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domingo, 28 de outubro de 2012

Haddad/Lula:A verdade sai do fundo do poço e não indaga quem está à borda!

 


A LOCOMOTIVA DOS PRIVATEIROS  TUCANOS DE SÃO  PAULO!



A VERDADE SAI DO FUNDO DO POÇO E NÃO INDAGA QUEM ESTÁ À BORDA.
“MACHADO DE ASSIS”








Se o PT não vencesse a eleição em mais nenhuma parte, vencendo só em São Paulo já seria uma derrota sem par do consórcio demo-tucano-pepessista-midiático-judiciário.



A vitória retumbante de Fernando Haddad, porém, somou-se a mais de 17 milhões de votos que fizeram o PT emergir do primeiro turno como o campeão brasileiro de votos.


O caráter histórico das eleições de 2012 também se fará acompanhar pelo fenômeno político e social que eclodiu, com o povo brasileiro simplesmente ignorando uma campanha de difamação de Lula e do PT pela mídia que, ao todo, durou 7 anos, mas que, nos últimos três meses anteriores a este 28 de outubro, atingiu as raias do inacreditável.


Centenas de milhões de dólares foram gastos pela grande imprensa brasileira na busca desesperada por fazer o povo brasileiro votar como queriam colunistas, editorialistas e articulistas de jornais, revistas, televisões e rádios. 


Tudo em vão. 



O brasileiro, mesmo bombardeado por acusações ao PT, ignorou e deu quase 20 milhões de votos ao partido.



Ao fim, mais uma vez o Brasil e o mundo se voltam a um retirante nordestino que chegou a São Paulo com a roupa do corpo, sofreu o diabo com privações e humilhações e, assim mesmo, tornou-se o pesadelo de uma elite que, desde o descobrimento, jamais teve o menor vínculo com a realidade, preferindo crer nas mentiras que ela mesma inventa.


Viva a Democracia!


Viva a Verdade!


Viva Fernando Haddad!


Viva São Paulo!


Viva o PT!


Viva Luiz Inácio Lula da Silva!
Eduardo Guimarães. 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A derrota acachapante das oposições.

Este ano não está dando certo. 



De Reykjavik


Ainda não se sabe qual será o resultado do segundo turno.



 Vamos aguardar. Mas uma coisa já se sabe: a derrota, nestas eleições de 2012, fica com as oposições.

Em primeiro lugar, há uma derrota moral. 


Sem alternativas a propor, desossada do ponto de vista programático, em sua retórica nacional, capitaneada pela mídia conservadora e pelo candidato pessedebista à prefeitura de S. Paulo, tudo o que as oposições apresentaram foi a consigna de “remember Mensalão”.

Requentaram o prato inventado, nunca provado. Inventaram seu “herói alternativo”, o ministro Joaquim Barbosa, também de origem humilde, como Lula, o arqui-inimigo daquela direita.


 Ele, de bom, de mau ou de nenhum grado, acabou entrando no papel. 


Sobretudo, ao enfrentar de modo irado seu rival – o dr. Silvana para a mídia esclerosada – o ministro Lewandovski, que, sendo revisor, teimava em revisar.




Enquanto isso, em S. Paulo, o candidato excelso (pelo menos para ele) do conservadorismo promovia o pastor Silas Malafaia e seu obscurantismo a cabo eleitoral.


 Para o opositor, o candidato petista, meu colega de FFLCH/USP e amigo Fernando Haddad, a resultante não podia ser melhor. 


Contra ele pesava, por exemplo, o apoio do ex-menino dos olhos da direita brasileira, Paulo Maluf.


 Pois Serra veio lembrar que quem tem Malafaia no próprio telhado não joga Maluf no dos outros.


Em segundo lugar, há uma derrota temporal e espacial. 


Mais uma vez a direita brasileira demonstra seu anacronismo irreversível.


 No momento, a pensar nas pesquisas (vamos ver, ainda assim, o que sai das urnas no domingo), a sua melhor cartada é o renascimento de um carlismo defasado em Salvador. 

E, como em S. Paulo, estribado na diferença de classes.


 Bom, pelo menos isso está mais claro: rico reacionário vota na direita, e quem com isso se identifica também. 


Pobre, remediado, povo, povão, vota na esquerda. A direita rifou o povão.


 Este só entra em suas preocupações se for abençoado pelo pastor Malafaia.




Finalmente, em terceiro lugar, há uma derrota política insofismável e intragável para as nossas direitas. Talvez até para alguns setores da esquerda também. Porque a presidenta Dilma sai reforçada da eleição.


 E o ex-presidente Lula deu um show de bola. 


Lula sacou, avaliou, compreendeu que o PT, sobretudo em seu setor paulista, precisava de uma renovação. 


E apostou nisso. E deu certo.


 Aliás, a renovação deu certo até onde ela não foi planejada, como em Osasco.


Mesmo que não ganhem, Pochmann e Haddad entrarão para a história do partido, de S. Paulo e do Brasil. Dilma já entrou. 

Agora é a vez deles.

 Aliás, de Edmilson, em Belém do Pará, PSOL, agora apoiado por Lula e Dilma também.

 Aos golpes por vezes no fígado de algumas lideranças do PSOL, Lula e Dilma respondem com a generosidade da visão política avançada.



A direita não agüenta. Talvez um dia ela se reerga das próprias cinzas. 


Então deixará de fazer campanha para derrotar Lula em 2002.



Ou Vargas em 1950 e 1954, ainda quem sabe.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.


domingo, 21 de outubro de 2012

PML: Quem não tem os votos(Do PT) xinga o eleitor!

Bye, Bye Cerra!



Pergunto o que leva nossos coveiros de sorriso amarelo a produzir tantas análises e raciocínios sofisticadíssimos para esconder o dado óbvio desta eleição municipal.


Apesar do julgamento do mensalão, apesar do tratamento ora irônico, ora pedante, que a maioria dos meios de comunicação dispensa ao ex-presidente Lula, está cada vez mais difícil esconder o bom desempenho do PT neste pleito.


Quem profetizou um fiasco de Lula precisa improvisar teorias para justificar verdades óbvias.
Quem chegou ao exagero de anunciar um duelo entre Lula e Geraldo Alckmin, em São Paulo, precisa fazer um curso supletivo de liderança política.


O mais novo argumento é dizer que o eleitor está desanimado, cansou-se da polarização entre PT e PSDB.


É preocupante. Nem faz muito tempo assim que os brasileiros recuperaram o direito de votar para prefeito de capital, que fora suprimido pela ditadura, e já tem gente que acha que esse tipo de coisa é cansativa e tediosa. É a mesma turma que, em dia de eleição, só consegue olhar para os santinhos na calçada e dizer que eles emporcalham a cidade.


 Eu acho que nada emporcalha mais uma cidade do que o autoritarismo, a falta de eleição, os prefeitos escolhidos de forma indireta.



E eu acho que a boca-de-urna ajuda a ampliar o debate numa eleição. E quem é a favor de proibi-la poderia dar uma chance ao próprio QI e perguntar-se se ela não tem a ver com a liberdade de expressão.
Voltando ao cansaço dos eleitores.


A teoria da baixa representatividade se apoia num fato real mas interpretado de forma interesseira.
É certo que  o  número de brancos e nulos nunca foi tão alto. O problema é usar este dado como prova de que  nosso sistema político não expressa a vontade dos brasileiros e blá-blá-bla…



Nós sabemos muito bem onde esse tipo de conversa sobre falta de representatividade da democracia começa e onde costuma terminar, não é mesmo?



Estrela principal do pleito que centraliza as atenções no segundo turno, Fernando Haddad não enfrenta o menor problema com sua representatividade. Ilustre desconhecido há seis meses, já conquistou 49% das intenções de voto  e lidera a eleição com uma diferença de 17 pontos. Falta de representatividade?



Se você comparar com outras eleições, municipais, estaduais e federais, verá que a ordem de grandeza é a mesma.



E se você se interessar pela temperatura da campanha, verá que Haddad tem empolgado a juventude e mesmo antigos militantes que pareciam ter pendurado a chuteira da luta política.



Estes números ajudam a mostrar que não há crise nenhuma com o regime democrático nem com o eleitor.



A doença envolve um candidato específico, José Serra, que exibe um  desempenho muito abaixo daquilo que seus aliados prometiam no inicio da campanha.



O grande número de nulos e brancos, em São Paulo, expressa sua dificuldade para atrair apoio junto a eleitores do PSDB e mesmo adversários do PT. São estes nulos e brancos que deixaram de ir para a Serra, o que é natural num candidato com uma rejeição que chegou a 52%.



Lançado como última esperança para  salvar a pátria do PSDB, o problema real da campanha de Serra não é a perpectiva de derrota. É o tamanho da diferença a favor de Haddad.


 Superior a qualquer previsão de nossos sábios, a vantagem do candidato do PT mostra um adversário que sequer tem-se mostrado competitivo.



Esta é a crise, o susto de 2012.



Temos uma  oposição sem representatividade, inclusive em São Paulo, que sempre considerou como sua fortaleza.



Após a terceira derrota na sucessão presidencial, não é uma boa notícia para o PSDB.