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domingo, 18 de setembro de 2011

NEOLIBERALISMO, ´TÁ DIFÍCIL DE MATAR ESTA DESGRAÇA!


ESTA MERDA QUE COMEÇOU EM MONT PELLERIN, ( NA VERDADE, COMEÇOU BEM ANTES, MAS ISTO É OUTRA HISTÓRIA, ABORDAREMOS DEPOIS),  ´TÁ DIFÍCIL DE SER ENTERRADA!

O neoliberalismo foi condenado à morte, mas apresentou recurso e terá direito a um novo julgamento absolutamente imprevisível - do qual pode, inclusive, sair absolvido e fortalecido. Estudiosos de diversas áreas consideram que o atual momento capitalista não chegou ao fim, acrescentam que os próximos anos não serão fáceis e não se arriscam a prever quando e como o livre mercado estará enterrado.


“Não haverá superação do neoliberalismo se não houver uma alternativa concluída”, afirma Emir Sader, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Ele pontua que tudo o que poderia representar alternativas à superação do capitalismo, em especial o comunismo e o socialismo, sofreu golpes muito duros ao longo do século XX, e a gestação de um novo sistema não será uma tarefa simples. “Há uma disputa hegemônica aberta”, diz, o que significa que a acomodação de novas forças pode levar a atitudes drásticas e violentas.


Ignacy Sachs, professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, é defensor de um novo modelo que integre economia, desenvolvimento sustentável e trabalho decente.


 Ele indica que a atual crise, em que os países mais ricos optaram por se fechar nas próprias tentativas de soluções em vez de prestar solidariedade aos mais pobres, é uma demonstração da criação de “egoísmos nacionais” criados pelo sistema capitalista.

Para ele, abandonou-se ao longo das décadas o hábito de planejamento a longo prazo das ações de Estados e das organizações multilaterais. “Não é uma volta pura e simples ao planejamento antigo. É um planejamento negociado entre os quatro grandes grupos de atores – o Estado, os empresários, os trabalhadores e a sociedade civil”, propõe.


Para os debatedores do seminário “Neoliberalismo, um colapso inconcluso”, realizado esta semana pela Agência Carta Maior, atravessa-se um momento em que a humanidade precisa buscar saídas criativas para que a transição de um sistema a outro não repita a trajetória do passado, sempre marcada por guerras frente a mudanças.

 “O paradigma neoliberal está em xeque. Estamos na gestação de alternativas ao que foram os vinte anos perdidos da humanidade”, defende Paulo Kliass, especialista em políticas públicas e gestão governamental.


A atual crise, iniciada em 2008, não é vista como um colapso exclusivamente econômico, mas da estrutura do capitalismo. Por um lado os recursos naturais se mostram absolutamente insuficientes dentro do atual modelo de desenvolvimento, calcado em consumo e em multiplicação de lucros.

 Por outro, trabalhadores em todo o mundo demonstram cansaço com a manutenção de um sistema desigual e que força a empregar cada vez mais tempo na conquista do sustento próprio. 
“O dinheiro tem essa duplicidade. Como finalidade de vida social, é terrível. Mas pode ser um instrumento libertador”, pondera Luiz Gonzaga Belluzzo, professor do Instituto de Economia da Unicamp. Ele acredita que a atual crise desenha uma reestruturação do capitalismo, e não a superação do mesmo.

De todo modo, o desfecho desta situação, adverte, não pode ser previsto mecanicamente, e resta lutar para que se dê tendo como base o bem-estar dos cidadãos. “O neoliberalismo é uma forma do capitalismo que é muito mais perene do que podemos imaginar”, diz Belluzzo.


A atual crise é frequentemente comparada à de 1929, que levou o mundo a uma primeira grande quebra em tempos de capitalismo. De lá para cá, salvo pelo começo da segunda metade do século passado, predominou a falta de regulação sobre o capital, vista como o motivo da crise financeira que tem provocado desemprego e culminado em instabilidade política.

 Na América Latina, reconhece-se como período de predominância das ideias neoliberais a década de 1990, quando, sob o chamado Consenso de Washington, os governos da região aplicaram a cartilha que prevê privatizações, não interferência do Estado sobre o mercado e enxugamento de gastos, o que implica deixar de prestar serviços outrora considerados básicos. 


Antes disso, a região havia experimentado ditaduras e o aumento das dívidas públicas, com arrocho salarial e inflação. “A herança maldita de Fernando Henrique Cardoso não é apenas a recessão imediata. É o enfraquecimento do Estado e o fim do projeto de desenvolvimento”, exemplifica Emir Sader. “Foi um retrocesso estúpido e brutal, e é nesse contexto que aparecem os governos progressistas, ou pós-neoliberais.” Ele acredita que, embora o processo iniciado por presidentes como Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez e Néstor Kichner esteja longe de conclusão, trata-se da única área do planeta em que se estão gestando projetos descolados da influência direta dos Estados Unidos, nação em decadência.

No mundo como um todo, a globalização resultou, na prática, na universalização da livre ação do chamado “mercado”, o que leva, neste momento de crise, à dúvida sobre quem está comandando a situação. Os governos das nações mais ricas se mostraram hesitantes quanto à aplicação de controles sobre o capital no primeiro episódio de colapso, em 2008, o que é entendido como o motivo para a nova etapa de problemas. 

“Estamos em uma perda sistêmica de governança”, indica Ladislau Dowbor, professor titular da PUC de São Paulo e coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro. A falta de um banco central mundial que possa atuar sobre episódios como este é um dos exemplos da ausência de instrumentos de intervenção.

Dowbor lembra que as últimas décadas marcaram uma progressão grande da produtividade sem que ocorresse uma evolução dos salários. O aumento de lucros e a criação de instrumentos especulativos levaram a um mundo em que quem toma conta dos processos não está ajudando a produzir nada. 


Pelo contrário, constrói um ideário pró-livre mercado que leva à ampliação das desigualdades sociais. “Crianças morrem de fome e isso não é crise. Pertencemos a um eixo de construção de alternativas econômicas que precisa juntar forças para que os recursos sejam voltados ao que é verdadeiramente essencial.”

DO SITE VERMELHO.

terça-feira, 26 de julho de 2011

AO FAZEREM SUAS COMPRAS, ESCOLHAM TIRAREM OS BRASILEIROS DA MISÉRIA.

DO BLOG DO BRIZOLA NETO:
http://www.tijolaco.com/no-mercado-escolha-tirar-brasileiros-da-miseria/

PRESIDENTA DILMA ANUNCIANDO O PROGRAMA BRASIL SEM MISÉRIA.
FIQUEM ATENTO NO SELO QUE VIRA IMPRESSO NO PRODUTO.


Nem tudo que é marketing é, necessariamente, pernicioso.

 Foi uma boa ideia o lançamento, anunciado hoje pela presidenta Dilma Roussef, do selo “Brasil sem Miséria” para ser colocados em alimentos produzidos pelos agricultores familiares. Depois da inauguração de uma fábrica de farinha de mandioca de uma cooperativa de agricultores de Arapiraca, a prsidenta assinou com os nove governadores nordestinos um pacto pela erradicação da miséria, concentrada na região, que abriga mais 9 milhões dos 16,2 milhões de brasileiros que vivem em situação de pobreza extrema.


Dilma convocou a população brasileira a participar do programa  – “quando forem fazer suas compras, prestem atenção e deem prioridade aos produtos com a seguinte marca: “Brasil sem miséria e agricultura familiar desenvolvida” e anunciou que haverá preferência na compra de produtos dos pequenos produtores rurais para a merenda escolar, que recebe cerca de R$ 1 bilhão do Governo Federal no Nordeste.


Hoje, em Arapiraca, Alagoas, Dilma elogiou os agricultores pela instalação de uma unidade de empacotamento de farinha, que lhes permitirá vender aos supermercados em pequenas embalagens. Antes, entregavam a farinha em sacas de 60 kg a intermediários.
- Se brasileiros e brasileiras se dispuserem a enfrentar e encarar esse mesmo desafio que é ultrapassar a extrema miseria no nosso pais, poderão contribuir escolhendo esses produtos na gôndola.


Clique e ouça o discurso da Presidenta.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

A GRANDE META DESTE GOVERNO DA DILMAIS ESTÁ SENDO ESCONDIDA PELO PIG: O BRASIL SEM MISÉRIAS. DEVEMOS ANÚNCIÁ-LO A TODOS OS PULMÕES, POIS SE DEPENDER DA IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA ESTA META SERÁ BOICOTADA.

O PIG ESTÁ  BOICOTANDO A GRANDE META DA DILMAIS, O BRASIL SEM MISÉRIA.

Abaixo uma letra de Noite Ilustrada, para lembrar a esta elite preconceituosa e higienista, o que a miséria produz:





Não despreze o menor abandonado que quase esta batendo em seu portão.

É o retrato da necessidade pedindo a sociedade um simples pedaço de pão
.Filho,talvez,de um casal desajustado por isso não é culpado da cruel situação.
Mostre para ele o bom caminho,dê-lhe escola e carinho e verás o cidadão.

Porque com cassetete não tem jeito ele será um" mata sete" ou um madame satã(travesti, famosa criminosa dos anos 50, grifo meu ptremsdas13e13)

Não se deve maltratar uma criança,ela vive a esperança de um promissor amanhã.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

PAULO HENRIQUE AMORIM: OU GOVERNO FAZ A LEY DOS MEDIOS, OU A CALSSE MÉDIA QUE O LULA CRIOU VOTARÁ NA DIREITA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES!

Saiu na Folha (*), pág. A10

 

COMO TRANSFORMAR UMA NOTÍCIA BOA EM RUIM! CANALHIC

E PURA.

 

“Senadores do PT criticam a área de Comunicação”


Alguns senadores jantaram com as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann para reclamar da Ministra Helena Chagas, da Comunicação.

Reclamam porque o Governo da Presidenta não consegue emplacar a “agenda positiva”.

E dão como exemplo o programa “Brasil sem Miséria” – aqui neste blog ansioso exposto numa entrevista com a Ministra Tereza Campello.

É um “programa maravilhoso”, diz o senador Jorge Viana. “Mas precisamos divulgá-lo mais”.



NAVALHA DO CONVERSA AFIADA:

Não adianta botar a culpa na Helena, Senador.

O PiG (*) foi quem decidiu boicotar o “Brasil sem Miséria”.

Gastou mais tempo a discutir “a linha da miséria”, a partir de que ponto alguém é “miserável” – uma filigrana acadêmica – do que o programa propriamente dito.

Assim será, senador: sempre.

A Ministra Helena Chagas pode chamar o Tiririca, a Glória Pires, o Bono – quem ela quiser para “vender” o Brasil sem Miséria, que o PiG (*) não vai deixar passar.

É o Muro do Silêncio, em outras partes chamado de Muro da Vergonha.

Se o Ali Kamel não quiser, senador, o programa não vai ao Acre.

Então, em lugar de reclamar da Helena Chagas, seria melhor a bancada do PT no Senado ir pra cima do Ministro Bernardo e arrancar uma Ley de Medios.

Veja que, como diz o Laurindo Lalo Leal Filho, a Ley de Médios já vale na Argentina: a Cristina Kirchner já começou a abrir o mercado de concessões de televisão.

Começou a fazer nas telecomunicações o que o CADE fez com a BRFoods: monopólio para prejudicar o consumidor, não.

E a Cristina vai entregar metade das novas concessões a instituições não empresariais.

Mas, lá na Argentina, a democracia pega mais firme.

Os torturadores do regime militar estão na cadeia.

O Nestor Kirchner demitiu os ministros da Suprema Corte nomeados pelo Menem …

Senador Jorge Vianna, dê um pulo a Buenos Aires.

É sempre uma viagem adorável.

Ah, que inveja da Argentina !


Paulo Henrique Amorim