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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Quadrilha da UDN, vai a presídio agredir e chantagear preso, para que minta sobre o mensalão tucano

A sigla acabou. O corolário político não. 

Do excelente jornal mineiro NOVOJORNAL



Deputados do PSDB vão a presídio pressionar preso político

Depois de encarcerado e agredido dentro de presídio, Monteiro recebe proposta de parlamentares do PSDB para mentir sobre a Lista de Furnas

Em tempos obscuros da democracia brasileira Graciliano Ramos, detido pela Polícia Política do regime então vigente escreveu uma obra prima da literatura nacional, “Memórias do Cárcere”. Mesmo sem o talento do escritor, o lobista Nilton Antonio Monteiro narra o mix de terror, pressão, dinheiro e poder a envolver notadamente o primeiro período em que ele foi preso.




De acordo com o mesmo, em documentos autenticados página por página para o Novojornal, “o fato foi determinado ao delegado Márcio Nabak por influência do atual deputado federal por Minas Gerais, Eduardo Brandão de Azeredo (PSDB), do atual secretário de Governo, Danilo de Castro, da juíza Rosimeire das Graças do Couto, do promotor Adriano Botelho Estrela, da promotora Rita de Cássia Mendes Rolla, do ex-presidente da OAB Seção de Minas Gerais, advogado Raimundo Cândido Júnior, do empresário e ex-deputado federal Vittorio Medioli, do ex-tesoureiro de campanha do senador Eduardo Azeredo, Cláudio Mourão, do empresário Antônio Pontes Fonseca, proprietário da Calsete Siderúrgica Ltda., na cidade de Sete Lagoas e integrantes da Felipe Amodeo Advogados Associados”.

Para Nilton Antonio Monteiro, a entrada do delegado Márcio Nabak na história, substituindo o colega dele João Otacílio Silva Neto na qualidade de chefe do Deoesp, “teve exatamente a finalidade de tentar desqualificar a Lista de Furnas”, além de desqualificá-lo pessoalmente.
O lobista faz uma acusação grave ao afirmar que antes de ser preso o delegado Nabak, já substituindo João Otacílio, lhe fez “uma proposta milionária dizendo-se portador da cifra de cinco milhões de reais provenientes dos cofres de Vittorio Medioli, Antônio Pontes Fonseca e Felipe Amodeo, para ser dividido entre os dois, para que todos os problemas fossem encerrados”, principalmente o caso a envolver a Lista de Furnas.

Para a viabilização do pretendido bastava a Nilton Antonio Monteiro reconhecer como falsa a Lista de Furnas, o que teria gerado sérias conseqüências para o deputado estadual mineiro Rogério Corrêa, do Partido dos Trabalhadores – PT – e mais pessoas ligadas a ele. Nilton afirmou não poder aceitar a proposta, “pois a lista é reconhecidamente autêntica”.
Além disso, o delegado Márcio Nabak pediu todos os documentos envolvendo o secretário Danilo de Castro. Principalmente o que consta o nome de José Tasso de Oliveira, ex-diretor da Espírito Santo Centrais Elétricas S/A – Escelsa.

Nilton acusa a autoridade policial de ter desaparecido com peças do inquérito e salienta que fez, sem sucesso, denúncias à Corregedoria da Polícia Civil, à Fazenda Pública e ao Ministério Público de Minas Gerais.

A primeira prisão dele “ocorreu na porta da Corregedoria no dia 20 de outubro de 2011, ligada à prisão, em Vila Velha, no Espírito Santo, de Maria Maciel de Souza, posteriormente transportada para Belo Horizonte.

Horror

De acordo com Monteiro, primeiro os policiais foram com ele até a residência onde ele morava e depois o conduziram ao Deoesp onde foram feitos dois autos provisórios de apreensão de documentos. Na noite do mesmo dia, o prisioneiro foi conduzido para o Departamento de Investigações – DI.

– “Onde fiquei junto a 40 outros presos num ambiente imundo e nojento, todas as pessoas como eu dormindo no chão”.

Pela manhã, o prisioneiro foi conduzido sob escolta para depor perante o delegado Márcio Nabak e o promotor Adriano Botelho Estrela, que Nilton Antonio Monteiro acusa de “pertencer ao grupo ligado ao secretário Danilo de Castro”. À noite, Nilton retornou ao DI onde dormiu. Foram lavrados mais dois autos de apreensão na presença do senhor promotor e com a assistência da defesa.

À noite, conta o depoente, há horas tantas um grupo de policiais abriu a porta do xadrez e empurrou para dentro outro preso – segundo ele, um negro bastante forte.

- Eu não conseguia dormir e estava atento, preocupado com toda a situação. O novo preso vasculhou todo o ambiente com o olhar e se dirigiu para o meu lado, me derrubando e pisando fortemente em meu pescoço. Pensei que ia ser morto.

Mas os demais presos intervieram, gritaram muito e os policiais em serviço acabaram por retirar o agressor do local. Na opinião de Nilton Antonio Monteiro, “isso aconteceu a mando de alguém”. 
Ele confessa que o episódio o deixou bastante abalado. Depois ele foi transferido para o Ceresp Gameleira, tendo ficado preso durante quatro meses antes de ser libertado para posteriormente ser novamente detido.

Intervenção do Poder

Ainda detido no Ceresp Gameleira, conta Nilton Antonio Monteiro, certa manhã ele foi retirado da cela para conversar com o delegado Márcio Nabak que voltou a fazer referência a uma proposta que tinha para lhe apresentar. 



Porém, antes de dizer do que se tratava pediu-lhe para acompanhá-lo a uma sala mais reservada onde estavam os deputados federais tucanos Rodrigo de Castro, filho do secretário Danilo de Castro, Marcos Pestana, ex-secretário estadual da Saúde no governo Aécio Neves, atual presidente do PSDB mineiro e Domingos Sávio, que foi líder da bancada do PSDB também no governo do atual senador por Minas Gerais.

A conversa, segundo Monteiro, foi iniciada por Nabak afirmando-lhe que aquela era a última chance que ele teria para negar a autenticidade da Lista de Furnas em troca de uma deleção premiada capaz de comprometer o deputado estadual petista Rogério Correa e pessoas a ele ligadas.

O depoente acusa o deputado Rodrigo de Castro, Mascos Pestana e Domingos Sávio de se referirem ao PT “como partido de bandidos”, “tendo Rodrigo argumentado que os petistas pagam muito bem. 



Marcos Pestana por sua vez queria saber de outros documentos que eu pudesse ter comigo, se algum envolvia o senador Aécio Neves. 



Rodrigo de Castro só queria saber de documentos envolvendo o nome do pai dele e se eu tinha algum tipo de ligação com o deputado estadual Durval Ângelo, do PT”. 


Foram muitas as insistências feitas, “sempre com o Márcio Nabak insistindo em delação premiada e afirmando que o deputado Rogério Correa é bandido”. 

Mas diante da resistência de Nilton Monteiro, “os deputados foram embora e eu voltei para a prisão”. Se Nilton Antonio Monteiro tivesse aceitado as condições do grupo seria chamado, como foi dito a ele o promotor Adriano Botelho, Estrela para testemunhar os procedimentos legais.

- A respeito desse assunto eu escrevi para os deputados estaduais Rogério Correa e Durval Ângelo, informando o que tinha acontecido.

Segunda prisão

A segunda prisão de Nilton Monteiro ocorreu nas dependências da Fazenda dos Parreiras, em posse do depoente, quando ele lá estava tratando de negócios envolvendo a propriedade e que ele discordava por entender que eram procedimentos “executados” para de alguma forma comprometê-lo.

Ele conta que caminhava em companhia do seu sogro quando dois policiais saíram por detrás de árvores e lhe deram voz de prisão, não permitindo que ele, que estava sem camisa, pudesse pelo menos voltar na sede da fazenda para se trajar por completo. Foi algemado com as mãos para trás e conduzido a uma viatura descaracteriza.


Nilton tem desconfianças de que um ex-funcionário da fazenda telefonou avisando os policiais que ele estava no local. Algemado, ele conta que foi “arrastado uns 200 metros”, sendo conduzido para a Delegacia de Venda Nova. Uma longa viagem.



Antes de chegar à prisão, pelo menos por três vezes os policiais que o detiveram, sem exibir o devido mandado de prisão, pararam em locais variados e o deixaram sozinho no interior do veículo, dando-lhe “oportunidade de fuga”, o que ele em momento algum tentou, presumindo ser aquilo uma manobra para existir a oportunidade de execução sumária sob o argumento de tentativa de fuga.




 As saídas eram demoradas, perto de matagais e os policiais postados à distância que lhe permitiria tentar escapar, porém, sob o risco de tombar por disparos de armas de fogo potentes e de longo alcance.




Em uma dessas paradas ele escutou um dos seus captores dizer: “O cabrito está preso”. Em outra ocasião os autores da prisão receberam um papel cujo conteúdo até hoje Nilton Monteiro não sabe do que se trata. 


Até então a sua prisão era caracterizada mais por arbitrariedades do que legalidades, principalmente a ausência de um advogado de defesa. No trajeto os policiais ainda foram à casa de um delegado no bairro Santa Amélia, “onde outro papel cujo teor eu também desconheço foi buscado”. De lá a viatura seguiu para Venda Nova.





“Quando chegaram à Delegacia de Polícia de Venda Nova, eles me colocaram no “coró” (cela na gíria dos presos comuns”. Nilton reclama que ficou muito tempo sem comer e só aí foi oferecido a ele um lanche que ele se recusou a comer “temendo ser envenenado”. Quando ia jogar o alimento ao lixo outro preso disse que comeria, mas Nilton o advertiu:


- Se você quer comer que coma, mas se morrer envenenado eu não terei culpa nenhuma.

Mesmo assim o preso se alimentou e nada aconteceu. Enquanto ele comia o telefone celular dele tocou e depois de terminada a conversa Nilton perguntou a ele se poderia usar o aparelho, o que foi consentido, oportunidade em que Monteiro se comunicou com a família para dizer que do momento da sua prisão até àquela hora estava sem a assistência de um advogado, sem camisa (apesar do tempo bastante frio) e sem comer. 


Monteiro ficou até aproximadamente meia noite em Venda Nova, horário em que foi transferido para o Deoesp onde dormiu algemado tanto nos pulsos quantos nas pernas, inclusive com a utilização de correntes nos tornozelos; Posteriormente Nilton Antonio Monteiro foi informado que ele não poderia ter dormido naquelas dependências e de outro fato bastante grave, sem ter sido submetido a um Auto de Corpo de Delito.


 Tais fatos já estão comunicados ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Os mesmos episódios encontram-se relatados à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Nilton Antonio Monteiro só foi transferido novamente para o DI depois dos policiais rodarem muito com ele por diversos lugares, já num domingo, quando a sua prisão ocorrera no sábado. Porém, nesse ínterim foi convocado a depor perante a delegada da Polícia Federal Josélia Braga da Cruz. Foi sugerido a Nilton Antonio Monteiro, pela delegada, a sua ida para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília, por questões de segurança e proteção de testemunha. Segundo ele, a delegada federal “desempenhou o seu papel com extremo profissionalismo”.



 Dela ouviu da impossibilidade de transferência para a Nelson Hungria, que abriga igualmente presos da esfera federal indo parar no complexo penitenciário de Neves onde ficou até 17 de maio de 2012 “sob intensa vigilância, porém, sem sofrer nenhum mau trato”.


Ao contrário da PF, a polícia mineira pretendia que Nilton Antonio Monteiro ficasse detido no Departamento de Investigações – DI. Hoje as autoridades competentes estão redobrando cuidados para que nenhum tipo de agressão ocorra a ele e membros da sua família.

Confirmação

O deputado estadual Rogério Correa, do PT, confirmou estar protocoladas na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais as cartas enviadas por Nilton Antonio Monteiro denunciando a trama que estava sendo armada, frisando que o seu colega Durval Ângelo também recebeu as mesmas informações. 


Além do mais, Rogério Correa disse ter encaminhado a denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais “que não tomou providências”.

Ele comenta que o delegado Márcio Nabak repassou à revista “Veja” informações tentando incriminá-lo e posteriormente ao jornal “O Estado de Minas”, levando o deputado federal Domingos Sávio, (PSDB/MG), da cidade de Divinópolis, Centro Oeste de Minas, a pedir a cassação do mandato dele, Rogério.

- Entretanto a situação era tão absurda que o próprio governo do Estado não conseguiu mobilizar a sua base, tendo vários parlamentares se rebelado contra a situação contra a qual se levantou também o presidente do Poder Legislativo, deputado Diniz Pinheiro.




Lembrou ainda que foi de “valor inestimável” a coragem do deputado Antônio Júlio, do PMDB, que declarou, através da mídia, que a Lista de Furnas é verdadeira, acrescentando ele próprio ter sido beneficiado ao comparecer pessoalmente perante Dimas Fabiano e receber o montante de R$ 200 mil.




O representante petista disse ter sido informado também da visita feita pelos deputados federais Marcos Pestana, Domingos Sávio e Rodrigo de Castro ao Ceresp Gameleira para, a mando do senador Aécio Neves e do secretário Danilo de Castro, tentar com a colaboração do delegado Márcio Nabak obter de Nilton Antonio Vieira a sua implicação.




A revista “Veja” está sendo processada, observa Rogério Corrêa. Quanto ao jornal “O Estado de Minas”, ele lembra que a Justiça já determinou o pagamento de multa e que o próximo passo, que a Lei prevê caso não lhe sejam assegurados os seus direitos, “é a prisão do diretor responsável”. 



Ele ainda estuda qual atitude irá tomar em relação ao delegado Márcio Nabak.


 “O caso é idêntico! O mesmo que Policarpo fez com Calinhos Cachoeira, tentaram repetir aqui em Minas”.

Consultado, o deputado Marcus Pestana respondeu: “O fato narrado nunca ocorreu e deve ser mais uma fantasia do estelionatário Nilton Antônio Monteiro. É uma grosseira e deslavada mentira. Portanto, tal fato inexistente envolvendo um conhecido falsário não merece comentários.”

Os deputados Domingo Sávio e Rodrigo de Castro, igualmente consultados, nada responderam até o fechamento desta matéria.

Ressaltando, contudo, que fica reservado aos mesmos o direito legal de acrescentarem a esta matéria suas versões.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), encarregada de apurar os fatos ocorridos e narrados através de correspondências enviadas do cárcere por Nilton Monteiro a seus integrantes, promete emitir nota a respeito.

Novojornal entregou possível vídeo feito por celular do encontro para ser periciado.

Nossa reportagem solicitou, sem sucesso, do Ceresp Gameleira a lista de presença dos visitantes do dia que possivelmente ocorreram os fatos denunciados.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos informa que requisitará as imagens de vídeo da entrada do presídio.

A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados informou que só se pronunciará sobre o fato após ser consultada oficialmente por quem de direito.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

PHA: Lcaerda sobrevive em seguidores(PSDB/PIG) que não lhes chegam aos pés.


Quem disse que o Jango
era corrupto ? O PiG (*)


NO  CONVERSAAFIADA


O Historialismo (porque não é História nem Jornalismo) assegura que Jango caiu porque gostava de pernas: de cavalos e de coristas.

O PiG (*) do Lacerda, do Chateaubriand e do Roberto Marinho era mais consistente.

Acusava o Jango de “pelego comunista” e de ladrão.

Agora, o trabalho de Valente (cadê o livro sobre o Daniel Dantas, Valente ?) desmistifica o PiG (*).

Jango não era ladrão.

Era milionário.

É outra coisa.

Porque herdou uma fortuna do pai e tinha um talento incomum para negócios relacionados ao comércio de gado, como mostra a biografia escrita por Jorge Ferreira.

O “comunismo” do Jango era um slogan pigal.

Assim como é ficção a versão historialista de que Jango estivesse para dar um Golpe – e por isso foi apeado.

Jango caiu num Golpe paraguaio, com o apoio direto dos Estados Unidos.

O mundo gira, a Lusitana roda e o PiG (*) não sai do lugar.

É a hipocrisia udenista de sempre.


O Lacerda saiu do Governo da Guanabara dono de um banco.

Não é isso, Braguinha ?


O Cerra é inimputável.


E o Merval fica obcecado com o mensalão – que está por provar-se.

PHA.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O ghost writer do Aecinco está tomando gosto por alucinógenos. Desta vez exagerou na dose.

Alucinatiosns.
Ted Sorensen, o ghost writer de Jonh Kennedy, este não era dado a libações, nem usava nehuma substância alucinógena, bem que o Aócio Cunha, lá do seu lindo Leblon, poderia contratar um desta estirpe.


Colírio alucinógeno.

Só pode ter sido isso que Aécio usou, tomando emprestado do Zé Simão, para escrever o onírico festival de besteiras em seu artigo semanal.

Para ele, o Plano Real é a fonte de tudo de bom que aconteceu no país, nos últimos 18 anos.

Ele lista benefícios que, só por meio de mágica ou muita desfaçatez, podem ser atribuídos à estabilização da inflação.
Primeiro ele blefa, nivelando Itamar a FHC.

  O plano foi de responsabilidade de Itamar Franco e correspondia a um gabarito internacional de combate à inflação, fabricado por agências internacionais.

 E FHC foi apenas o beneficiário político e eleitoral do Plano.
Segundo, falar do PROER (plano de injeção de dinheiro público em bancos fraudadores e em falência) sem explicar que muitas operações criminosas foram bancadas com dinheiro do povo é oportunismo e cumplicidade.

 E dizer que criminosos foram “indenizados” e somente acusados de incompetentes, já que nenhuma auditoria séria foi feita nessas instituições (bancos Nacional, Econômico, Bamerindus etc), também é outra omissão na analítica rasa do senador Neves.

 Foram 50 bilhões de Reais, a preços contemporâneos, que cobriram rombos de bancos que se especializaram nos ganhos com a inflação galopante e em operações financeiras temerárias, criminosas, que nunca foram investigadas.

E Aécio elogia isso! Ou seja, ele elogia a estatização de prejuízos herdados da “moeda” inflacionária precedente e de falcatruas nunca investigadas nos bancos privados!
Terceiro, ele infere que a universalização da saúde e da educação foi consequência direta do Plano Real. Que coisa: algo incompleto nos dias atuais, a educação e a saúde já foram “obras acabadas” em seu raciocínio tosco.

 Esse tipo de raciocínio estupra todos os processos históricos de luta social que resultaram no SUS e nos avanços educacionais que, aliás, precisam ainda avançar muito.
Noutra dimensão, ele “se esquece” de que o Plano Real era um pé, de um tripé.

 As privatizações de empresas de telefonia, de mineração, de energia elétrica, de siderurgia etc foram um outro pé. Um pé barato, diga-se de passagem.

 Verdadeiras doações de patrimônio público que comprometeram a soberania nacional.

 O terceiro pé foi o sucateamento das universidades e do ensino técnico, da saúde, dos órgãos fiscalizadores, o arrocho salarial de servidores federais, a falta de concursos, o fator previdenciário e todas as demais “expropriações” de direitos trabalhistas e sociais que FHC conseguiu perpetrar.
Bem-vindo ao “deserto do Real”, senhor Aécio; parafraseando um título de um livro Slavov Zizek.
A URV, base do Plano Real, não é uma pílula alucinógena que o personagem Morpheus (Laurence Fishburne, do filme Matrix) ofereceu a Vossa Excelência, o pretenso Neo (Keanu Reeves) da saga tucana.

 A URV foi um artifício de estabilização monetária que não teve o poder de criar programas sociais e alterar as condições, no Brasil, de saúde, educação, moradia, saneamento etc. Somente em sua cabeça é que isso pode ter sido alcançado.
Haja colírio alucinógeno!



sexta-feira, 29 de junho de 2012

A sensatez está à esquerda.





A SENSATEZ ESTÁ À ESQUERDA

A escassa disponibilidade de tempo, lógica e bom senso para evitar o pior levou Paul Krugman, um moderado, ao ponto de apelar para o instrumento de um manifesto global de economistas, no qual adverte:


 "Como resultado de suas ideias erradas, muitos políticos ocidentais estão impondo sofrimento em massa aos seus povos.


 Mas as ideias que eles defendem para lidar com as recessões foram rechaçadas por quase todos os economistas depois dos desastres de 1930.


É trágico..."




O gesto de Krugman indica que não há mais tempo , nem espaço, para qualquer solenidade na crise. Nesse momento, a Espanha --secundada pela Itália-- implora, esse é o termo, aos gerentes do euro,em Bruxelas, por uma linha de recursos para salvar seus bancos, sem que isso signifique o funeral do Estado, imolado em endividamento insustentável.


A lógica da ortodoxia que alimenta a grande de depressão do século XXI, retruca seu mantra: 'Se os bancos necessitam socorro, a sociedade pagará por eles'. Será longa e áspera a noite do século XXI, avisam autoridades do centro à periferia.


 A crise se espalhou. Sombras ofuscam a China, invadem o Brasil.


 Dos Brics ricocheteiam de volta à UE, sangrando empregos e exportações.


Onde está a sensatez? A sensatez está à esquerda, expressa, por exemplo, no enunciado simples e reto do Syriza -- 'Se não crescermos, não pagaremos".


 Mas a sensatez é demonizada pelo terrorismo ortodoxo, o mesmo que levou à vitória dos yes men em 17 de junho,na Grécia.


No dia seguinte, lá estavam os mercados usando a conquista de Atenas para devorar Madrid, até o osso; condição na qual Rajoy se apresenta agora aos pés de Bruxelas.


 O descarnado suplicando ao açougueiro, que chance ele tem?


(Carta Maior; 6ª feira/29/06/2012)


sexta-feira, 25 de maio de 2012

A bandeira udenista dos tucanos!


O BONDE DA UDN.


SAUL LEBLON NA CARTAMAIOR


É um velho truque do conservadorismo brasileiro reiterado ao longo da história: quando a raiz dos problemas repousa nas entranhas de seu aparelho administrativo ou no descaso histórico com as prioridades da população, desfralde-se a bandeira udenista da sabotagem perpetrada por 'agitadores'.



A lenga-lenga exala naftalina e remete ao linguajar pré-golpe de 64, mas encontra em São Paulo 71 quilômetros de motivações para ser ressuscitada com regularidade suíça pela pigarra do PSDB.



 Nessa rede escandalosamente saturada e curta do metrô --inferior a da cidade do México, por exemplo, com 200 kms-- os registros de panes, acidentes e interrupções tem exibido frequência preocupante: só este ano foram 143 ocorrências, média de uma por dia.

Nesta 4ª feira, a pigarra conservadora aproveitou a greve salarial dos metroviários para isentar a gestão temerária por trás dos transtornos renitentes.



A narrativa é a de um 'jornal da tosse'; gargantas raspando pastilhas Walda emitem denúncias de sabotagem e insinuam 'incêndios do Reichstag' de olho nas eleições municipais.



 Agitadores conturbam o ambiente da metrópole; não fosse isso, os serviços públicos tucans deslizariam no azeite fino de oliva.

O ' jornal da tosse' por definição é pouco informativo: faltam-lhe pernas para driblar números adversos. Em 2011, o governador Alckmin investiu R$ 1,2 bi dos R$ 4,5 bilhões previstos para a expansão do metrô e não deixou por menos na ponta ferroviária: as compras de trens caíram à metade.



No conjunto do sistema o recuo do investimento foi da ordem de 20% sobre 2010. A média tucana de  expansão dos trilhos tem sido de 2,35 kms/ano. Significa que nas mãos do PSDB a rede precisará de cinco décadas para se equiparar a do México.



Até lá as gerações de paulistanos terão a oportunidade de vivenciar o sentido da expressão 'sardinha enlatada', com todos os riscos que a lata encerra.

O 'jornal da tosse' passa ao largo dessas miunças que fazem do metrô de São Paulo o sistema de transporte mais saturado do mundo, com 11,5 milhões de passageiros/por km. Seu forte é a frase lacerdista.



 Com a palavra, um virtuose na arte, o comentarista da tosse José Serra, que limpa a garganta, ajeita a gengivite e sapeca:



 "É muito fácil hoje você paralisar o funcionamento de uma linha qualquer. Uma gravata, uma blusa na porta de uma vagão pode provocar [a paralisação]", disse o ex-governador e pré-candidato do conservadorismo ao comando da capital paulista. "Não digo que todas [as ocorrências) foram sabotagem, mas que algumas delas -- com certeza-- têm a ver com isso".( UOL 23-05).

Depois, com uma tossinha matreira o governador Geraldo Alckmin emenda: ' "Ano passado não teve eleição, nem nenhuma greve, este ano tem (eleição e greve). Será que é só coincidência?"(UOL, 23-05).

O 'jornal da tosse' tem uma visão de mundo que o dispensa de atualizar o noticiário. Em setembro de 2010, em plena eleição presidencial, o metrô de São Paulo registrou uma megapane, seguida de protestos com 17 composições apedrejadas.



A pigarra tucana emoldurou então a voz do governador em exercício Alberto Goldman, que não perdoou: 'Puseram uma blusa na porta de um vagão paralisando o sistema;isso cheira a sabotagem'.

Dias depois, perícia do Instituto de Criminalística comprovou que a pane fora causada pelo colapso técnico do metrô paulistano.



'Mas a blusa estava lá', deu de ombros o pigarrento Goldman. Justiça seja feita, a narrativa tucana tem feito esforços de renovação.



Soninha Francine, do PPS, incorporou-se à bancada da tosse desde o episódio de 2010, quando era chefe de campanha de Serra na Internet e comentou assim,pelo twitter, o acidente que deixou 250 mil pessoas a pé: "“Metrô de Spaulo tem problemas na proporção direta da proximidade com a eleição.



Coincidência? #SABOTAGEM #valetudo #medo”.

Bela pigarreada, Soninha. No engavetamento do último dia 16 , quando duas composições colidiram numa pane do comando automático, ela reafirmou a disposição de injetar ar fresco no script udenista e dedilhou toda faceira no twitter: "Metrô caótico, é? Não fosse pela TV e o Twitter, nem saberia. Peguei linha verde e amarela; sussa".


 Convenhamos, 'sussa', num acidente com 143 feridos é uma pérola. A Soninha achou o tom da coisa: conservadorismo fantasiado de Vila Madalena. Essa pigarra leva jeito

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Metrô de São Paulo, o Xoque de Jestão Tucana.

A locomotiva em que os tucanos transfoemaram São Paulo.


METRÔ DE SP: A INOVAÇÃO TUCANA

1) "Modéstia à parte, se vocês olharem o que a gente fez, a quantidade de inovação é imensa" (José Serra, candidato a prefeito de SP, em campanha, em 23-04. 2)

 "Não há registro disso --o sistema mandar o trem acelerar em vez de parar-- em lugar nenhum do mundo" (Telmo Porto, professor da Escola Politécnica da USP, na Folha de 17-05, sobre o acidente desta 4ª feira no metrô de São Paulo, que feriu 103 pessoas).

O desastre de ontem, em São Paulo, só não foi maior porque a linha 4 ainda não está totalmente automatizada: o condutor acionou o freio de mão e evitou a colisão violenta entre as duas composições

Importante: isso aconteceu na gestão tucana de um sistema metrô que tem pouco mais do que irrisórios 74 kms de extensão; em compensação, é o sistema o mais saturado do planeta. No ano passado, o metrô de São Paulo atingiu a marca de 11,5 milhões de passageiros transportados por quilômetro de linha. É a maior concentração de pessoas em um único sistema de transporte no mundo, segundo a própria companhia.
Em novembro de 2011 o metrô teve a pior avaliação da história; os passageiros reclamam do desconforto causado pela superlotação.

 Em abril deste ano, o tucano Geraldo Alckmin prometeu ampliar para 200 kms a rede do metrô, até 2018. O PSDB governa São Paulo há mais de 16 anos; a média tucana de ampliação da rede metroviária tem sido de 2,35 kms/ano.

 Nesse ritmo levará mais de 40 anos para atingir a meta do governador. Os funcionários do metrô de SP entram em greve na próxima 4ª feira: lutam para obter um reajuste de 5,3% nos salários.

carta maior 16.o5

terça-feira, 15 de maio de 2012

A idade das trevas!




Capítulo I - A Precarização do Estado

A assunção do tucanato ao poder, em 1994, trouxe ao cenário político nacional não apenas FHC, com seu jeito melífluo e convincente de ser. Não. Trouxe um establishment político‑ideológico‑industrial‑corporativo‑colonial que assumiu os postos de comando do Estado com um apetite jamais visto! Como uma horda de nômades mongóis que chegasse ao conforto urbano, os tucanos plugaram suas ventosas sobre as instâncias decisórias e os cargos da República e passaram a sugar, para si e seus correlatos da iniciativa privada, os recursos do Estado com uma sanha que deixaria os velociraptors colonialistas da Era Bush, Wolfovitz à frente, corados de vergonha!


Como justificativa desse assalto ao aparelho do Estado, os tucanos precisavam de um imbricamento ideológico que lhes desse suporte teórico ao desmanche do conceito e das estruturas do Estado!

Com Sérgio "Trator" Mota à frente, os ideólogos do tucanato criaram e difundiram à exaustão, via mídia domesticada e partícipe, a tese de que o Estado era ineficiente, perdulário e inepto!

Em contraponto, surgiram os príncipes privatistas tucanos, personificados em Ricardo "No Limite da Irresponsabilidade" Sérgio e em Luiz Carlos Mendonça de Barros, afirmando que a salvação da lavoura e do Estado era o fim do próprio Estado!

Eram os arautos do Deus Mercado, tatcheristas tupiniquins e temporões, que vinham para acabar com a farra do investimento público e com o papel regulador do Estado!

Diziam abertamente que o Estado fazia mal até suas funções de regulador! E que, pasmem, para regular o mercado, nada melhor que o próprio mercado! É! Espantosa e criminosamente simples assim!

E aí Deus (não o Senhor, mas o Mercado) criou as agências reguladoras! E viu que era bom! Muito bom!


Principalmente para os amigos tucanos que passaram a comprar as empresas estatais a preço de banana na feira! E tome Embratel, Telebrás, Vale do Rio Doce!


Com as agências definindo o quinhão de lucro que cada operadora privada deveria ter!


E o lucro haveria de ser grande e duradouro, que ninguém era  besta de empatar dinheiro sem retorno! Enquanto isso, a escumalha (nós, a massa ignara) era bombardeada pela mídia com as notícias de que, agora sim, a coisa vai! Era o fim da Era Vargas!

Era o começo do vintenário tucano na Terra Brasilis, profetizado por Sérgio Mota! Vivia‑se um clima de euforia anti‑estatista nas ruas!

 Servidores públicos eram execrados aos magotes, nas sessões de auto‑elogio do governo!

Bresser Pereira bradava colérico: vamos acabar com a farra no serviço público (nunca se chegou a saber exatamente o tipo da farra)!

Enquanto os privatistas avançavam sobre o espólio da Viúva, FHC, com frêmitos de gozo, recebia títulos de doutor honoris causa mundo afora!


Hoje, esse cenário parece impossível! Mas, à época não! Os falcões tucanos (um paradoxo insolúvel) estavam inebriados! Haviam descoberto a pólvora das fontes eternais do Estado! Só que esqueceram de um detalhe pequeno: o povo!


Enquanto os formuladores tucanos pregavam na igreja do mercado que a extrema competência da iniciativa privada traria prosperidade e bonança para todos, apenas os diáconos tucanos e seus amigos financistas se davam bem!

 O povo, após a crise russa, desconfiava que havia caído num grande e bem contado conto‑do‑vigário!

Num estelionato ideológico sem precedentes! O golpe no fígado veio com a eleição de 2002, com Lula! O uper cut no queixo veio com a reeleição de 2006!


O povo deu o seu recado claro e direto: ele é o dono do Estado e não aceita intermediários! Um segmento dos financistas e operadores insiste na agenda rejeitada pelo povo, na eleição! São os cabeças‑de‑planilha, expressão cunhada por Luis Nassif para definir os yupizinhos com mestrado em Harvard, que ainda insistem em nos impor sua agenda nefasta!

São os rebotalhos daqueles tucanos heróicos que pensavam em reinar 20 anos na cena política brasileira!

Graças a Deus, deram com os burros n'água!

 A sociedade brasileira agradece‑lhes o fracasso!

A Octaetéride tucana durou o tamanho exato da quase destruição do Estado! Que sirva de vacina e de contra‑veneno para o futuro!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CACHOEIRA- CAMBALACHE



VÍDEO DO YOUTUBE
JUAN MANUEL SERRAT- CAMBALACHE


FONTE DA FORMATAÇÃO E TRADUÇÃO:PAIXÃO E ROMANCE- O TANGO:
Este tango foi encomendado pelo produtor de cinema Ángel Mentasti a Enrique Santos Discépolo.

Apesar disto ele foi apresentado pela primeira vez por Sofia Bozan numa revista musical no Teatro Maipo, em 1935, contra

a vontade do produtor Ángel que o incluiu em seu filme “El Alma del Bandoneon” cantada por Ernesto Fama.

Com o sucesso obtido várias gravações foram feitas:

Roberto Maida com

Orquestra de Francisco Canaro(1935),

Tania(1936),

Roberto Arrieta(década de 40),

Alberto Echague(década de 40),

Tita Merelo(1956),

Edmundo Rivero(1959),

Virginia Luque(1973),

Julio Sosa(1973),

Rubén Juárez(1973),

Susana Rinaldi(1976)

e Julian Plaza(1976).

Tantas gravações dão idéia do sucesso

desse tango.

Indicando a confusão reinante no século

XX Discépolo mistura, na letra, figuras contrastantes e famosas do começo da década de 30:

o golpista Alexander Stavisky, que se suicidou num cárcere em 1934;

Dom Bosco, fundador da Ordem dos Salesianos e canonizado pelo Papa em

1934;

“La Mignon” que parece ser uma forma

usual de tratamento na época,

significando “querida” ou “amante”;

Don Chicho, apelido do chefe da máfia argentina, Juan Galiffi, que foi preso

e processado em 1932;

Napoleão, da França;

Primo Carnera, boxeador

italiano campeão mundial peso pesado

em 1933-1934 e

San Martin, herói da libertação de

vários países sul-americanos.

A letra que utiliza uma linguagem coloquial

é repleta de gírias.

Sobre o caráter revolucionário deste

tango basta dizer que, quase meio século depois de seu surgimento, a ditadura

militar que governou a Argentina a partir

de 1976 decidiu “recomendar” que ele não fosse executado.



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CAMBALACHE




Que el mundo fue y sera una porqueria,

Que o mundo foi e será uma porcaria,


ya lo se;

já sei;


en el quinientos seis

em quinhentos e seis


y en el dos mil también;

e em dois mil também;


que siempre ha habido chorros,

que sempre tem havido safados,


maquiavelos y estafaos,

malandros e gatunos,


contentos y amargaos,

contentes e descontentes,


valores y dubles,

sinceros e falsos,


pero que el siglo veinte es un despliegue

porém que o século vinte é uma piada


de malda insolente

de turma insolente


ya no hay quien lo niegue;

ja não há quem negue;


vivimos revolcaos en un

merengue

vivemos revirados em um merengue


y en un mismo lodo todos manoseaos.

e em um mesmo lodo todos manuseados.


Hoy resulta que es lo mismo

Hoje resulta que dá no mesmo


ser derecho que traidor,

ser direito ou traidor,


ignorante, sabio, chorro,

ignorante, sábio, safado,


generoso, estafador.

generoso, gatuno.


Todo es igual; nada es mejor;

Tudo é igual; nada é melhor;


lo mismo un burro que un gran profesor.

igual um burro que um grande professor.


No hay aplazaos ni escalafon;

Não há ralé nem bacanas;


los inmorales nos han igualao.

os imorais nos igualaram.


Si uno vive en la impostura

Se um vive na mentira


y otro roba en su ambición,

e outro rouba na sua ambição,


da lo mismo que si es cura,

dá no mesmo ser padre,


colchonero, rey de bastos,

mendigo, rei de paus,


caradura o polizon.

malandro ou honesto.


Que falta de respeto,

Que falta de respeito,


que atropello a la razon;

que atropelo à razão;


cualquiera es un señor,

qualquer um é um senhor,


cualquiera es un ladron.

qualquer um é um ladrão.


Mezclaos con Stavisky

Misturado com Stavisky


van Don Bosco y la Mignon,

estão Dom Bosco e La Mignon,


don Chicho y Napoleon,

Dom Chicho e Napoleão,


Carnera y San Martin.

Carnera e San Martin.


Igual que en la vidriera

irrespetuosa

Como na vitrine desrespeitosa


de los cambalaches

dos cambalachos


se ha mezclao la vida

misturou-se a vida


y herida por un sable sin

remaches

e ferida por um sabre sem piedade


ves llorar la Bíblia contra un bandoneon.

vês chorar a Biblia contra um bandoneom.


Siglo veinte, cambalache

Século vinte, cambalacho


problematico y febril;

problemático e febril;


el que no llora, no mama,

o que não chora, não mama,


y el que no roba es un gil.

e o que não rouba é um otário.


Dale no mas, dale que va,

Venham leis, venham e vão,


que alla en el horno nos vamo a encontrar.

que lá no inferno vamos nos encontrar.


No pienses mas, sentate a un lao,

Não penses mais, senta-te a um lado,


que a nadie importa si naciste honrao.

que a ninguém importa se nasceste

honrado.


Que es lo mismo el que trabaja

Que é o mesmo o que trabalha


noche y día como un buey

noite e dia como um boi


que el que vive de los otros,

que o que vive dos outros,


que el que mata que el que cura

que o que mata ou o que cura


o esta fuera de la ley.

ou esta fora da lei.





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Letra e Música de Enrique Santos Discépolo

Tradução por Elesta e Leo.

Contamos também com o inestimável auxílio de Marcial Salaverry na tradução das inúmeras gírias contidas na letra.

Criação de Fundo e Formatação de Leo