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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A MISÉRÁVEL VIDA NA MISERÁVEL GRÉCIA. A VIDA DENTRO DA ORTODOXIA.

QUE MORRA O POVO, DESDE QUE SALVEM A BANCA.


A endoscopia da crise.

A Grécia funciona como uma espécie de endoscopia em tempo real das consequências sociais e éticas da maior crise capitalista dos últimos 80 anos.

A percolação da tragédia na pirâmide social do país escancara os custos humanos de se preservar a riqueza financeira quando o mecanismo que a reproduz já não se sustenta. Esse é o cerne do impasse global que avança para o 4º ano de sacrifícios urbi et orbi.

Mas nada disso parece sensibilizar a mídia demotucana, cuja leitura sugere que o único ponto do planeta que afronta os direitos humanos é uma ilha a 150 quilômetros de sua meca intelectual e política. Por certo não é o que pensam os
26 milhões de desempregados e os 115 milhões de pobres da UE, por exemplo.
Elo mais frágil dessa cadeia, a Grécia emerge como um estuário pedagógico de perdas e danos. No interior do seu metabolismo,um a um, rompem-se os elos mais vulneráveis.

 A infância em primeiro lugar; dentro dela, as crianças pobres; e a partir daí o essencial, a segurança alimentar. Desde março de 2010, a prioridade de Atenas é adequar o país aos 'programas de ajuste' traduzidos em sucessivos cortes orçamentários.

Os macrodados da agonia gega não sensibilizam mais. Mas há detalhes que ainda desconcertam: o orçamento da educação, por exemplo, sofreu um corte de 60% este ano.

 Em miúdos: a rede pública de ensino dispõe atualmente de quatro de cada dez euros que recebia em 2010. Não há como preservar o essencial quando 60% do alicerce desaba.

 Inclua-se no essencial a merenda. Das periferias mais pobres, emergem relatos de desfalecimentos em sala de aula.

Mas as agencias de notícias informam que a ministra da Educação, Ana Diamantopulu, apressou-se em desmentir a possibilidade de contemplar todas as famílias carentes com uma bolsa alimentação.

 Não há verbas.
O desmentido ocorreu simultaneamente ao recuo de Angela Merkel, que pretendia nomear um diretório financeiro para comandar o orçamento grego diretamente de Berlim, de modo a assegurar o pagamento dos credores acima de todas as coisas.

 "A discussão ficou emocional", justificou-se a premiê que hoje é a voz mais nítida do dinheiro no planeta. O recuo de Merkel não alivia o estômago da infância pobre da Grécia. A próxima cena na tela da endoscopia grega será o efeito do corte previsto no salário mínimo nacional.

 Com a palavra os paladinos dos direitos humanos em Cuba.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O TRABALHISMO ESTÁ AÍ. O NEOLIBERALISMO JÁ ERA!

O PÊNDULO E OS TRABALHISTAS!
PONTE SOBRE O RIO NEGRO MANAUS. OBRA AGUARDADA A 100 ANOS, COISA QUE O TRABALHISMO FAZ.


EU ACHO QUE VÍ UMA TRABALHISTA ARGENTINA, VI SIM!

EDITORIAL, CARTA MAIOR

O PÊNDULO DA HISTÓRIA ESCAPA AO CONSERVADORISMO.

 
Há uma travessia em curso no pêndulo da crise mundial. Sua velocidade é crescente .

 A esquerda brasileira, as forças progressistas e o próprio governo devem apertar o passo para não se perderem na inútil batalha do dia anterior. Vive-se um deslocamento de forças e percepções para fora do centro de gravidade do conservadorismo mercadista.

O discernimento da sociedade já não cabe mais em velhos perímetros calcificados pela ortodoxia. O campo conservador desidrata a ponto de regurgitar expoentes e agendas do centro político. Editoriais e o colunismo da chamada grande imprensa colidem diariamente com o seu próprio noticiário.

O dispositivo midiático demotucano apregoa aquilo que a página seguinte evidencia ser a catástrofe em marcha na vida das nações. Por mais que se desvirtue a realidade o efeito espelho percola a formação das consciência, argui certezas e desacredita receitas. A agenda que dobra a aposta na doutrina neoliberal perde legitimidade na esteira de uma contradição insolúvel: as bases sociais mais amplas beneficiadas por esse modelo estão agora sendo pisoteadas por ele.

A classe média europeia ou a norte-americana verga sob o peso brutal da instabilidade que devora o lastro econômico e a sua contrapartida subjetiva. A mudança é abrupta e truculenta. Se a esquerda não se credenciar, a extrema direita só ocupará o vácuo pela violência, a intolerância e a xenofobia. A 2ª feira foi particularmente pedagógica na exposição dessa nova moldura.

Nos EUA, o presidente Barack Obama --um exemplo de centro expelido pelo estreitamento conservador- demarcou seu campo na luta pela reeleição. E o fez afrontando o fiscalismo suicida que ancora a doutrina do Estado mínimo. O resumo de sua diretriz orçamentária poderia ser traçado em uma frase: Obama corta R$ 1 trilhão da guerra e quer US$ 1,5 trilhão em impostos dos ricos.

Os republicanos acusaram o golpe duplo contra o seu altar. E voltaram a falar o idioma da guerra fria para carimbar a plataforma orçamentária de Obama de 'guerra de classes'. A coalizão conservadora que no Brasil se opõe ao financiamento do SUS com uma taxa de 0,1% sobre operações financeiras ainda não se expressa assim. Mas age como se tal fosse. Se Obama afrontou o extremismo, por que haveriam de recuar as forças que expressam a angústia da fila do SUS? (leia reportagens sobre o assunto nesta pág). O outro impulso pedagógico no pêndulo político da crise teve como alavanca a imolação final da Grécia cobrada pela ortodoxia do euro.

Ao pedir mais sacrifícios a uma sociedade que arde na pira neoliberal, os guardiões da fé conservadora vestiram ostensivamente o capuz do algoz. A tal ponto que Nouriel Roubini, o outrora mister catástrofe, ao apregoar o calote da Grécia em entrevista ao Financial Times, soou apenas como sensato, em contraposição à estridência alucinada dos que verbalizam a 'razão' dos mercados.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DEFINITIVAMENTE DEUS EXISTE. DEUS O SENHOR NÃO DEIXOU QUE O CERRA GANHASSE E IMPLANTASSE AQUI O NEO LIBERALISMO. ESTE QUE ESTÁ GERANDO MISÉRIA NA ZONA DO EURO, NA INGLATERRA E NOS USA. O ALMOFADINHA DO CAMERON, DESTRÓI EMPREGOS E DIZ QUE INGLÊS É PREGUIÇOSO!

CAMERON, UM ALMOFADINHA NEO LIBERAL DESCENDENTE DA ARISTOCRACIA INGLESA NÃO ENTENDEU A MENSAGEM DE DENNIS DIDEROT: BURGUESES, VOCÊS NÃO ENTENDERAM NADA 

Cameron destrói empregos e diz que inglês é preguiçoso

ROSANITA CAMPOS
O Primeiro Ministro da Grã Bretanha, David Cameron, num discurso na segunda-feira em um centro escolar em Witney, perto de Oxford em Londres, insistiu em sua tese de que os protestos nas ruas “não tiveram um caráter racial ou de reivindicações sociais”. Ele insiste em que os descontentamentos nas ruas é caso de polícia e de repressão. Cameron tira o corpo fora e joga nas costas da população pobre, dos jovens, dos negros e dos imigrantes a responsabilidade pelos efeitos de sua política de cortes dos gastos públicos, nos gastos sociais, a redução dos direitos trabalhistas, os cortes nos salários e aposentadorias, e pelo aumento do desemprego que já atinge 35% dos jovens.


Na sexta-feira (12) diante do parlamento inglês ele deixou claro seu ódio, sua arrogância aristocrática contra o povo: “Vamos restaurar a sociedade moral. Os que pensam que vão poder pilhar e ficar na impunidade, a parte doente da Inglaterra estão enganados.

Nós os procuraremos, nós os encontraremos, nós os puniremos. Vocês vão pagar pelo que fizeram”, disse em tom ameaçador e com irada energia o Primeiro Ministro tentando abafar que a crise que acontece no país é fruto da pilhagem pelos bancos ao orçamento público, ao dinheiro dos contribuintes ingleses favorecido por sua política de “austeridade” neoliberal.
ESTA POLÍTICA ORTODOXA AÍ DO TEXTO ABAIXO É QUE ESTE SANTARRÃO DIZIA, OU MELHOR ESCONDIA, QUE APLICARIA AQUI.


Essa política levou o governo a cortar 20% do orçamento das forças de segurança. Mas a polícia terá muito trabalho pela frente, pois Cameron exige “tolerância zero” às manifestações contra o governo.
Para justificar e apressar os cortes nos gastos sociais um deputado governista lançou ontem uma petição na qual propõe uma vingança - o fim dos alugueis sociais. “Por que os vândalos não merecem nossa ajuda, não reconhecem a ajuda que recebem de seu país. Eles podem dar adeus aos alugueis sociais”, diz o documento que será encaminhado ao parlamento.


“Os que forem considerados culpados terão cortada a ajuda para o aluguel mesmo que não tenham sido condenados a nenhuma pena de prisão”, disse Cameron em seu pronunciamento em Witney. O governo já havia aprovado há algumas semanas o corte de 25 bilhões de euros nos programas de atenção às famílias pobres e idosos incluindo os alugueis sociais.


Eric Swyngedouw, professor residente em Manchester em declaração publicada pelo jornal “Solidaire” afirmou que “a situação dos jovens é desprovida de perspectivas. Não têm formação, não têm projeto, não têm emprego. Em certos bairros de Manchester vivem quatro gerações de chefes de famílias que jamais tiveram um emprego fixo. Nas últimas semanas antes das revoltas explodirem oito das treze casas da juventude mantidas pelo Estado para jovens carentes foram fechadas. Não há esperança de conseguir um trabalho. Para cada oferta de emprego há 54 concorrentes. Cameron anunciou que até 2014 demitirá 600 mil funcionários públicos”.


“O governo da Grã Bretanha não se dá conta de até que ponto a situação é desesperadora. Depois de 30 anos de desigualdade gritante em meio à recessão econômica as pessoas perderem os pontos de apoios, as aposentadorias, os empregos, a esperança de um ensino melhor sem que isso suscite nenhuma reação... Eles estão de olhos fechados!”, desabafou Laurie Penny, jornalista, moradora de um dos bairros que se levantaram em Londres.


Em que situação vive um jovem que mora com um irmão e a mãe em um apartamento social com 90 libras por cada duas semanas que recebe do governo, declarou ao “Solidaire” Lenny, um jovem de 18 anos, desempregado e sem escola morador do bairro de Haringey onde se iniciaram as manifestações no sábado (13).
Entretanto Lord Cameron ao contrário de assumir a responsabilidade que tem como chefe do governo pela crise e o desemprego em que mergulhou o país prefere acusar o povo de mal comportado e os jovens de preguiçosos: “Durante anos nosso sistema encorajou os piores comportamentos da população, encorajou a preguiça e desencorajou o trabalho”, afirmou o ministro.


A morte brutal nas mãos da polícia de Mark Duggan, o jovem de 29 anos, casado, pai de dois filhos cuja entristecida esposa afirmou ao Le Monde que “ele era um bom pai e um bom marido” acendeu a centelha das revoltas que se iniciaram num bairro londrino e inflamaram cidades como Manchester, Bristol, Birminghan e Liverpool.


As manifestações contra a violência policial, a miséria e o desemprego poderão continuar acontecendo apesar da sanha repressiva de David Cameron que já prendeu quase três mil pessoas em todo o pais. Essas manifestações serão mais construtivas quanto maior for o grau de organização da juventude que aprende com a experiência. O processo está em curso.



FONTE: HORA DO POVO. PARTIDO PÁTRIA LIVRE.