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domingo, 4 de dezembro de 2011

NEOLIBERALISMO. OS CAPACHOS CHORAM!!!!

Ministra do Trabalho, Elsa Fornero ,se emociona durante anúncio de plano contra crise na Itália.

EUROPA EM TRANSE LEVA MINISTRA ÀS LÁGRIMAS

Ministra do Trabalho italiana, Elsa Fornero, não consegue conter o choro ao explicar a parte do arrocho de 30 bilhões de euros anunciado neste domingo pelo primeiro ministro Mário Monti, que penalizará fortemente  o sistema previdenciário do país. Idade mínima de aposentadoria foi elevada para 62 anos no caso das mulheres e 66 anos para os homens. Pensões acima de 960 euros foram congeladas.

 Elsa Fornero , em lágrimas, precisou interromper sua explicação sobre os detalhes do pacote sendo  substituída por Monti, o tecnocrata explicitamente reconhecido como um interventor dos mercados no Estado italiano.

 Veja a cena, expressiva da tensão vivida pela economia do euro, cuja sobreviência ou derrocada será decidida esta semana na reunião de cúpula da próxima 6ª feira, dia 9. 
(Carta Maior; 2ª feira; 05/12/ 2011)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A ITALIA JÁ ERA! E O FASCISTA DO BERLUSCA QUERIA A CABEÇA DE BAPTISTTI!



Mercados esfolaram a Itália até o osso nesta 4ª feira, num misto de pânico e oportunismo com o vazio político criado pela demissão branca de Berlusconi, imposta pelo poder financeiro. Il Cavalieri tornou-se disfuncional para a banca credora do país que tem a 3ª maior dívida do mundo, depois do Japão e dos EUA. E isso diz algo sobre a natureza excludente da lógica que originou a crise mundial e comanda a sua 'convalescença'. Até mesmo um neoliberal populista como o vulgar premiê, outrora adulado pela plutocracia global, passou a ter dificuldade política para implantar todo o arrocho requerido pelo BCE , o FMI e os credores.

Em troca da solvência de uma economia que precisa rolar 300 bi de euros em 2012, os ajustes cobrados de Roma incluem a elevação da idade de aposentadoria para as mulheres; cortes de gastos com a infância e a velhice; novos impostos e privatizações em massa.

O pânico decorre do fato matemático de que a dívida italiana --da ordem de 2 trilhões de euros--é quase seis vezes maior que a da Grécia, por exemplo. Significa que a Itália é irresgatável pelos mecanismos à disposição das lideranças do euro (um fundo de 400 bi de euros, cuja expansão para 1 trilhão depende da adesão chinesa...).

É isso que permite aos credores fazer gato e sapato de Berlusconi e do Estado italiano cobrando juros equivalentes aos que levaram Portugal, Grécia e Irlanda à falência. Só uma guinada histórica daria um cala-boca nos mercados.

Seria preciso o BCE abandonar a ortodoxia e intervir pesado, comprando títulos. Ou seja, assumir um papel regulador das finanças para disciplinar os ganhos e impor perdas aos rentistas com o manejo de uma dupla ferramenta: mais liquidez e menos juros. Mas isso, os 'mercados auto-reguláveis-- vocalizados por Angela Merkel-- esconjuram.

É forçoso fazer justiça.O verdadeiro nome da crise européia não é 'Berlusconi', nem 'Papandreou' ou 'Zapatero', mas, sim, supremacia das finanças desreguladas. Ou, rapto da democracia pelo dinheiro.