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quinta-feira, 5 de abril de 2012

APOSENTADO SUICIDA EM PÚBLICO NA GRÉCIA. COM CERRA O CAVALO GREGO DO NEOLIBERALISMO TROTARIA NO BRASIL.

                                          Protesto em Atenas depois do suicídio de um aposentado de 77 anos, que, em bilhete,  disse lhe restar apenas 'um fim digno antes de procurar comida no lixo'

CHUPINHADO DO ESQUERDOPATA




DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um aposentado grego de 77 anos se suicidou ontem nas proximidades do Parlamento do país, dizendo ser esse o único "fim digno" possível para ele, numa Grécia que atravessa severa crise.

"Não quero deixar dívidas para os meus filhos", gritou, segundo testemunhas, antes de atirar na própria cabeça, debaixo de uma árvore.

A mídia local o identificou como Dimitris Christoulas, um farmacêutico aposentado, e divulgou uma nota escrita à mão deixada por ele.

No bilhete, ele explicava seus motivos e previa que, no futuro, os jovens gregos sem perspectivas usarão armas para se defender.

"Dado que não tenho idade que me permita responder ativamente (ainda que fosse o primeiro a seguir alguém que tomasse um [fuzil] Kalashnikov), não posso encontrar nenhuma forma de luta, exceto um fim digno antes de ter de começar a procurar comida no lixo", diz o texto.

O suicídio do farmacêutico tomou de imediato o debate público na Grécia, onde uma em cada cinco pessoas está desempregada e sucessivos cortes de salários e pensões atingem os que têm emprego ou estão aposentados.

PROTESTOS

A movimentada praça Syntagma, onde Christoulas se matou -um ponto tradicional de protestos do lado oposto ao Parlamento-, encheu-se de flores, velas e bilhetes escritos à mão com condenações à crise e ao governo.

Estima-se que 1.500 pessoas tenham passado pelo local, convocadas pelas redes sociais. Reprimidos pela polícia, protestos e manifestações também aconteceram em outras cidades gregas.

"Nesses tempos difíceis para nosso país, nós todos -Estado e cidadãos- deveríamos apoiar os que estão do nosso lado e em desespero", disse, em nota, o primeiro-ministro Lucas Papademos.

O líder socialista Evangelos Venizelos classificou o episódio de tão monstruoso que tornava "irrelevante e vão qualquer comentário político". Segundo os dados mais recentes disponíveis, suicídios na Grécia aumentaram 18% desde 2010. Apenas em Atenas, a alta foi de 25%.

Segundo o "New York Times", antes da crise, a Grécia tinha a taxa mais baixa de suicídios da Europa: 2,8 a cada 100 mil habitantes, ou pouco mais de 300 ao ano.

Ainda segundo a mídia grega, o farmacêutico, em sua nota, se referia ao governo como "governo de ocupação de Tsolakoglou".

Georgios Tsolakoglou foi primeiro-ministro colaboracionista durante a ocupação da Grécia pela Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial.

A menção é mais um termômetro da ira grega contra os alemães por conta do papel determinante do governo Merkel na imposição das medidas de austeridade ao país.

A adoção de um drástico pacote de cortes e privatizações foi a condição da "troica" (a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional) para socorrer a Grécia.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A EUROPA DESENVOLVIDA VIVE O QUE A AMÉRICA LATINA VIVEU NA ERA DO DOGMA NEOLIBERAL.


O  ARTIGO É DE SAUL LEBLON

O ardil da austeridade

No que consiste a receita de austeridade que esmaga a Grécia (leia a análise de Marco Aurélio Weissheimer; nesta pag.), solapa a Itália, esfarela Portugal e Espanha entre outros?

 Grosseiramente, trata-se de montar uma máquina capaz de pagar os juros aos credores. A meta é dar solvência a uma dívida contraída em regime de cumplicidade imprevidente -entre bancos e governos e entre bancos locais e estrangeiros - prática essa tida como exemplo das virtudes da livre ciculação de capitais , cantada em prosa e verso na farra especulativa que antecedeu ao colapso de 2008. Como funciona a engrenagem desse colosso excretor de juros?

De novo, em síntese rudimentar, trata-se de arrochar o consumo público e privado, ancorando a geração de caixa nas exportações.


 Daí a opressão laboral e os cortes de salário mínimo e aposentadorias exigidos pelos centuriões do euro, comandados pela generala Merkel , tendo na garupa seu seu petit Napoleão, Sarkozy.

Daí também o desmonte da esfera pública, com a supressão de serviços essenciais, a demissão maciça de funcionários e a contração irrestrita de investimentos.

O ajuste europeu poderá gerar um colapso social até mais dramático que o produzido na crise da dívida externa vivida pelos países da América Latina, nos anos 80.


Naquele caso, o recurso à desvalorização cambial como alavanca de impulso exportador, embora convergisse igualmente para a perda de poder aquisitivo dos trabalhadores --e era esse o objetivo-- não impactava de forma direta e na mesma proporção o bolso de todos os assalariados.

No caso europeu, a união em torno de uma moeda supranacional de valor interno fixo impede o ajuste cambial caso a caso.

É preciso ir diretamente ao bolso do cidadão confiscar poder aquisitivo. A tal ponto que em Portugal, o governo Pereira Passos tentou ressuscitar a mais valia absoluta, elevando em meia hora diária a carga de trabalho, sem remuneração.


 É com base nesse torniquete que se pretende reerguer as sociedades afogadas na crise do euro, a partir de uma improvável e avassaladora explosão das exportações em cada país.

As metas de receita no comércio exterior são superlativas e fantasiosas, sobretudo por um detalhe: se o mundo está em crise e todos querem exportar, quem dará as ordens de compras necessárias à redenção da engrenagem conservadora?

A conta não fecha. A sangria social tende a assumir proporções hemorrágicas de um empobrecimento sem paralelo. Uma especie de argentinização européia.


Na crise produzida pelo governo Menen, a escolarizada e próspera sociedade argentina viu 50% de sua população deslizar para baixo da linha da pobreza. Então as ruas explodiram.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SOCIALISTAS EUROPEUS ADVERTEM SOBRE RETORNO DA POBREZA EM MASSA NA EUROPA.


Por Peter Schwarz
12 de janeiro de 2011


Quase uma em cada 4 pessoas na União Europeia foi ameaçada pela pobreza ou exclusão social em 2010. Esta é a conclusão de um relatório oficial que a Comissão Europeia apresentou em dezembro.

Segundo o relatório, 115 milhões de pessoas, ou 23% da população da UE, foram consideradas pobres ou socialmente desfavorecidas. As principais causas foram o desemprego, a idade avançada e os baixos salários, com mais de 8% de todos os trabalhadores da Europa agora pertencendo ao grupo de "trabalhadores pobres".

Famílias de mães ou pais solteiros, imigrantes e jovens são os mais afetados. Entre os jovens, o desemprego é mais do que o dobro do que entre os adultos. Cerca de 21,4% de todos os jovens da UE não tinham nenhum trabalho em setembro de 2011.

 A Espanha lidera todos os países da UE com uma taxa de desemprego entre os jovens de 48%. Na Grécia, Itália, Irlanda, Lituânia, Letônia e Eslováquia o desemprego dos jovens está entre 25% a 45%.

Em países como Alemanha, Países Baixos e Áustria as taxas de desemprego entre os jovens são menores apenas porque a formação escolar leva mais tempo e muitos jovens desempregados estão "estacionados" em empregos sem carteira assinada, fato que os exclui das estatísticas oficiais.


Mas mesmo nesses países a chance de conseguir um emprego com remuneração decente está diminuindo. Cerca de 50% de todos os novos contratos de trabalho na UE são contratos de trabalho temporários. Para os trabalhadores com idade entre 20 e 24 anos, a proporção é de 60%.

O crescimento da pobreza e da exclusão social não é simplesmente um resultado da crise econômica, mas sim o resultado de uma política deliberada por parte dos governos europeus e da União Europeia.

Apesar dessas estatísticas alarmantes, as autoridades continuam a cortar os gastos sociais, a aumentar a idade da aposentadoria, a eliminar empregos no setor público e a expandir o setor de baixos salários - todas medidas que ampliam e aprofundam a pobreza.

 Com a decisão na última cúpula europeia de incluir um "freio de dívida" nas constituições de todos os estados membros da UE, os governos boicotaram a si próprios de praticamente qualquer possibilidade de aliviar a crise social através de medidas fiscais.

Após a Segunda Guerra Mundial, quando o desemprego e a pobreza se generalizaram pela Europa, mesmo governos de direita se sentiram obrigados a prometer um futuro melhor e mais próspero. Hoje, todos os governos europeus não têm nada para oferecer à classe trabalhadora além de sacrifícios e privações.

Todos os discursos de Ano-Novo ecoaram este tema. O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, advertiu seus compatriotas, que já foram sujeitos a cortes brutais: "Temos de continuar nossos esforços com determinação para que os sacrifícios que fizemos até agora não sejam em vão."

O presidente francês, Nicholas Sarkozy, proclamou: "Esta crise extraordinária, sem dúvida a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, não acabou... vocês estão terminando o ano mais ansiosos por si mesmos e por seus filhos."A chanceler alemã, Angela Merkel, ameaçou: "O próximo ano será sem dúvida mais difícil do que 2011."

 E o presidente italiano, Giorgio Napolitano, um ex-stalinista, que passou décadas no Partido Comunista, convidou a população italiana a fazer sacrifícios para equilibrar o orçamento nacional: "Ninguém, nenhum grupo social, pode hoje evitar o compromisso de contribuir para a limpeza das finanças públicas a fim de evitar o colapso financeiro da Itália", disse ele.

A alegação de que as medidas de austeridade estão sendo usadas para resguardar os tesouros nacionais é uma mentira descarada. As finanças públicas estão insolventes porque elas têm sido saqueadas pela mesma elite financeira que agora é beneficiada pelas medidas de austeridade. Impostos sobre os lucros, a propriedade, e a alta renda têm sido repetidamente reduzidos. Muitos países do Leste Europeu, onde a pobreza é particularmente elevada, introduziram um imposto fixo de menos de 20%. Três anos atrás, trilhões em fundos públicos foram transferidos para os cofres dos bancos para cobrir suas perdas especulativas.

O relatório da UE documentando o crescimento da pobreza também contém dados sobre o crescente fosso entre ricos e pobres. Na Alemanha, o país mais rico, 1% da população possui 23% de toda a riqueza e os 10% mais ricos controlam 60%.

Metade da população possui apenas 2% de toda a riqueza. O relatório diz: "Uma estrutura em que os pobres possuem menos de 5%, as classes médias 30-35%, e os ricos mais de 60% representa um padrão típico que pode ser encontrado na maioria dos países europeus".

A elite financeira que monopoliza uma enorme proporção de ativos sociais perdeu toda inibição social. No período pós-guerra, com as memórias de crimes de guerra ainda frescas e os sentimentos socialistas amplamente divulgados, eles foram obrigados a fazer concessões sociais para preservar seu sistema.


 A existência da União Soviética também exerceu um efeito moderador. Apesar da degeneração stalinista, as relações nacionais de propriedade estabelecidas pela Revolução Russa representaram uma alternativa possível ao chamado livre mercado.

No decorrer dos últimos 20 anos, a elite financeira perdeu todo constrangimento e declarou guerra à classe trabalhadora. Se as eleições democráticas estão em seu caminho, ela as varre de lado, como na Grécia e na Itália, onde os governos tecnocráticos foram instalados, os quais são responsáveis unicamente para com os bancos.

 Nem a oligarquia financeira fica tímida diante da violenta repressão das resistências sociais, como exemplificado pela expulsão forçada dos manifestantes que ocupavam por todo os EUA e internacionalmente.

Como a aristocracia francesa no final do século XVIII na véspera da revolução, a aristocracia financeira de hoje não está preparada para perder nem mesmo uma pequena fração de seus privilégios ou riqueza.

A elite financeira é apoiada por representantes das classes médias abastadas na mídia, pelos partidos políticos no poder, pelos sindicatos e pelos ex-esquerdistas, que insistem que não há alternativa à austeridade e usam todos os meios para sabotar a oposição social.

Um típico representante dessa espécie é o ex-líder do Partido Verde alemão, Joschka Fischer. Na edição de Réveillon do Süddeutsche Zeitung, o uma vez radical e mais tarde ministro das Relações Exteriores alemão acolheu com entusiasmo as últimas medidas de austeridade acordadas pela UE e concluiu com um hino de louvor aos mercados financeiros.

"E a quem devemos todo este progresso europeu?", escreveu ele. "À sabedoria de nossos líderes? Infelizmente não. Foi quase que exclusivamente devido à pressão dos malignos mercados! "

O retorno da pobreza em massa à Europa prepara o palco para o retorno da revolução.

 A classe trabalhadora e a juventude devem preparar-se para o inevitável confronto com a elite financeira, rompendo com seus representantes políticos na social-democracia, os sindicatos, o Partido de Esquerda e outras organizações pseudoesquerdistas e empreender a luta por um programa socialista através da construção de partidos da Igualdade Socialista e do Comitê Internacional da Quarta Internacional na Europa.

Traduzido por movimentonn.org

sábado, 24 de dezembro de 2011

A EUROPA NEOLIBERAL CONHECERÁ O PREDADOR FMI.

FONTE: JOÃO SICSU CARTAMAIOR

O FMI chegou a Europa

A fórmula que o FMI propõe, hoje, aos europeus - de austeridade fiscal e privatizações - já foi adotada em diversos países da América Latina nos anos 1990. Os países europeus que vão se curvar ao FMI e que desejam conhecer o seu futuro não precisam de “bola de cristal”; basta conhecer a história econômica desastrosa da América Latina dos anos 1990.

Em 2011, a crise explodiu na Europa. A dívida dos países europeus já havia aumentado em 2009 porque o setor público teve que “estatizar” a dívida privada do seu sistema financeiro: bancos europeus emprestaram aos bancos americanos e não viram o seu dinheiro de volta. Ao mesmo tempo, na Europa, famílias vinham se endividando para alcançar um modelo de consumo assemelhado ao “American way of life”(o modo de vida americano pré-crise, onde felicidade era sinônimo de consumo de bens de última geração).

Então, os bancos europeus passaram a financiar casas de luxo e automóveis de tecnologia sofisticada. A Europa se transformou em Eurolândia, onde “comprar e ter” passaram a ser mais importantes do que “viver e não ter vergonha de ser feliz”. Portugueses pobres e negros passaram a valorizar e a usar Nike. Carros Porsche, Audi, Mercedes, BMW e Volvo de alto luxo se tornaram comuns nas ruas da Europa. Ademais, governos da periferia européia importaram produtos bélicos sofisticados.

Para financiar o gasto da periferia, bancos se endividavam junto a outros bancos. E muitos governos europeus fizeram dívidas dentro da própria Europa para tentar pagar suas contas comerciais com o exterior, devido à elevada importação que suas economias faziam. A Alemanha incentivou esse processo onde bancos assumiam uma postura arriscada e pessoas e governos se endividavam. Lógico: 2/3 das suas exportações vão para a região da União Européia.

Logo que a União Européia deu seus primeiros passos, a Alemanha iniciou a implementação de uma estratégia econômica de dominação da Europa. A Alemanha fez um pacto interno, de cunho político e econômico, entre o governo, banqueiros, trabalhadores e empresários. Ofereceram aos trabalhadores estabilidade no emprego em troca de arrocho salarial. Com custos menores, devido aos salários comprimidos, os produtos alemães passaram a penetrar com facilidade nos mercados de toda a Europa.

Para complementar a estratégia, a Alemanha passou a emprestar dinheiro aos países que comprassem os seus produtos. Assim, euros, na forma de lucro e juros, eram transferidos da periferia para o centro da Europa. O enfraquecimento econômico da periferia representou também o seu enfraquecimento político: foi aberto o caminho para a substituição de governantes e para a rejeição de consultas populares.

As dívidas dos governos europeus da periferia explodiram. Afinal, tiveram que socorrer bancos e tomar emprestado euros para garantir o equilíbrio das suas contas externas. Enquanto a Alemanha exportava e fazia superávit comercial; outros importavam e tomavam empréstimos, a Grécia, por exemplo. A Grécia está gravemente endividada.

Tudo começou na periferia; mas, hoje, o mundo já reconhece que a contaminação é geral: Irlanda, Portugal, Espanha, Itália, França... De julho de 2008 a dezembro de 2009, a relação dívida/PIB da zona do euro saltou de 70 para 80%. Este foi um período de recessão na Europa e de queda na receita pública. Em 2010, a razão dívida/PIB alcançou 85%.

A situação de países como a Grécia é conhecida na história econômica mundial: um país com elevada dívida pública e déficit comercial com o exterior. Para esses casos, o FMI - desde o início das suas atividades, já com postura conservadora – impunha uma fórmula bastante peculiar. Um país deficitário na sua balança comercial e endividado, para receber os empréstimos de socorro do Fundo deveria cortar gastos públicos de forma drástica, o que resolveria os dois problemas econômicos.

O corte de gastos reduziria os déficits das contas do governo e, em consequencia, contribuiria para a estabilização da dívida pública. Além disso, o corte de gastos públicos reduziria a capacidade de compra da população e, portanto, reduziria também a demanda por produtos importados contribuindo para o equilíbrio comercial com o exterior.

Durante décadas, o FMI somente impôs políticas econômicas; basicamente, obrigava países em dificuldade a cortar gastos governamentais e a conter o crédito para o consumo. A partir dos anos 1990, o FMI passou a propagandear e impor reformas estruturais. Para o FMI, o receituário de políticas econômicas não era suficiente.

O FMI foi a principal organização de defesa e implementação das reformas estruturais propostas pelo Consenso de Washington (de 1989). A fórmula que o FMI propõe, hoje, aos países europeus - de austeridade fiscal e privatizações - já foi adotada em diversos países da América Latina nos anos 1990, por exemplo, Equador, México, Argentina e, parcialmente, no Brasil.

Os países europeus que vão se curvar ao FMI e que desejam conhecer o seu futuro não precisam de “bola de cristal”; basta conhecer a história econômica desastrosa da América Latina dos anos 1990.


(*) Professor-Doutor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

AINDA BEM QUE O BRASIL SE LIVROU DO CERRA E DOS NEOLIBELÊS.

NEOLIBELÊ TRAINEE.

NEOLIBELÊ SENIOR(SENIL)

SEDE DO FMI. TEMPLO RELIGIOSO DOS NEOLIBELÊS, ONDE FORAM PASSAR O CHAPÉU 3 VEZES. O DINHEIRO DAS OFERTAS, NÓS , O POVO BRASILEIRO, QUE PAGAMOS.

Credores da Grécia querem um corte de 150 mil mil funcionários públicos até 2015 ** 25 mil teriam que ser demitidos ainda este ano

** 40 mil professores tomam as ruas de Madrid contra cortes de verbas da educação promovido pela administração local

** protestos contra arrocho fiscal se multiplicam em quase todas as regiões espanholas** FMI prevê que nenhum país desenvolvido crescerá mais que 2% em 2012

** em relatório singular, divulgado nesta 3ª feira,Fundo recomenda dose adicional de incentivo monetário nos EUA

 **a contrapelo da ortodoxia do euro, aponta urgencia na redução nas taxas de juros na Europa e, ineditamente, para horror da coalizão midiático-tucana, admite que economias em desenvolvimento devem suspender rigidez monetária --ou seja, política de juros altos-- até que se defina o quadro da crise mundial.

CARTA MAIOR.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

GRÉCIA. "TEORIA DA GRADAÇÃO" NÃO UTILIZADA. NEOLIBERALISMO DESGRAÇA O PAÍS

GRÉCIA: UM DIA DE FÚRIA: 
ATENAS É PALCO DE UMA VERDADEIRA BATALHA CAMPAL, APÓS A APROVAÇÃO DO PLANO DE ARROCHO.

Um cenário de destruição envolvido por espessa nuvem de gás lacrimogênio Essa é a fotografia-síntese da reação popular à aprovação do plano de arrocho que subtrai 1/3 do PIB da Grécia para pagamentos aos credores. Inicialmente circunscrita às imediações da praça Syntagma, sede do Parlamento, a revolta se alastrou por todos os bairros, persistindo até o anoitecer da 4º feira.


 Atenas tornou-se uma tocha de revolta, repressão, bombas e centenas de focos de incêndio. Todos os médicos da cidade foram convocados para atendimento aos feridos e intoxicados pelo bombardeio de gás lacrimogênio que atingiu sobretudo centenas de pessoas encurraladas na estação do metrô próxima do Parlamento. A violência dos conflitos, que deixou um rastro de destruição em todos os equipamentos urbanos do centro da capital, já leva alguns observadores a temerem pelo futuro do governo Papandreu.

 Dele ou de qualquer outro que venha a sucedê-lo, mantido o acordo draconiano assinado com os credores. A população grega condensa um aprendizado que a crise financeira propiciou de forma fragmentada à opinião pública mundial: a lógica das finanças desreguladas é antagônica com a lógica da sobrevivência de uma sociedade democrática. Esse aprendizado fulminante fez da Grécia um ponto de mutação na longa convalescência da crise mundial.

Numa sociedade ferida e espoliada, a sobrecarga de sacrifícios equivalentes a reparações de guerra impostas por tropas de ocupação, mistura-se à consciência do esgotamento de um governo, de um regime e de uma ordem financeira que nada mais tem a oferecer, exceto sacrifício e regressão social. Essa mistura letal pode sustentar uma longa e incontrolável série de rebeliões. Nesta 5º feira o Parlamento pretende votar a implantação proporiamente dita do arrocho exigido pelos credores, pela UE e pelo FMI: inclui-se aí o cronograma de privatizações, demissões, cortes de serviços essenciais, redução de salários e elevação de impostos. A ver.
(Carta Maior; 5º feira, 30/06/ 2011)

NA MINHA OPINIÃO NO DESESPERO OS NEOLIBERAIS EUROPEUS AO NÃO OBSERVAREM UMA DAS SUAS PRÓPIAS TEORIAS QUE CHOMSKY DESCREVE E PUBLICO NO TEXTO AÍ ABAIXO, ESTÃO DESTRUINDO A GRÉCIA.

DAÍ A REAÇÃO DESESPERADA DE UMA POPULAÇÃO DESESPERADA PELO ARROCHO IRRESPONSÁVEL DOS SEUS GOVERNANTES NUMA TOTAL SUBMISSÃO AO DEUS MERCADO E AO FMI E AO NEOCONS EUROPEUS. 

3 – A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
 

sábado, 24 de setembro de 2011

NEOLIBERALISMO DESGRAÇA A GRÉCIA. ESTE É O RECEITUÁRIO QUE OS TUCANOS QUERIAM IMPLANTAR NO BRASIL.

MANIFESTAÇÃO NA GRÉCIA CONTRA O ARROCHO FISCAL.

Grécia se despedaça: a multinacional farmacêutica Roche suspende a entrega de remédios para tratamento de câncer aos hospitais da Grécia

 ** motivo: falta de pagamento**

Atenas não tem recursos para pagar salários, nem pensões **

Obama discursa na 2º feira para reafirmar sua principal bandeira à reeleição **

de certa forma, ela simboliza um novo divisor político da crise** democrata defenderá que os ricos, com renda superior a um milhão de dólares, paguem, ao menos, a mesma taxa de imposto cobrada da classe média assalariada.

É O QUE ESTA GENTE QUERIA PARA O BRASIL.

 **direita americana e européia, e coalizão demotucana no Brasil, ao contrário, preconizam mais arrocho fiscal e Estado mínimo **

 protesto contra políticas de arrocho fiscal reúne 50 mil sindicalistas de toda Europa na Polonia, na cúpula do euro

 ** começa timidamente em Nova Iorque o movimento ‘ocupar Wall Street' contra a supremacia das finanças na economia e na democracia*

saiba mais:

https://occupywallst.org/

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

POLÍTICAS DE ARROCHO E NEOLIBERAIS QUE AFUNDA A EUROPA E OS ESTADOS UNIDOS, NA MISÉRIA E DESEMPREGO, PASSAM LONGE DO BRASIL.

DESEMPREGADOS NOS ESTADOS UNIDOS À PROCURA DE COMIDA.

PROTESTOS DIÁRIOS EM ISRAEL DE CERCA DE 500 A 700 MIL PESSOAS, PEDINDO COMIDA E O FIM DA MISÉRIA.

JA NO BRASIL DE DILMA:


Mercado de trabalho estável mantém tendência de declínio do desemprego

Taxa de desocupação foi de 6%, a menor para meses de agosto na série histórica do IBGE. Todas as taxas deste ano ficam abaixo das de 2010, quando o instituto registrou a menor média anual .


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PRESIDENTA DILMA CHAMA AS ADMINISTRAÇÕES EUROPÉIAS E DOS ESTADOS UNIDOS DE INSANAS, FINANCIAL TIMES APLAUDE. A CLASSE MÉDIA MANIPULADA PELO PIG QUE DIZIA, ISTO É QUE É CIVILIZAÇÃO! AGORA DIZ: EU MORO É NO BRASIL, NÃO NA EUROPA, ENTÃO TÁ!

ROUSSEF DILMA. BRAZIL PRESIDENT.
PRESIDENTA DILMA: A ADMINISTRAÇÃO DAS DÍVIDAS DA EUROPA E DOS ESTADOS UNIDOS É UMA INSANIDADE. 

Financial Times: Brasil tira proveito do sucesso em meio à “insanidade” global.

do jornal britânico Financial Times


Nunca estranhos à vivência de uma crise econômica, os brasileiros em meses recentes se viram colocados na invejável posição de espectadores das trapalhadas do mundo desenvolvido. 

Os programas de atualidades da TV brasileira  tem estado fervilhando, por semanas, com discussões sobre os problemas enfrentados pela Europa e pelos Estados Unidos, do impasse sobre o teto da dívida em Washington à crise financeira da Grécia e o escândalo do [tabloide] News of the World no Reino Unido. Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, parece ter resumido as percepções dos brasileiros sobre um mundo enlouquecido ao descrever na semana passada as crises da dívida nos Estados Unidos e na Europa como “insanidade”.


A incapacidade política do mundo desenvolvido de encontrar soluções para seus problemas, ela disse, representa uma “ameaça” à economia global. Um mercado emergente em dificuldades uma década atrás, o Brasil é hoje um retrato de estabilidade política e macroeconômica comparado com o parceiro do Norte do qual já ouviu cobranças e com os ex-poderes coloniais da Europa.


O Brasil não apenas é credor dos Estados Unidos, com U$ 327 bilhões de reservas em junho, mas a economia do país está em crescimento constante e o desemprego está em baixa recorde. Ainda assim, com o mundo desenvolvido mostrando tendências no passado associadas aos mercados emergentes, o desafio para o Brasil é como gerenciar o seu sucesso.


O país não pode se tornar complacente diante da ainda desafiadora tarefa de sair da armadilha de renda média na qual sua economia está parada há décadas. A ruptura para a economia brasileira veio durante os anos 90, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou uma série de políticas com o objetivo de estabilizar a inflação e a taxa de câmbio. O sucessor dele, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o foco na estabilidade macroeconômica enquanto expandia os programas sociais para melhorar o padrão de vida dos muito pobres. 

Os resultados foram impressionantes. O crescimento econômico do Brasil tem em sido em média de 4% pelos últimos oito anos e quase 49 milhões de brasileiros ascenderam para as classes média ou alta.


O Brasil também se provou relativamente responsável ao enfrentar desafios recentes. Seu sucesso econômico tem atraído uma enchente de dinheiro dos mercados estagnados do mundo desenvolvido, afetando o câmbio da moeda brasileira, o real, em relação ao dólar e ameaçando a competitividade da indústria local.

O Brasil respondeu com a assim chamada “guerra cambial” — uma série de controles de capital e de câmbio com o objetivo de conter a apreciação do real. Mas o Brasil tem resistido à maioria das pressões da indústria local para adotar medidas extremas, em vez disso impondo um sistema complexo de impostos desenhados para desencorajar a entrada de “dinheiro quente” de curto prazo.


Na frente fiscal, a sra. Rousseff tentou controlar o aumento dos gastos federais que se deu durante o ano eleitoral [de 2010] reduzindo o tamanho do orçamento deste ano. O banco central também tomou a decisão politicamente difícil de aumentar as já altas taxas de juros cinco vezes este ano, para 12,5%, visando combater a alta da inflação. Juntou essas medidas a passos para reduzir o rápido crescimento do crédito, que alguns analistas acreditam ser insustentável.


Na frente política, a sra. Rousseff tem limpado a corrupção no ministério dos transportes, demitindo autoridades alinhadas com um partido que faz coalizão com o seu Partido dos Trabalhadores. As dificuldades políticas enfrentadas por ela tem sido interpretadas pelo público como uma limpeza de primavera* de uma nova presidente.


Nada disso significa que o Brasil não enfrente seus próprios desafios. Um mercado de trabalho apertado, um sistema educacional fraco e a falta de trabalhadores especializados tem empurrado os salários para cima, enquanto uma infraestrutura pobre aumenta os custos de fazer negócios. 

Os níveis de endividamento das famílias começam a parecer muito pesados para os que tiram proveito do boom de crédito.

O Brasil precisa ter cuidado para não enterrar as novas classes médias sob tanta dívida que, quando a próxima recessão acontecer, elas sejam jogadas de volta à pobreza.

O custo de fazer negócios continua proibitivo, parcialmente por causa dos altos impostos e dos custos de mão-de-obra. E, embora os preços das commodities tenham disparado, os volumes de exportação não acompanharam. O Brasil usou a maior parte da bonança resultante dos preços das commodities para aumentar o volume de suas importações.

O Brasil pode sentir orgulhoso de si neste momento. Mas precisa ficar vigilante para não plantar, durante o atual período de prosperidade, as sementes da próxima crise.

*Spring cleaning,

ou limpeza de primavera, é uma atividade comum nos países do Hemisfério Norte. Depois do inverno em que eles se trancam em casa durante alguns meses, na primavera é hora de dar uma geral na casa.


domingo, 14 de agosto de 2011

NEO LIBERALISMO NA VEIA.









 

DO BLOG DO MIRO:

Europa colhe frutos de modelo excludente


Por Adriana Cardoso, na Rede Brasil Atual:

Dublin (Irlanda) – Quando surgem as crises, as divisões ficam mais aparentes. Foi o que se viu nos últimos dias no reino da rainha Elizabeth. Até agora, analistas de renome e outros de plantão, na Europa e no mundo, estão tentando entender o que está acontecendo pelas ruas da Inglaterra, especialmente as de sua capital, Londres. De uma ponta, os manifestantes são chamados de arruaceiros, baderneiros, marginais, aproveitadores, vândalos, gente sem escrúpulos nem valores. De outra, filhos de uma geração excluída por um Estado que, em crise, os exclui ainda mais.

Não cabe aqui apontar mocinhos ou bandidos. O fato é que não é a primeira vez que a Inglaterra assiste a esse filme. Em 1981, descendentes de imigrantes africanos e caribenhos foram às ruas protestar contra a morte de um rapaz negro. Policiais ingleses foram acusados de não prestar socorro à vitima, que havia sido esfaqueada, e de negligência na investigação de sua morte. Foi o fator detonador para uma série de protestos violentos por várias cidades inglesas.

Naquela época, o país também enfrentava crise, também cortou gastos em programas sociais para os mesmos imigrantes que ainda sofriam com o desemprego. Agosto de 2011: a morte de um rapaz de origem estrangeira em circunstâncias estranhas durante um suposto confronto não comprovado com a mesma polícia provocou a onda de protestos que o mundo acompanha. Os mesmos filhos de imigrantes, que sofrem com o desemprego, a maioria filhos de uma geração de mães solteiras que se sentem abandonados pelo Estado-pai em tempos de crise e com falta de perspectivas futuras.

Mas o reino inglês não está sozinho. Desde setembro de 2008, o velho mundo e a América, então de George W. Bush, hoje de Barack Obama, não são mais os mesmos. O povo saiu às ruas, em maior e em menor grau, em países como Grécia, Irlanda, Itália e Espanha, colocando em xeque o futuro da União Europeia e, além da moeda unificada, princípios que pautam esse projeto, como a liberdade de circulação de bens, serviços, capital e pessoas.

Prova disso é que, na última quinta-feira, uma comissão da UE aprovou projeto da Espanha, que tem a mais alta taxa de desemprego dos países do grupo (20%), para barrar temporariamente a entrada de romenos que queiram trabalhar em território espanhol. Estes representam a maior população estrangeira na Espanha, com cerca de 800 mil. Destes, cerca de 200 mil estão desempregados. A Romênia passou a integrar a UE em 2007. A regra não atinge os romenos que já vivem na Espanha.

Também nesta semana, a Dinamarca anunciou uma medida que joga uma pá de cal no Tratado de Schengen, de 1985, que abre a fronteira para cidadãos de 15 países da Europa: vai controlar a fronteira com a poderosa Alemanha para evitar a imigração ilegal. Os alemães não gostaram, mas os dinamarqueses bateram o pé.

Quando suas economias velejavam por mares menos revoltos, os governos incentivavam o consumo exacerbado pela população desses países por meio da concessão de crédito fácil. A mão de obra estrangeira era também muito bem-vinda, como foi o caso da Irlanda. Agora, estão tirando o doce da boca de todo mundo. No caso da população nativa, o corte de orçamentos de programas sociais; no caso dos estrangeiros, com medidas restritivas para evitar que cheguem ou “estimular” que saiam.

Como dizem os críticos do euro, da UE e sua parafernália capitalista, um sistema que exclui tanto os seus como os de fora nunca pode dar certo. A prova disso está no grito dos excluídos pelas ruas do velho mundo que, muito provavelmente, vamos continuar acompanhando por um bom tempo.