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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O GHOST WRITER DO AÉCIO A CADA DIA MAIS DOIDÃO. AINDA CONTINUA A FREQUENTAR AS BALADAS DO SENADOR CARIOCA

O SENADOR CARIOCA E SUA BRILHANTE CARREIRA... POLÍTICA.



Um aparte ao artigo "Carnaval", desta segunda (20/02, FSP)
O redator do “Aparte ao senador”, do Movimento Minas Sem Censura, jura que tentou achar no segundeiro artigo de Aécio Neves algo com que pudesse polemizar seriamente.

Se Leonel Brizola estivesse vivo, depois de ler o texto aeciano diria: impostura! Dupla impostura!

Primeiro, pelo estilo “Odorico Paraguassu” que marca o esforço literário do senador carioca, radicado eleitoralmente em Minas.

Ou de seu Ghost Writer. Segundo, por usar o nome de Darcy Ribeiro, como mote de suas baboseiras, impregnadas de uma pretensão literária de duvidoso gosto estético.
Vamos nos divertir primeiro, separando algumas de suas expressões rococós-wikipedia:

manto democrático da festa; asperezas do cotidiano; ritmo contagiante da irreverência; esses são dias que se descolam da realidade (piada pronta);

Darcy tinha o senso agudo da brasilidade e perscrutou, no Carnaval, a ambiguidade dos desiguais provisoriamente iguais (nossa!);

 hiato ecumênico; clamorosa consciência; desassistida (SIC) solidão dos mais pobres;

 nesses dias e noites em que o exercício de racionalidade abre alas para os adereços da paixão e da euforia (aiai);

 os nobres fictícios de tantas passarelas (eca); sua diversidade e sua irreverência tantas vezes crítica não entorpecem, não iludem (piada pronta); e dá-lhe besteirol.
Acreditem: em pouco mais de uma lauda jornalística coube esse monte de tolices fantasiadas de refinamento literário. Metáforas pobres, excessiva adjetivação, pouca substantivação.

Para uma Academia Brasileira de Letras pode até servir, depois que para lá foi Merval Pereira, o autor de trinta crônicas sobre Brasília.

“Darcy Ribeiro, antropólogo e educador, militante incondicional da vida e do humor”, segundo Aécio, tinha a consciência doída, em face das profundas desigualdades sociais do Brasil. Que dó. Militante incondicional da vida e do humor... .Que vacuidade!

Reduzir a esse "nada" a pujança intelectual, a rebeldia política e sua inequívoca admiração pela igualdade social estudada nas aldeias, por onde andou, é um acinte à sua memória.

 Ele não sofria apenas pela contemplação da desigualdade. Ele combatia a desigualdade. Darcy Ribeiro tinha lado. Sempre teve.

 Nunca foi o politico gelatinoso, em cima do muro, oportunista, argila, moldável aos discursos e circunstâncias que melhor lhe abririam caminhos para uma carreira sem sentido. Darcy, impossível separá-lo de Brizola, e com o citado Niemayer, tem em comum o discurso uníssono em reivindicar mais estado, mais poder público e menos neoliberalismo, como caminho concreto para diminuir e até mesmo erradicar a desigualdade social.

Na impossibilidade de citar autores neoliberais, para ilustrar seus textos, Aécio despe esses personagens de sua substância crítica e de esquerda.

 E os utiliza como quem dependura adereços carnavalescos, sem qualquer sentido, ainda que com a racionalidade própria de quem não quer apontar os motivos da desigualdade mencionada aleatoriamente no escrito.

Darcy está para Anísio Teixeira, assim como Aécio está para Anísio Santiago (o criador da famosa cachaça Havana). Nem tanto pela qualidade da “marvada” original. Mas pela grife em que esta se transformou.

O carnaval de Aécio nada tem a ver com o do povão. O dele é em camarotes, cercado de eruditas moças e regado a leite, frutas saudáveis, cerveja sem álcool, água mineral. Tudo isso elevado a menos um. Afinal, é carnaval.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O GHOST WRITER DO AÉCIO NEVER DEVE TER IDO EM OUTRA BALADA COM O CHEFE, O CARA TRINCOU O CABEÇOTE.

DEIXOU MINAS PENDURADA EM UM PAPAGAIO DE 73 BI, SEU AJUDANTE DE ORDENS PEDE PENICO AO GOVERNO DILMA E O SENADOR CARIOCA CHEIO DE LIBAÇÕES, DÁ UMA DE MODERNO. TE MANCA AÉCIO!


Um aparte senador!


O tema do texto semanal (FSP, 13/02/2012) é a concessão de gestão de aeroportos, via certame licitatório, para consórcios privados. Aécio começa festejando o “avanço” do PT, segue desancando o PT e termina fazendo piada com o PT.

 Duas de suas “habilidades” são reiteradas aí: não cita Lula ou Dilma, nem partidos aliados.

Seu foco é o PT. Esperteza e prudência.
Despreza ele a distinção conceitual entre alienação de patrimônio e concessão. Para a análise rasa, tudo dá no mesmo. Assim, a Vale, vendida por menos de 4 bilhões de Reais, equivale a um aeroporto como o de Brasília, concedido por 4,5 bi, por duas décadas e com forte poder de veto do governo, via o mecanismo de Golden Share.

O pouco difundido termo quer dizer: mesmo minoritário, o poder público pode exercer restrições a qualquer ousadia que os consórcios privados tentem perpetrar.

 É disso que reclama os privatistas tucanos. Para eles, o correto seria alienar o patrimônio físico representado pelos aeroportos. Ou seja, vender, literalmente, as edificações, equipamentos, pistas etc.

 Essa história de participação do poder público, com poderes restritivos, é um horror para o tucanato.
Como um adolescente se embrenhando nas matas do pequeno Parque Municipal de Belo Horizonte, ele se julga um grande explorador de uma “floresta amazônica” de contradições do PT. Errou. A então candidata Dilma afirmou, em campanha e em debates, ser a favor da abertura de capital da Infraero. Que por sinal manterá 49% da gestão dos aeroportos.

 Assim, Aécio não passa de um explorador de contradições miúdas. E ainda ousa exigir pedidos de desculpas ao PT, pelas críticas que esse partido teria feito à privataria tucana. Muito corajoso o rapaz: além das substantivas diferenças conceituais e práticas, temos ainda os efeitos da privataria tucana relatada em livro de Amaury Ribeiro Jr.
Ele, sim, deve pedidos de desculpas ao Brasil ao traficar informações mentirosas acerca do “choque de gestão” ou do “déficit zero”, agora desmentidos pelo Movimento Minas Sem Censura: um “papagaio” de 73 bi foi escondido do eleitorado mineiro nas eleições de 2010.
É verdade que as concessões são uma forma de privatização.

É mentira que a Infraero fosse “estatal” como o são as Forças Armadas.

Controle acionário governamental de uma empresa pública, com personalidade jurídica de direito privado, autonomia administrativa e financeira, não a faz “estatal”, no sentido clássico.

A Infraero, há décadas, licitava amplamente serviços e obras junto ao setor privado. Ou seja, a apropriação dos excedentes econômicos gerados pelos aeroportos já era, majoritariamente, privada. O que muda é a forma de apropriação. Isso faz diferença.
Tanto que Aécio, divertindo-se com sua própria indigência intelectual, acha engraçado o PT disputar quem “privatiza” melhor.

Certamente, ele explodiu em gargalhadas quando soube que seu amigo Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, contratou 2,5 bilhões de dólares em navios na China que, até agora, nem sequer podem entrar... na China.

Agnelli criou empregos nos estaleiros chineses, em desfavor dos estaleiros nacionais. Muito engraçado. Ah, Ah, Ah.
Aí está a diferença: a Vale, vendida pelo preço da concessão do aeroporto de Brasília, faz negócios da China, para a China.

 Ah, e a Vale não volta para o controle acionário do estado ao término da concessão, porque não houve concessão.

 Foi vendida, definitivamente, fraudulentamente, a preço de banana. Eis a diferença imperceptível ao nosso aprendiz de comediante do CQC.
Samuel Beckett disse certa vez: “Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez. Fracassa de novo. Fracassa melhor”.

Sem moedas podres, sem venda de pistas, de banheiros, de radares, de computadores, de detectores de metais, de hangares, de salas de desembarque e embarque etc, os aeroportos foram concedidos à administração privada, mas com forte controle governamental.

Se a presidenta Dilma errou, “errou melhor” que FHC. Menos pior para os cofres públicos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

COIMBRA: DILMA LEVA EM 2014. NÃO TEM BISPO DE GUARULHOS QUE ATRAPALHE, NEM COM PANFLETOS APÓCRIFOS.

MARCOS COIMBRA. É DILMA EM 2014.

Marcos Coimbra.

Hoje, o PT tem, portanto, dois muito bons candidatos à Presidência: Lula - não se precisa demonstrar - e Dilma. Qualquer um deles, se tivéssemos uma eleição agora, venceria (provavelmente com folga)

Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populimarcoscoimbra.df@dabr.com.br



 
Olhando para 2014
Enquanto se entretinham na contabilidade das crises nos ministérios e se ocupavam com as escaramuças entre os partidos da base governista, poucos analistas de nossa política perceberam algo que ocorreu em 2011. Trata-se, no entanto, de um fato de consequências mais relevantes que todos esses episódios somados.

Ao longo do ano, Dilma tornou-se uma candidata fortíssima a vencer a eleição em 2014 e a permanecer no cargo até 2018. Com isso, a repetir a performance de Lula e a completar um período de 16 anos de hegemonia petista à frente do governo federal.

A possibilidade sempre existiu. Desde quando foi aprovado o instituto da reeleição (não esquecendo que por iniciativa e intenso trabalho do PSDB e de Fernando Henrique Cardoso), foram raros os casos de ocupantes de cargos executivos — presidente, governador ou prefeito — que perderam a eleição de renovação do mandato.

São as exceções, governantes cuja gestão era considerada péssima ou que enfrentaram adversários notáveis. A regra é vencer, mesmo quando as administrações não enchem os olhos. Na dúvida entre o razoável, mas seguro, e o ótimo, porém incerto, a maioria das pessoas costuma preferir o conhecido. Sem contar que é comum a convicção de que quatro anos não são suficientes para pronunciar-se sobre o trabalho de alguém.

Dilma tinha o problema dos que venceram mais pelo prestígio de um patrono do que por seus próprios atributos. Sua vitória veio apesar de quase ninguém a conhecer e de não haver vínculos emocionais entre ela e o eleitor. Seu julgamento poderia, portanto, ser mais severo, e maior o risco de muitos se decepcionarem com ela.

Mas era a sucessora de Lula e se beneficiaria da aprovação das políticas que estavam em andamento e que permaneceriam. E seria, em 2014, a presidente em exercício.

Tudo considerado, era fácil imaginar que Dilma poderia, em tese, ser uma candidata com chance de vencer a reeleição. Salvo se seu governo fosse uma catástrofe.

Terminado 2011, o que vimos foi aumentar a avaliação positiva de seu trabalho. As pesquisas de dezembro e janeiro confirmaram o que se podia perceber desde o início do ano passado: uma tendência de melhoria dos índices de satisfação da população com o governo.

Ela atravessou o desgaste de uma série de problemas no ministério e no segundo escalão, atingidos por sucessivas denúncias, das quais algumas eram verdadeiras e exigiram providências. Enfrentou um ano de complicações crescentes na economia mundial, com reflexos relevantes no nosso desenvolvimento.

Foi aprovada pela vasta maioria da opinião pública e, de candidata potencialmente forte, tornou-se forte no sentido concreto.

É claro que é cedo e que muita água ainda vai correr por baixo da ponte até 2014. Mas é assim que ela começa o segundo ano de governo.

Hoje, o PT tem, portanto, dois muito bons candidatos à Presidência: Lula — não se precisa demonstrar — e Dilma. Qualquer um deles, se tivéssemos uma eleição agora, venceria (provavelmente com folga). E ambos têm idade (ele aos 66, ela aos 64) para disputar algumas mais nos próximos anos.

E as oposições?
Como mostram as pesquisas, só há dois nomes nacionais, de políticos que a maioria da população identifica: FHC e Serra. Nenhum, no entanto, em condições de disputar novas eleições: o primeiro diz que não deseja; o segundo não tem apoio sequer em seu estado e entre seus (ex-) amigos.
O mínimo que deveriam fazer era lançar, o quanto antes, seu candidato “óbvio”, como diz Fernando Henrique. Aécio precisa ser logo identificado como o rosto da oposição, o político que vai representar o “outro lado” em 2014.
Os próximos três anos são indispensáveis para alguém que apenas 20% da população conhece um pouco melhor. Talvez não resolvam, mas não podem ser desperdiçados.