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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O LUCRO PRIVADO E O INTERESSE PÚBLICO. OS URUBÚS NEOLIBERAIS DA MÍDIA FINGEM QUE NÃO VÊM.

ESTA CORJA  QUERIA AFUNDAR NÃO SÓ A P36, MAS, A PETROBRÁS INTEIRA.


LUCRO PRIVADO  E   INTERESSE PÚBLICO

 Defensores da privatização sempre argumentaram que  uma vez vendidas, as estatais prestariam contas aos mercados, o que por definição as tornaria mais eficientes, honestas, antiácidas e belas,  propiciando ganhos a acionistas, empregados e consumidores. A oferta parecia barata e bacana.

 No Brasil, o exemplo arrematado das virtudes privadas seria a Vale do Rio Doce,  que esta semana  lustrou prognósticos dourados ao registrar em 2010 o maior lucro da história das mineradoras em todo o mundo: R$ 30 bilhões, limpinhos. 

A euforia durou menos de 24 horas.  Antes que as manchetes comemorativas envelhecessem, a Petrobrás --    que também tem ações no mercado, mas é controlada pelo Estado brasileiro--  veio informar que seu lucro em 2010 foi um pouco maior: de R$ 35 bilhões. Com algumas notáveis diferenças.

 O  plano de investimentos da petroleira, em processo de  revisão que poderá ampliá-lo--  prevê inversões de US$ 224 bilhões de dólares até 2014. Por ser predominantemente pública, a empresa deu ao país a maior descoberta  de petróleo do planeta dos últimos 30 anos.

A exploração soberana das reservas do pré-sal  --com agregação de valor local e formidável demanda por equipamentos - figura como o maior impulso industrializante da história econômica brasileira.  O que seria do pré-sal se a Petrobrás  tivesse se reduzido a uma Vale do petróleo?

 Vejamos: a mineradora vai distribuir US$ 4 bi de dividendos aos acionistas este ano. Mas se recusa a investir 5% do lucro líquido, US$ 1,5 bi, em uma unidade produtora de trilhos no Brasil.

Para atender ao imediatismo dos mercados, prefere intensificar o embarque de minério bruto à China, de onde importamos  trilhos  para a expansão das ferrovias brasileiras.

O círculo virtuoso, como se vê, tem um raio mais estreito do que apregoavam os tucanos para justificar a venda da empresa por apenas R$ 3 bi, em 1997 (dez vezes menos que o lucro obtido agora).

SAUL LEBLON CARTA MAIOR 02/2011