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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SANTAYANA: ONDE ESTÃO OS INTELECTUAIS HUMANISTAS?

Santayana: onde estão os intelectuais humanistas?

Os intelectuais e o novo fascismo

Por Mauro Santayana

Os trovadores medievais, mesmo habitantes de um tempo quase imóvel, cantavam os tempos idos, os amigos e as amadas mortas ou perdidas, com a pergunta: Ubi sunt?

 Onde estão os intelectuais humanistas, que fermentaram o século passado com seu bravo testemunho? Essa é a pergunta que nos sugere a leitura de artigos de Albert Camus, alguns deles publicados em 1944, quando, libertada Paris, os combates ainda continuavam no Leste.

Muitos eram cristãos, outros marxistas, e se destacavam os que não se socorriam de qualquer seita, mas defendiam o primado do homem sobre a barbárie do ódio racial e de classe.

Em dezembro de 1944, Pio XII defendeu a democracia ocidental. Em artigo publicado no dia 26, coincidindo com o Natal, Camus denunciava a cumplicidade da Santa Sé naqueles anos. “Já que temos a ocasião, queremos dizer que a nossa satisfação não está desprovida de pesar. Há anos esperávamos que a maior autoridade espiritual destes tempos condenasse claramente os atos das ditaduras”.

Mais adiante, o autor de L’étranger é mais contundente: “Nosso desejo secreto era que essa voz se elevasse no momento mesmo em que triunfava o mal e em que as forças do bem se encontravam amordaçadas.

Esta voz, que acaba de ditar ao mundo católico que partido tomar, era a única que poderia ser ouvida no meio das torturas e dos lamentos. A única que poderia ter negado, tranquilamente e sem medo, a força cega dos tanques”.

Camus era contemporâneo da geração que assistira à ascensão do fascismo e do nazismo.
Os intelectuais se dividiam entre os que viam a ordem da força com entusiasmo, e aderiram aos novos bárbaros, e os que resistiram, em defesa da dignidade dos homens.
 Entre os que se entregaram sabujamente ao nazifascismo se destacaram o norueguês Knut Hamsum e o poeta norte-americano Ezra Pound.
Ambos foram salvos, no julgamento por traição, pela atenuante de demência senil.

Leia a íntegra no site do JB Online.

http://www.jblog.com.br/politica.php?itemid=16280#


Camus era 12 anos mais jovem que seu ídolo, André Maulraux, o mais decidido combatente pelo humanismo no século.
Próximo dos comunistas durante a insurreição de Xangai, que inspirou seu romance La condition humaine, Maulraux foi dos primeiros a denunciar o barbarismo nazista, no início dos anos 30.
 Em 36, partiu na primeira hora para defender a jovem República contra a selvageria das falanges de Franco. Piloto das forças republicanas, participou dos combates que lhe dariam material para L’espoir, a mais forte novela sobre a guerra civil espanhola.
Combatente nos primeiros meses da Segunda Guerra, membro da Resistência, preso pelos nazistas e libertado pelos companheiros de maquis, Maulraux, que se desiludira do stalinismo, será o grande colaborador de De Gaulle até sua morte.
 Camus e Malraux eram tanto mais comprometidos com o humanismo quanto mais equidistantes do dogmatismo da Igreja e da ortodoxia dos comunistas. E isso lhes deu a grande autoridade na defesa de suas ideias.

Mas, tanto entre os comunistas quanto entre os católicos, houve heróis e mártires na grande luta do século.
Em 1938, o católico Georges Bernanos, o romancista de Sous le soleil de Satan, se horrorizou com o Acordo de Munique, pelo qual seu país e a Grã-Bretanha entregaram o cordeiro tcheco ao lobo germânico.
Denunciou corajosamente o fato, em Scandale de la verité, veio para o Brasil com a família e tentou ser fazendeiro, sem êxito, em Cruz das Almas, Minas, e influenciou pessoalmente uma geração de escritores mineiros, entre eles Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Edgar de Godói da Matta Machado.

Hoje, com as bandeiras do ódio racista desfraldadas em Roma, em Berlim, em Paris, em Londres, em Nova York – e outros lugares – cabe a velha pergunta: ubi sunt? Onde se encontram os intelectuais humanistas, dispostos a lutar em defesa do homem?

Onde se encontram as novelas de denúncia, como Darkness at Noon, de Koestler, For whom the bells tolls, de Hemingway? Foram substituídas pelos livros de autoajuda e de evasão, próprias a uma civilização domada pelo medo e o egoísmo, e sob o fundamentalismo mercantil.


Mas não percamos a esperança.

Talvez ainda vejamos Ratzinger desculpar-se diante da História por retardar o processo de beatificação do mártir dom Romero, assassinado junto ao altar, e, como conselheiro de Wojtyla, ter contribuído para que o franquista Escrivá de Balaguer, rico fundador da Opus Dei, fosse “santificado”.

domingo, 9 de outubro de 2011

THC SUBIU À CACHOLA DE FHC.

O NÓIA DO FHC.

O louco de Pireu.

MAURO SANTAYANA


É conhecida a história (real ou fictícia) de um louco que vivia junto ao porto ateniense de Pireu. Ali, contava como fossem seus todos os navios que ancoravam e partiam. Era a “sua” certeza, contra todas as evidências.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está correndo o risco de ser comparado ao maníaco ateniense.

NA FOTO, CIGARROS DE MACONHA IMPORTADOS DA FRANÇA, VENDIDOS EM PHAMARCIAS, ATÉ 1938, EM LATA COM 20 CIGARRINHOS, MARCA INDIOS.


P.S: FOTOS, TÍTULOS E SUB TÍTULOS, POR CONTA DESTE BLOG.

 Ainda agora, no Uruguai, convidado para falar sobre educação (tema de que o seu governo teria que se envergonhar, desde que não abriu uma só universidade pública) creditou aos seus dois mandatos, os êxitos obtidos por Lula. Relembre-se que Lula construiu 15 novas universidades, criou mais de 200 escolas técnicas, e abriu 150 novos campi universitários, só no setor da educação.


O político paulista também desmereceu os avanços para a integração continental da América Latina. Mas, tal como o transtornado de Pireu, ele fala aos ventos, enquanto os navios alheios, como a História, se movem.
Registre-se, no entanto, o respeito que merece sua campanha pela descriminalização do uso das drogas (ainda tímida, porque só se refere à maconha). Mas poderia ter sido realizada há uma década, quando, no exercício da presidência, teve poder para alterar as leis repressivas no Brasil. Ele, que alterou a Constituição para reeleger-se, poderia, muito bem, ter suavizado a legislação penal.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MAURO SANTAYANA: POVO APOIA O SANEAMENTO DO ESTADO. O POVO APOIA DILMA

COM ELA, ADITIVOU, DANÇOU.


MAURO SANTAYANA, PENSAR QUE ELE FOI FUNDADOR DO DIÁRIO DO RIO DOCE!  ELES DEVERIAM PRODUZIR REPORTAGENS AOS MOLDES DO FUNDADOR.

Um dos efeitos danosos do regime militar que sofremos foi o da nítida separação entre o povo e o poder. O mais autoritário dos presidentes militares, Garrastazu Médici, valeu-se de sua condição de torcedor de futebol para criar  falso vínculo com o povo, mas se tratou de  artifício demagógico que não teve conseqüências de ordem política.


Há, no Brasil – e para o benefício dos dirigentes –  superestimação do poder dos partidos e da obediência a que devem sujeitar-se os que se elegem sob suas legendas. O nosso sistema constitucional não estabelece o mandato imperativo, ainda que os novos legisladores nacionais, ou, seja, os juízes do STF, tenham aprovado a esdrúxula norma de que os mandatos não pertencem aos seus titulares (que receberam os votos nominais populares), mas, sim, a seus partidos, que, em sua maioria, nada significam em matéria de programas e de doutrinas. Não havendo mandato imperativo, os dirigentes partidários não podem impor a seus parlamentares o apoio ou o não apoio a medidas propostas pelo Poder Executivo. Conforme a máxima magistral de Burke, o grande homem de estado britânico, ao eleger-se, o parlamentar só deve fidelidade à Nação e à sua consciência.


Sendo assim, a Presidente Dilma Roussef pode, se quiser, conversar pessoalmente com os parlamentares mais respeitados e ouvidos – das duas Casas do Congresso – e construir, diretamente, o apoio político necessário a seu governo.


Ela deve estar sentindo a forte aprovação popular aos seus esforços pela moralização da administração do Estado. É uma tarefa difícil e penosa, mas necessária. Em 1930, diante da visível erosão da República, com o abuso da Comissão de Verificação de Poderes que cassava, in limine, os mandatos de parlamentares independentes, e não lhes permitia a posse nos cargos para os quais haviam sido eleitos, as atas eleitorais fraudadas nas eleições majoritárias, e o autoritarismo de Washington Luís, ao impor o nome de Júlio Prestes como seu sucessor, o governador de Minas, Antonio Carlos Ribeiro de Andrada, cunhou a frase forte:


“Façamos a revolução, antes que o povo a faça”. E a Revolução se fez, em outubro daquele ano, com o entusiasmo do povo.


Dilma poderá promover a moralização do Estado. O povo que foi às ruas – nas memoráveis campanhas de 1984, pelas eleições diretas  e em 1992, contra a corrupção – pode bem a elas voltar, a fim de garantir à Presidente o seu apoio na tarefa de devolver o Estado à Nação.

domingo, 10 de julho de 2011

MAURO SANTAYANA TRABALHOU NO DIÁRIO DO RIO DOCE, QUEM DIRIA HEIN?

È de chorar de rir de saber que  o Santayana foi o responsável pela
fundação deste jornal?






O MAIS BEM PREPARADO, JORNALISTA BRASILEIRO FUNDOU O BORRACHINHA!!!! ( Diário do Rio Doce) É de chorar de rir!!!!

E antes que me encham o saco, o termo correto é : O mais bem preparado, aos invés do que o Príncipe dos sociólogos gosta de falar, ( da forma errada) , o melhor preparado.  E acha que é bom no portuga! Quasqhuasqquasqhuas, Só rindo mesmo!





Mauro Santayana (Minas Gerais, 1932) é um jornalista brasileiro.

Embora tenha estudado apenas até o segundo ano do antigo primário, o equivalente ao atual terceiro ano do ensino fundamental, ocupou, como jornalista, cargos destacados nos principais órgãos de imprensa brasileiros, especialmente na mídia impressa, como Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil, no qual mantém uma coluna sobre política. Também escreve regularmente para a Carta Maior e é comentarista de televisão.

 Vida política

Em 1964, ano do golpe militar no Brasil, colaborava com o embaixador Mário Palmério, no Paraguai, nas negociações para a implantação da hidrelétrica de Itaipu. Exilou-se, então, durante mais de dez anos, no Uruguai, no México, em Cuba, em Praga, na Checoslováquia. Trabalhou como jornalista e chefe das emissões em português da Rádio Havana, em 1966, e como comentarista político da Rádio Praga, entre 1968 e 1970.

Em Bonn, na Alemanha, foi correspondente do Jornal do Brasil (1970 - 1973).
É comentarista de TV e colaborador de diversos jornais, como "free lancer". Dois anos depois de voltar do exílio, em 1976, foi diretor da sucursal da "Folha de São Paulo" em Minas, até 1982, quando escrevia uma coluna diária de política.

 Foi chefe de reportagem do "Diário de Minas", 19551958 em Belo Horizonte - MG, secretário de redação da "Última Hora", 1959, (RJ), comentarista econômico da "Revista Panorama Econômico Latino-Americano", 1965, Cuba, e colaborador da "Gazeta Mercantil", 1982 - 1992. Escreveu também na revista "Manchete", no jornal mineiro "Binômio", e "Diário de Minas".

 Fundou na década de 50 o "Diário do do Rio Doce". ( NUNCA MAIS ESTE JORNAL? TEVE UM COLABORADOR DESTE CALIBRE. GRIFO MEU PTREMDAS13E13.)


 Atualmente é um dos editores do "Jornal do Brasil" onde mantém uma seção de opinião política.
Cobriu, como correspondente, a invasão da Checoslováquia pelas tropas do "Pacto de Varsóvia", a "Guerra Civil Irlandesa" e o "Conflito do Saara Ocidental".


Entrevistou personalidades importantes que marcaram a história do Século XX, como Willy Brandt, Garrincha, Dolores Ibarruri, Jorge Luis Borges, Lula e Juan Domingo Perón.


Foi Diretor Presidente do "Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais", na área Cultural. A amizade com Tancredo Neves e o trabalho feito pela reconquista da democracia garantiram-lhe uma condecoração do governo mineiro, em cerimônia em Ouro Preto, no dia 21-04-2004.


Prêmio Esso de reportagem de 1971.

Foi Adido Cultural do Brasil em Roma, entre 1987 e 1990.

Em 1968, integrou a "Comissão de Estudos Constitucionais do Ministério da Justiça", que elaborava propostas para os Constituintes de 1977.

Conselheiro e amigo de Tancredo Neves, foi o responsável pela articulação da campanha presidencial do então governador mineiro, representando-o em São Paulo, o que contribuiu, em muito, para o processo de redemocratização do Brasil.