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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PRESIDENTA DILMA CHAMA AS ADMINISTRAÇÕES EUROPÉIAS E DOS ESTADOS UNIDOS DE INSANAS, FINANCIAL TIMES APLAUDE. A CLASSE MÉDIA MANIPULADA PELO PIG QUE DIZIA, ISTO É QUE É CIVILIZAÇÃO! AGORA DIZ: EU MORO É NO BRASIL, NÃO NA EUROPA, ENTÃO TÁ!

ROUSSEF DILMA. BRAZIL PRESIDENT.
PRESIDENTA DILMA: A ADMINISTRAÇÃO DAS DÍVIDAS DA EUROPA E DOS ESTADOS UNIDOS É UMA INSANIDADE. 

Financial Times: Brasil tira proveito do sucesso em meio à “insanidade” global.

do jornal britânico Financial Times


Nunca estranhos à vivência de uma crise econômica, os brasileiros em meses recentes se viram colocados na invejável posição de espectadores das trapalhadas do mundo desenvolvido. 

Os programas de atualidades da TV brasileira  tem estado fervilhando, por semanas, com discussões sobre os problemas enfrentados pela Europa e pelos Estados Unidos, do impasse sobre o teto da dívida em Washington à crise financeira da Grécia e o escândalo do [tabloide] News of the World no Reino Unido. Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, parece ter resumido as percepções dos brasileiros sobre um mundo enlouquecido ao descrever na semana passada as crises da dívida nos Estados Unidos e na Europa como “insanidade”.


A incapacidade política do mundo desenvolvido de encontrar soluções para seus problemas, ela disse, representa uma “ameaça” à economia global. Um mercado emergente em dificuldades uma década atrás, o Brasil é hoje um retrato de estabilidade política e macroeconômica comparado com o parceiro do Norte do qual já ouviu cobranças e com os ex-poderes coloniais da Europa.


O Brasil não apenas é credor dos Estados Unidos, com U$ 327 bilhões de reservas em junho, mas a economia do país está em crescimento constante e o desemprego está em baixa recorde. Ainda assim, com o mundo desenvolvido mostrando tendências no passado associadas aos mercados emergentes, o desafio para o Brasil é como gerenciar o seu sucesso.


O país não pode se tornar complacente diante da ainda desafiadora tarefa de sair da armadilha de renda média na qual sua economia está parada há décadas. A ruptura para a economia brasileira veio durante os anos 90, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou uma série de políticas com o objetivo de estabilizar a inflação e a taxa de câmbio. O sucessor dele, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o foco na estabilidade macroeconômica enquanto expandia os programas sociais para melhorar o padrão de vida dos muito pobres. 

Os resultados foram impressionantes. O crescimento econômico do Brasil tem em sido em média de 4% pelos últimos oito anos e quase 49 milhões de brasileiros ascenderam para as classes média ou alta.


O Brasil também se provou relativamente responsável ao enfrentar desafios recentes. Seu sucesso econômico tem atraído uma enchente de dinheiro dos mercados estagnados do mundo desenvolvido, afetando o câmbio da moeda brasileira, o real, em relação ao dólar e ameaçando a competitividade da indústria local.

O Brasil respondeu com a assim chamada “guerra cambial” — uma série de controles de capital e de câmbio com o objetivo de conter a apreciação do real. Mas o Brasil tem resistido à maioria das pressões da indústria local para adotar medidas extremas, em vez disso impondo um sistema complexo de impostos desenhados para desencorajar a entrada de “dinheiro quente” de curto prazo.


Na frente fiscal, a sra. Rousseff tentou controlar o aumento dos gastos federais que se deu durante o ano eleitoral [de 2010] reduzindo o tamanho do orçamento deste ano. O banco central também tomou a decisão politicamente difícil de aumentar as já altas taxas de juros cinco vezes este ano, para 12,5%, visando combater a alta da inflação. Juntou essas medidas a passos para reduzir o rápido crescimento do crédito, que alguns analistas acreditam ser insustentável.


Na frente política, a sra. Rousseff tem limpado a corrupção no ministério dos transportes, demitindo autoridades alinhadas com um partido que faz coalizão com o seu Partido dos Trabalhadores. As dificuldades políticas enfrentadas por ela tem sido interpretadas pelo público como uma limpeza de primavera* de uma nova presidente.


Nada disso significa que o Brasil não enfrente seus próprios desafios. Um mercado de trabalho apertado, um sistema educacional fraco e a falta de trabalhadores especializados tem empurrado os salários para cima, enquanto uma infraestrutura pobre aumenta os custos de fazer negócios. 

Os níveis de endividamento das famílias começam a parecer muito pesados para os que tiram proveito do boom de crédito.

O Brasil precisa ter cuidado para não enterrar as novas classes médias sob tanta dívida que, quando a próxima recessão acontecer, elas sejam jogadas de volta à pobreza.

O custo de fazer negócios continua proibitivo, parcialmente por causa dos altos impostos e dos custos de mão-de-obra. E, embora os preços das commodities tenham disparado, os volumes de exportação não acompanharam. O Brasil usou a maior parte da bonança resultante dos preços das commodities para aumentar o volume de suas importações.

O Brasil pode sentir orgulhoso de si neste momento. Mas precisa ficar vigilante para não plantar, durante o atual período de prosperidade, as sementes da próxima crise.

*Spring cleaning,

ou limpeza de primavera, é uma atividade comum nos países do Hemisfério Norte. Depois do inverno em que eles se trancam em casa durante alguns meses, na primavera é hora de dar uma geral na casa.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

ESTADOS UNIDOS: A MISÉRIA CHEGOU...VOLTAREMOS VER CENAS DO FILME "AS VINHAS DA IRA?"

AS RUPTURAS DO NEO  LIBERALISMO SOBRA PRÁ QUEM MESMO?

CHUNPINHEI DO BLOG DO ESQUERDOPATA:

EUA: a miséria bate à porta


Mais de 5 milhões de lares perderam toda a riqueza desde 2005 nos EUA
 
5,6 milhões de lares, ou 15 milhões de pessoas, tiveram toda sua riqueza completamente destruída durante a primeira parte da queda econômica
Por Andre Damon, na Revista Fórum
Tradução de Idelber Avelar

O lar típico dos EUA perdeu 28% de sua riqueza durante a crise econômica, com um terço tendo sido completamente destruído, de acordo com uma recente análise de números do Census Bureau realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, intitulada “A diferença de riqueza entre brancos, negros e hispânicos sobe a um nível recorde”.

O estudo focaliza as disparidades raciais, mas as descobertas mais assustadoras dizem respeito ao empobrecimento geral de todos os setores da população. A porcentagem de lares dos EUA que tem ativos de zero dólares ou abaixo—ou seja, que têm mais dívidas que posses—subiu de 15% em 2005 para 20% em 2009. Isso significa que 5,6 milhões de lares, ou 15 milhões de pessoas, tiveram toda sua riqueza completamente destruída durante a primeira parte da queda econômica. Estes números vêm de uma pesquisa do Census Bureau para 2005 e 2009.

O estudo mostrou que, depois de ajustes de inflação, a riqueza média dos lares dos EUA caiu de US$96.894 em 2005 para US$70.000 em 2009, uma queda de 28%. A maior parte disso é atribuível à queda vertiginosa no valor dos imóveis, que foi da ordem de 30% entre 2006 e 2009 e até maior desde então.

A queda no valor das casas se combinou com a queda nos salários. Entre 2005 e 2009, a média recebida pelos trabalhadores por hora caiu 5%, depois de ajustada a inflação, de acordo com o Ministério do Trabalho.

O endividamento tem crescido de forma tão rápida como a riqueza tem caído. Entre 2005 e 2009, as dívidas não asseguradas cresceram 33% para a população como um todo, mostrou o estudo. Enquanto isso, a parcela da riqueza em mãos dos 10% mais ricos cresceu de 49% em 2005 para 56% em 2009.

As minorias raciais receberam um golpe particularmente duro, incluindo-se aí a queda no valor das casas. A riqueza líquida do lar hispânico caiu 56%, de US$12.124 em 2005 a US$5.677 em 2009. O valor líquido dos lares negros também desabou, 53%. Entre os hispânicos, as dívidas não asseguradas subiram 47%.

O nível de desigualdade entre brancos, negros e hispânicos é hoje o maior dos últimos 25 anos, e sem dúvida é mais alto do que antes desses 25 anos. A diferenciação racial é parcialmente atribuível à geografia. Enquanto que os brancos viram o valor de suas casas cair 18% e os negros, 23%, o valor das casas dos hispânicos caiu em mais de 50%.

Como nota o relatório, “em 2005, mais de dois em cada cinco lares hispânicos ou asiáticos se encontrava no Arizona, Califórnia, Flórida, Michigan ou Nevada, os cinco estados com declínios mais agudos nos preços das casas”. Para os hispânicos que moram nesses estados, nota o relatório, os ativos médios caíram de US$51.464 em 2005 para US$6.375 em 2009, uma queda de 88%.

Essas divergências raciais, no entanto, mascaram o aumento mais fundamental da desigualdade entre as classes trabalhadoras e os ricos de todas as raças. O relatório nota que os 10% dos negros mais ricos controlam 67% de toda a riqueza daquele grupo, comparado com 59% antes da crise. Para os hispânicos, da mesma forma, os 10% mais ricos controlam 72% da riqueza em 2009, por oposição a 59% em 2005.

O número de desempregados, enquanto isso, subiu de 7,9 milhões para 15,2 milhões entre 2005 e 2009. O crescimento do desemprego também afetou as minorias desproporcionalmente. O desemprego tem afetado negros e hispânicos de forma desproporcional, com a taxa atualmente em 16,5% para os negros e 11,6% para os hispânicos.

A tremenda queda na riqueza tem tido um efeito transformador na sociedade estadunidense, contribuindo para milhões de execuções de hipotecas e falências pessoais. De acordo com os números da Realtytrac.com, houve 10 milhões de execuções de hipotecas entre 2005 e 2009.