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domingo, 25 de novembro de 2012

A indústria do Antilulismo.


A última flor do fascio.

Por Robertog no NASSIF



Acho que também seria interessante pensar "do outro lado do balcão":
Nos últimos dez anos cresceu uma vasta indústria cultural cujo principal produto é falar mal do Lula e de tudo que pode representar os governos petistas.

Com o tempo muita gente percebeu que falando mal deles, das cotas, de qq política que possa representar um avanço civilizatório (como o casamento gay, a liberação da maconha, o reconhecimento de direitos difusos, etc..) dá sempre ibope numa determinada faixa da população que se confunde com os leitores de veja e as camadas rancorosas das classes médias e altas.

Esses segmentos são relevantes como consumidores de cultura e de outras mercadorias, além de elevarem o patamar de prestígio dos jogadores de lama que alimentam & açulam a raiva deles.

Logo ele atrai e vai continuar atraindo alguns, ou muitos, jornalistas & intelectuais que, como quaisquer outros grupos, tb querem "se dar bem".

No universo intelectual, que conheço um pouco melhor, sempre sobra gente no caminho e não só a ganância, como também a vaidade acabam empurrando indivíduos para o caminho da vociferação bem pagante e auto congratulatória.

 A coisa funciona mais ou menos assim:  "não dou a mínima para aqueles colegas que não me reconhecem, já que o merval me cita na coluna que é lida por milhões e, de quebra, ainda me chamam para dar umas palestras bem remuneradas ou, pelo menos, posso ter certeza que as coisas que eu publicar vão ser recomendadas na veja e vão vender bem".
   
Assim, se estou certo, a indústria do antilulismo vai continuar. Tem, e vai continuar tendo, tanto produção quanto freguesia... 



terça-feira, 4 de setembro de 2012

A renovação do PSDB.

O pior nesta história é saber que um louco furioso como este, por pouco, não chegou à presidência do país em 2010.

chupinhado do blog do NASSIF

 
Por Alfredo Machado
  Nunca é demais lembrar sobre este fato concreto, que passou a ser um importante parâmetro de comparação para todos aqueles que se interessam pela dinâmica da política do patropi. 


Sobre o PSDB, não será agora a primeira vez que comento quanto à sua interminável desordem interna.
Não considero razoável, o maior partido de oposição não conseguir, em um enorme país como o este, gerar um núcleo de políticos com idéias contemporâneas, capaz de promover uma renovação que, no caso do partido tucano, é necessidade de primeira grandeza.


Uma mescla de novos políticos com alguns tucanos de carteirinha, aqueles poucos que não se deixaram dominar pelo clima de completa animalidade que norteou todas as ações do PSDB nos vinte meses anteriores ao dia da última eleição presidencial, deveria ser o caminho natural para um partido cujos principais “líderes”, inteiramente desacreditados já dão sinal de saturação (ou mesmo de velhice), sensação esta que foi amplamente confirmada nas urnas, com a impressionante derrota da maioria de seus principais parlamentares no Congresso.


Imagina-se que situação forte com oposição em frangalhos nunca foi situação ideal em lugar nenhum deste mundo, e no entanto, desde 2010 esta é justamente a situação instalada no quadro político nacional. Cabe à oposição fazer a parte dela, quem sabe buscar uma união de propósitos entre alguns de seus quadros políticos, para que este novo grupo se torne capaz de oxigenar o partido.


Enquanto este grupo alternativo não brota, a militância do partido tucano permanece refém das iniciativas pulíticas de um grupo de mamutes como o seu presidente Sergio Guerra, o eterno mais preparado, Alvaro Dias, Aloysio Nunes Ferreira, Alberto Goldman, Geraldo Alckmin e alguns outros que se julgam, realmente, como personagens importantes na vida política nacional.


A permanecer o atual estado de coisas, somente atitudes estapafúrdias serão capazes de evitar uma longa sequência de derrotas do partido a partir das urnas. 


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A vEJA e seu jornalismo de araque.Tem otá, digo, leitores que acreditam!

ACHO QUE É  UM DESREPEITO COM O ASNO! 

Por Sanzio
 
Do Uol
Renato Maurício Prado afirma que entrevista na Veja sobre sua saída do Sportv é falsa


Em seu blog no portal do jornal O Globo, Renato Mauricio Prado desmentiu, na última terça-feira, uma entrevista sua publicada na coluna “Beira-Mar” da última edição da Veja Rio. Segundo o jornalista, a entrevista nunca aconteceu e o conteúdo publicado é falso.



Recentemente, Mauricio Prado foi protagonista de uma polêmica com o apresentador Galvão Bueno. Durante o programa ”Conexão Sportv” os dois brigaram, o jornalista se recusou a voltar ao programa e não teve seu contrato renovado com o canal.



Confira a coluna de Renato Mauricio Prado:



“Não dei entrevista alguma à Veja Rio. Ao atender, educadamente, ao telefonema da jornalista que me procurava, com insistência, há duas semanas, disse-lhe, com clareza, que não queria falar, até por entender que nós, jornalistas, não somos notícia. 

Expressões a mim atribuídas, tais como “mundinho da TV”, “já deu” e “o que passou, passou”, jamais saíram da minha boca. O falso “pingue-pongue” publicado na coluna “Beira-Mar”, assinada por Carla Knoplech, na última edição, me coloca dizendo até que continuarei fazendo “o meu programa na CBN” — algo que nunca tive.

 Apenas participava do CBN Esporte Clube, comandado por Juca Kfouri, e extinto há mais de dois anos! Hoje em dia, faço comentários na Rádio Globo.

 Para finalizar, usaram, dando a impressão de que eu posara para a Veja, uma das fotos que fiz para a minha coluna no GLOBO. Em suma, um engodo…”

Com informações do blog do   NASSIF




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O velório neoliberal dos tucanos e do tartufo do FHC

O especialista em depedência externa  e de frequentar o guichê do FMI.



 Bill Clinton, o democrata que jogou a pá de cal nas salvaguardas do New Deal elogiou o Brasil, quase pedindo desculpas por pisotear o ego ao lado do grande amigo de consensos em Washington e de corridas de emergência ao guichê FMI.

Mas FHC é um intelectual afiado nas adversidades.

A popularidade contagiante do tucano,
reflexo, como se sabe, de seu governo, poupa-o da presença física nos palanques do PSDB, preferindo seus pares deixá-lo no anonimato ocioso para a necessária à defesa do legado estratégico da sigla.

É o que tem feito, nem sempre dissimulando certo ressentimento, como nessa 3ª feira mais uma vez.

Falando com desenvoltura sobre um tema, como se sabe, de seu pleno domínio sociológico, ele emparedou Clinton, Hair e tantos quantos atestem a superioridade macroeconômica atual em relação à arquitetura dos anos 90.

Num tartamudear de íngreme compreensão aos não iniciados, o especialista em
dependência - acadêmica e programática - criticou a atual liderança dos bancos públicos na expansão do crédito, recado oportuno, diga-se, em se tratando de palestra paga pelo banco Itau; levantou a suspeição sobre as mudanças que vem sendo feitas - 'sem muito barulho'' - na política econômica ("meu medo é que essa falta de preocupação com o rigor fiscal termine por criar problemas para a economia”) e fez ressalvas ao " DNA" das licitações - que não reconhece, ao contrário de parte da esquerda, como filhas egressas da boa cepa modelada em seu governo.

Ao finalizar, num gesto de deferência ao patrocinador, depois de conceder que a queda dos juros é desejável fuzilou: 'houve muita pressão para isso'.

O cuidado tucano com os interesses financeiros nos governos petistas não é novo.

Há exatamente um ano, em 31 de agosto de 2011, quando o governo Dilma, ancorado na correta percepção do quadro mundial, cortou a taxa de juro pela primeira vez em seu mandato, então em
obscenos 12,5%, o dispositivo midiático-tucano reagiu indignado. A pedra angular da civilização fora removida por mãos imprevidentes e arestosas aos mercados.

O contrafogo midiático rentista perdurou por semanas.

Em 28 de setembro, Fernando Henrique Cardoso deu ordem unida à tropa e sentenciou em declaração ao jornal ‘Valor Econômico’
: a decisão do BC fora 'precipitada'.

Era a senha.

Expoentes menores, mas igualmente aplicados na defesa dos mercados autorreguláveis, credo que inspirou Clinton a deixar as coisas por conta das tesourarias espertas, replicaram a percepção tucana do mundo:"não há indícios de que a crise econômica global de 2011 seja tão grave quanto a de 2008", sentenciou, por exemplo o economista de banco Alexandre Schwartzman,indo para o sacrifício em nome da causa.

Nesta 4ª feira, o BC brasileiro completa um ano de cortes sucessivos na Selic com um esperado
novo recuo de meio ponto na taxa, trazendo-a para 7,5% (cerca de 2,5% reais).

Ainda é um patamar elevado num cenário de crise sistêmica, quando EUA e países do euro praticam juros negativos e mesmo assim a economia rasteja.

Uma pergunta nunca suficientemente explorada pela mídia, que professa a mesma fé nas virtudes do laissez-faire, quase grita na mesa:
'Onde estaria o Brasil hoje se a condução do país na crise tivesse sido obra dos sábios tucanos?'

As ressalvas feitas por FHC no evento de banqueiros desta 3ª feira
deixa a inquietante pista de que seríamos agora um grande Portugal, ou uma gigantesca Espanha - um superlativo depósito de desemprego, ruína fiscal e sepultura de direitos sociais, com bancos e acionistas solidamente abrigados na sala VIP do Estado mínimo para os pobres.

Em tempos de eleições, quando candidatos de bico longo prometem fazer tudo o que nunca fizeram, a fala de FHC enseja oportuna reflexão.

 
 lEIA O POST NA ÍNTEGRA NO BLOG DAS FRASES DE:



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Millor analisa a pseudo-intelectualidade do tartufo do FHC.

Este maluco foi cooptado pela  CIA via  Fundação Ford em fevereiro de  1969. Vide  livro "Quem Pagou a Conta". 

Millor Fernandes:

Quando, afinal, arranjei o tal Opus Magno — Dependência e Desenvolvimento na América Latina — tive que dar a mão à palmatória. O livro é muito melhor do que eu esperava. De deixar o imortal Sir Ney morrer de inveja. Sem qualquer partipri, e sem poder supervalorizar a obra, transcrevo um trecho, apanhado no mais absoluto acaso, para que os leitores babem por si:

“É evidente que a explicação técnica das estruturas de dominação, no caso dos países latino-americanos, implica estabelecer conexões que se dão entre os determinantes internos e externos, mas essas vinculações, em que qualquer hipótese, não devem ser entendidas em termos de uma relação “casual-analítica”, nem muito menos em termos de uma determinação mecânica e imediata do interno pelo externo. 
Precisamente o conceito de dependência, que mais adiante será examinado, pretende outorgar significado a uma série de fatos e situações que aparecem conjuntamente em um momento dado e busca-se estabelecer, por seu intermédio, as relações que tornam inteligíveis as situações empíricas em função do modo de conexão entre os componentes estruturais internos e externos. 
Mas o externo, nessa perspectiva, expressa-se também como um modo particular de relação entre grupos e classes sociais de âmbito das nações subdesenvolvidas. É precisamente por isso que tem validez centrar a análise de dependência em sua manifestação interna, posto que o conceito de dependência utiliza-se como um tipo específico de “causal-significante’ — implicações determinadas por um modo de relação historicamente dado e não como conceito meramente “mecânico-causal”, que enfatiza a determinação externa, anterior, que posteriormente produziria ‘conseqüências internas’.”
Concurso – E-mail:
Qualquer leitor que conseguir sintetizar, em duas ou três linhas (210 toques), o que o ociólogo preferido por 9 entre 10 estrelas da ociologia da Sorbonne quis dizer com isso, ganhará um exemplar do outro clássico, já comentado na primeira parte desta obra: Brejal dos Guajas — de José Sarney.

Chupinhado do ESQUERDOPATA

domingo, 26 de agosto de 2012

A UDN, não foi extinta em 1965 e seu terrorismo denuncista, não mudou.

Getulio Vargas sofreu com o terrorista do...

Do terrorista midiático, Carlos Lacerda, que  era o...
Corvo da  rua Chile. 


 A pressão atingiu seu auge naqueles dias finais de agosto. 



Cinquenta e oito anos depois do tiro que sacudiu o país, o volume asfixiante do coro conservador ainda pode ser ouvido e aquilatado. 



Basta potencializar - um pouco - o volume da condenação sumária sentenciada em cada linha, título, nota, coluna, fotomontagens, capas, escaladas televisivas e radiofônicas que nutrem o noticiário sobre o julgamento do chamado 'mensalão'. 



O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto de Pesquisas Vox Populi, em artigo recente, já mencionado neste blog, mensurou um pedaço dessa artilharia determinada a subordinar o discernimento da sociedade.



Nas quatro semanas até 13 de agosto, 65 mil textos foram publicados na imprensa sobre o "mensalão". 


"No Jornal Nacional da Globo para cada 10 segundos de cobertura neutra houve cerca de 1,5 mil negativos", diz Coimbra. 

 

Nas rádios, conectadas pela propriedade cruzada aos mesmos núcleos emissores, a pregação incessante é ainda mais desabrida e abusada --como naquele agosto de 1954.



O cerco promovido contra o PT atinge dimensões inéditas na asfixia a um partido político em regime democrático, na avaliação do governador Tarso Genro, em artigo recente na página de Carta Maior



Entre um agosto e outro, algumas peças do paiol midiático permanecem. Outras se juntaram à tradição.Os personagens se renovam, mas o método se repete. 



O arsenal udenista da suspeição e da condenação sumária, avesso ao contraditório, às provas e à isenção -- despida do cinismo liberal da objetividade-- forma um fio de continuidade que atravessa a régua desses 58 anos.




Compare-se alguns exemplos originários da mesma cepa de interesses e de lógica inarredável, que se encadeiam nos mesmos propósito formando um memo e único fio na linha do tempo:




I) Março de 54: 


 

* A usina midiática de denúncias contra o governo Vargas lança uma bomba na praça .

 O escândalo da vez é a denúncia de que "os caudilhos populistas" Vargas e Perón (o peronismo era o chavismo da época)-- planejavam um suposto "Pacto ABC" (Argentina –Brasil –Chile). 

A meta era "promover a integração sul-americana formando num arquipélago de repúblicas sindicais na região contra os EUA" (qualquer semelhança com a reação ao ingresso da Venezuela no Mercosul não é apenas coincidência)






* Carlos Lacerda, na Tribuna da Imprensa e na rádio Globo, e a Banda de Música da UDN no Congresso – um pouco como o jogral que hoje modula as vozes da turma da mídia "ética" - martelavam a denúncia incansavelmente. 







* Um ex-ministro rompido com Getúlio aliou-se a Lacerda para oferecer "evidências" das negociações entre o Vargas e Perón.

A inexistência de provas – exceto a menção genérica de Perón à uma aliança econômica regional — não demoveu a mídia que deu à fraude contornos de verdade inquestionável, independente dos fatos, das investigações e dos desmentidos.




II) Setembro de 1954: 




 

* A dramaticidade do suicídio de Vargas em 24 de agosto iluminou o quadro político e incendiou a revolta popular contra o golpismo que recuou.Mas não cedeu. Em 16 de setembro lá estava Carlos Lacerda de volta novamente nos microfones da rádio Globo.



 O alvo agora era João Goulart, o herdeiro político do presidente morto, adversário certo da UDN no pleito de outubro de 1955.


  Na voz estridente do comentarista 'convidado' de diversos programas da emissora foi lida --'em primeira mão'-- a "Carta Brandi". 

Uma suposta correspondência entre Jango e o deputado argentino Antonio Brandi; segundo Lacerda, a prova "definitiva" da conspiração para implantar "uma república sindicalista no Brasil".






* Na efervescência da guerra eleitoral, o escândalo levou o Exército a abrir inquérito imediatamente, enviando missão oficial a Buenos Aires para investigações. Conclusão oficial: tudo não passara de uma grosseira fraude, forjada e alimentada pela imprensa anti-getulista. Inútil.




* A exemplo dos que hoje sonegam às evidências contrárias o poder de mudar sentenças já pronunciadas pela mídia, Lacerda contratacou na Tribuna da Imprensa em outubro de 1955, um mês depois da derrota da UDN para JK e Jango:

 "(...) Se a carta não é verdadeira seu conteúdo está de acordo, mais ou menos, com o que se sabe da vida política do sr. Goulart..." 




Qualquer semelhança com o malabarismo denuncista dos últimos anos não é mera coincidência. 


 

Um exemplo eloquente dele que reúne autores, métodos veículos marcantes: 


III) Março de 2005:



" Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 2002 .


Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo. Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas.




 O principal documento (...)informa que, no dia 13 de abril de 2002, (...) o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção (...) Um agente da Abin,( NR: quem, Dadá, o repórter auxiliar de Policarpo & Cachoeira já em ação?) infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro. 


Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento.(Policarpo Jr.; revista Veja, edição 1896; 16 de março de 2005. Título: Laços explosivos )




Os mesmos objetivos, os mesmos métodos e a mesma elasticidade ética.


A solitária trincheira do 'Última Hora' não existe mais para rebatê-los. 


O jornal foi comprado, sugestivamente, em plena ditadura Médici, em 1971, pela família Frias, que edita a Folha de São Paulo. 




Descaracterizado em imprensa sensacionalista saiu de circulação nos anos 90. 


Do seu vazio brotou um ramo vigoroso, igualmente inovador na forma, no conteúdo e na agilidade: o jornalismo digital independente.




Juntando pedaços , porém, é impossível não temer o ectoplasma presente de Lacerda e do udenismo. 



Egressos da surra daquele glorioso agosto de 1954 em que a Última Hora e seus leitores reescreveram a narrativa do país direto nas ruas, eles persistem no cerco ao Catete. A qualquer Catete que dentro tenha um homem público disposto a assumir a tarefa que o mais mítico deles deixou inconclusa, porém agendada pela advertência de um estampido que sacudiu o discernimento nacional naquele 24 de agosto de 1954.



Exemplos da linha do tempo lacerdista:

 

IV) 5 de agosto de 1954:. Na madrugada de 5 de agosto, o major-aviador Rubens Vaz, foi assassinado na rua Toneleros, no Rio, em frente ao prédio onde morava Carlos Lacerda , a quem fazia escolta. Segundo a versão do próprio Lacerda, ele voltava de uma de suas conferências, desta vez no Colégio São José, cujo tema era sempre o mesmo: a necessidade de afastar Getúlio do poder, quando integrantes da guarda-pessoal de Vargas cometeram o atentato que o tinha como alvo principal. Lacerda apresentou várias versões para o episódio.


Testemunhas, entre elas o jornalista, já falecido, Armando Nogueira, viram Lacerda caminhando normalmente no local após a morte de Vaz, o que contraria sua versão de que teria levado um tiro de 45’ no pé que ‘doía de forma intensa’.


 Os cusadaos do crime foram mantidos incomunicáveis e torturados pela polícia carioca. Lacerda jamais permitiu a perícia do revólver 38’ que portava. 


O boletim de registro do seu atendimento, bem como as radiografias do pé supostamente alvejado desapareceram do Hospital Miguel Couto, no Rio. Não importa, o episódio virou a gota d'água do cerco a Getúlio.



V. Setembro de 1954: a dramaticidade do suicídio de Vargas em 24 de agosto iluminou o quadro político e incendiou a revolta popular contra o golpismo em marcha. 


Para Carlos Lacerda não sobrou um centímetro de segurança em terra: o "Corvo" foi obrigado refugiar-se no mar, a bordo do cruzador Barroso. 


 Em 16 de setembro de 1954, porém, o denuncismo estava de volta nos microfones da rádio Globo,um dos veículos mais radicais na pregação anti-comunista e pró-americana. 


O alvo agora era João Goulart, o herdeiro político do presidente morto e adversário certo da UDN no pleito de outubro de 1955. 


Na voz estridente de Lacerda, comentarista de diversos programas da emissora de Marinho, foi lida em primeira mão a "Carta Brandi".


Uma suposta correspondência do deputado argentino Antonio Brandi a João Goulart , apresentada como a prova "definitiva" da conspiração para implantar "uma república sindicalista no Brasil".



VI) Na efervescência da guerra eleitoral, o escândalo levou o Exército a abrir inquérito imediatamente, enviando missão oficial a Buenos Aires para aprofundar as investigações.




VII) A conclusão oficial de que tudo não passara de uma grosseira fraude, forjada por Lacerda e alimentada pela imprensa anti-getulista, não abalou seus protagonistas. 

Lacerda rapidamente se adaptou ao revés. 

A exemplo dos que hoje sonegam às evidências contrárias à existência do 'mensalão' o poder de mudar a sentença que a mídia já pronunciou , Lacerda escreveu na Tribuna da Imprensa em outubro de 1955, relevância para reverter uma sentença de condenação um mês depois da derrota da UDN para JK e Jango no pleito de outubro de 1955:

 "(...) Se a carta não é verdadeira seu conteúdo está de acordo, mais ou menos, com o que se sabe da vida política do sr. Goulart.." 


Qualquer semelhança com o malabarismo denuncista que povoa a mídia tucana nos nossos dias não é mera coincidência. Os mesmos objetivos, os mesmos métodos, a mesma elasticidade ética e democrática estão presentes.


Leiam o artigo na íntegra noblog das Frases  de Saul Leblon




 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Miro: Lewandowviski dá um chute na bunda do Imortal Merdoval.





Em 1936, O Globo estampava:
Academia Brasileira de Letras
"Academia é uma espécie de ante-câmara da morte. Dali, os acadêmicos enxergam a cadeira elétrica. Os acadêmicos só se reúnem para chorar mortos e admitir candidato ao pranto próximo. Galeria de sarcófago com fantasmas aos gritos. O preenchimento de vagas entristece..."
Então... alvíssaras ao novo acadêmico! 

Do blog do Miro:


Lewandowski desnorteia Noblat e Merval

 

Por Altamiro Borges

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do “mensalão” no Supremo Tribunal Federal (STF), deixou desnorteada a mídia demotucana. Até ontem, quando concordou com alguns dos argumentos apresentados pelo ministro-relator Joaquim Barbosa, ele foi apresentado como um santo pela velha imprensa. Hoje, porém, ao absolver o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-S) por falta de provas nas acusações de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele virou um demônio.

Ricardo Noblat, o blogueiro oficial da famiglia Marinho, está indignado. Em post no início da noite no sítio do jornal O Globo, ele chega a dizer que o voto do ministro-revisor coloca em risco o próprio julgamento no STF. Ele também tenta rebaixar o papel de Lewandowski. “O papel do ministro-revisor do processo é importante, mas secundário. Não se equipara ao do ministro-relator, o responsável pela condução do processo… Lewandowski decidiu funcionar como uma espécie de ministro-relator do B”. Colocando-se acima da Justiça, Noblat até aconselha o presidente do STF, Ayres Brito, a “amansar ou enquadrar Lewandowski”.

O “imortal” falhou novamente

Outro que não vai dormir direito nesta noite é o “imortal” Merval Pereira, outro colunista oficial da famiglia Marinho. Na edição de O Globo de hoje, ele dava como certo o voto do revisor pela condenação sumária de João Paulo Cunha. “Mesmo que tenha deixado para hoje o caso do ex-presidente petista da Câmara, o revisor Ricardo Lewandowski dificilmente deixará de condená-lo ao menos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pois o corruptor é o mesmo, e o método também, do esquema que condenou ontem”.

Merval estava feliz com a postura de Lewandowski. “O revisor, surpreendendo a maioria, seguiu o relator em todas as condenações pedidas para Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, Marcos Valério e seus sócios”. Para ele, apesar das “pressões políticas que estaria sofrendo por parte de setores do PT”, Lewandowski não teria como inocentar o deputado petista. “É improvável que o revisor defenda João Paulo Cunha de todas as acusações”. Mais uma vez, o “imortal” falhou nas suas previsões!

Os pitbulls da Veja

Diante da frustração da mídia demotucana, a tendência é que ela tente desqualificar e satanizar o ministro Ricardo Lewandowski. Alguns jornalistas mais hidrófobos, como os dois pitbulls da revista Veja, já partiram para as baixarias. O STF até deveria ficar atento ao que eles obram, já que ainda cabe no Brasil processo por difamação e calúnia.