BUT THE KING IS NAKED. WHAT A NEWSPAPER "THE STATE OF SÃO PAULO" TRIED TO SAY WITH THAT ARTICLE?
CHEGARÁ UM DIA, EM QUE ESTA IMPRENSA, MENTIROSA, FASCISTA, E CRIMINOSA FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL QUANTO ELA PRÓPRIA. "JOSEPH PULLITZER", JORNALISTA HUNGARO-AMERICANO. Vai lendo aí PIPI.
Minha lista de blogs
quarta-feira, 30 de abril de 2014
COCAINE ADDICTION IS TERRIBLE! AND RUMORS ABOUT COCAINE USE?
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
A FESTA DO PÓ ROYAL. QUEM TIROU O VÍDEO DO YOUTUBE, O PÉ RELA NO PÓ, OU O AH É SIM?
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Discurso de Jango em 1964. Mude as datas, e veja como é atual!
Chupinhado do blog do MIRO
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:
Recebo de José Vicente Goulart, filho de Jango e presidente do Instituto João Goulart, um discurso pronunciado por seu pai dias antes do Golpe de 64, que nos impôs morte, trevas e opressão. Quando a direita golpista se move, mascarada debaixo de crises políticas, o melhor antídoto contra ela é nos abeberarmos das lições da história.
Recebo de José Vicente Goulart, filho de Jango e presidente do Instituto João Goulart, um discurso pronunciado por seu pai dias antes do Golpe de 64, que nos impôs morte, trevas e opressão. Quando a direita golpista se move, mascarada debaixo de crises políticas, o melhor antídoto contra ela é nos abeberarmos das lições da história.
Afinal, o poeta espanhol George Santayana escreveu, há mais de um século, em seu A Vida da Razão: “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”.
Leia e veja as semelhanças que, infelizmente, estão longe de serem coincidências:
Democracia é por fim a privilégios
“Brasileiros, não receio ser chamado subversivo por propagar a necessidade de revisão da atual Constituição da República, é antiquada porque legaliza uma estrutura econômica já soberana , injusta e desumana .
O povo tem que sentir a democracia que ponha fim aos privilégios de uma minoria proprietária de terras.
Acusam o Governo Federal de estar incitando a agitação e de estar pretendendo golpear o regime democrático, mas quem acusa o Governo de pretender golpear as Instituições?
São aqueles mesmos que o povo reconhece como os maiores golpistas deste país e que, em todas as oportunidades, ostensivamente, procuram desviar o Brasil do seu rumo democrático, que é o rumo do povo brasileiro.
Os que hoje dizem que o Governo conspira, são aqueles que mais vem conspirando contra os interesses do povo e do País, os mesmo que em 1950 queriam impedir a posse do Presidente Getúlio Vargas, os mesmo que em 1954 levaram o grande Presidente ao suicídio, os mesmos que, em 1956, afirmaram que o governo eleito não podia tomar posse, os mesmos que em novembro do mesmo ano pretenderam sufocar as liberdades democráticas, os mesmos que em 1961 proclamaram que um vive-presidente eleito não podia sequer pisar no solo da Pátria e invadiam jornais e encarceravam operários e líderes populares para impedir que a constituição fosse cumprida, esses mesmos que gritam hoje que o Presidente João Goulart conspirou contra o regime e que eles são os democratas deste País; desgraça da nossa democracia se tivesse de ser defendida por aqueles que sempre estão prontos para golpeá-la.
O que eles querem encobrir com essas acusações constantes são outros propósitos e objetivos com essa campanha de difamação, de mentiras, de mistificação e confundir o povo brasileiro, para evitar que se façam dentro deste País as reformas reclamadas pela classe operária, que não constituem apenas uma reivindicação legítima e patriótica dos brasileiros deserdados, mas sim um imperativo nacional, reclamado pelo nosso desenvolvimento e o nosso progresso.”
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Paulo bernardo é o Quinta Coluna Mor do PT.
Breno Altman: Bernardo é um Quinta Coluna.
O PT e o governo precisam de uma faxina:
Se a vontade política da presidente Dilma Rousseff e
seu partido for realmente enfrentar a onda reacionária que tenta
controlar as ruas, há uma lição de casa a ser feita.
O PT e o governo
precisam se livrar da quinta-coluna, que representa interesses alheios à
esquerda e aos setores populares.
O termo nasceu na guerra civil espanhola, nos anos trinta do século passado.
O termo nasceu na guerra civil espanhola, nos anos trinta do século passado.
Quando Francisco Franco,
líder do golpe fascista contra a república, preparava-se para marchar
sobre Madri com quatro colunas, o general Quepo de Llano lhe assegurou:
“A quinta-coluna está esperando para saudar-nos dentro da cidade.”
Referia-se às facções que, formalmente vinculadas ao campo legalista,
estavam a serviço do golpismo.
A maior expressão de
quinta-colunismo no primeiro escalão atende pelo nome de Paulo Bernardo e
ocupa o cargo estratégico de ministro das Comunicações.
Não bastasse
vocalizar o lobby das grandes empresas de telefonia e a pauta dos
principais grupos privados de comunicação, resolveu dar entrevista às
páginas amarelas da revista “Veja” desta semana e subscrever causas do
principal veículo liberal-fascista do país.
Na mesma edição na qual estão publicadas as palavras marotas do ministro, também foi estampado editorial que celebra a ação de grupos paramilitares, na semana passada, contra o PT e outros partidos de esquerda, além de reportagem mentirosa que vocifera contra as instituições democráticas e os governos de Lula e Dilma.
Nesta entrevista, Bernardo referenda que se atribua, à militância petista, um programa que incluiria a defesa da censura à imprensa.
Na mesma edição na qual estão publicadas as palavras marotas do ministro, também foi estampado editorial que celebra a ação de grupos paramilitares, na semana passada, contra o PT e outros partidos de esquerda, além de reportagem mentirosa que vocifera contra as instituições democráticas e os governos de Lula e Dilma.
Nesta entrevista, Bernardo referenda que se atribua, à militância petista, um programa que incluiria a defesa da censura à imprensa.
Vai ainda mais longe, oferecendo
salvo-conduto à ação antidemocrática da mídia impressa e restringindo
qualquer plano de regulação a perfumarias que deixariam intactos os
monopólios de comunicação, o maior obstáculo no caminho para a ampliação
da liberdade de expressão.
De quebra, o ministro chancela o julgamento do chamado “mensalão”, ainda que escolhendo malandramente os termos que utiliza, caracterizando a decisão como um resultado “normal e democrático”.
De quebra, o ministro chancela o julgamento do chamado “mensalão”, ainda que escolhendo malandramente os termos que utiliza, caracterizando a decisão como um resultado “normal e democrático”.
Por atacar seu partido nas páginas do principal arauto do
reacionarismo, recebe de “Veja” elogio rasgado, ao ser considerado “um
daqueles raros e bons petistas que abandonaram o radicalismo no discurso
e na prática.”
Paulo Bernardo não é, porém, o único que flerta com o outro lado da barricada, apenas o que mais saçarica.
Paulo Bernardo não é, porém, o único que flerta com o outro lado da barricada, apenas o que mais saçarica.
Está longe de
ser pequena a trupe de figuras públicas petistas que dormem com o
inimigo, a maioria por pânico em enfrentar os canhões da mídia ou
desejosos de receberem afagos por bom-mocismo.
O governador baiano, Jacques Wagner, é outro exemplo de atitude dúbia. Há algumas semanas bateu ponto, na mesma revista, para dar seu aval aos maus-feitos jurídicos de Joaquim Barbosa e seus aliados. Mas não parou por aí.
O governador baiano, Jacques Wagner, é outro exemplo de atitude dúbia. Há algumas semanas bateu ponto, na mesma revista, para dar seu aval aos maus-feitos jurídicos de Joaquim Barbosa e seus aliados. Mas não parou por aí.
Quando o presidente do PT, Rui Falcão, estava sob cerrados ataques por
chamar sua gente à mobilização, Wagner correu aos jornais para prestar
solidariedade.
Não ao líder máximo de seu partido, mas aos lobos
famintos que se atiravam contra o comandante petista.
Nos últimos dias assistimos incontáveis cenas que igualmente merecem uma séria reflexão.
Nos últimos dias assistimos incontáveis cenas que igualmente merecem uma séria reflexão.
Não foi bonita ou honrosa a oferta do ministro da Justiça à
repressão da PM paulista contra a mobilização social.
Ou o prefeito
paulistano fazendo companhia ao governador Alckmin na resposta ao
movimento contra o aumento das tarifas de transporte.
Nesses casos,
contudo, não houve facada nas costas, mas flacidez político-ideológica
que não pode ser relevada.
A questão crucial é que, para avançar na luta contra o reacionarismo e na reconquista das ruas, o PT e o governo precisam restabelecer uma ética de combate.
A questão crucial é que, para avançar na luta contra o reacionarismo e na reconquista das ruas, o PT e o governo precisam restabelecer uma ética de combate.
A defesa dos
interesses populares e da democracia não poderá ser feita, às últimas
consequências, sem uma faxina de comportamentos e representantes que
favorecem os inimigos do povo no interior das fileiras aliadas.
(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.
(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
A direita com seu braço midiático apoderaram-se de um movimento justo, mas, comandados por inocentes políticos. Que história é esta de movimento apolítico?
Quando alguém viu a Gloelbels, apoiar manifestações populares?
O DAY AFTER:
IMPLICAÇÕES DE UMA VITÓRIA
A vitória superlativa da reversão do reajuste tarifário em SP foi saboreada pelos dirigentes do MPL com um misto de euforia e alívio.
A continuidade dos protestos
evidenciava a sua crescente diluição nas tinturas de um
levante contra o governo federal e as conquistas
econômicas e sociais dos últimos dez anos.
A jovem liderança do MPL, que se declara
de esquerda, admite que já não sabia como reverter a
usurpação martelada pela emissão conservadora.
Há atitudes óbvias.
Incompreensivelmente ainda não adotadas por
quem dispõe de todos os holofotes da boa vontade nesse momento.
Uma sugestão prosaica: convocar uma
entrevista coletiva e desautorizar o dispositivo midiático conservador,
que surfa na onda dos novos cara-pintadas para rejuvenescer a narrativa de um
antipetismo histórico.
A abusada antecipação da campanha de
2014 inclui cenas -e ameaças-- de invasão de palácios, mesmo quando ocupados
por governantes já comprometidos com a redução tarifária.
Essa era a agenda da 'comemoração' no
RS, nesta 5ª feira. Que nome dar a isso?
Aos integrantes do MPL não cabe
o bônus da ingenuidade. Embora jovens, souberam fixar um alvo de notável
pertinência histórica.
A
mobilização de massa pela tarifa zero e por uma cidade dos cidadãos
carrega a promessa de um chão firme do qual se ressente o planejamento
democrático no país.
Só um movimento urbano forte, capaz de
disputar a construção da cidade com a lógica do lucro imobiliário poderá
reverter o caos das grandes metrópoles.
Se for
a semente disso, o batismo de fogo do MPL, com todas as suas lacunas, já terá
valido a pena.
Antes, porém, precisa se desvencilhar da
carona oportunista que hoje embaralha a sua extração histórica e pode ferir de
morte a credibilidade conquistada nas ruas.
A direita, sequestra o Movimento Passe Livre, desvirtua-o para desgastar o governo Dilma. Jovens não sejam otários!
Quando uma das líderes do MPL, disse em entrevista ao vivo, que a pauta agora era acabar com o latifúndio rural e urbano, não deu para editar. Agora quem gravou vai ouvir, quem não gravou nunca mais ouvirá. A Gloelbels, editou. Quero ver o MPL juntar 80 mil pessoas nas ruas de São Paulo com esta pauta!
A direita sempre apoderou-se demovimentos populares. Lembrem-se de Allende, a esquerda "aquela" do Randolfe, começou o protesto contra Allende, a direita o encampou. O resto, bem, o resto é história...Todos conhecem!
Recebi por email, desconheço o
autor:
"Os
conservadores (ou o que chamamos de direita) querem sequestrar a pauta das
manifestações em prol de seus interesses.
Isso
ficou claro na mudança brusca de opinião de jornais, de revistas e de figuras notoriamente
reacionárias que antes criticavam as manifestações, e agora as apoiam.
Ficou
mais evidente ainda quando vi a foto de "artistas" com o olho pintado
de roxo, em protesto contra a violência policial.
Não me
consta que esses mesmos "artistas" se pintem de “vermelho sangue”
quando a mesma polícia mata os jovens pobres e pretos da periferia.
Por isso,
digo com todas as letras: a causa de Datena, Arnaldo Jabor, Marcelo Tas, Pondé
e esses "artistas" não é a causa pela qual lutamos.
Eles
apenas mudaram de posição porque viram que a manipulação ideológica tem limite
e que as pessoas não ficariam apenas na petição online.
Pense: eles se dizem contra a corrupção dos
políticos, mas se calam quanto à corrupção de empresas privadas; eles reclamam
da má qualidade do serviço público, mas são favoráveis à privatização e contra
o aumento dos impostos dos mais ricos; eles estão "cansados da
violência", mas nada dizem sobre a violência cotidiana a que a população
pobre - em especial negros, mulheres e gays - estão expostos; eles são contra a
"gastança de dinheiro público" apenas quando se trata dos programas
sociais, mas não veem problemas quando o BNDES financia empresas privadas a
juros baixíssimos; eles se dizem contrários ao aumento da passagem, mas acham
absurdo falar de “tarifa zero” – mesmo sendo algo juridicamente possível.
Então,
meu caro, não seja idiota: essas pessoas não querem o mesmo que você.
Elas
não PODEM querer o mesmo que você, pois os privilégios que têm dependem de quão
ruim a sua vida continuará a ser.
Conservadores,
por óbvio, querem conservar e não transformar.
Por
isso, não é por vinte centavos.
É pela
construção de um horizonte político que estas pessoas não querem, mas que você
precisa acreditar ser possível.
Elas não são nossas aliadas.
Definitivamente,
não são".
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Lula o fenômeno, viaja aos países Andinos, mais 4 títulos de doutor honoris causa para pendurar na parede!
Lula recebe título de doutor Honoris Causa no Peru e Equador
Tá difícil para oposição...
Do NASSIF
Lula visita Colômbia, Peru e Equador
Ex-presidente se encontrará com chefes de estado e receberá títulos de doutor Honoris Causa em universidade no Peru e de três instituições no Equador.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste segunda-feira (3) para a Colômbia, primeira etapa de uma viagem de cinco dias pela região andina, onde também visitará o Peru e o Equador.
Lula irá se encontrar com chefes de estado, debater programas sociais na Colômbia, e receber títulos de doutor Honoris Causa da Universidade Nacional Maior de São Marcos, no Peru, e de três instituições no Equador.
Na Colômbia Lula se encontrará com o presidente Juan Manuel Santos na terça-feira (4) de manhã, e verá uma apresentação dos programas sociais colombianos “Famílias en accion” e “Mujer Ahorradora”.
O ex-presidente também fará uma palestra para empresários da Câmara de Comércio Brasil-Colômbia sobre a integração da América Latina.
Na terça-feira (4) à noite, já em Lima, Lula se reúne com o presidente do Peru, Ollanta Humala.
No dia seguinte, quarta-feira (5), Lula fará uma palestra para a Câmara de Comércio Brasil-Peru sobre os 10 anos da Aliança Estratégica entre os dois países, firmada por ele com o então presidente peruano Alejandro Toledo, em 2003.
Nesse período foi concluída a rodovia Transoceânica, que liga o Brasil ao litoral peruano, oferecendo uma alternativa de transporte de produtos brasileiros para o Pacífico e impulsionando a integração entre os dois países.
À tarde, Lula receberá o título de doutor Honoris Causa da Universidade Nacional Maior de São Marcos, a mais antiga universidade das Américas, fundada em 1551.
Na quinta-feira (6), em Quito, no Equador, Lula se encontra com o presidente Rafael Correa e recebe a Condecoração da Ordem Nacional de San Lorenzo.
Na sexta-feira pela manhã (7), Lula faz uma palestra para a Câmara de Comércio Equatoriana Brasileira e à tarde recebe títulos de doutor honoris causa concedidos por três instituições equatorianas: a Universidade Internacional do Equador, a Universidade Andina Simon Bolívar e a Escola Politécnica de Guayaquil.
Na própria sexta-feira Lula retorna para São Bernardo do Campo.
(Assessoria de Comunicação / Instituto Lula)
domingo, 2 de junho de 2013
Quem dará coerência ao desenvolvimento?
O DESENVOLVIMENTISMO QUE A UDN,(LEIA-SE, FRIAS, MESQUITAS, MARINHOS, SAYAD, PSDB) , SEMPRE FORAM E SERÃO CONTRA.
DO BLOG DAS FRASES DE SAUL LEBLON
O Financial Times é tolerante com o fiasco
conservador em seu país, onde a fome está de volta, mas critica o
governo Dilma que dirige uma economia perto do pleno emprego (leia a
análise de Marcelo Justo, de Londres:
O país ingressa num ciclo de transição do modelo de crescimento que o poupou até agora da desordem neoliberal.
Mudanças pontuais, a curto prazo, e estruturais, de médio e longo prazos, terão que ser feitas para calibrar a máquina da economia rumo a um novo estirão expansionista.
Uma dúzia de variáveis desafiam a coerência e o dinamismo da marcha.
Cada uma tem um custo e nem sempre – ou melhor, quase nunca – combina com a outra.
Incentivar as exportações para, entre outras coisas, fortalecer o emprego industrial, por exemplo.
Implica desvalorizar o real, o que encarece os produtos importados, eleva a inflação e rebate no aumente dos juros, que comprime a demanda e ... derruba o emprego.
Que se pretendia preservar.
Quem decide o que é coerente na macroeconomia do desenvolvimento é a correlação de forças de cada época.
Não é um dado da natureza.
A exemplo das ‘vantagens comparativas’ (que o conservadorismo credita a um dom divino das nações), a correlação de forças é construída nas lutas históricas de cada povo.
Quem vai liderar a travessia para o novo ciclo de desenvolvimento?
Como e quando a CUT, o MST e demais organizações sociais vão intervir nessa dobra do caminho?
O conservadorismo, como aconteceu em 32, em 54, em 64 e na década de 90 apressa-se em atualizar o seu roteiro eterno de futuro.
Editoriais, como o da ‘Folha’, deste domingo (‘Um plano Dilma’), listam os requisitos do cardápio.
Tudo para o Brasil ‘voltar a crescer de forma saudável’, diz o epíteto martelado sobre a lápide das conquistas sociais.
Entre as sugestões, o diário preconiza: ‘conter o gasto público’ (adivinhem como...); ‘desamarrar’ a Petrobras para deslanchar o pré-sal (adivinhem como...); ‘baixar o centro da meta’ da inflação (adivinhem como...); ‘rever a política de comércio exterior’ e buscar acordos fora do Mercosul e dos Brics (adivinhem como...).
Em resumo, trata-se de um ‘Plano Dilma’ de rendição à pauta derrotada em 2002, 2006 e 2010.
Algo não bate.
Pela via eleitoral dificilmente a pasta de dente marchará assim, resignada, para dentro do tubo conservador.
Nos últimos dez anos, o país não fez tudo o que poderia ter feito.
Mas ampliou o investimento social do Estado; recuperou o poder de compra popular; gerou um novo ator político e um novo mercado de consumo; retomou o papel indutor do setor público na economia; reservou a maior descoberta de petróleo do século 21 à regulação soberana da sociedade; afrontou a lógica da Nafta em busca de uma nova ordem internacional; fortaleceu a agenda progressista latino-americana.
O país mudou: uma coisa não cabe dentro da outra.
O tubo desenhado pela Folha requer uma crise terminal ou a sangria do ‘excesso’ a golpes de machete para comportar o novo volume ao invólucro anacrônico.
Se o velho figurino não abarca o novo, nem por isso a sociedade pode prescindir de um trilho que injete coerência e impulso à engrenagem em construção.
Os gargalos da infraestrutura e a atrofia do investimento industrial terão que ser equacionados.
A industrialização brasileira está emparedada.
O desarranjo cambial barateia importações; favorece o consumo.
Mas destrói empregos locais, desmonta cadeias produtivas, desencoraja o investimento fabril e ressuscita, perigosamente, a vulnerabilidade externa.
Será de US$ 60 bi o déficit do setor manufatureiro este ano. Quase 18% das reservas.
Ele corrói aquilo que distingue o desenvolvimento brasileiro entre os demais emergentes: a singular conquista de uma planta industrial sofisticada e completa – ainda que desatualizada.
O país tem uma cola poderosa para recuperar as trincas e fendas do seu sistema fabril.
Não necessariamente reconstituindo-o nas mesmas bases, o que a essa altura talvez seja até impossível.
Mas revigorando o que importa: empregos de qualidade, inovação, tecnologia, equilíbrio nas contas externas etc.
O nome desse ‘super-bonder’ estrutural é encomendas cativas do ciclo do pré-sal.
Há etapas de maturação exploratória a vencer, ademais de ajustes macroeconômicos (desvalorização cambial) a serem negociados para que esse trunfo não se perca.
Há, ademais, que resistir à cobiça externa,.
O mencionado editorial da ‘Folha’, a exemplo dos grunhidos sobre a alegada ‘pré-insolvência da Petrobrás’, ilustram o olho gordo.
A corrosão da base manufatureira nacional é boa para a industrialização da China e dos países ricos.
O Brasil agregou uma Argentina às filas dos supermercados e das lojas de departamento na última década.
As encomendas do pré-sal – um cliente abençoado, cujo atendimento reverte automaticamente em capacidade de pagamento – figuram como o maior mercado de plataformas de petróleo dos sete mares.
Sem falar das peças de precisão, pesquisa, serviços, embarcações, refino etc., etc., etc.
O mundo rico cobiça a fervilhante feijoada brasileira num planeta cujo principal problema é justamente a falta de demanda.
Vista desse ângulo, a travessia em curso adquire contornos semelhantes à grandeza das escolhas feitas por Getúlio nos anos 50.
Hoje, como ontem, o udenismo cogita o sacrifício final do parque manufatureiro, com um tranco de misericórdia nas proteções tarifárias.
O mesmo se dá em relação ao destino do petróleo nacional.
A industrialização ocupa, de novo, o centro da disputa sobre o passo seguinte do desenvolvimento.
As linhas de passagem para manter o controle endógeno dessa variável tem um custo.
O ajuste cambial e a modulação do consumo formam o par mais delicado.
Se calibrados exclusivamente sob a batuta do BC e da orquestra mercadista, a fatura será paga em espécie.
Devolvendo-se um pedaço dos empregos, das políticas sociais e do poder de compra criados nos últimos anos.
Quem sabe, devolvendo-se até a regulação do pré-sal aos mercados (‘Vocês vão e voltam’, prometeu Serra ao emissário da Chevron, em 2010).
Os atores sociais que podem fazer o contraponto a essa espiral não tem mais tempo a perder.
Nos anos 50, um pedaço das forças progressistas só foi perceber o seu lado quando o povo já estava nas ruas apedrejando os carros do jornal O Globo.
Getúlio, isolado, deu um cavalo de pau na história com um único tiro.
O mesmo que ecoa até hoje como divisor da política nacional.
Ontem, como hoje, a inércia e o acanhamento estratégico pavimentam o caminho do projeto regressivo.
Não bastam discursos. Salvaguardar interesses corporativos é pouco mais que miopia nos dias que correm.
A hora reclama propostas críveis.
Propostas de desenvolvimento para o Brasil.
Que guarneçam a travessia em curso com as salvaguardas e pactos capazes de preservar não apenas as conquistas do passado.
Mas o ‘direito de ter o comando sobre o próprio destino’.
Era assim que Celso Furtado definia desenvolviment
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