CHEGARÁ UM DIA, EM QUE ESTA IMPRENSA, MENTIROSA, FASCISTA, E CRIMINOSA FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL QUANTO ELA PRÓPRIA. "JOSEPH PULLITZER", JORNALISTA HUNGARO-AMERICANO. Vai lendo aí PIPI.
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sábado, 5 de novembro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
GUILHERME FIUZA: NO MEIO DO CAMINHO HÁ UMA ANTA, HÁ UMA ANTA NO MEIO DO CAMINHO!
ESTE ANTA SE ACHA UM "JENIO".
Guilherme Fiúza, em um artigo para a Revista Época, contribuiu novamente com a causa do FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País). A começar do título! Não foi a França que condecorou o Lula! Foi a Science Po! Depois tenta demonstrar que cientistas que estudam a nobre ciência chamada política todos os dias, em alto nível, só condecoraram o Lula por falta de conhecimento sobre ele.
Tenta reduzir o nível de importância mundial do Science Po para atacar o Lula. Ora, a comunidade neoliberal até antes disso achava o Instituto de Ciências Políticas o maior órgão do ramo. Até que eles inventaram de condecorar o Lula. Resultado: passou a ser um cursinho de política de esquerda - na cabeça de idiotizados neoliberais como o asqueroso Guilherme Fiúza.
O ódio é tanto que para que as verdades não venham à tona eles lincham as instituições para, paralelamente, diminuir a importância de Lula para a política e economia mundiais! Lamento, ou parodiando o Ibrain Sued, "Sorry, Zona Sul!
sábado, 24 de setembro de 2011
NÃO SUBESTIMEM A DIREITA!!!!
EX MINISTRO DOS DITADORES: "ESTOU MINISTRO. NÃO SOU MINISTRO".
Tem exercido diversas funções públicas, nacionais e internacionais, sempre nos campos da educação, ciência, cultura e comunicação.
Saudosista do monopólio da elite arcaica sobre a cultura, sobre a educação, sobre a política, sobre o fluxo de informações controlado na imprensa, destilou preconceito chamando de "baixa modernidade" a participação das massas populares no protagonismo político, nas redes sociais da internet com sua linguagem informal, na cultura das vozes que vem da periferia.
Como se não bastasse, a certa altura do discurso soltou esta "pérola" de chamar indiretamente de "vagabundos" os cidadãos beneficiários do Bolsa Família, discurso muito apreciado nas altas rodas do tucanato:
Em nossa pré-história colonial houve uma aparição estranha, conhecida como os "bolseiros do Rei", que parece ressurgir. A ação cultural como distribuição de brindes, e a bolsa família sem monitoramento e sem avaliação, vão nesse rumo. Não está de todo descartada a hipótese de uma sociedade saudavelmente de trabalhadores vir a ser, em grande parte, reduzida a uma sociedade de bolsistas. Falo apenas dos bolsistas ociosos, evidentemente.
Ex-ministro da ditadura Eduardo Portella, com José Serra na platéia.
Seria curioso estar lá para ver a cara de José Serra na platéia, o sorriso matreiro no canto da boca, o brilho nas pupilas dos olhos, os aplausos incontidos.
COM INFORMAÇÕES DO " OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA".
terça-feira, 5 de julho de 2011
O VOTO E O PRECONCEITO DE CLASSE.
Por Pedro Migão
O voto e o preconceito de classe
Um fenômeno muito interessante que venho observando nestas eleições, em especial as presidenciais, é a existência de um declarado "ódio de classe" em especial das camadas de maior renda.
Acho que já contei para o leitor que moro em um bairro de classe média aqui no Rio. Embora seja um local da Zona Norte, suas características geográficas - é um lugar relativamente isolado e que possui a Baía da Guanabara perto e boas áreas verdes - trazem uma boa qualidade de vida e atraem pessoas de maior renda - além de alguns petroleiros que trabalham no Cenpes e na refinaria de Duque de Caxias, relativamente próximas.
Pois é. Em meu carro tenho um adesivo no vidro traseiro da candidata Dilma Roussef - além de um da Portela e outro da Igreja Messiânica, mas isto é outra história... Com o acirramento da campanha tenho de ouvir comentários de vizinhos na linha "vai continuar a sustentar vagabundo?", "eles vão tomar o seu lugar, hein!" e coisas correlatas.
Ando pelo hortifruti onde faço compras às vezes e ouço uma senhorinha, bem jovem, com seu bebê no colo: "vê se pode, esta gentalha fazendo compra no mesmo lugar que a gente. Não pode!", apontando para um senhorzinho que comprava a carne provavelmente para o almoço de domingo.
Onde eu quero chegar: que existe uma parcela de voto conservador que defende a extinção dos programas sociais e prega a perpetuação da miséria. Isso se dá, basicamente, por dois grandes fatores.
O primeiro é social. A chamada "elite" social brasileira defende a exclusão e a idéia de que "somos os escolhidos e os demais são nossos serviçais". A ascensão social de camadas da população nos últimos anos - das Classes D e E para a Classe C e desta para a Classe B - é malvista a partir do momento que retira a "exclusividade" de pertencer à elite, ou à proto-elite - tem muita gente que mora em bairros ricos, mas passa a Guaravita com pão de forma.
Estas novas parcelas de renda mais altas são consideradas "incultas", "bárbaros" e indignos de frequentarem os mesmos ambientes que estas pessoas que se consideram uma "raça superior". Com isso há o clamor pela extinção de políticas de inclusão social e de ampliação de oportunidades; na visão destas parcelas sociais o pobre tem um destino imutável em seu nascimento e não deve ter oportunidade de progredir ou de buscar progredir. Pelo mesmo motivo a criação de empregos deve ser freada.
Eu comentei uma vez em tom de brincadeira, mas está se tornando algo sério: as pessoas tem ânsia de vômito somente de imaginar pobres fazendo supermercado, comprando seu carrinho a prestação, indo ao cinema ou ao shopping.
A visão é que, com estas condutas, estas classes ascendentes estão ocupando um espaço que não é delas, não lhes pertencem e cuja presença macula os templos sagrados da velha elite.
A percepção destas pessoas é que estas deixam de ser "superiores", "exclusivas" e passa a ocorrer o maior temor destas classes: passarem a fazer parte da denominada "gentalha". Um pseudo privilégio.
A segunda razão é puramente econômica.
Indo direto ao assunto: com a oferta maior de empregos, os aumentos reais de salários daí advindos e o crescimento da economia, serviços domésticos - incluindo aí os serviçoes de reparos tais como pedreiros, eletricistas e outros - passaram a ficar bem mais caros que nos gloriosos tempos do tucanato.
Hoje não se encontra mais aquela empregada doméstica morta de fome que dorme no emprego, não tem carteira assinada e trabalha por meio salário mínimo mensal, nem aquela faxineira que faz a faxina e passa a roupa por uma diária de R$ 10, R$ 15.
Com a acelerada expansão da construção civil dado o crescimento da economia, profissionais como pedreiros, eletricistas e encanadores cobram bem mais caro, e tem seu tempo disponível diminuído. Esses serviços tiveram elevação substancial de preço, que acabaram impactando na "inflação" destas classes.
Vejo muita gente reclamar "que é um absurdo pagar um salário mínimo e meio mais os direitos para uma empregada que, olha que audácia, vai embora pra casa todo dia!" Percebe-se que é uma visão excludente, de que "o que importa é eu estar bem, o resto que se dane", e "do pobre a Polícia cuida".
Mas garanto ao leitor que este mesmo indivíduo reclamaria se em seu emprego tivesse de chegar segunda feira de manhã e somente voltar para casa no final da tarde de sábado...
Também alerto que apesar de reclamarem horrores do Governo Lula, esta turma ganhou muito dinheiro durante os últimos anos. Talvez setores localizados da classe média tenham prosperado menos, mas as classes alta e a maioria dos pertencentes à classe média também melhoraram seu padrão.
Ou seja, resumindo grosseiramente, o importante é acumular dinheiro, ainda que para tal tenha de se explorar o semelhante.
A verdade é que os setores favorecidos deste país, em média, são egoístas, mesquinhos, americanófilos e, diria até, perversos. Se estão bem, o resto pode explodir.
Por isso o apoio entusiasmado ao candidato conservador, que promete a volta aos tempos áureos do arrocho salarial, da senzala nas relações trabalhistas, dos juros elevados e da redução do emprego.
Sem contar o fim de programas como o Bolsa Família, o ProUni e a reserva das universidades federais para uma minoria - pobre tem de fazer, no máximo, ensino técnico - assim ele ganha menos.
Outro ponto que percebo é que com a introdução cada vez maior da competitividade extrema desde o berço, a juventude é cada vez mais conservadora, egoísta e consumista.
Depois reclamam da decadência da sociedade e dos políticos.
Resumindo, existe uma parcela forte de voto conservador calcada no puro preconceito de classe, na noção de que estes são os "escolhidos" e de que os serviços a estas mesmas classes devem custar o mínimo indispensável.
Vale lembrar que parte deste argumento explica a vitória de Serra nos estados da fronteira agrícola brasileira, onde, é bom que se frise, as condições de trabalho são análogas às da escravidão.
Não surpreende ver a Senadora Kátia Abreu, líder ruralista, afirmar que o "custo do trabalho está muito alto". Com outras opções de emprego é evidente que os trabalhadores não gostarão de trabalhar como escravos acorrentados em fazendas de monocultura.
http://pedromigao.blogspot.com/
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