boas relações com estas quatro potências, trouxe para seu lado a Venezuela de Hugo Chávez, a Bolívia de Evo Morales, Cuba dos irmãos Castro, e ainda conseguiu liderar com folga os chamados BRICs, que inclui na foto emergentes continentais como China, Índia e Rússia.

Aprendemos que para termos uma economia sólida, funcional e confiável é necessário que o papel do Estado seja mínimo e que o Deus-mercado tem que permanecer intocável, como Zeus em seu ilusório Olimpo. Aprendemos também que política pública que se preze não pode desconsiderar os efeitos benéficos que advêm com as privatizações. Lula contrariou mais este cânone. Ante a crise econômica mundial que se avizinhava partiu pra cima com o discurso que para o Brasil tratava-se de uma “marolinha” e que a crise fora feita “por gente branca, de olhos azuis”. Chamou o FMI e o Banco Mundial aos carretéis e denunciou a jogatina em que se transformara a economia mundial. Não privatizou e vociferou contra algumas desastradas privatizações do passado recente: Sistema Telebrás, Companhia Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional etc.

Aprendemos que Presidente da República, Chefe de Estado, não pode descuidar da liturgia que o cargo impõe. Lula mexeu muito com isso. Na maioria dos discursos menciona termos e chavões do futebol, simplifica teorias econômicas com o uso de metáforas futebolísticas, de conversa de compadres. E coloca boné do MST, veste camisa do Corinthians, coloca cocar de índio Kiriri na cabeça, vibra como torcedor apaixonado e sem medo de ser feliz pula, chora, grita e abraça quem está por perto como fez, quando em Copenhague, o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016. É a antiliturgia do cargo em ação. É o presidente-mascate a vender produtos brasileiros no exterior. Apenas com a visita do intolerante Ahmadinejad foram firmados 63 acordos internacionais e as exportações brasileiras para o Irã saltarão de US$ 1,2 bilhão para US$ 10,8 bi ao ano.

Aprendemos que presidente da República tem que estar sempre medindo forças com a oposição, demarcando seu território, viabilizando seu governo. Lula inverteu essa lógica. Troca figurinhas com Aécio Neves e com José Serra, demonstra apreço por sua ex-ministra Marina Silva, não responde a Fernando Henrique Cardoso quando este se põe a remoer a inveja com tantas das vitórias do “despreparado” petista. Lula consegue manter, lado a lado, na defesa de seu governo políticos antípodas como Jacques Wagner e Geddel Vieira Lima, José Sarney e Michel Temer, Fernando Collor e Renan Calheiros, Ana Julia Carepa e Jader Barbalho, Sérgio Cabral e o casal Garotinho. Mesmo fazendo essa exótica e bem-sucedida engenharia política Lula não pode nos apresentar qualquer diploma de conclusão de curso de ciência política, de história das instituições políticas brasileiras, de sociologia política. Em matéria de ostentação de diplomas acadêmicos é nada mais que um rotundo fracasso.

Aprendemos que para ser um bom Presidente da República há que se fiar muito na competência e na formação adquirida ao longo da vida. Há que confiar muito na experiência e tarimba conseguidas através do exercício de cargos executivos, de preferência, começando como prefeito, passando a governador e de lá a presidente. Se no meio tempo tiver sido deputado estadual, senador... ainda melhor. Pois bem, Lula contrariou tudo isso. Nunca foi prefeito e muito menos governador. Só foi eleito para a Câmara dos Deputados. E como Deputado Federal causou estupefação com aquela famosa frase depois adotada pela MPB: “o Congresso Nacional abriga 300 picaretas”. Sua competência só podia ser mensurada pela passagem na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Em ambiente tão improvável ele criou um partido político, formou lideranças populares, liderou conglomerado de siglas partidárias, perdeu três eleições para Presidente (1989/1994/1998) e se elegeu presidente duas vezes (2002/2006). Lula provou que ter sorte é mais que mero acaso.

Em seu governo viu a autosuficiência do país em petróleo; descobriu extensas reservas do ouro negro no Pré-Sal; trouxe para o Brasil a Copa do Mundo de Futebol 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016; autorizou o Tesouro Nacional a emprestar US$ 10 bi ao FMI; criou e gerenciou o maior programa mundial de distribuição de renda – o Bolsa-Família; está colocando uma pá de cal sobre a indústria da Seca que mantinha os Estados nordestinos à mercê dos coronéis com o avanço das obras de transposição do rio São Francisco.

Em meio a tudo isso, há menos de 48 horas, Lula pode deitar a cabeça no travesseiro com a notícia da Pesquisa Ibope dando conta que era bem avaliado por estupendos 78% da população brasileira. Sui generis. Esse novo recorde é certificado por nada menos que o Instituto de Pesquisa Datafolha, do jornal Folha de S.Paulo. Nesta pesquisa, 17% consideram seu governo “regular” e apenas 4% consideraram o governo “ruim/pésssimo”.

Faço o destaque porque parece ser recorrente que os números do Datafolha, ao menos nesta eleição presidencial 2010 tendem a sistematicamente contrariar os resultados de seus congêneres Ibope, Sensus e Vox Populi. Curiosamente os congêneres são contrariados porque vêm apresentando o crescimento “sustentado” da candidata governista e o refluir de votos do candidato oposicionista, nestes últimos Institutos a taxa de rejeição da candidata reflui e a do candidato oposicionista aumenta e assim por diante. Não precisamos ser futurólogos para perceber que três institutos de pesquisas mostrarão nas próximas semanas números robustos dando conta da transferência da popularidade presidencial para sua candidata. E, no encalço destas, saberemos que o contraponto ficará por conta do Datafolha, diminuindo a “transferência”, invertendo as inflexões das curvas estatísticas... até que, cansados, oferecerão um vistoso cavalo-de-pau que, como meio de arrumação matemática, conformarão seus números com os demais. Uma coisa é certa: seja quem for eleito em 3 de outubro de 2010 para governar o Brasil a academia deverá dedicar seus esforços para entender os misteriosos mecanismos que regem alguns de nossos institutos de opinião pública.

A trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva é em si mesma, um vigoroso libelo contra algumas mentiras que parecem verdades. Lula é o brasileiro que mais vezes se candidatou à presidência da República do Brasil, sendo candidato a presidente cinco vezes. Curioso constatar que em 2006 ultrapassou Rui Barbosa, que se candidatou quatro vezes.

Pois bem, de tanto ouvirmos as mentiras chegamos a pensar que eram verdades. E assim, gerações após geração de brasileiros descobriram outro Brasil possível. Aprendemos a ver sentido na expressão “nunca antes na história deste país” porque Lula vestiu estas palavras com novos significados. Queiramos ou não foi o que aconteceu.


Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela
UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil,
Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email - wlaraujo9@gmail.com

RELOAD: POST DEDICADO AO ÉTICOS DO PSDB/UDN/DEMO, OU SEJA A OPOSIÇÃO SEM RUMO DE GV, MINAS E BRASIL! O GAROTO DO LEBLON AECIO NERVER DOANDO À GLOBO?


Mercado futuro eleitoral? Aécio compra a Light transferindo US$ 269 milhões para fundos credores da Globo

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Breve, o novo podcast Alerta Total no seu computador.http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Por Jorge Serrão
http://www.alertatotal.net/2007/03/mercado-futuro-eleitoral-acio-compra.html

Esta notícia Homer Simpson dificilmente verá no seu querido “Jornal Nacional”. A Receita Federal e a Comissão de Valores Mobiliários foram acionadas para investigar possíveis irregularidades na aquisição do controle acionário da Light por uma empresa criada pelo governo de Minas Gerais: a RME – Rio Minas Energia Participações SA. A denúncia é do Novo Jornal, de Minas Gerais.

Sem qualquer autorização legislativa, o governador Aécio Neves negociou o controle da Light utilizando US$ 269 milhões de um crédito em ações da Cemig. Mas o prejuízo do patrimônio público mineiro não para por ai. A Cemig, que tem 25% das ações da RME, assumiu na compra da Light uma dívida de US$ 1,5 bilhão.

O que chama atenção na operação, na Nova Bovespa, é que os recursos foram transferidos para três fundos credores que pediam a falência da Globopar (holding das Organizações Globo), em Nova York. Os beneficiados foram o GMAM Investment Founds Trust Inc, Foundations For Research, WRH Global Securities Pooled Trust. Auditores da Receita e a CVM investigam a suspeita de que há ocorrido um “pagamento feito a maior”. Tal esquema é muito usado pelas empresas que atuam em bolsas de valores para esconder ou desviar lucros. A compra e venda de notas frias dão ares de “legalidade” aos negócios.

As suspeitas de irregularidades foram observadas a partir da análise da folha 4 - II do parecer nº 06326/2006/RJ da Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, que analisou e aprovou a transação. Do documento consta que a RME - Rio Minas Energia Participações S/A adquiriu 75,40% da Light, embora tenha comprado e pago 79,57%. Pelo menos esta a quantidade de ações constantes nas atas da Cemig que autorizaram a compra.

O mesmo número foi informado no próprio site da Light.A diferença entre os percentuais aparece apenas como uma operação (escrituração no pregão da Nova Bovespa). Só foi possível devido a diferença entre avaliação patrimonial da empresa (valor real com deságio) e o valor pago. Outra coincidência que chamou a atenção do mercado foi o fato de o governador Aécio Neves ter indicado para a direção financeira da Light o nome do ex-presidente da Globopar, Ronnie Vaz Moreira.

O caso, que tem tudo para ser abafado no Brasil, teve repercussão no exterior. A Justiça norte-americana está pedindo explicações da origem do dinheiro utilizado pela Globopar para pagamento do pedido de falência ajuizado em Nova York. O pagamento da dívida ocorreu “por dentro da contabilidade da Globopar”, o que acabou deixando rastro. Agora, os norte-americanos suspeitam que o esquema de compra da Light tenha ajudado a pagar as dívidas da holding das Organizações Globo.

O Conselho de Administração da Cemig autorizou que a RME comprasse 88,84% das ações da EDF International, que na Light correspondiam a 79,57% de suas ações. Ao contrário, apenas 75,40% vieram para a RME – Rio Minas Energia Participações S/A. A diferença de 4,17% representa as ações que ficaram em poder de EDFI para serem negociadas em Bolsa. Fica difícil para a empresa RME-Rio Minas Energia Participações S/A explicar como comprou 79, 57% e só recebeu 75, 40%. Tudo isso em uma operação de Bolsa no valor de US$ 2 bilhões.

Diretores com problemas
O governador Aécio Neves escolheu vários diretores com problemas para integrar a alta direção da Light.

No conselho de administração da empresa aparece Ricardo Coutinho de Sena.

Ele foi diretor da concessionária Ponte S/A, denunciado pelo Ministério Público e processado na Justiça Federal de Niterói, estado do Rio de Janeiro, por simulação de empréstimo de US$ 9.500,000 milhões em paraíso fiscal das Bahamas, avalizado pela Construtora Camargo Correia, para remessa irregular de lucros para o exterior.

O caso foi apurado pela Comissão de Fiscalização financeira da Câmara Federal.

Outros com problemas
Aldo Floris, conhecido no meio financeiro pela capacidade de fraudar preço de ações como no golpe que deu um prejuízo ao Bank of América no valor de R$ 185.000.000,00 milhões enviados irregularmente para fundos off-shore no exterior, conforme relatório da Receita Federal, por solicitação da Justiça Federal de Nova York.

Este mesmo expert do mercado financeiro simulou uma carta de crédito de R$ 1 bilhão, na privatização da Telemar, conforme apurado no processo da Polícia Federal, que indiciou os dirigentes da Previ por crime na privatização do setor de telecomunicação em 1998, auge do governo tucano.

Aécio também indicou Gilberto Sayão da Silva, dirigente do Banco Pactual, que foi indiciado pela CVM por práticas irregulares no mercado financeiro, conforme Processo Administrativo nº CVM RJ2005/3304.

Velho amigo da família

Aécio também indicou para o conselho o ex-presidente do Banco do Estado da Guanabara e ex-ministro de Sarney, Raphael de Almeida Magalhães.

Ele é um eterno elo de ligação entre a família Neves e os Diários Associados, pois seu pai Dario de Almeida Magalhães dirigiu a sede carioca dos jornais de Assis Chateubriand quando Tancredo era presidente do Banco do Brasil, além de ter dirigido também o jornal Estado de Minas.

Aécio é sobrinho do falecido presidente Tancredo Neves.

Negócios com a Mídia
No final de dezembro, o governo de Minas Gerais autorizou transferência de R$ 800 milhões em ações da Copasa a para a empresa Capital Group International Inc.

Apenas por coincidência, a empresa pertence ao mesmo grupo econômico da Editora Abril e Folha de S. Paulo.

Em MG, corre o boato no mercado de mídia que empresários muito ligados a Aécio estariam formando uma parceria com a construtora Andrade Gutierrez, via Telemar, que adquiriu recentemente a Way, e uma série de empresas concessionárias de serviço a cabo do interior mineiro.

A intenção é montar um novo grupo de Comunicação, tendo como geradora local de programação a TV Alterosa.

O que diz a Cemig

A nota divulgada pela assessoria de imprensa da estatal mineira em resposta à consulta feita pela reportagem do Novo Jornal, que denunciou o caso, foi a seguinte:

“Para a Cemig participar de leilões, consórcios ou compra de ativos (como é o caso da compra da Light), a empresa não precisa de nenhuma lei para isso, mas sim a autorização do Conselho de Administração da empresa. A proposta é enviada pela Diretoria ao Conselho de Administração, que é presidido pelo Brumer, que autoriza ou não a compra”.

Para comprar ativos a diretoria da empresa necessitaria apenas de autorização do Conselho de Administração, do qual fazem parte o pai do governador e o sogro de sua irmã.

O que a CVM e Receita vão investigar

A reunião do Conselho de Administração da Cemig, de 24/03/2006, autorizou apenas a compra das ações da Light pela RME – Rio Minas Energia Participações S/A, CNPJ 07.925.628/0001-47.

Mas não houve autorização legislativa, exigência constitucional para criação da empresa RME, que tem como sócio a JLA Participações S/A, constituída exclusivamente para participar da nova empresa, conforme relatório da secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

A JLA pertence ao Liberal International Limited, sociedade constituída em Bahamas e a Pactual Energia, que é uma sociedade controlada por um fundo de investimento estrangeiro denominado Pactual Latin América Power Fund Limited, gerido pelo Pactual Banking Limited, instituição financeira com sede em Cayman.

Apenas por coincidência, as Bahamas e as Ilhas Cayman são paraísos fiscais e sedes do maior centro de lavagem de dinheiro do mundo.

Suspeitas lá fora

No mercado financeiro norte-americano, circula a fofoca de que a empresa Liberal International Limited, que possui diversos imóveis e empreendimentos em seu nome, em inúmeros locais do país, seria administrada pelo secretário de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro.

Nem a Cemig e nem os demais sócios da RME-Rio Minas Energia Participações S/A informaram quem era o verdadeiro proprietário do Liberal International Limited.

Para esclarecer esta dúvida, bastaria que a Cemig ou a Light trouxesse a público estas informações, que independente da vontade das empresas, em breve, serão divulgados pelo relatório da Comissão Especial do Senado Federal americano, criado para apurar a lavagem de dinheiro internacional.

Auditoria à vista?

A Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovou no dia 20 de dezembro de 2006 requerimento de autoria do deputado estadual Laudelino Augusto (PT) pedindo que seja encaminhado ofício ao Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCMG) para a realização de auditoria nas contas da Cemig.

O deputado solicitou o exame da arrecadação de receitas públicas e execução de despesas, de outros atos de gestão de repercussão contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, praticados pelos seus administradores nos últimos cinco anos, considerando a legalidade, economicidade, eficiência e demais princípios constitucionais.

Links para entender o complicado caso

O Novo Jornal, de Minas Gerais, que denunciou tal caso, disponibilizou uma série de links sobre o assunto:
Anúncio da Globo no exterior, informando pagamento e reestruturação de sua dívida.

O Negócio da Notícia - Tânia Caliari.

Manipulação de preço de ações que gerou fraude no Bank Of America, realizado pelo conselheiro da Light, Aldo Floris.

Aldo Floris Polícia Federal

Decisão do Colegiado de CVM 24.01.06 Relativo ao conselheiro Gilberto Sayão da Silva

Requerimento da Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara Federal, convocando, Ricardo Coutinho de Sena, por fraude em empréstimo internacional.


Assembléia Geral da Light para escolha da direção

Folder Novo MercadoRegulamento Novo Mercado BOVESPA - Lista das participantes do Novo Mercado

FATO RELEVANTE (RME ainda em constituição)

Extrato da Ata da 365ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig

Resumo a Ata da 365ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig

Extrato da Ata da 377ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig

Resumo a Ata da 377ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig

Ata reunião Conselho de Administração Cemig 24 03 06

Sumário Reunião do Conselho dia 24 03 06Consulta CVMRelatório da administração - Exercício de 2005

Balanço 2006 da Light

CNPJ RME Participações S/A

Cemig assume 1,5 bilhão de dólares na compra da Light ( Procure por CEMIG)

Vênus Endividada com papagaio de USProcesso Globopar Nova Iorque Parecer Seae-AC-2006-08012.002569-