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sábado, 12 de maio de 2012

CNI/Clero/Opus Dei derrubam votação da taxação das grandes fortunas.

Quando a religião entra na política, dá nisso aí...

Chupinhado do blog COMTEXTOLIVRE

Parceria entre CNI/Igreja derruba votação que tributaria as grandes fortunas.

Em comissão da Câmara, parlamentares dos setores esvaziaram reunião
BRASÍLIA - Uma inusitada parceria entre o lobby da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e parlamentares católicos e evangélicos impediu nesta quarta-feira a aprovação de projeto que cria a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF), recurso que seria destinado exclusivamente para a saúde. Essa união de forças se deu na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. O autor do pedido de verificação de quórum na comissão, uma manobra para impedir aprovação de projetos, foi do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), médico que se apresenta como defensor da saúde. Desde o início da sessão, assessores da CNI e de deputados evangélicos negociaram boicotar a reunião.
O interesse dos religiosos era evitar, mais uma vez, um projeto que tramita há anos no Congresso e que cria direitos previdenciários para dependentes de homossexuais. Este nem chegou a ser apreciado. E o da bancada da CNI era impedir a votação do projeto que taxa as grandes fortunas. E conseguiram. Parlamentares desses dois grupos esvaziaram a sessão. 
O projeto que taxa as grandes fortunas tem como autor o deputado Doutor Aluizio Júnior (PV-RJ). Pela proposta, são criadas nove faixas de contribuição a partir de acúmulo de patrimônio de R$ 4 milhões e a última faixa é de acima de R$ 115 milhões. O projeto atinge 38 mil brasileiros, com patrimônios que variam nessas faixas.
- São R$ 14 bilhões a mais para a saúde por ano. Desse total, R$ 10 bilhões viriam de 600 pessoas, mais afortunadas do país. Vamos insistir com o projeto - disse Aluizio Júnior.
A relatora do projeto foi a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que deu parecer favorável. O projeto das grandes fortunas chegou a ser votado e 14 parlamentares votaram sim e três, não. Foi nesse momento que Perondi pediu a verificação de quórum e eram precisos 19 votantes ao todo. E tinham 17. Faltaram apenas dois para a matéria ser considerada aprovada.
Quando começou a votação, parlamentares do PSDB e do DEMo deixaram o plenário. O deputado Doutor Paulo César (PSD-RJ) fez um parecer contrário ao de Jandira e argumentou que taxar grandes fortunas iria espantar os investimentos e empresários levariam dinheiro para fora do país. 
Mas a derrota, no final, pode ser atribuída a dois parlamentares evangélicos. Um deles, Pastor Eurico (PSB-PE) chegou a fazer um discurso a favor da taxação das grandes fortunas e afirmou até que a Câmara está cheio de lobbies de interesses. 
Chegou a ser aplaudido, mas, na hora de votar, atendeu ao apelo da parceria CNI-religiosos, e deixou o plenário. Nem sequer votou. Outro deputado, Marco Feliciano (PSC-SP), defensor dos interesses religiosos deixou o plenário quando se inicia a votação.
O advogado Paulo Fernando Melo, um assessor das bancadas religiosas e que atuou na parceria com a CNI, comemorou o resultado.
- Tinham duas matérias polêmicas na pauta (pensão para gays e taxação de grandes fortunas). No final, a articulação desses dois setores, que é regimental, deu certo e os dois lados saíram vitoriosos - disse Paulo Fernando.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Estadão: Tadinhos dos banqueiros, gente!

Estadão, Dilma estaria castigando os banqueiros. Coitadinhos!

O jornal Estadão abriu suas páginas para um urubólogo, professor da PUC-Rio (da turma do Malan e da equipe econômica demotucana), sair em defesa de seus amados banqueiros patrocinadores.

O artigo é de um catastrofismo de deixar Miriam Leitão com inveja, como se política econômica não fosse uma tarefa dirigirida momento a momento pelo governo.

Mas a pérola é quando o articulista critica o governo Dilma, pelo que ele chama de "admoestar os banqueiros":
MÍDIA SAFAAAADA! E PIOR CONTRA O POVO.

DO BLOG DO SARAIVA

A Febraban (Federação de Bancos) não quer mais bater de frente com o governo em público, e usa o impressalão velho de guerra e seus "especialistas", para isso.

E dá-lhe anúncios alienantes de bancos privados que, em vez de oferecer "liquidação" de juros aos clientes como faz a Caixa e o Banco do Brasil, colocam apenas singelas crianças jogando bola, ou desviam o foco para mudanças no cálculo do rendimento da poupança, como se fosse um problema com o qual os clientes de bancos deveriam se preocupar, mais do que com a concorrência dos bancos públicos que estão oferecendo menores taxas de juros nos empréstimos, e melhores taxas de rendimento sobre aplicações em fundos.

Por isso, devemos todos transferir nossas contas para Caixa Econômica Federal e para o Banco do Brasil. Resolvendo três problemas de uma vez:

1) estaremos colocando os bancos privados em seu devido lugar, e tirando a capacidade deles de praticarem uma verdadeira agiotagem e sabotarem a política de crescimento econômico produtivo e sustentável;

2) o PIG (Partido da Imprensa Golpista) também perderá poder econômico quando os bancos verem que a imprensa não consegue "formar opinião" para enganar a clientela;

3) Há também vantagem pessoal no bolso de muita gente, que passa a ter acesso a prestações menores nos financiamentos e a aplicações com menores taxas de administração nos fundos (lembrem-se que mesmo quem não esteja precisando obter vantagens para si, estará sendo solidário a outros irmãos brasileiros que precisam, e ajudando a construir uma nação mais próspera, ao suprirem os bancos públicos com a matéria prima, que é o dinheiro, seja da conta-salário que gira na conta, seja das aplicações);

Serra agarra a sua chance. Na vEJA de 2002. Quaquaqua! Tem gente que acha que isto é jornalismo.

Cerra em 2010. A treva da idade média.

 

 

Dedicado à classe média que lê esta mercadoria e acha  que é jornalismo. Leiam esta propaganda transvestida de jornalismo, besteira pura.

 

Serra agarra a sua chance


O PSDB faz a escolha óbvia para
disputar o Planalto. Agora, o candidato
tem até junho para subir nas pesquisas
e provar que é viável
Felipe Patury
Beto Barata/AE

O ministro: um grande currículo, uma passagem brilhante no ministério e um desafio ainda maior à frente

José Serra venceu a primeira das duas batalhas mais ambiciosas de sua vida política. Depois de passar os últimos meses envolvido numa disputa interna no PSDB, o ministro da Saúde finalmente decidiu anunciar que ele é, sim, candidato à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. O lançamento oficial ocorre nos próximos dias. Com isso, encerra-se a fase apelidada pelo cientista Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, de "tititi calculado".

É tititi porque, nesse momento de definições de candidaturas, os aspirantes dedicam-se a estapear uns aos outros pelas colunas de jornal. O saldo é uma série de feridas a lamber e diversos ressentimentos a contornar – como os do governador Tasso Jereissati e os do ministro Paulo Renato Souza, dois tucanos que como Serra alimentavam o sonho de chegar ao Palácio do Planalto.

 É também uma etapa calculada, lembra Coimbra, porque tudo gira na esfera previsível da política. Fecha-se um acordo aqui, escanteia-se um desafeto ali e assim se constrói uma maioria capaz de viabilizar a candidatura. A partir de agora, Serra tem uma batalha de outra ordem pela frente. O mais novo presidenciável precisa buscar espaço num campo insondável e imprevisível: a alma do eleitor. Ali, conta pouco o cálculo e nada o tititi.

 O que vale é o conteúdo das propostas que os candidatos oferecem ao país e, claro, a empatia junto à opinião pública.

Para garantir que a resposta do eleitorado seja positiva ao seu nome, Serra não pode perder tempo.

Na semana passada, o ministro se movimentava para escolher quem serão as três figuras-chave do futuro comitê de campanha. São elas o coordenador-geral, que organiza a operação, o tesoureiro, que arruma o dinheiro, e o marqueteiro, que trata de melhorar a imagem do candidato.

O ministro já telefonou para o ex-senador José Richa, do Paraná, e o convidou para ser coordenador. Richa, que prometeu pensar no assunto, iria chefiar uma junta formada pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, pelo senador Artur da Távola e pelo presidente de Itaipu, Euclides Scalco.

 Para a função de tesoureiro, Serra está preocupado em sinalizar que trabalha com a maior transparência possível. Na semana passada, recebeu a sugestão de montar um grupo de alto coturno integrado por empresários pesos-pesados e contratar como suporte uma empresa de auditoria externa internacional para supervisionar o bom emprego do dinheiro. Quer com isso evitar acusações de desvios ou uso da máquina do Estado.

 Há dúvidas, no entanto, sobre a utilidade da medida, já que, a princípio, as contas só poderiam ser auditadas depois de a eleição acabar.


Para o posto de marqueteiro, Serra trabalha com duas opções. Pode entregar a tarefa a Nizan Guanaes, atualmente trabalhando para Roseana Sarney, que já o procurou para conversar duas vezes.

O marqueteiro baiano trabalhou na campanha fracassada de Serra para a prefeitura de São Paulo, em 1996, e deixou a campanha no meio. Outra possibilidade em estudo é montar um grupo integrado por Guanaes e Nelson Biondi, seu atual braço direito nesse campo.

Serra está preocupado com a definição do nome, pois sabe que a distância entre a vitória e o fracasso na corrida ao Planalto mora também nos detalhes do que ele mostrar ou disser no horário eleitoral gratuito. Um exemplo disso ocorreu na eleição de 1989. Embora Fernando Collor tenha vencido a eleição, a TV não o ajudou.

 Pode parecer incrível, mas vale a pena rever os números do Ibope. O então governador de Alagoas entrou no horário eleitoral com 42% das intenções de voto e chegou às urnas com 30% no primeiro turno.

Ou seja, perdeu 12 pontos porcentuais, bem mais que os 8% que Serra tem hoje. Será que Collor teria sido eleito caso seu patamar de entrada no horário eleitoral não fosse tão elevado?

De acordo com a estratégia discutida até aqui, Serra concorda em adotar todos os cuidados ligados à estampa que possam melhorar sua imagem. Um assunto que já foi discutido é seu sorriso. Serra sofre de bruxismo, ou seja, costuma esfregar as arcadas dentárias à noite, durante o sono.

 O hábito, que o atormenta há anos, provocou o lixamento parcial de seus dentes superiores a ponto de reduzi-los de tamanho. Como ato reflexo, o candidato dificilmente solta um sorriso despreocupado, o que os marqueteiros consideram negativo para sua imagem, pois a atitude passa tensão.


Mas Serra já informou aos aliados que não pretende disputar com Roseana Sarney no campo da simpatia nem tentará parecer descontraído como Anthony Garotinho, um profissional da comunicação. O propósito do ministro é mostrar ao país que, entre os candidatos que já se apresentaram, ele deve ser compreendido como o mais bem preparado para o enorme desafio da Presidência

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aébrio Never endoidou de vez!

Do Esquerdopata

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Senador desperta de coma alcoólico e lê Veja de 15 dias atrás






A U.D(EM) N e sua campanha anti corrupção em todos os governos trabalhistas do Brasil e da galáxia.

Charge de Millor.

Governo de 1o mundo é isto aí, chama-se arrocho, neoliberalismo, fome e miséria.

Edifício se de do FMI, cujas escadas o ministro da economia de FHC subia sempre de pires
na mão.
JK pulou fora, FHC aderiu e a JK de saias, nem precisou passar perto. 

A rainha do 1o mundo, anuncia as "boas novas", tem gente da UDN que
aplaude.

do sítio da CARTAMAIOR

"Discurso da Rainha" anuncia mais arrocho e cortes na Inglaterra

O primeiro ministro David Cameron fez a rainha Elizabeth II girar ligeiramente à direita no “Queens Speech”, o tradicional discurso no qual sua majestade enumera o programa governamental que “seu” governo adotará no ano legislativo. A rainha anunciou a flexibilização do mercado de trabalho “que dê aos empresários mais confiança na hora de empregar”, redução da regulação para investimento privado e uma reforma das aposentadorias de servidores públicos.

Londres - Para a recessão nada melhor do que um pouco mais de arrocho e uma camada adicional de mão fechada. O primeiro ministro David Cameron fez a rainha Elizabeth II girar ligeiramente à direita no “Queens Speech”, o tradicional discurso no qual sua majestade enumera o programa governamental que “seu” governo adotará no ano legislativo.

Com a pompa clássica que cerca a ocasião e que põe em cena o pacto que o parlamento selou com a monarquia no século 17 pelo qual o “rei reina mas não governa”, a eleita Câmara dos Comuns deslocou-se para a não eleita Câmara dos Lordes onde a rainha Elizabeth II anunciou aos deputados as medidas que “seus” ministros adotariam. “A prioridade de meus ministros é reduzir o déficit, reestabelecer a estabilidade econômica e criar as condições que permitam a recuperação econômica”, leu a rainha.

A monarca, que vem lendo programas legislativos de governos conservadores e trabalhistas desde a década de 50, prometeu nesta oportunidade uma flexibilização do mercado de trabalho “que dê aos empresários mais confiança na hora de empregar pessoas”, uma redução da regulação para facilitar o investimento privado e uma reforma das aposentadorias de servidores públicos.

 Em termos da agenda favorita de governos em problemas, a Segurança (“Law and Order”), o governo de sua majestade impulsionará a criação de uma agência similar ao FBI para combater simultaneamente o crime organizado, o abuso sexual, a exploração infantil, os crimes cibernéticos e reforçar a segurança das fronteiras.

O problema do governo é que ele não ficou com muita margem para girar à direita. Nos dois primeiros anos a coalizão lançou uma gigantesca reforma do Estado que contempla a eliminação de 700 mil postos e a redução de 130 bilhões de dólares no gasto público, uma semiprivatização da educação universitária e uma profunda reestruturação do sistema de bem estar social, além de abrir as portas para uma futura privatização do sistema de saúde.

A margem para uma nova agenda radical diminuiu não só pela escassa margem de manobra, mas também pela dura derrota sofrida pela coalizão nas eleições municipais da semana passada e pelos novos ventos que sopram na Europa.

Uma medida do impacto que representou a eleição de François Hollande foi a aparição conjunta do primeiro ministro Cameron e de seu vice, o liberal-democrata Nick Clegg, em uma fábrica de tratores em Essex na terça-feira. Em uma tentativa de amparar-se na magia da linguagem, Cameron assinalou que não era o caso de falar de “austeridade” – uma palavra favorita do vocabulário triunfalista da coalizão nos primeiros dois anos de governo -, mas sim de “eficiência”.

Sem ficar vermelho, o primeiro ministro comparou o seu governo com o de Hollande. “Seu programa para reduzir o déficit não é muito diferente do nosso. É um mito pensar que no resto da Europa estão gastando muito mais do que nós. Todos temos que lidar com o déficit”, observou.

 A seu lado, como quem deixa claro que as licenças de linguagem não implicam uma mudança de rumo, Clegg destacou que eliminar o déficit estrutural levaria não cinco anos como prometeu o governo, mas “seis ou sete”, ou seja, mais além de 2015, data das próximas eleições.

Estas eleições já começam a ser sentidas nos planos governamentais. No Discurso da Rainha, o governo propôs uma reforma da Câmara dos Lordes para convertê-la em algo similar a um Senado. Esta medida, rejeitada pelo setor mais direitista dos conservadores, era essencial para assegurar o acordo com os liberal-democratas e a estabilidade da coalizão.

O governo deixou claro que essa reforma não era sua prioridade, mas que era necessária para democratizar o Reino Unido. “Acreditamos que o poder deve passar dos políticos em Westminster para o povo britânico, razão pela qual cumpriremos com a promessa de nosso programa de reformar a Câmara dos Lordes”, assinalou o governo no prefácio ao Discurso da Rainha.

A direita conservadora deixou claro que não estava de acordo com esta reforma e insinuou que se oporia a ela no parlamento.

 A oposição trabalhista assinalou que o Discurso da Rinha mostra que seu governo “não tem a mínima ideia de como solucionar os problemas que afetam os britânicos”.

 Os sindicatos de servidores públicos convocaram uma greve contra a reforma das aposentadorias e uma manifestação na qual participarão cerca de 20 mil policiais da Inglaterra e do País de Gales que consideram que os cortes apontam para uma privatização da polícia “com desastrosas consequências”.

Se acrescentarmos as revelações que poderão surgir nas sessões da Comissão Leveson, que investiga a relação entre o mundo político e os meios de comunicação, nesta quinta e sexta-feira, será possível prever que a “retomada” do governo logo após a derrota eleitoral da semana terá vida curta.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer







quarta-feira, 9 de maio de 2012

Celso Lungaretti, PV e Serra se merecem. Texto primoroso, esta narrativa é para arquivar.

DO BLOG Naufrago da utopia de Celso Lungaretti



 


O PV E SERRA SE MERECEM

Em 2006, quando se aproximava o final do prazo para filiação a partidos de quem se dispunha a ser candidato às eleições daquele ano, um amigo promotor, grande defensor dos direitos humanos, recomendou que eu me inscrevesse em alguma agremiação.

Respondi que não tinha nenhum projeto desse tipo, mas ele insistiu: quem sabe adiante?

Nem de longe cogitava então um projeto desses, salvo na remotíssima eventualidade de vir a ser anticandidato ao Executivo por algum partido que se dispusesse a usar as tribunas fornecidas pelo sistema para defender posições revolucionárias, sem nenhuma ambição de vitória eleitoral. Algo que se fazia no passado, mas parece ter saído de moda; agora, todos querem mais é obter nacos do poder.

Pelo sim, pelo não, acabei concordando com a sugestão do meu amigo.

Vem de longe minha atitude de deixar uma porta aberta para as improbabilidades: aos 18 anos, quando tirei a carteira de motorista, optei pela habilitação profissional, apenas porque o único requisito adicional era preencher uma página a mais de questões de múltipla escolha. Adquiri o direito de dirigir qualquer veículo, menos os que transportassem cargas perigosas; e, claro, nunca o exerceria...

Aceitei uma má indicação do bom Jorge: ele me recomendou o Partido Verde porque era, no seu entender, o menos sectário do campo da esquerda.

Mas, depois da inscrição, nem o PV me contatou, nem o procurei. Ocupei-me de outros projetos. Nunca me convidaram nem compareci a reunião nenhuma.

Ao contrário do Jânio, o PV já
decidiu o rumo: direita, volver!
Postava, contudo, meus artigos na comunidade do PV no Orkut.

O que lancei em março de 2007, à véspera de mais um aniversário da quartelada de 1964, foi mal recebido por uma dirigente estadual, que me respondeu com esta farpa:
"Quem fez a luta armada, já fez sua autocrítica, na medida que tantas mortes não foram de grande serventia".
A discussão azedou e eu invoquei o direito que tínhamos de pegar em armas contra uma tirania:
"Eu participei da luta armada e considero nossa opção plenamente justificada nas circunstâncias da época, já que o fechamento de todos os caminhos da luta política, a partir do AI-5, só nos deixava a alternativa de desistirmos da resistência à ditadura ou pegarmos em armas".
Ela retrucou:
"Me espanta isso, pq isso abre precedente prá que numa situação crítica, novamente o fim justifique os meios.
A menos que eu esteja completamente equivocada, o PV defende o pacifismo".
Então, face à insistência dela de que eu deveria respeitar o opção estatutária do PV pela não violência do Gandhi, eu comuniquei que estava deixando aquela comunidade do Orkut e providenciaria a desfiliação do partido logo no dia seguinte (o que fiz).

REQUIESCAT IN PACE

Hoje reavaliei minha postura em relação àquela desafeta virtual: deveria tê-la poupado de recriminações e, isto sim, agradecer-lhe efusivamente por ter aberto meus olhos.

Que alívio estar há cinco anos fora desse partido que acaba de decidir o apoio a José Serra na próxima eleição municipal!
Plínio Salgado + Índio da Costa +
Geraldo Alckmin = José Serra atual
O que o PV teve um dia de esquerda --meu ex-companheiro de movimento secundarista e militância revolucionária, Edmauro Gopfert, foi um verde de primeira hora-- desmanchou no ar. Hoje não passa de um partidinho fisiológico como qualquer outro.

Aderir a quem se mancomunou explicitamente com a extrema-direita na última eleição presidencial é vergonhoso.

Assim como vergonhoso é somar forças com quem, como governador, iniciou a escalada autoritária em São Paulo e, mesmo tendo um dia presidido a UNE, não hesitou em autorizar a invasão da USP por brucutus fardados.

E o caráter ignominioso de tal aliança aumenta se lembrarmos da administração calamitosa dos tucanos no Estado, consolidando a ocupação militar da USP, ordenando a blitzkrieg na Cracolândia e a barbárie no Pinheirinho, dentre outras reincidências nas práticas ditatoriais das quais pensávamos ter-nos livrado em 1985.

Enfim, como bom cristão, deixarei os mortos enterrarem seus mortos. O PV e Serra se merecem.

Operação las Vegas: Quatro ministros do STF e 9 do STJ, envolvidos. Santos do pau oco.








Operação Vegas envolve nove ministros do STJ e quatro do STF.





Não por outro motivo que o conselheiro Tito Amaral, levado para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com o apoio decisivo do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), promotor de Justiça em Goiás e ex-assessor do parlamentar, criticou o vazamento de informações que comprometem o antigo chefe. Na sessão do órgão, Amaral falou em punir com “pena de morte” os procuradores da República responsáveis pela Operação Monte Carlo, que seriam coniventes ou responsáveis pelo vazamento de informações que apontam ligações entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Porém, o medo de Tito Amaral tinha outro nome “Operação Las Vegas”


Do mesmo acordo celebrado para indicação de Tito, participou e foi indicado o ex-procurador geral de justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, para o CNMP. Todo medo está relacionado com o que virá a tona no material da “Operação Las Vegas” da Polícia Federal entregue nessa quarta-feira a CPMI. Embrião da Monte Carlo, que levou à prisão de Carlinhos Cachoeira, a “Las Vegas” é considerada, por autoridades que tiveram acesso a seu conteúdo, "mais letal para agentes políticos".


Também é essa a operação que pode constranger o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Sua assessoria confirmou nessa quarta-feira que ele não pediu diligências à PF quando recebeu o material da “Las Vegas”, em 2009. A justificativa é que não havia "elementos suficientes para qualquer iniciativa no âmbito do STF".


Polêmico, Gurgel optou por engavetar temporariamente o caso. Membros do próprio Ministério Público contestam essa decisão em privado. Acham que, com as informações em mãos, o procurador-geral tinha de arquivar, denunciar citados sem foro privilegiado ou pedir abertura de inquérito no STF.


O relatório da Las Vegas foi enviado pela PF à subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, mulher de Gurgel, e depois "subiu" para ele. Com a paralisação, três anos depois foi deflagrada a Monte Carlo.

A requisição e agora entrega para exame da CPI dos autos da Operação Vegas, iniciada pela Polícia Federal em 2007 e concluída no início de 2009, é tida como essencial por integrantes da comissão mista já instalada para investigar as ramificações do chamado esquema Cachoeira.


Fatos mais graves do que os apurados pela operação Monte Carlo (da PF, criada para investigar Demóstenes e Cachoeira) foram apuradas na Operação Vegas, que trata de ligações do Cachoeira com a cúpula do Judiciário.


Considerada a “mãe” da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do bicheiro Carlos Augusto Ramos, pôs fim à carreira do personagem encarnado pelo senador Demóstenes Torres e motivou à criação da CPMI, a Vegas pode levar à ampliação das investigações para caminhos ainda não explorados.


Segundo informações, haveria material incriminando (em maior ou menor grau) nove ministros do STJ e quatro do STF. Só que o STF há um ano requisitou toda a documentação a respeito, determinando que a PF não ficasse com cópia, e sentou-se em cima da papelada. Porém, cópia da "Operação Las Vegas" já tinha sido tirada e encaminhada ao grupo de Lula.


Ciente deste fato e diante da possibilidade de vazamento da mesma pela imprensa a exemplo do que ocorreu com a Operação Monte Carlo, não teve como o STF evitar seu envio, chegando nessa quarta-feira na CPMI uma cópia que imediatamente foi trancada, vedando aceso a mesma pelo presidente da comissão aos integrantes oposicionistas.


Evidente que cópias já se encontram nas mãos de integrantes da oposição assim como da imprensa. O que antes era tido como suposição agora se torna realidade.

A CPMI pode sim evitar que o mensalão seja julgado pelo STF, pensar diferente é admitir que haja uma crise institucional devido o envolvimento da metade dos ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, além de Gurgel, sua esposa e mais diversos integrantes da Procuradoria Geral da República.

Jango sempre esteve certo: Que morra de sede o capital especulativo!

Jango. A JK de saias fará o que ele não teve tempo de fazer: Enquadrar o capital especulativo.

O artigo é do professor Emir Sader na CARTAMAIOR


Que morra de sede o capital especulativo.

Originalmente o capital financeiro era um apoio do capital produtivo. Os agricultores tomavam dinheiro emprestado para a colheita, depois devolviam uma parte dos seus ganhos para os emprestadores.

O neoliberalismo teve como sua bandeira central a desregulamentação, a partir do diagnóstico de que a economia tinha deixado de crescer porque haveria excessiva quantidade de normas, que dificultariam os investimentos. Por isso o programa neoliberal pode ser resumido em: desregulamentação, liberalização, para a livre circulação dos capitais. Supostamente os capitais investiriam mais e todos terminariam ganhando, com mais produção, mais emprego, etc.

Não foi o que aconteceu. Porque o capital não é feito para produzir, mas para acumular riqueza. A desregulamentação promoveu uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao setor especulativo, onde os capitais ganham muito mais, pagando menos impostos e com liquidez quase total. Esse fenômeno se deu em escala mundial, a ponto de que atualmente mais de 90% dos intercâmbios econômicos não são de produção de bens, mas de compra e venda de papeis, de especulação, que não produz nem bens, nem empregos.

O neoliberalismo promoveu assim a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. Não a de financiar investimentos produtivos ou pesquisas ou consumo, mas de viver e lucrar da venda e compra de papeis, em detrimento da produção e da geração de empregos.

O poder do capital financeiro, diante de Estados fragilizados pelas aberturas econômicas dos mercados internos, pela financeirizacao das economias, pela desregulamentação econômica, faz com que ele seja o agente fundamental das crises econômicas, que são detonadas como crises financeiras.

Em 2008, a crise atual começou como crise dos bancos. Estes foram salvos pelos Estados. Mas, ao invés de salvarem os países, eles se salvaram a si mesmos. No novo ciclo da mesma crise, iniciado em 2011, os bancos foram agentes da crise e desta vez quebram Estados.

No Brasil, a taxa de juros mais alta do mundo é um obstáculo fundamental para dar continuidade ao ciclo de expansão econômica, com as políticas sociais intrinsecamente vinculadas a ela. Ela atrai o capital especulativo internacional e nacional, com todas as consequências desestabilizadoras sobre nossa economia.

O governo brasileiro está comprometido com que os juros no Brasil cheguem ao nível internacional, deixando de atrair o pior capital para cá. Mas isso não basta, é preciso taxar de forma mais forte a circulação do capital financeiro.

Esse é um enfrentamento antineoliberal central: quebrar a hegemonia do capital especulativo no Brasil. Fazer com que o capital especulativo morra de sede.

MST: Já comeu seu veneninho hoje?

BRASIL UM DOS MAIORES CONSUMIDORES DE VENENO AGRIÍCOLA,  EUFEMISTICAMENTE CHAMADO DE " DEFENSIVO AGRÍCOLA". 

Com informações do VERMELHO



Aumento do câncer segue ritmo do lucro com agrotóxico, diz estudo



Dois estudos lançados recentemente associam o uso de agrotóxicos ao surgimento do câncer na população brasileira. O dossiê feito pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde aponta que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado.



O estudo foi feito a partir da análise de amostras coletadas em todas as 26 estados do Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011.

Estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sobre o câncer relacionado ao trabalho, revela que há em torno de 500 mil novos casos da doença por ano, e muitos desses casos ocorrem por contaminação por agrotóxicos (seja na sua aplicação e exposição pelos trabalhadores nas lavouras, seja no acúmulo de veneno nos alimentos).

O estudo afirma que os venenos agrícolas devem estar no centro da preocupação da saúde pública, devido ao grande número de estudos anteriores que apontam o potencial cancerígeno dos agrotóxicos, além da ocorrência de outros agravos relacionados a esses produtos.

Uma série de agrotóxicos comprovadamente causa câncer, como o DDT/DDE, o 2,4-D, o lindane, o clordane, o agente laranja, o aldrin, o dieldrin, o alaclor, a atrazina, o glifosato, o carbaril, o diclorvos, o dicamba, o malation, o MCPA e o MCPP ou mecoprop.

O estudo relaciona câncer de mama, estômago e esôfago, cavidade oral, faringe e laringe e leucemias ao uso dos agrotóxicos.

Essas substâncias produzidas por grandes empresas transnacionais do agronegócio
contaminam os alimentos consumidos e causam doenças nos trabalhadores que que aplicam os produtos nas lavouras.

De acordo com o estudo, a população rural é uma das mais afetadas, pois é o setor mais exposto aos agrotóxicos. Por fim, os venenos também são responsáveis por contaminar as águas e tornar terras inférteis.

Indústria do agrotóxico

Apesar de todos os efeitos negativos apontados por estudos, a indústria dos agrotóxicos não pára de crescer.

Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que, entre 1990 e 2010, o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Nesse período, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 576%, dando um lucro de US$ 7,3 bilhões às empresas produtoras de venenos.

Sob o discurso de acabar com a fome do mundo por meio do aumento da produtividade, o agronegócio se utiliza dos agrotóxicos para controlar pragas causadas pelo próprio modelo, baseado na monocultura.

Ao plantar apenas uma cultura em larga escala, o agronegócio acaba com a diversidade local, o que dá origem a várias pragas, que demandam a utilização dos venenos para ser extintas. Além disso, a legislação brasileira permite a comercialização e uso de diversos compostos químicos que já são proibidos em outros países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, cujas leis são mais rígidas. Segundo a Anvisa,14 agrotóxicos comercializados no país são comprovadamente prejudiciais a saúde e já foram proibidos em outros países.

A maior utilização dos agrotóxicos se dá nas lavouras das commodities. Em 2010, a soja utilizou 44,1% de todos os venenos do país; algodão, cana-de açúcar e milho foram responsáveis por 10,6%, 9,6% e 9,3%, respectivamente.

As plantações de outras culturas representam 19% do consumo total. Como as commodities são tratadas como qualquer mercadoria, o intuito do agronegócio e do uso abusivo de agrotóxicos não é acabar com a fome, mas obter lucro.

Crescimento desenfreado
Por que os agrotóxicos dominaram a produção rural brasileira? Segundo cartilha lançada pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, a chamada “Revolução Verde” imposta pela Ditadura Militar abriu a porta para a entrada dos venenos no Brasil.

Com essa “revolução”, a agricultura do Brasil foi aberta para a exploração de empresas transnacionais, que venderam aos latifundiários máquinas responsáveis por expulsar boa parte dos camponeses, aumentar a concentração de terra e a pobreza, além dos agrotóxicos para o controle das pragas na lavoura.

A “Revolução Verde” buscou apagar da memória as formas antigas de proteção das lavouras, substituindo-as pelos agrotóxicos. Esses venenos se tornaram, de lá para cá, um dos pilares para o modelo de desenvolvimento agrário adotado pelo Brasil, o agronegócio.

A criação e uso das sementes transgênicas também incentiva o consumo de agrotóxicos, pois estas sementes são resistentes a um tipo de veneno específico produzido pela mesma empresa que vende as sementes.

Transição Agroecológica

O que se fazer para reverter este quadro? A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, assim como o dossiê da Abrasco, apontam o modelo agroecológico não só como alternativa ao agronegócio, mas também ao uso dos venenos.

A campanha propõe o resgate das técnicas naturais de proteção das lavouras, que foram deixadas para trás com a imposição do modelo do agronegócio.

É possível, segundo a cartilha, que agricultores que utilizam agrotóxicos realizem uma “transição agroecológica”, na qual gradualmente parem de utilizar os venenos, pois quanto mais agrotóxico se aplica, mais caro é o gasto na produção, o que aumenta a dependência do agricultor para com as grandes empresas. Além disso, o modelo agroecológico propõe que se plante diversas culturas na mesma terra, de modo a se preservar a diversidade, o que diminui a incidência de pragas.

Abaixo, algumas das técnicas naturais sugeridas pela Campanha para proteção da lavoura:

Extrato de folha de nim

Secar e moer folhas de nim. Colocar 60g de folhas de nim em 1 litro de água. Deixar em repouso por 8 horas. Coar e aplicar na forma de pulverizações para controle de pragas.
Calda de fumo
Picar 100g de fumo e colocar em meio litro de álcool. Acrescentar meio litro de água e deixar curtir por 15 dias. Depois dissolver 100g de sabão neutro em 10 litros de água e acrescentar a mistura. Aplicar na forma de pulverizações para controle de vaquinhas, cochonilhas, lagartas
e pulgões.

Calda de fumo com pimenta
Colocar 50g de fumo picado e 50g de pimenta picante dentro de 1 litro de álcool. Deixar curtir por uma semana. Misturar em 10 litros de água com 250g de sabão neutro ou detergente. Aplicar na forma de pulverizações para o controle de vaquinhas, lagartas e cochonilhas e insetos em geral.

Calda de cebola

Colocal 1kg de cebola picada em 10 litros de água. Curtir por 10 dias. Coar e colocar 1 litro deste preparado em 3 litros de água para aplicar na forma de pulverizações. Age como repelente aos insetos como pulgões, lagartas e vaquinhas.
Cravo de defunto
Colocar 1kg de folhas e talos de cravo de defunto em 10 litros de água. Ferver por meia hora deixando de molho por duas horas. Coe e pulverize, visando o controle de pulgões, ácaros e algumas lagartas.
Calda de camomila
Colocar 50g de flores de camomila em um litro de água. Deixar de molho por 3 dias, agitando 4 vezes por dia. Coar e aplicar 3 vezes na semana, evitando doenças fúngicas.
Armadilha com leite
Utilizar estopa ou saco de aniagem, água e leite. Distribuir no chão ao redor das plantas a estopa ou saco de aniagem molhado com água e um pouco de leite. Pela manhã, virar a estopa ou o saco utilizado e coletar as lesmas e caracóis que se reuniram embaixo para serem queimadas e enterradas em um buraco.
Leite cru e água
Pulverizar sobre as plantas uma solução de água com 5 a 20% de leite de vaca sem pasteurizar para o controle do oídio, doença que ataca diversas hortaliças. O oídio é também conhecido como “cinza” porque causa grandes manchas brancas acinzentadas principalmente nas folhas e nos ramos.

Fonte: MST




segunda-feira, 7 de maio de 2012

como a vEJA manipulou a classse média de 2000 até o ano do Cachoeira.

Não existe jornalista bandido, jornalista bandido, bandido é.


Do blod do Marco Aurélio:
DO LADO DE LÁ

Doze anos atrás, um colega, que - por razões mais do que óbvias - preferiu ficar no anonimato, entregou todo esquema de manipulação da Revista Veja já àquela época.
 
O caso teve alguma repercussão na incipiente internet, mas logo, como tudo nesta vida, caiu no esquecimento. É com a memória do brasileiro que a Editora Abril conta mais uma vez para se safar da mais nova safadeza. Se depender da blogosfera progressista e dos sujinhos, acho que muito há a ser lembrado.
 
Para nós, a brincadeira está só começando... Veja a riqueza de detalhes do texto abaixo:
"Talvez o fato de trabalhar para a empresa que se acusa me faça cúmplice. No entanto, algum lampejo de honestidade me ilumina a razão e, por isso, vos narro o que sei. Há anos vivo os melindres da profissão e da filiação ao império Abril.
 
É pena que o colega Mário Sérgio (1) tenha contado tão pouco do que lá se passa. É pena que tenha omitido detalhes importantes das trapaças arquitetadas pelos arrogantes senhores do resumo semanal.
 
 A revelação de tais fatos certamente macularia sua já arranhada reputação. Mas se a disputa se dá no campo da falta de ética, é certo que será superado pelos senhores Tales Alvarenga e Eurípedes Alcântara. (2)

De Mário Sérgio Conti tudo se pode dizer. Que é bruto com as mulheres, que fuma demais e que obriga seus subordinados a coletar argumentos para justificar falsidades. Dos outros dois, pode-se esperar ainda empáfia e ignorância.
 
O primeiro é capaz de recorrer ao Dedoc (3) para descobrir se Vinícius de Moraes está vivo ou morto. O segundo, dublê de cientista e Don Juan da casa, é capaz de fundir boi e tomate numa fantástica e exclusiva descoberta. (4) Diagnóstico: a arrogância é tanta que não lhes cabe mais perder tempo com a aquisição de conhecimento.

 
O garoto de recados da Camorra editorial é o sr. Eduardo Oinegue. (5) Veja bem: Oinegue ao contrário quer dizer Eugênio. O que significaria a eugenia para o império dos Civita? Oinegue foi criado no laboratório da casa. Nunca trabalhou em qualquer outro órgão de imprensa. Saiu diretamente dos bancos escolares para Veja. Mantinha os contatos sujos com Cláudio Humberto (6), no ínicio da década. Hoje, chafurda na lama das matérias plantadas, dos panfletos encomendados pelo governo.

No dia 2 de maio, Alvarenga recebe um telefonema do "chefe supremo". O "filho do pato", alguém diz. Não, a secretária é quem lhe passa a senha. É do "mata-ratos", diz. (7). O diretor de redação está distante da sede naquele momento. O contato, no entanto, é feito rapidamente. Um homem de confiança do presidente Fernando Henrique Cardoso pede uma contrapartida.
 
Afinal, a revista teria "batido" indiretamente no governo ao espicaçar a festa dos 500 anos. Alvarenga defende-se. Segundo ele, a revista "livrou a barra do governo" ao insistir na teoria "Dinamarca". Trata-se da informação de que o governo deu tantas Dinamarcas aos índios e beneficiou um mar de famílias com novas doações de terra.
 
O diretor afirma que o governo saiu "limpinho" da história e que sobrou mesmo só para o "paranaense", numa referência ao ex-ministro Greca. (8)

Do outro lado da linha, o senhor Matarazzo pede novamente uma contrapartida. Alvarenga lembra que já se produz uma matéria sobre o MST, mas que não sabe quando será publicada. "Agora", diz o emissário governista, afirmando que "tudo já está acertado com o dono". Alvarenga ri e pergunta se há qualquer encomenda. "Bota aí esse negócio da Dinamarca. É um país titica, mas dá impressão boa". (9) Alvarenga dialoga com Alcântara e decidem convocar "Oinegue-boy" para executar o serviço sujo.

Começa rapidamente a operação. Durante a semana, Oinegue repreende duramente um repórter que não estaria "cooperando" para rechear o trabalho contra o MST. Discute-se a capa. Dois ou três editores executivos oferecem sugestões. Oinegue fala em "baderna", palavra sempre utilizada para desqualificar adversários de Veja.
 
Os iluminados do semanário não sabem, mas "baderna" era termo freqüentemente utilizado pelo sociólogo Oliveira Viana e pelo pensador católico Jackson Figueiredo, ideólogos do Integralismo, movimento de inspiração nazi-fascista da década de 30. Usavam-no para caracterizar a "anarquia liberal". Decidem que "tática" é palavra importante na chamada "porque lembra futebol e fala fundo ao espírito brasileiro".

Alguém cita uma matéria sobre a Coréia do Norte. Oinegue manda utilizar os termos "Coréia Comunista" e "morta de fome". A revista precisa reforçar subliminarmente a mensagem contra o MST. Escolhe-se uma foto de agricultores para ilustrar a matéria.
 
 A legenda é "agricultura fracassada e crianças subnutridas: o país mais isolado". Num telefonema à redação, Alcântara sugere o uso da palavra "fracasso e fracassado". "Dá sempre certo. A Globo não cansa de usar o termo para avacalhar com greves gerais. Desmobiliza os caras e fode tudo".

A baixaria continua. Nova reunião é marcada entre os chefes. Uma repórter participa. A idéia é pintar o "vilão" da história. Não existe fantasma sem cara. Stedile é o preferido. Alguém sugere colocá-lo no "corpo de Guevara", outro sugere o corpo do cangaceiro Corisco.
 
Resolvem, por fim, realizar uma montagem em que o líder do MST aparece com uma pistola na mão. É um suposto James Bond do mal. Alguém alega que "pode dar processo".
 
"O dr. Civita (10) diz que pode mandar bala", afirma Alvarenga. O chefe da arte morre de rir ao ver o resultado. "Ficou bem bandido mesmo". Na página anterior, o compenetrado Fernando Henrique Cardoso aparece em foto de gabinete. Sério, parece zelar pela segurança dos brasileiros.
 
Pede-se a um repórter que ouça vozes da condenação. "Ouve lá o Celso Bastos. (11) Pra tacar pau na esquerda ele é ótimo, e sempre atende". O clima na redação não é dos melhores. Arranja-se uma foto da Folha Imagem, com um suposto sem-terra chutando uma porta.
 
A matéria vai sendo escrita e reescrita. Há uma frase encomendada, introduzida de última hora: "(Cria-se) assim um mundo em que o MST desempenha o papel do Bem, num cenário maniqueísta em que o governo FHC é o Mal".
 
 
Dois repórteres são muito elogiados pelo editor executivo pelo empenho. Um deles afirma que o termo "baderna" caiu muito bem na história. É uma pena que não tenha se divertido antes. Baderna é o nome de uma dançarina que despertou paixões em sua passagem pelo Rio, em 1851. Os rapazes da época faziam ruído durante suas apresentações. Baderna, doce baderna. Dizem que era linda.



Notas:
* Esta carta, redigida por um funcionário da Editora Abril que prefere se manter anônimo, por razões óbvias, circulou na Internet no mês de maio de 2000.
 
1 - Mario Sergio Conti foi diretor de redação da revista Veja entre 1991 e 1997 e é autor de Notícias do Planalto - A imprensa e Fernando Collor, Companhia das Letras, São Paulo, 1999

2 - Tales Alvarenga é o atual diretor de redação de Veja e Eurípedes Alcântara é o seu redator chefe

3 - Departamento de Documentação da Editora Abril

4 - Barriga histórica de Veja, baseada em falsa matéria científica que "demonstrava" a possibilidade de fusão genética de animais com vegetais. A matéria, copiada de uma revista estrangeira, havia sido publicada como brincadeira de 1º de abril.( O Boi Mate)
 

5 - Eduardo Oinegue é um dos cinco editores executivos de I

6 - Cláudio Humberto Rosa Silva foi o porta-voz do presidente Fernando Collor

7 - Ministro Angelo Andrea Matarazzo, chefe da Secretaria-Geral de Comunicação de Governo da Presidência da República

8 - Ex-ministro do Esporte e Turismo Rafael Valdomiro Greca de Macedo, coordenador dos festejos oficiais dos 500 anos

9 - O trecho publicado, na página 47, ficou assim: "Depois de receber 22 milhões de hectares de terra, área equivalente a cinco Dinamarcas, o MST acrescentou um item novo ao seu tradicional discurso. Agora, a tônica das reivindicações dos sem-terra deixou de ser a distribuição de terras e passou a ser distribuição do dinheiro público - daí a invasão dos prédios do Ministério da Fazenda e da sede do BNDES, no Rio de Janeiro"

10 - Roberto Civita, presidente e editor de Veja

11 - Celso Bastos é professor de Direito Constitucional em São Paulo

Obs: O resgate deste texto foi feito por Ester Alves

domingo, 6 de maio de 2012

Dilma coloca o cabresto nos juros.

Esta JK de saias...

O artigo é de Mauro Santayana na CARTAMAIOR

Juros encabrestados

A presidente teve a coragem de enfrentar a bancada da Febraban e os famosos analistas econômicos dos grandes jornais, tão interessados em defender as corporações financeiras, e tão pouco empenhados em defender o desenvolvimento econômico do país.

Não há melhor definição da importância e da perversão dos bancos do que a de um comitê de intelectuais – entre eles editores de jornais – que se reuniu em março de 1829, na cidade de Filadélfia. Depois de uma semana de discussão, o comitê redigiu sua conclusão sobre o sistema financeiro, por unanimidade. O sumo do documento foi publicado por The Free Advocate em sua edição semanal de 9 a 16 de maio do mesmo ano:

“Que os bancos sejam úteis como instituições de depósito e transferências, nós podemos admitir prontamente, mas não podemos concordar que esses benefícios sejam tão grandes como para compensar os males que produzem, ao criar artificial desigualdade de riquezas e, dessa forma, artificial desigualdade de poder. Se o atual sistema bancário e de papel moeda ampliar-se e perpetuar-se, os trabalhadores devem abandonar todas as esperanças de adquirir qualquer propriedade”.

Do Comitê participavam dois economistas destacados e editores de jornais, William Gouge, da Philadelphia Gazette, e Condy Raguet, do Free Trade Advocate; William Dune, velho jornalista jefersoniano; o filantropo Robert Vaux, Ruben Whitney, ex-diretor do Banco e os líderes sindicais William English e James Ronaldson. O encontro foi registrado por Arthur M. Schlesinger, Jr. em seu estudo clássico sobre o período, “The Age of Jackson”, publicado em 1945.

O formato atual do sistema se iniciou durante o mercantilismo europeu, com o surgimento de agentes financeiros, que emitiam notas de câmbio descontadas por seus correspondentes nas principais praças comerciais do continente, e se desenvolveu a partir do Renascimento, com as casas bancárias de Veneza e Florença, no Sul, e de Hamburgo e Amsterdã, no Norte.

O acúmulo de recursos lhes permitiu envolver-se com a política, no financiamento dos estados nacionais, como ocorreu na Guerra dos Cem Anos, quando banqueiros florentinos, os Bardi e os Peruzzi, emprestaram um milhão e duzentos mil florins de ouro a Eduardo III, a fim de custear o início da Guerra dos Cem Anos, no século 14.

Os Fugger da Alemanha, os maiores capitalistas do século seguinte, foram banqueiros dos papas, encarregando-se de recolher e administrar o dinheiro das indulgências vendidas pelo Vaticano e dos impostos cobrados pelos estados pontifícios.

O libelo dos cidadãos de Filadélfia continua atual. Os bancos não só patrocinam a desigualdade social, ao destinar os recursos dos estados e do povo aos próprios negócios, e no financiamento aos milionários, mas também os utilizam para eleger seus delegados aos parlamentos e, assim, frequentemente corromper e controlar o poder político. Assim, os governantes atuam em sua defesa, como ocorreu em nosso país com o Proer e a entrega de bancos nacionais aos estrangeiros por preços simbólicos, como ocorreu na “venda” do Bamerindus, do Banespa e de outras instituições. O Santander é um exemplo: seu último balanço exibe resultados superiores a duas vezes os seus ativos no país.

Na Europa, como sabemos, os governos emitiram um trilhão de euros e os entregaram ao BCE, para recuperar a economia continental. Em lugar de fazê-lo, a instituição os repassa aos bancos privados a juros de 1% ao ano, a fim de que estes emprestem aos estados em dificuldades - mas a taxas de 6 a 8,5% ao ano. Para honrar esses juros, os governos cortam na saúde, na educação, nos investimentos produtivos, levando o desemprego ao paroxismo, e multiplicando a miséria, como está ocorrendo na Espanha, na Grécia e em Portugal.

No Brasil, a audácia dos banqueiros privados vai além de toda a cautela. Os juros cobrados dos mais pobres – os que são compelidos a valer-se dos empréstimos de curto prazo, mediante o cheque especial, e do refinanciamento das faturas dos cartões de crédito – são infernais: 238% ao ano, no caso dos cartões, e de 185% nos cheques especiais.

Para que tenhamos uma idéia do assalto: na Grã Bretanha, com as dificuldades conhecidas, os juros sobre as faturas não saldadas dos cartões de crédito não ultrapassam 30% ao ano, ou seja, são de cerca de 1/8 das taxas cobradas em nosso país.

A presidente teve a coragem de enfrentar a bancada da Febraban e os famosos analistas econômicos dos grandes jornais, tão interessados em defender as corporações financeiras, e tão pouco empenhados em defender o desenvolvimento econômico do país. Suas providências técnicas, como a da redução dos juros pagos às cadernetas de poupança – em proporção insignificante, mas suficiente para empurrar as taxas de remuneração das aplicações financeiras para baixo, não prejudicam os clientes dos bancos, mas impõem uma sensível redução do spread. Enfim, encabresta os agiotas do sistema bancário, tão danosos ao país quanto a organização de Carlos Cachoeira.


Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Fruta Estranha.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

DIlma desarma o cantochão midiático de que o governo Lula seguiu a política econômica do nefasto FHC, o rentismo emparedado!

O vendilhão da pátria, não está satisfeito, com o progressismo de Dilma.

no sítio da CARTAMAIOR



UM DIA DE DESAGRAVO A VARGAS, JANGO E BRIZOLA
Em seu discurso de despedida do Senado, em dezembro de 1994, o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso anunciou o fim da Era Vargas.

 Foi generosamente elogiado pelas corporações midiáticas, saudado pelos bancos, aplaudido pelo capital estrangeiro, incensado, enfim, pelo dinheiro grosso e seus áulicos de escrita fina. Era preciso sedimentar o estigma maniqueísta para legitimar o projeto conservador.

 Foi o que se fez e ainda se faz. Não escapa ao observador atento a entrevista 'oportuna' de FHC esta semana à Folha para advertir a Presidenta Dilma em corajosa ofensiva contra os bancos pela redução dos juros."Vá devagar, não se brinca (sic) com o mercado financeiro", protestou o tucano. É coerente.

 Pelos quase dez anos seguintes seu governo negociaria barato o patrimônio público construído, na verdade, por décadas de lutas de toda a sociedade brasileira. Inclua-se nesse moedor a Vale do Rio Doce, mas também algo de incomensurável  importância simbólica: a auto-estima da população, seu discernimento sobre quem tem o direito e a competência para comandar o destino de uma sociedade e do desenvolvimento.

 Entorpecida a golpes de tacape midiático,  essa consciência seria desqualificada para a entronização dos 'mercados desregulados' --sobretudo o capital especulativo que desmonta as referências e compromissos comartilhados do desenvolvimento-- como o portador autossuficiente do futuro, da eficiência e do que restaria como sentido à história. Esse tempo acabou e Dilma,ontem, fez do seu réquiem um desagravo à história da luta pelo desenvolvimento brasileiro

MUDANÇA NA POUPANÇA: BB ANUNCIA NOVO CORTE DE JUROS.

GOVERNO FOI RÁPIDO E NÃO ESPEROU O PIG ATERRORIZAR A POPULAÇÃO.
REGRAS DA POUPANÇA, MUDARAM PARA EVITAR O MEGA ESPECULADOR. EFEITOS POSITIVOS JÁ APARECEM:


BB anunciará novo corte de juros, diz vice presidente:



Agência Estado


O Banco do Brasil vai anunciar na sexta-feira novo corte de juros no crédito para pessoa física, dentro do programa Bompratodos, lançado em abril, informou o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Alexandre Abreu, que participa nesta quinta-feira de entrevista com a imprensa para comentar os resultados do primeiro trimestre da instituição.

O executivo preferiu não antecipar em que linhas haverá redução e em que magnitude serão os cortes. "É um aperfeiçoamento do programa Bompratodos", disse ele.


As linhas de crédito do banco tiveram aumento de cerca de 200% na liberação de novos empréstimos, quando se comparam os desembolsos de abril, em que o programa Bompratodos começou a valer, com março.

Para Abreu, só depois da consolidação dos números do programa Bompratodos de um período maior é que o BB poderá elevar as projeções para o desempenho da carteira de crédito este ano, por enquanto mantida na casa dos 17% a 21%. "Ainda é prematuro mudar. São só 20 dias do programa", disse o executivo, destacando que a competição se acirrou no mercado, a partir do momento em que os bancos privados também reduziram algumas taxas de juros.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Saul Leblon: DILMA ALINHA O 1º DE MAIO BRASILEIRO À LUTA MUNDIAL CONTRA A DESORDEM FINANCEIRA.




Protestos contra a desordem neoliberal unificam o 1º de Maio em toda a Europa (leia nesta pág) na semana decisiva da eleição de domingo na França e na Grécia. Urnas do dia 6 de maio vão testar o grau de discernimento alcançado pelos trabalhadores e por toda sociedade na luta contra a ditadura dos mercados financeiros.

No Brasil, Dilma Rousseff dá ao 1º de Maio o seu conteúdo histórico decisivo nesse momento. Em pronunciamento em rede de rádio e televisão, a Presidenta aprofunda a novidade mais importante do seu governo que foi politizar a condução da economia justamente ali onde se concentra a disputa pelo poder nos dias que correm: a queda de braço entre a democracia e os mercados financeiros.

A politização de uma agenda sempre tratada com punhos de renda despe o manto 'técnico' de um conflito que está na raíz da crise mundial: quem determina a agenda da economia e os destinos da sociedade? A banca ou o escrutínio democrático da população? Dilma foi ao ponto ao atacar o que chamou de "a lógica perversa dos bancos", que fixam seu lucro pantagruélico a contrapelo de qualquer compromisso com as urgências da população e de cada nação.

Colocou assim o 1º de Maio brasileiro na vanguarda daquela que é a luta da maioria dos trabalhadores do mundo para superar a desordem neoliberal desde a crise de 2008: reverter a supremacia das finanças desreguladas; colocar o crédito e o financiamento sob controle democrático da sociedade e do desenvolvimento. Fala a Presidenta Dilma Rousseff:
"Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros (...) a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos. O setor financeiro não tem como explicar essa lógica perversa". 

Miro Borges: Globo já parte prá cima de Brizola Neto.


Nem bem foi anunciado como novo ministro do Trabalho, o deputado Brizola Neto já é alvo das intrigas e futricas do jornal O Globo. Na sua versão online, a matéria principal ofusca os vínculos do parlamentar com o sindicalismo e mesmo a sua experiência na área, como ex-secretário do Trabalho do Rio de Janeiro. A manchete apenas estimula a cizânia. “Deputados do PDT criticam a escolha de Brizola Neto”.

Por Altamiro Borges

NO SEU BLOG


O jornal entrevista o vice-presidente da sigla, deputado André Figueiredo, que resmunga que “o partido nunca foi chamado para conversar”. Mas não enfatiza que o presidente da legenda, Carlos Lupi, reuniu-se com a presidenta Dilma Rousseff e concordou com a escolha. Também não realça que todas as centrais sindicais fizeram campanha pela nomeação do jovem deputado.

Motivos da fúria da famiglia Marinho


O texto é puro veneno. Apresenta o novo ministro como se fosse um estranho no PDT, “um queridinho da presidente”, deixando de informar que Brizola Neto é vice-presidente nacional da sigla e foi líder da bancada na Câmara Federal em 2009. Os ataques, porém, não causam estranheza. O Globo sempre atacou o ex-governador Leonel Brizola e nunca perdoou o seu neto.

Num outro artigo, com menos destaque, o jornal explicita alguns dos motivos da sua fúria contra o novo ministro. Após informar que ele confirmou presença no ato do Dia Internacional dos Trabalhadores, no Rio de Janeiro, que tem como pauta a luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim do fator previdência, o texto apresenta uma curta biografia:

“Aos 33 anos, Carlos Daudt Brizola, cujo nome político é Brizola Neto, é o mais jovem ministro do governo da presidente Dilma Rousseff. Neto do ex-governador Leonel Brizola (morto em 2004), ele nasceu em Porto Alegre e está no seu segundo mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro...”.

“Brizola Neto dedica boa parte dos textos publicados na internet para defender as investigações de irregularidades envolvendo o empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira. Além disso, ele apoia a candidatura do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à reeleição e critica a imprensa, a qual considera tendenciosa”. Está explicado!