DEPUTADO PROTÓGENES, EXPLICA POR QUE
A MP DOS PORTOS, ESTÁ COM TANTA DIFICULDADE DE SER APROVADA. O PROBLEMA
CHAMA-SE O BANQUEIRO BANDIDO CONDENADO DANIEL DANTAS, AQUELE QUE RECEBEU DE
BANDEJA UM MINI ANCORADOURO DE FHC, CHAMADO PORTO DE SANTOS. PELO VISTO TEM
MUITA GENTE DO DEM/PSDB E DA BASE TRAILADA DO GOVERNO, QUE ANDOU RECEBENDO UM "PRESENTINHO" DO
GRANDE OPERADOR DA PRIVATARIA TUCANA, SEGUNDO PAULO HENRIQUE AMORIM.
CHEGARÁ UM DIA, EM QUE ESTA IMPRENSA, MENTIROSA, FASCISTA, E CRIMINOSA FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL QUANTO ELA PRÓPRIA. "JOSEPH PULLITZER", JORNALISTA HUNGARO-AMERICANO. Vai lendo aí PIPI.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
DOCUMENTÁRIO CHILENO DE 1971.OS HORRORES DA DITADURA. O GOLPE DE 1964, HOMENAGEM A OTAVIO FRIAS DA FOLHA DE SÃO PAULO, QUE CHAMA ESTE CIRCO DE HORRORES DE "DITABRANDA".
NO YOUTUBE:
AQUI
domingo, 5 de maio de 2013
Golpe em Jango. Não subestimem a direita!
o
O comício de Jango na Central do Brasil em 64.
Este homem que andava com a imagen de NSRA Aaparecida pendurado em um cordão de ouro e o usava diuturrnamente, era taxado de comunista, e que iria fundar uma Cuba no Brasil. Americanos idiotas.
Conseguiram cooptar uma corja da extrema direita e apear do poder JANGO, através de um golpe, executado por militares lambe botas dos americanos.
Através de uma campanha maciça na imprensa, açulou os militares e a clase mérdia brasileira que apoiou esta sandice com a também intensa colaboração da extrema direita da ICAR, a turma da OPUS DEI, TFP, este pessoal aí.
Fizeram a tal "MARCHA COM DEUS COM A FAMÍLIA PELA LIBERDADE".
ENFIARAM O BRASIL EM 21 ANOS DE DITADURA SANGRENTA.
Os filhos desta classe média depois vieram a perecer nos porões sangrentos, imorais, e infernais da ditadura.
Que queria Jango: Justiça social, reforma agrária, reforma em infra estrutura, reforma tributária, reforma política,.
Tomemos pois cuidado com as togas.
A extrema direita criminosa e insana, encastelou-se no judiciário.
O judiciário passou a ser o monte Fornovo di Taro, deles.
Façamos pois como nossos pracinhas da FEB em 1945.
Vamos expulsá-los de lá.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O PSDB, quer voltar para terminar o desmonte do estado, que ele promoveu e tornar o Brasil um país de pobres.
FHD (D DE DOAR, O PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO.)
Saul Leblon na CARTAMAIOR
O conservadorismo brasileiro ignorou
olimpicamente a desmoralizante refrega sofrida pelos pelotões do arrocho fiscal
nos últimos dias.
Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos.
O rapaz percebeu que eles deram uns anabolizantes à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas premissas.
Quais?
As de que, independente das condições de vento e temperatura, históricas e sociais, o gasto público é algo devastador, sobretudo quando transita na faixa dos 90% do PIB.
Quente ainda o defunto da fraude intelectual, o Instituto Fernando Henrique Cardoso convocou um similar para esgrimir o opróbio de uma das pilastras de sua agenda para o Brasil.
O PSDB quer terminar o que começou: o desmonte completo do Estado brasileiro.
Mãos à obra.
Vito Tanzi, ex-FMI, ‘amigo’ do Brasil desde a crise da dívida externa,nos anos 80, desembarcou aqui para demonstrar em carne e osso como a ideologia não muda. Independente dos vexames de seus formuladores.
E por uma razão muito forte.
Por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses.
Em nome deles, quase como por encomenda, Tanzi falou no Instituto FHC.
Depois, reiterou ao jornal Valor:
“O tamanho do Estado brasileiro, refletido no amplo número de programas econômicos e sociais, é algo que precisa ser enfrentado. Uma vez introduzido um programa é muito difícil voltar atrás’, alertou o tecnocrata à la carte, para lançar um petardo de suspeição no arremate:” É possível que o déficit fiscal do Brasil talvez seja maior do que apontam as estatísticas, em razão de "truques"
Tanzi não é um atirador solitário da restauração conservadora planejada pelos tucanos.
Há solistas locais a ombreá-lo no esforço de redimir a ‘boa ciência’, para tê-la à mão na disputa contra ‘a intervencionista’, em 2014.
Edmar Bacha, um dos formuladores do projeto econômico da candidatura Aécio Neves, atacou na mesma direção, num debate promovido também pelo jornal Valor:
“Falando só de economia, uma coisa que está clara é a dívida pública bruta (do Brasil) de 65% do PIB, que é extraordinariamente elevada para um país em desenvolvimento; comparado com nossos parceiros de renda per capita é extremamente elevado".
"O padrão normal seria mais nos 20%", estabeleceu Bacha com sua voz macia, que lubrifica um torniquete fiscal paralisante. (Leia sobre esse assunto a esclarecedora coluna de Paulo Kiass)
Como chegar lá?
Cortando gastos. Na verdade, um ajuste dessa proporção implicaria destroçar o pouco da capacidade de fazer política pública restaurada no Brasil na última década.
Em resumo, concluir o desmonte estatal produzido pelo PSDB quando o partido esteve no poder nos anos 90.
Há vozes discordantes, felizmente.
E com decibéis intelectuais suficientes para evidenciar que subjacente à gororoba do contracionismo-expansionista, defendida pelos Rogoffs,Tanzis & Bachas (destruir o Estado e as estatais para liberar a expansão do setor privado) emergiria um gigantesco vácuo.
Uma amplificação do vazio que dá origem a boa parte dos impasses enfrentados pelo desenvolvimento brasileiro nesse momento.
Um vácuo de coordenação econômica.
Uma verdadeira mazorca dos mercados sem lei.
Um déficit não propriamente fiscal, como querem os contracionistas, que fazem da Europa atualmente um mausoléu de Estados e direitos sociais.
Mas um déficit de ação ordenadora do Estado, deliberadamente desprovido de estatais e de instrumentos, engessado por interditos e carências que cerceiam seu papel histórico no desenvolvimento.
O conjunto explica não apenas o colapso atual da infraestrutura brasileira, como boa parte da hesitação do investimento privado, que será sempre titubeante quando desprovido de bússola pública para guia-lo (a fixação do câmbio adequado é um dos ponteiros dela).
No mencionado debate promovido pelo jornal Valor, o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em resposta a Bacha, cuidou de colocar o desafio brasileiro nos seus devidos termos.
Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos.
O rapaz percebeu que eles deram uns anabolizantes à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas premissas.
Quais?
As de que, independente das condições de vento e temperatura, históricas e sociais, o gasto público é algo devastador, sobretudo quando transita na faixa dos 90% do PIB.
Quente ainda o defunto da fraude intelectual, o Instituto Fernando Henrique Cardoso convocou um similar para esgrimir o opróbio de uma das pilastras de sua agenda para o Brasil.
O PSDB quer terminar o que começou: o desmonte completo do Estado brasileiro.
Mãos à obra.
Vito Tanzi, ex-FMI, ‘amigo’ do Brasil desde a crise da dívida externa,nos anos 80, desembarcou aqui para demonstrar em carne e osso como a ideologia não muda. Independente dos vexames de seus formuladores.
E por uma razão muito forte.
Por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses.
Em nome deles, quase como por encomenda, Tanzi falou no Instituto FHC.
Depois, reiterou ao jornal Valor:
“O tamanho do Estado brasileiro, refletido no amplo número de programas econômicos e sociais, é algo que precisa ser enfrentado. Uma vez introduzido um programa é muito difícil voltar atrás’, alertou o tecnocrata à la carte, para lançar um petardo de suspeição no arremate:” É possível que o déficit fiscal do Brasil talvez seja maior do que apontam as estatísticas, em razão de "truques"
Tanzi não é um atirador solitário da restauração conservadora planejada pelos tucanos.
Há solistas locais a ombreá-lo no esforço de redimir a ‘boa ciência’, para tê-la à mão na disputa contra ‘a intervencionista’, em 2014.
Edmar Bacha, um dos formuladores do projeto econômico da candidatura Aécio Neves, atacou na mesma direção, num debate promovido também pelo jornal Valor:
“Falando só de economia, uma coisa que está clara é a dívida pública bruta (do Brasil) de 65% do PIB, que é extraordinariamente elevada para um país em desenvolvimento; comparado com nossos parceiros de renda per capita é extremamente elevado".
"O padrão normal seria mais nos 20%", estabeleceu Bacha com sua voz macia, que lubrifica um torniquete fiscal paralisante. (Leia sobre esse assunto a esclarecedora coluna de Paulo Kiass)
Como chegar lá?
Cortando gastos. Na verdade, um ajuste dessa proporção implicaria destroçar o pouco da capacidade de fazer política pública restaurada no Brasil na última década.
Em resumo, concluir o desmonte estatal produzido pelo PSDB quando o partido esteve no poder nos anos 90.
Há vozes discordantes, felizmente.
E com decibéis intelectuais suficientes para evidenciar que subjacente à gororoba do contracionismo-expansionista, defendida pelos Rogoffs,Tanzis & Bachas (destruir o Estado e as estatais para liberar a expansão do setor privado) emergiria um gigantesco vácuo.
Uma amplificação do vazio que dá origem a boa parte dos impasses enfrentados pelo desenvolvimento brasileiro nesse momento.
Um vácuo de coordenação econômica.
Uma verdadeira mazorca dos mercados sem lei.
Um déficit não propriamente fiscal, como querem os contracionistas, que fazem da Europa atualmente um mausoléu de Estados e direitos sociais.
Mas um déficit de ação ordenadora do Estado, deliberadamente desprovido de estatais e de instrumentos, engessado por interditos e carências que cerceiam seu papel histórico no desenvolvimento.
O conjunto explica não apenas o colapso atual da infraestrutura brasileira, como boa parte da hesitação do investimento privado, que será sempre titubeante quando desprovido de bússola pública para guia-lo (a fixação do câmbio adequado é um dos ponteiros dela).
No mencionado debate promovido pelo jornal Valor, o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em resposta a Bacha, cuidou de colocar o desafio brasileiro nos seus devidos termos.
É importante acompanhar o que pensa o professor, um dos mais argutos intelectuais da atualidade:
Fala Belluzzo:
“O diabo é que eu tenho boa memória, eu não sou muito inteligente, mas boa memória eu tenho.
A taxa (de investimento) no auge do milagre chegou a 27%, mas na verdade a média era 22%, 23% (NR: hoje está abaixo de 20%).
A partir da crise da dívida externa tivemos um declínio fortíssimo. Vou analisar algumas questões estruturais do período anterior para a gente entender.
Você tinha uma sinergia muito grande entre investimento público e privado naquela época em que construímos toda a nossa infraestrutura, até os anos 1970.
Temos 30 anos atrasados na infraestrutura.
Keynes era um liberal conservador, gostava das conquistas culturais e civilizatórias do capitalismo, mas achava que o sistema não funcionava muito bem.
Então, o que ele recomendou?
Precisa ter uma sinergia para que você tenha um mínimo de estabilidade na taxa de inversão entre os programas de investimento, uma coordenação.
O que você perdeu aqui no Brasil foi muito dessa coordenação, nós tínhamos, mal ou bem, essa coordenação nos anos 1950 e 1960.
Quem fazia isso?
As empresas estatais.
Eu não estou dizendo que você tem que desfazer a privatização, eu estou dizendo o seguinte: o governo precisa ter um orçamento de capital separado do orçamento corrente, orçamento corrente tem que ser sempre equilibrado, o orçamento de capital é aquele que regula as flutuações cíclicas, isso foi o que ele pensou.
Muito bem, deixamos o investimento público aqui baixo.
Nossa indústria de bens de capital está reduzida.
A taxa de investimento é muito baixa. E ela ficou estagnada com flutuações muito pequenas ao longo desses últimos 30 anos.
O investimento público caiu para menos de 2% do PIB.
Não é possível, isso é uma economia que não tem coordenação (...)
Essa coordenação nós perdemos a partir da crise da dívida externa, tivemos graves problemas fiscais e nunca recuperamos a capacidade do Estado de investir e coordenar o setor privado.
E aí está o resultado na infraestrutura.
Isso tem um impacto grande. (...) e aí eu vou ter a primeira relação crítica com o Bacha, temos sim um problema de oferta e temos um problema demanda efetiva, porque se você quer criar oferta você tem que gerar demanda.
Esse problema não ficou claro e agora está começando a ficar, porque durante o período da bonança nós promovemos uma mudança na composição da demanda doméstica, certo?
Por causa dos programas sociais, do salário mínimo etc (...) Mas nós estamos em um enrosco, por quê?
Como o crescimento se deu dessa maneira, e é claro que se incorporou um monte de gente como consumidor, e dadas as mudanças que ocorreram na economia, sobretudo a queda da inflação, eles viraram demandantes de crédito.
Nos anos 1980 você não tinha crédito, a relação crédito/PIB era de 20%?
Era isso? Quanto é hoje, 50%.
Ocorreu alguma coisa diferente, quem não tomava crédito começou a tomar.
Isso tudo deu uma mudança na estrutura da demanda, qual foi o impacto na estrutura da oferta? (NR :importações baratas passaram a suprir parte dessa expansão da demanda, estrangulando a manufatura local e pressionando a balança comercial, que registrou déficit de quase US$ 1 bi em abril ).
O governo precisa colocar o câmbio no lugar.
Eu acho que hoje em dia, dada a reestruturação da indústria mundial, essa questão cambial é crucial.
Agora não é suficiente; por quê?
Vamos pegar o exemplo bem-sucedido.
O Bacha fez uma crítica ao conteúdo nacional (NR: a exigência de conteúdo nacional nas encomendas da Petrobras que, segundo o porta-voz do PSDB, partido que quase liquidou o petróleo brasileiro com a Petrobrax, estaria matando a estatal...)
Eu acho que precisa escolher alguns setores que têm maior poder de disseminação e dar prioridade a eles.
Para terminar: este é o país mais burocratizado do mundo (...) vai ter que resolver esses impasses que estão cada vez mais graves entre Legislativo, Judiciário e Executivo.
Existe uma interferência burocrática na ação econômica do Estado que a gente precisa discutir “ (‘Valor‘; 02-05-2013)
sexta-feira, 26 de abril de 2013
1964, 2013, A COISA VEM AÍ.
ROBERTO IRINEU MARINHO À DIREITA E ARMANDO FALCÃO, TAMBÉM À DIREITA.
SAUL LEBLON:
Há três semanas, o conservadorismo
comanda as expectativas do país.
O carnaval do tomate e a furor rentista marcaram a segunda quinzena de abril.
Deu certo.
No dia 17, o BC elevou os juros.
Ato contínuo, vários indicadores desautorizaram as premissas da terapia ortodoxa.
Os preços dos alimentos – não o único, mas um fator sazonal importante na pressão inflacionária – perderam fôlego. O do tomate desabou.
Não apenas isso.
O cenário internacional desandou.
Recordes de desemprego na Europa vieram se somar à deflação das commodities, ademais da decepção com a velocidade da retomada nos EUA.
Tudo a desaconselhar o arrocho pró-cíclico evocado pelos especialistas em incursões aos abismos e às bancarrotas.
Há cinco anos eles advertem que a resistência do Brasil à crise é um crime contra o mercado. (Leia também: ‘O Brasil é um crime contra o mercado’)
Nenhuma voz do governo ou do PT soube salgar o diagnóstico conservador com a salmoura pedagógica das evidências opostas.
Dilma poderia ter ido à TV. É sua responsabilidade esclarecer a opinião pública quando o futuro do país esta sendo ostensivamente jogado na sarjeta das manipulações.
Não significa mistificar os problemas, que existem.
Mas, sim, separa-los de interesses que não são os do país.
Disputar as expectativas, em certos momentos, é mais decisivo do que acionar medidas no varejo.
Se Lula ficasse mudo em 2008, o jogral pró-cíclico faria do Brasil um imenso Portugal .
O quadro hoje é outro?
Sempre é outro.
É para isso que existe governo. Se a história fosse estável e previsível , bastariam burocracias administrativas.
Veio a terceira quinzena de abril.
Enquanto o PT se preocupa com Eduardo Campos,o verdadeiro partido oposicionista alimentava um clima de dissolução institucional.
É só aquecimento: o lacerdismo togado e seu diretório midiático podem muito mais.
A pauta da ‘caça ao Lula’ voltou às manchetes.
Grunhida pela boca do casal Gurgel e esposa, sub-procuradora Claudia Sampaio.
Em linha com a nova tradição latino-americana, a da implosão institucional de governos progressistas, o lacerdismo togado avança na sua especialidade: a farsa em forma de grave denúncia.
O STF desautorizou o Congresso a analisar a PEC que fortalece o espaço do Legislativo na divisão dos poderes.
A ideia de um Judiciário que determine o que o Congresso pode e o que ele não pode discutir e votar é estranha à democracia.
Mas não ao método conservador.
Que pauta um Brasil cada vez mais explícito, à direita, em seus duetos e sintonias .
Há certeza de uma impunidade consagrada no poder de difusão conservador.
Ela explica a desenvoltura de personagens que se dispensam do recato e da liturgia observada nos velhos conspiradores.
Joaquim Barbosa se manifesta como uma extensão de Merval Pereira.
E vice-versa.
Gurgel acossa Lula e agasalha o líder de Carlinhos Cachoeira no Congresso, Demóstenes Torres, com uma aposentadoria de R$ 22 mil.
E ninguém dá gargalhadas.
Como diz o senador Requião, falta humor à crítica política.
Falta também capacidade de se escandalizar.
Um delegado ex-integrante do aparato da ditadura diz que Otávio Frias e Sergio Fleury eram parceiros de teoria e prática.
Tomavam chá das cinco no DOPS.
Dá para acreditar?
Dá para ter certeza de que as veladas ligações entre o dispositivo midiático e a ditadura precisam ser investigadas. Por uma comissão de verdade.
Quem se dispõe?
Silêncio constrangedor.
O ministro Mercadante defende a Folha e o ‘seu’ Frias – como ele se refere ao falecido pai de Otavinho, em nota tocante.
Toffoli, ministro do Supremo, dá ultimato ao Congresso: os representantes do povo tem 72 horas para explicar o que estão pretendendo discutir...
Paulo Bernardo alia-se ao oligopólio da mídia .
A Secom sustenta a Globo.
E o sub do sub do Banco Central vai discursar no Banco Itaú, espécie de diretório informal do PSDB. Prega o choque de juros.
O piloto sumiu.
Esse filme não é novo.
E nunca acaba bem.
O carnaval do tomate e a furor rentista marcaram a segunda quinzena de abril.
Deu certo.
No dia 17, o BC elevou os juros.
Ato contínuo, vários indicadores desautorizaram as premissas da terapia ortodoxa.
Os preços dos alimentos – não o único, mas um fator sazonal importante na pressão inflacionária – perderam fôlego. O do tomate desabou.
Não apenas isso.
O cenário internacional desandou.
Recordes de desemprego na Europa vieram se somar à deflação das commodities, ademais da decepção com a velocidade da retomada nos EUA.
Tudo a desaconselhar o arrocho pró-cíclico evocado pelos especialistas em incursões aos abismos e às bancarrotas.
Há cinco anos eles advertem que a resistência do Brasil à crise é um crime contra o mercado. (Leia também: ‘O Brasil é um crime contra o mercado’)
Nenhuma voz do governo ou do PT soube salgar o diagnóstico conservador com a salmoura pedagógica das evidências opostas.
Dilma poderia ter ido à TV. É sua responsabilidade esclarecer a opinião pública quando o futuro do país esta sendo ostensivamente jogado na sarjeta das manipulações.
Não significa mistificar os problemas, que existem.
Mas, sim, separa-los de interesses que não são os do país.
Disputar as expectativas, em certos momentos, é mais decisivo do que acionar medidas no varejo.
Se Lula ficasse mudo em 2008, o jogral pró-cíclico faria do Brasil um imenso Portugal .
O quadro hoje é outro?
Sempre é outro.
É para isso que existe governo. Se a história fosse estável e previsível , bastariam burocracias administrativas.
Veio a terceira quinzena de abril.
Enquanto o PT se preocupa com Eduardo Campos,o verdadeiro partido oposicionista alimentava um clima de dissolução institucional.
É só aquecimento: o lacerdismo togado e seu diretório midiático podem muito mais.
A pauta da ‘caça ao Lula’ voltou às manchetes.
Grunhida pela boca do casal Gurgel e esposa, sub-procuradora Claudia Sampaio.
Em linha com a nova tradição latino-americana, a da implosão institucional de governos progressistas, o lacerdismo togado avança na sua especialidade: a farsa em forma de grave denúncia.
O STF desautorizou o Congresso a analisar a PEC que fortalece o espaço do Legislativo na divisão dos poderes.
A ideia de um Judiciário que determine o que o Congresso pode e o que ele não pode discutir e votar é estranha à democracia.
Mas não ao método conservador.
Que pauta um Brasil cada vez mais explícito, à direita, em seus duetos e sintonias .
Há certeza de uma impunidade consagrada no poder de difusão conservador.
Ela explica a desenvoltura de personagens que se dispensam do recato e da liturgia observada nos velhos conspiradores.
Joaquim Barbosa se manifesta como uma extensão de Merval Pereira.
E vice-versa.
Gurgel acossa Lula e agasalha o líder de Carlinhos Cachoeira no Congresso, Demóstenes Torres, com uma aposentadoria de R$ 22 mil.
E ninguém dá gargalhadas.
Como diz o senador Requião, falta humor à crítica política.
Falta também capacidade de se escandalizar.
Um delegado ex-integrante do aparato da ditadura diz que Otávio Frias e Sergio Fleury eram parceiros de teoria e prática.
Tomavam chá das cinco no DOPS.
Dá para acreditar?
Dá para ter certeza de que as veladas ligações entre o dispositivo midiático e a ditadura precisam ser investigadas. Por uma comissão de verdade.
Quem se dispõe?
Silêncio constrangedor.
O ministro Mercadante defende a Folha e o ‘seu’ Frias – como ele se refere ao falecido pai de Otavinho, em nota tocante.
Toffoli, ministro do Supremo, dá ultimato ao Congresso: os representantes do povo tem 72 horas para explicar o que estão pretendendo discutir...
Paulo Bernardo alia-se ao oligopólio da mídia .
A Secom sustenta a Globo.
E o sub do sub do Banco Central vai discursar no Banco Itaú, espécie de diretório informal do PSDB. Prega o choque de juros.
O piloto sumiu.
Esse filme não é novo.
E nunca acaba bem.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Juros, 2014: Onde o bicho pega.
TUJA( Turma do juro Alto)
Gloelbels, o braço midiático da tuja.
De SAUL lEBLON:
Entre 2009 e 2011, o patrimônio líquido de 7%
das famílias mais ricas dos EUA cresceu 28%; o dos restantes 93% encolheu em
4%.
Em plena desordem neoliberal, as 8 milhões de famílias
mais ricas dos EUA viram sua riqueza média saltar de US$2,5 milhões para US$
3,5 milhões.
As restantes 111 milhões tiveram
queda de patrimônio: de US$140 mil para US$ 134 mil.
No Brasil na última década, a renda dos 10% mais
pobres cresceu 91%.
A dos 10%
mais ricos aumentou 16%.
Acúmulo de
patrimônio não é o mesmo que fluxo de renda, mas um interfere no outro.
Uma das pontes é a taxa de juro real.
O juro real no
país hoje, mesmo com o recente aumento da Selic, é de 2,3%.
Ainda um dos maiores do mundo.
Mas está precisamente 10 vezes abaixo dos 23% que
atingiu em meados de 2002. É aí que o bicho pega.
Daí deriva o jogral dos vigilantes do tomate.
E o coral dos que prometem 'fazer mais', com menos
intervencionismo.
O Brasil tem um dos jornalismos de economia mais
prolíficos do mundo; ao mesmo tempo, um dos menos dotados de discernimento
histórico em relação ao seu objeto.
Aqui os desafios do desenvolvimento são tratados como
crimes contra o mercado.
Aliás, o
Brasil, em si, é um crime contra o mercado.
Ampliar o
poder de compra da população, gerar empregos, expandir o investimento público
alinham-se entre os ‘ingredientes da crise', segundo a pauta
dominante.
Solução é subir juro.
Os exemplos se sucedem como folhas de um manual
suicida.
A cantilena
diuturna contra o investimento público e o descrédito na agenda de obras
públicas enquadra-se nesse adestramento da sociedade contra ela mesma.
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