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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dr Tourinho foi voto vencido: Cachoeira fica em cana e escutas são consideradas legais. A Monte Carlo e a CPMI, segue em frente.

Dr Tourinho, do TRF de Goiás. Tomou dois votos contra, cara a cara com seus colegas  da corte.

Ilustração de Bessinha sobre um Tourinho.

Tribunal julga legais grampos da PF em processo de Cachoeira

Dois dos três magistrados da 3ª turma do TRF-1 rejeitaram anular escutas.
Voto vencido, relator julgou provas ilícitas e sugeriu retirar áudios da ação.

Fabiano CostaDo G1, em Brasília
A terceira turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) considerou legais as escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) relacionadas ao processo que acusa o bicheiro Carlinhos Cachoeira de comandar uma quadrilha que explorava o jogo ilegal com ajuda de policiais, políticos e empresários. Dois dos três magistrados da terceira turma avaliaram que são válidos os áudios, obtidos com autorização da Justiça Federal de Goiás.
O TRF da 1ª Região começou a analisar na semana passada o habeas corpus impetrado pela defesa do bicheiro que pedia a anulação das provas das operações Vegas e Monte Carlo.


O relator do caso, desembargador Tourinho Neto, havia considerado ilícitos os áudios e sugeriu que as escutas fossem retiradas do processo.


Nesta segunda-feira (18), o desembargador Cândido Ribeiro e o juiz federal convocado Marcos Augusto Souza foram contrários aos argumentos do relator.
"Não vislumbro até o momento nulidade nas interceptações telefônicas", disse Cândido Ribeiro. Ele, no entanto, ressaltou que, "mais adiante", é possível que a Justiça se depare com ilegalidades nas escutas.

No voto, Ribeiro contestou o relator, desembargador Tourinho Neto, que havia criticado na semana passada o juiz de primeira instância que autorizou os grampos da Operação Vegas e Monte Carlo. Na leitura de Tourinho, a decisão do magistrado não teria sido fundamentada suficientemente para justificar o uso das escutas.


Segundo Ribeiro, uma "eventual fundamentação deficiente" da decisão que decretou a quebra do sigilo telefônico não poderia ser considerada, por si só, "como se inexistente fosse, por mais precários que sejam os seus fundamentos".


"O indispensável, na minha visão, é que estejam demonstrados indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal punível com pena de reclusão e a indisponibilidade de outros meios para a colheita eficaz da prova", completou o desembargador.

O magistrado convocado Marcos Augusto de Souza, que ocupa o lugar de Assusete Magalhães, indicada pela presidente Dilma Rousseff para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacou que as "escutas são exceções", mas que eram necessárias no processo.


"Escutas são exceções, não podem constituir primeiro meio de investigação. Também não pode servir de instrumento de devassa das partes. No caso específico, diante das impossibilidades de fazer um exame de fato, peço vênia ao relator, quero crer que a ilegalidade patente no uso da prova não ocorre. Com essas considerações, acompanho o voto divergente do desembargador", afirmou Souza.


A defesa de Cachoeira informou que apresentará embargos de declaração que contestam a decisão ao próprio TRF, o que não modificará o resultado do julgamento, e depois recorrerá ao STJ para tentar invalidar as escutas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os liberais da direita arrebentaram com o Brasil até 31.12.de 2002.

Fernando henrique Cardoso e Roberto Marinho.


ELES QUASE DESTRUIRAM O BRASIL. É  ISTO AÍ QUE  ESTÁ ACONTECENDO NA EUROPA!
NO GOVERNO DESTES DOIS AÍ, O BRASIL SUBIU 3 VEZES AS ESCADAS DO PRÉDIO CINZENTO DO FMI, COM O PIRES NA MÃO!

Saul Leblon:



No plano internacional, esfarela-se o leque de referências econômicas que sustentaram a hegemonia do mercadismo tupiniquim. O tripé surrado feito de privatizações, Estado mínimo e supremacia das finanças desreguladas sobre a economia e a sociedade reduziu povos à condição de nações zumbis; destruiu o Estado do Bem-Estar Social; arrasta o mundo há quatro anos para uma espiral descendente igual ou pior que aquela produzida pela grande depressão dos anos 30.



Quem, hoje, em pleno controle de suas faculdades mentais apresentar-se-ia ao eleitor com a proposta de impingir ao Brasil um projeto anacrônico de laissez-faire como o que esmaga nações europeias, entregues a versões locais do programa demotucano?

A bandeira da moralidade, ademais, foi-lhes definitivamente subtraída pelo estouro da roleta tentacular da quadrilha Cachoeira.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CACHOEIRA- CAMBALACHE



VÍDEO DO YOUTUBE
JUAN MANUEL SERRAT- CAMBALACHE


FONTE DA FORMATAÇÃO E TRADUÇÃO:PAIXÃO E ROMANCE- O TANGO:
Este tango foi encomendado pelo produtor de cinema Ángel Mentasti a Enrique Santos Discépolo.

Apesar disto ele foi apresentado pela primeira vez por Sofia Bozan numa revista musical no Teatro Maipo, em 1935, contra

a vontade do produtor Ángel que o incluiu em seu filme “El Alma del Bandoneon” cantada por Ernesto Fama.

Com o sucesso obtido várias gravações foram feitas:

Roberto Maida com

Orquestra de Francisco Canaro(1935),

Tania(1936),

Roberto Arrieta(década de 40),

Alberto Echague(década de 40),

Tita Merelo(1956),

Edmundo Rivero(1959),

Virginia Luque(1973),

Julio Sosa(1973),

Rubén Juárez(1973),

Susana Rinaldi(1976)

e Julian Plaza(1976).

Tantas gravações dão idéia do sucesso

desse tango.

Indicando a confusão reinante no século

XX Discépolo mistura, na letra, figuras contrastantes e famosas do começo da década de 30:

o golpista Alexander Stavisky, que se suicidou num cárcere em 1934;

Dom Bosco, fundador da Ordem dos Salesianos e canonizado pelo Papa em

1934;

“La Mignon” que parece ser uma forma

usual de tratamento na época,

significando “querida” ou “amante”;

Don Chicho, apelido do chefe da máfia argentina, Juan Galiffi, que foi preso

e processado em 1932;

Napoleão, da França;

Primo Carnera, boxeador

italiano campeão mundial peso pesado

em 1933-1934 e

San Martin, herói da libertação de

vários países sul-americanos.

A letra que utiliza uma linguagem coloquial

é repleta de gírias.

Sobre o caráter revolucionário deste

tango basta dizer que, quase meio século depois de seu surgimento, a ditadura

militar que governou a Argentina a partir

de 1976 decidiu “recomendar” que ele não fosse executado.



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CAMBALACHE




Que el mundo fue y sera una porqueria,

Que o mundo foi e será uma porcaria,


ya lo se;

já sei;


en el quinientos seis

em quinhentos e seis


y en el dos mil también;

e em dois mil também;


que siempre ha habido chorros,

que sempre tem havido safados,


maquiavelos y estafaos,

malandros e gatunos,


contentos y amargaos,

contentes e descontentes,


valores y dubles,

sinceros e falsos,


pero que el siglo veinte es un despliegue

porém que o século vinte é uma piada


de malda insolente

de turma insolente


ya no hay quien lo niegue;

ja não há quem negue;


vivimos revolcaos en un

merengue

vivemos revirados em um merengue


y en un mismo lodo todos manoseaos.

e em um mesmo lodo todos manuseados.


Hoy resulta que es lo mismo

Hoje resulta que dá no mesmo


ser derecho que traidor,

ser direito ou traidor,


ignorante, sabio, chorro,

ignorante, sábio, safado,


generoso, estafador.

generoso, gatuno.


Todo es igual; nada es mejor;

Tudo é igual; nada é melhor;


lo mismo un burro que un gran profesor.

igual um burro que um grande professor.


No hay aplazaos ni escalafon;

Não há ralé nem bacanas;


los inmorales nos han igualao.

os imorais nos igualaram.


Si uno vive en la impostura

Se um vive na mentira


y otro roba en su ambición,

e outro rouba na sua ambição,


da lo mismo que si es cura,

dá no mesmo ser padre,


colchonero, rey de bastos,

mendigo, rei de paus,


caradura o polizon.

malandro ou honesto.


Que falta de respeto,

Que falta de respeito,


que atropello a la razon;

que atropelo à razão;


cualquiera es un señor,

qualquer um é um senhor,


cualquiera es un ladron.

qualquer um é um ladrão.


Mezclaos con Stavisky

Misturado com Stavisky


van Don Bosco y la Mignon,

estão Dom Bosco e La Mignon,


don Chicho y Napoleon,

Dom Chicho e Napoleão,


Carnera y San Martin.

Carnera e San Martin.


Igual que en la vidriera

irrespetuosa

Como na vitrine desrespeitosa


de los cambalaches

dos cambalachos


se ha mezclao la vida

misturou-se a vida


y herida por un sable sin

remaches

e ferida por um sabre sem piedade


ves llorar la Bíblia contra un bandoneon.

vês chorar a Biblia contra um bandoneom.


Siglo veinte, cambalache

Século vinte, cambalacho


problematico y febril;

problemático e febril;


el que no llora, no mama,

o que não chora, não mama,


y el que no roba es un gil.

e o que não rouba é um otário.


Dale no mas, dale que va,

Venham leis, venham e vão,


que alla en el horno nos vamo a encontrar.

que lá no inferno vamos nos encontrar.


No pienses mas, sentate a un lao,

Não penses mais, senta-te a um lado,


que a nadie importa si naciste honrao.

que a ninguém importa se nasceste

honrado.


Que es lo mismo el que trabaja

Que é o mesmo o que trabalha


noche y día como un buey

noite e dia como um boi


que el que vive de los otros,

que o que vive dos outros,


que el que mata que el que cura

que o que mata ou o que cura


o esta fuera de la ley.

ou esta fora da lei.





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Letra e Música de Enrique Santos Discépolo

Tradução por Elesta e Leo.

Contamos também com o inestimável auxílio de Marcial Salaverry na tradução das inúmeras gírias contidas na letra.

Criação de Fundo e Formatação de Leo

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CPMI MOSTRARÁ MÉTODOS DE BANDIDOS NA IMPRENSA BRASILEIRA









O ARTIGO É DE MESSIAS PONTES NO VERMELHO

A inversão de valores da velha mídia


Messias Pontes *



Historicamente, a velha mídia conservadora, venal e golpista é useira e vezeira em inverter os valores das questões essenciais à sociedade, notadamente nas últimas décadas. E essa inversão é sempre a favor do que há de mais retrógrado no País e no mundo.


Foi assim durante a campanha do Petróleo é Nosso, quando divulgava à exaustão que não havia petróleo no País; foi assim ao se posicionar contra o monopólio estatal do petróleo e à criação da Petrobras; foi assim na campanha para derrubar o presidente Getúlio Vargas nos anos 1950 – Getúlio se matou no dia 14 de agosto de 1954 para evitar o golpe de Estado -; foi assim para impedir a posse de João Goulart após a renúncia do Presidente Jânio Quadros em 1961; foi assim na preparação do golpe militar de 1º de abril de 1964; foi assim durante todo o período da ditadura; foi assim durante a Assembleia Nacional Constituinte, sempre a favor do Centrão e contra os trabalhadores e a soberania nacional.

Essa mesma mídia, tendo como centro o GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), fez uma campanha terrorista contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, 1994, 1998 e 2002. Era passada para a sociedade que a vitória de Lula representaria um tremendo retrocesso e levaria o País para o caos. Na campanha de Dilma Rousseff, esta era apresentada como terrorista, incompetente, favorável ao aborto e outras baboseiras mais. A Folha de São Paulo chegou a publicar uma ficha falsa de Dilma no DOPS.

Durante o desgoverno do Coisa Ruim (FHC), quando houve o criminoso desmonte do Estado, a privataria era apresentada como um avanço para o País e hoje está provado que foi uma verdadeira tragédia nacional, sem falar na institucionalização da corrupção que beneficiou sobretudo os bandidos de colarinho branco como o banqueiro Daniel Dantas, o Orelhudo.

A operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz (hoje deputado federal pelo PCdoB-SP), que levou para a prisão o deputado Paulo Maluf e seu filho Paulo; o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o mega especulador Najis Najas e o banqueiro Daniel Dantas, este preso duas vezes e solto pelo ministro do STF Gilmar Mendes (também chamado de Gilmar Dantas) com a celeridade nunca antes vista no Judiciário brasileiro. Todos foram soltos e exaltados pela mídia, enquanto o delegado Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, que decretou a s duas prisões, é que foram perseguidos. Protógenes foi afastado do comando da Satiagraha e respondeu a dezenas de processos, tendo inclusive seu apartamento invadido por agentes federais. O delegado Paulo Lacerda, que colaborou com a Satiagraha, foi demitido da Abin e “exilado” para Portugal.

Agora, com o desmascaramento do senador Demóstenes Torres (ex-DEMO-GO), do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, dentre outros, essa velha mídia, numa vergonhosa inversão de valores, tenta blindar toda a quadrilha criminosa e desviar todas as atenções para o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, o deputado do PT de Goiás, Rubens Otoni e, principalmente para a construtora Delta.

A velha mídia conservadora, venal e golpista sepultou as Operações Satiagraha e Castelo de Areia, omitiu completamente o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, e agora quer sepultar a Operação Monte Carlo, também da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de agentes públicos e privados com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito mista é necessário o mínimo de 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara dos Deputados. Ontem já havia sido coletado um total de 55 assinaturas no Senado e 324 na Câmara. A senadora Rose de Freitas (PMDB), que está no exercício da presidência do Senado, declarou que assim que receber o requerimento com as assinaturas necessárias, instala imediatamente a CPMI.

Se a CPMI funcionar como deve, sem interferência, indo fundo na investigação, é muito provável que desnude a relação incestuosa entre a mídia e o crime organizado, em especial a revista Veja, cujo editor-chefe da sucursal de Brasília, jornalista Policarpo Júnior, tinha em Cachoeira sua principal fonte. Pode também chegar ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. E se tiver de chegar ao Executivo Federal, que chegue.

Este é um dos momentos históricos mais ricos da história recente da República brasileira, pois pode e deve passar o País a limpo, doa a quem doer.






* Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB