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sábado, 31 de dezembro de 2011

APONTEM UMA OBRA DOS NEOLIBERAIS TUCANOS DO PORTE DE SUAPE, OU QUALQUER UMA QUE LEVOU CIMENTO E TIJOLO?

Na foto, Fernando Henrique Lacerda, um carioca americanófilo, adotado pela elite paulistana e que impediu que estes progressos acontecesse a mais tempo.
Moradora da Ilha de Tatuoca - local onde foi erguido o Estaleiro Atlântico Sul -, Mônica, de 24 anos, assistiu o lugar pacato onde vivia dar lugar a uma fábrica de navios.
E foi no empreendimento onde conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada.
Na próxima sexta-feira ela será protagonista de um momento histórico na economia de Pernambuco. O presidente da Associação de Moradores da Ilha de Tatuoca, Edson Antônio da Silva, comemorou a indicação. “Estamos muito felizes porque a escolha foi por alguém da comunidade”, diz.

RITUAL

O batismo e lançamento ao mar é o momento mais emblemático da construção de um navio. Na ocasião, a madrinha quebra uma garrafa de champanhe no costado do navio e deseja felicidades à embarcação e a sua tripulação. A cerimônia será acompanhada por cerca de 5.000 convidados e contará com as presenças do presidente da República, Luiz Inácio da Silva, e dos presidentes da Transpetro, Sérgio Machado, e da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, além de uma comitiva de ministros e do governador de Pernambuco,
Eduardo Campos.
 O petroleiro suezmax construído pelo Atlântico Sul é o primeiro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) da Transpetro, que encomendou 49 embarcações a estaleiros nacionais.
JOÃO CÂNDIDO, O ALMIRANTE NEGRO.





Convidado da Transpetro, o filho do almirante negro, Adalberto Cândido (conhecido como Candinho), desembarca amanhã em Pernambuco, junto com sua esposa, Nadir dos Santos Cândido, para acompanhar a cerimônia de batismo e lançamento ao mar do petroleiro.
Que pena! Se o Neoliberal FHD(d de doar) gostasse tanto da indústria nacional, bem que poderia chamar uma socialite tungana para batizar navios de grande porte que havia 13 anos. 13 anos! Que o Brasil a hoje quarta indústria naval do mundo. não lançava ao mar.

Aliás tucanos não constroem nada. Só vendem. me aponte uma grande obra dos tunganos.
não há. Quando é que se viu o FHD (d de doar) Sair por aí a inaugurar obras, planejar a construção de hidrelétricas? Ferrovias? Refinarias? Nada. Nada e NADA!

O Promef já gerou 15 mil empregos diretos. Este número chegará a 40 mil. Em suas duas primeiras fases, o programa prevê a construção de 49 navios no Brasil, dos quais, 46 foram licitados e 33 já contratados. Os três últimos estão fase final de licitação. Em junho, será lançado ao mar o segundo navio do programa, desta vez no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ). fonte Blog da PETROBRAS.

Pois é moçada Suape é uma revolução em Pernambuco. Ao seu lado está 4 estaleiros. Ele tem 96 plantas de fábricas. A GM investirá lá 20 bi de dolares. Isto faz parte do PAC que não ecxiste.
Cunha
disse:

7 de maio de 2010 às 11:45

Trabalhei em estaleiro. Já fora, doeu vê-los sendo fechados pela incompetência e entreguismo dos tucanodemonatas ( PSDB+DEM, afins e PiG). Os estaleiros do interior da Baía da Guanabara estão bombando e sempre me pergunto:
Quais as vantagens que aqueles “aristocratas” estariam tendo em arruinar a indústria naval nacional e colocar milhares de brasileiros sem perspectiva de vida?

Temos que fazer nossa parte e mostrar ao máximo de pessoas o quanto eles destruíram o país. Eles não poderão voltar nunca mais !!!!! São anti-patriotas e qualquer coisa que seja nacionalista é instrumento de escárnio desses neo-escravagistas neo-liberais.

Eles são de uma elite apodrecida, curtida em uma história de um Brasil que não queremos ver mais.
A nova elite brasileira é aquela que emprega, gera riquezas, qualifica e tem orgulho de ser brasileira,bem diferente daquela que só torce pelo BRAZIL em Copa do Mundo.

sábado, 27 de agosto de 2011

TUCANOS SE REUNEM NO IFHC PARA DISCUTIR O FUTURO DA ECONOMIA BRASILEIRA. ALÉM DE NÃO PERCEBEREM QUE O CONSCENSO DE WASHINGTON FOI PARA O SACO, ELES ESTÃO PRESOS Á 1990 E POR NÃO TEREM O QUE FALAR, NÃO ENTENDEM QUE É DIFÍCIL APONTAR PROBLEMAS QUE "OCORRERÃO" NO FUTURO, CAMBADA DE TUCANOS DA ECONOMIA RODA PRESA!

O GRÃO TUCANATO ANDA MAIS PERDIDO QUE CACHORRO QUE CAIU DA MUDANÇA. 

   
"Dilema é convencer os eleitores de problemas futuros"

O futuro segundo os pais do Real - Por Maria Cristina Fernandes

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pedia que os palestrantes se ativessem ao tempo que lhes estava destinado para não atrasar o cronograma do seminário: "Alguns aqui trabalham. Poucos".


À sua volta estava toda a árvore genealógica do Plano Real: Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, André Lara Resende e Gustavo Franco. Às 10h da manhã de ontem contavam-se poucos assalariados no pequeno auditório do Instituto Fernando Henrique Cardoso. Além de Luís Stuhlberger (CSHG), Bernard Mencier (ex-BNP Paribas), Felipe Reischtul (ex-Petrobras), Celso Lafer (Fapesp), Roberto Teixeira da Costa (Bovespa), alguns intelectuais - José Arthur Gianotti, Bóris Fausto, Maria Hermínia Tavares de Almeida e Lourdes Sola - misturavam-se a uma maioria de silentes espectadores do que os pais do Real teriam a dizer sobre o futuro da economia brasileira.

 Os palestrantes, convidados a discutir por que a transição da economia brasileira restava incompleta, convergiram para o diagnóstico já conhecido de que o país gasta demais e que, por isso, arrisca-se a perder oportunidade histórica de reduzir a taxa de juros. Pérsio Arida, o único a falar sem fazer uso de gráficos ou tabelas, foi o que mais se aproximou de um programa a ser oferecido à oposição, ainda que de viabilidade política duvidosa.

 Questionava a razão pela qual a taxa de poupança no Brasil é tão baixa. Arriscou palpites culturalistas como o de que os pais brasileiros, ao contrário dos anglo-saxões, custeiam a educação dos filhos. E fez digressões sobre a tradição latinoamericana de poupar menos se comparada à asiática até pousar nos recursos que bancam o BNDES. Avisou que trataria de um tema polêmico e politicamente indigesto. "O FGTS é um dos impostos mais regressivos que existe. É uma poupança compulsória do trabalhador. Sai do bolso dele e vai para o do empresário. Será que o trabalhador que elege seus representantes não tem condição de administrar seus próprios recursos?"

Se o FGTS tutela o trabalhador, o FAT, na sua opinião, pressiona a taxa de juros - "A Selic precisa ser mais alta para remunerá-lo" - e, como direciona o crédito, acaba criando distorções na economia.
Da plateia, Gianotti comentou que faltava uma oposição para propor mudanças. Fernando Henrique contestou-o dizendo que não faltava oposição mas compreensão do que estava se passando. "É isso que estamos fazendo aqui. Temos que entender que eles [o governo] estão financiando empresário com dinheiro do trabalhador".

Reichstul perguntou por que na época em que o PSDB foi governo - e Arida presidente do BNDES - não se promoveu uma reforma das fontes de financiamento do banco. Ficou sem resposta.

Maria Hermínia perguntou o que fazer, por exemplo, com investimentos em saneamento, por exemplo, financiados, em grande parte, com recursos do BNDES. Arida respondeu-lhe com uma história de quando presidiu o Banco Central. Disse que ao chegar lá encontrou um imposto que os bancos pagavam pela emissão de cheque sem fundo, o funcheque. Esse imposto era repassado aos juros. Resolveu zerá-lo. 

Percebeu aí que seus recursos eram canalizados ao MEC e repassados às gráficas que imprimiam livros escolares e financiavam campanhas. "Parte do dinheiro efetivamente virava livro escolar. É o melhor arranjo? Não, certamente não é o mais eficiente".

"Aprendi com vocês o que é bem público", replicou Maria Hermínia, numa referência ao conceito econômico de bens universalmente usufruídos sem dispêndio. A professora chamava atenção para incompatibilidades entre a eficiência da economia e o bem estar social.

Um pouco antes Malan tinha dito que a crise financeira mundial explicitara os limites do Estado de bem estar social promovido por meio do gasto público: "Os que tinham a Europa como modelo vão precisar rever seus conceitos".

Gianotti não conseguiu conter a impaciência: "Desde o último artigo que li de Gustavo Franco tive a impressão de que vocês descreem da impossibilidade de se prover o welfare state. Mas o que pretendem fazer com essa gente?".

Gustavo Franco fez-se de desentendido: "A Lei de Responsabilidade Fiscal cuida do limite da dívida. E quem cuida do limite do gasto? Não é o welfare state que está em questão, mas a necessidade de se compatibilizar receita e despesa".

Fernando Henrique tentou fazer a ponte. Situou o buraco em que está metido o PSDB ao explicar que, ao contrário do que acontecia na época da inflação, as pessoas não percebem mudanças na política econômica como necessárias porque a conta quem vai pagar são as gerações futuras e não quem hoje está usufruindo do crescimento.

O ex-ministro da Fazenda fez uma crítica indireta à presidente Dilma Rousseff com quem Fernando Henrique tem feito gestos públicos de aproximação. Malan apontava os equívocos na visão de que o Brasil, dados os crescentes vínculos de sua economia com a Ásia e o fortalecimento do mercado interno, estaria blindado da crise mundial sem cortar gastos. E lembrou o momento em que, no primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o atual ministro Paulo Bernardo e outros ex-titulares da fazenda como Delfim Netto, subscreveram proposta de limite ao crescimento do gasto. 

"A ideia foi considerada rudimentar", lamentou Malan, referindo-se ao termo cunhado pela então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff sobre o plano.

Ao concluir a mesa, o diretor do IFHC, Sérgio Fausto, reportou o impasse político, que chamou de 'situação aflitiva', para levar à rua as propostas daquele debate: "O movimento pelo Real aconteceu num momento de desarticulação do sistema político. Agora está tudo articulado".
Fernando Henrique reconheceu que as mudanças gestadas pelos formuladores do PSDB ainda carecem de viabilidade política porque o governo hoje está alinhavado social e empresarialmente: "Há acertos lícitos (BNDES) e ilícitos (corrupção) no atual arranjo. A economia cresce e há uma base sólida de cumplicidade. A conjuntura não é favorável a mudanças".

Fausto revelou ter convidado todos os líderes da oposição. Ninguém foi. Além dos aliados de Dilma, alguém tem que se ocupar da desarticulação.

Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras no Valor Econômico.