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terça-feira, 21 de maio de 2013

O Brasil comete um "crime" contra o Deus mercado.



CRIME CONTRA O MERCADO: O BRASIL CRIA 200 MIL NOVOS POSTOS DE TRABALHO FORMAIS EM ABRIL.



O BRASIL NA CONTRA MÃO DO DESEMPREGO, ARROCHO E  E  CORTE DE GASTOS.

 NA CONTRA MÃO DOS ENSINAMENTOS DO FMI E DA TROIKA EUROPÉIA E AMERICANA(DO NORTE).


 A TURMA ADEPTA DO CONSENSO DE WASHINGTON.


A TURMA QUE PARARAM O MUNDO EM 1990,

 OS NEO LIBERAIS, A TURMA ADEPTA DAQUELA CORJA DE MONT PELLÈRIN EM 1947, ONDE O SAFADO DO HAYECK E PILANTRA DO FRIEDMAN BOTARAM O OVO DA SERPENTE.

ENFIM, NA CONTRA MÃO DESTES TUCANOS HIPÓCRITAS AÍ.

QUE PREGAM O ARROCHO, AUMENTO DE JUROS, E JÁ ESTÃO ACHANDO O SALÁRIO MÍNIMO, "MÁXIMO" DEMAIS.
 




quinta-feira, 5 de abril de 2012

APOSENTADO SUICIDA EM PÚBLICO NA GRÉCIA. COM CERRA O CAVALO GREGO DO NEOLIBERALISMO TROTARIA NO BRASIL.

                                          Protesto em Atenas depois do suicídio de um aposentado de 77 anos, que, em bilhete,  disse lhe restar apenas 'um fim digno antes de procurar comida no lixo'

CHUPINHADO DO ESQUERDOPATA




DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um aposentado grego de 77 anos se suicidou ontem nas proximidades do Parlamento do país, dizendo ser esse o único "fim digno" possível para ele, numa Grécia que atravessa severa crise.

"Não quero deixar dívidas para os meus filhos", gritou, segundo testemunhas, antes de atirar na própria cabeça, debaixo de uma árvore.

A mídia local o identificou como Dimitris Christoulas, um farmacêutico aposentado, e divulgou uma nota escrita à mão deixada por ele.

No bilhete, ele explicava seus motivos e previa que, no futuro, os jovens gregos sem perspectivas usarão armas para se defender.

"Dado que não tenho idade que me permita responder ativamente (ainda que fosse o primeiro a seguir alguém que tomasse um [fuzil] Kalashnikov), não posso encontrar nenhuma forma de luta, exceto um fim digno antes de ter de começar a procurar comida no lixo", diz o texto.

O suicídio do farmacêutico tomou de imediato o debate público na Grécia, onde uma em cada cinco pessoas está desempregada e sucessivos cortes de salários e pensões atingem os que têm emprego ou estão aposentados.

PROTESTOS

A movimentada praça Syntagma, onde Christoulas se matou -um ponto tradicional de protestos do lado oposto ao Parlamento-, encheu-se de flores, velas e bilhetes escritos à mão com condenações à crise e ao governo.

Estima-se que 1.500 pessoas tenham passado pelo local, convocadas pelas redes sociais. Reprimidos pela polícia, protestos e manifestações também aconteceram em outras cidades gregas.

"Nesses tempos difíceis para nosso país, nós todos -Estado e cidadãos- deveríamos apoiar os que estão do nosso lado e em desespero", disse, em nota, o primeiro-ministro Lucas Papademos.

O líder socialista Evangelos Venizelos classificou o episódio de tão monstruoso que tornava "irrelevante e vão qualquer comentário político". Segundo os dados mais recentes disponíveis, suicídios na Grécia aumentaram 18% desde 2010. Apenas em Atenas, a alta foi de 25%.

Segundo o "New York Times", antes da crise, a Grécia tinha a taxa mais baixa de suicídios da Europa: 2,8 a cada 100 mil habitantes, ou pouco mais de 300 ao ano.

Ainda segundo a mídia grega, o farmacêutico, em sua nota, se referia ao governo como "governo de ocupação de Tsolakoglou".

Georgios Tsolakoglou foi primeiro-ministro colaboracionista durante a ocupação da Grécia pela Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial.

A menção é mais um termômetro da ira grega contra os alemães por conta do papel determinante do governo Merkel na imposição das medidas de austeridade ao país.

A adoção de um drástico pacote de cortes e privatizações foi a condição da "troica" (a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional) para socorrer a Grécia.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A MISÉRÁVEL VIDA NA MISERÁVEL GRÉCIA. A VIDA DENTRO DA ORTODOXIA.

QUE MORRA O POVO, DESDE QUE SALVEM A BANCA.


A endoscopia da crise.

A Grécia funciona como uma espécie de endoscopia em tempo real das consequências sociais e éticas da maior crise capitalista dos últimos 80 anos.

A percolação da tragédia na pirâmide social do país escancara os custos humanos de se preservar a riqueza financeira quando o mecanismo que a reproduz já não se sustenta. Esse é o cerne do impasse global que avança para o 4º ano de sacrifícios urbi et orbi.

Mas nada disso parece sensibilizar a mídia demotucana, cuja leitura sugere que o único ponto do planeta que afronta os direitos humanos é uma ilha a 150 quilômetros de sua meca intelectual e política. Por certo não é o que pensam os
26 milhões de desempregados e os 115 milhões de pobres da UE, por exemplo.
Elo mais frágil dessa cadeia, a Grécia emerge como um estuário pedagógico de perdas e danos. No interior do seu metabolismo,um a um, rompem-se os elos mais vulneráveis.

 A infância em primeiro lugar; dentro dela, as crianças pobres; e a partir daí o essencial, a segurança alimentar. Desde março de 2010, a prioridade de Atenas é adequar o país aos 'programas de ajuste' traduzidos em sucessivos cortes orçamentários.

Os macrodados da agonia gega não sensibilizam mais. Mas há detalhes que ainda desconcertam: o orçamento da educação, por exemplo, sofreu um corte de 60% este ano.

 Em miúdos: a rede pública de ensino dispõe atualmente de quatro de cada dez euros que recebia em 2010. Não há como preservar o essencial quando 60% do alicerce desaba.

 Inclua-se no essencial a merenda. Das periferias mais pobres, emergem relatos de desfalecimentos em sala de aula.

Mas as agencias de notícias informam que a ministra da Educação, Ana Diamantopulu, apressou-se em desmentir a possibilidade de contemplar todas as famílias carentes com uma bolsa alimentação.

 Não há verbas.
O desmentido ocorreu simultaneamente ao recuo de Angela Merkel, que pretendia nomear um diretório financeiro para comandar o orçamento grego diretamente de Berlim, de modo a assegurar o pagamento dos credores acima de todas as coisas.

 "A discussão ficou emocional", justificou-se a premiê que hoje é a voz mais nítida do dinheiro no planeta. O recuo de Merkel não alivia o estômago da infância pobre da Grécia. A próxima cena na tela da endoscopia grega será o efeito do corte previsto no salário mínimo nacional.

 Com a palavra os paladinos dos direitos humanos em Cuba.