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quarta-feira, 25 de abril de 2012

NOBLAT, O MENTIROSO. CAINDO NA QUEDA DA CACHOEIRA!

O NOBLAT  ESQUECEU-SE DA BLOGSFERA. NÃO DÁ MAIS PARA FAZER JORNALISMO MENTIROSO NOBLAT! VC NÃO CONSEGUIU ESCONDER UM CONTRATO COM A RÁDIO DO SENADO, VAI CONSEGUIR ESCONDER O NERCESSIAN?


As mentiras de Ricardo Noblat



Por Kerison Lopes,
 NO SITE VERMELHO

A cobertura do PIG para a CPI do Cachoeira/Demóstenes tem um rumo muito claro: jogar no colo do governo Dilma toda a roubalheira praticada pela direita em conluio com o contraventor e os bandidos do próprio PIG.
Para isso cometem as maiores aberrações. Porém, Ricardo Noblat, colunista e blogueiro do Globo, passou de todos os limites. Mentiu descaradamente nesta terça-feira (24) ao envolver o deputado Rubens Otoni (PT-GO) e livrar a cara do deputado Sandes Júnior (PP-GO).
Em texto escrito pelo próprio Noblat, publicado às 19h36m, o jornalista publica a seguinte matéria, que tem como título: STF processará deputados do Caso Cachoeira:

“O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, anunciará daqui a pouco que autorizou a abertura de processo contra três deputados federais por Goiás envolvidos nos malfeitos do bicheiro Caroinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres. Os três: Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Sandes Júnior (PP-GO)”.

Na verdade, como foi noticiado por toda a imprensa brasileira, inclusive o site do jornal O Globo, os três inquéritos que foram abertos a pedido da Procuradoria-Geral da República foram contra os deputados federais Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). Ou seja, todos da oposição ao governo Dilma. Apesar de ser do PP, partido da base de Dilma, Sandes Júnior é ligado ao governador Marconi Perillo, envolvido até a cabeça com a quadrilha de Cachoeira.

Se a realidade não corresponde ao que manda o patrão, publica-se a mentira. Foi isso que fez Ricardo Noblat. Até esta quarta-feira (25), às 10:00h, não foi publicado nenhum desmentido no
blog e a notícia mentirosa permanece publicada.

Noblat na CPI
Ricardo Noblat não é qualquer jornalista. É um dos atacantes do time do PIG. Ganhou grande notoriedade por ter sido uma das pontas de lança na tentativa de golpe contra os governos de Lula e Dilma.

Se sentasse em uma cadeira para depor na CPI, Noblat teria muito pra contar sobre o esquema criminoso montado por Cachoeira com a cúpula do PIG. O colunista é uma das principais viúvas do senador Demóstenes, por quem nutre grande admiração.
Tanto é que Demóstenes era dos únicos políticos com coluna fixa no Blog do Noblat. Coluna sempre pautada pelo tema da “ética e moralização”. Sem explicação, a coluna semanal sumiu do blog assim que começaram a ser reveladas as gravações do seu ídolo com Cachoeira.

Ricardo Noblat poderia também, sentado como depoente na CPI, contar para o Brasil porque foi o mais implacável jornalista contra Luiz Antônio Pagot, quando esse estava na direção geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Diariamente, publicava as denúncias em primeira mão, já que a revista Veja, braço direito da organização criminosa de Cachoeira é semanal.

Como ficou claro em gravações já vazadas pela Polícia Federal, Pagot foi vítima de uma armação de Cachoeira, a empreiteira Delta e a revista Veja. Qual foi a participação de Noblat no esquema? Bem que ele poderia contar ao Brasil sentado na mesa da CPI. Para isso acontecer, basta um deputado federal apresentar o pedido de convocação e ser aprovado pelos membros da CPI. Já tenho até sugestão do

ESTA NOTÍCIA NÃO SAI NA IMPRENSALONA. É MIL VEZES PIOR QUE UM CAIXA 2, SEJA DO PT OU DA UDN!

SENADOR ROBERTO REQUIÃO. 
COM INFORMAÇÕES DO AZENHA

Requião acabou com o jogo no Paraná em 2003

do site de Roberto Requião 


Dois decretos assinados pelo então governador do Paraná Roberto Requião, no dia nove de abril de 2003, determinaram o fim do jogo ilegal no Paraná (bingos e vídeo-loterias on-line, os caça-níqueis). Por orientação de Requião, já no dia seguinte (10), os donos das casas de jogos e caça-níqueis começaram a ser notificados, para que obedecessem imediatamente os decretos. 

“O jogo mantém o canal de lavagem de dinheiro do narcotráfico e da corrupção pública, logo, tem que acabar”, justificava Requião.

O então governador informava ainda que havia “suspeitas de conexão das máfias italianas e espanholas com os bingos e as máquinas de caça-níqueis no Paraná, transformando o estado em um importante centro de lavagem de dinheiro na América Latina”.

Esses decretos de Requião de abril de 2003, colocam por terra todas as informações ecoadas por secretários de estado, deputados e alguns jornalistas paranaenses que, diante da revelação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, dando conta de encontro entre membro da quadrilha de Carlinhos Cachoeira e o governador Beto Richa, tentaram desacreditar o papel do senador Roberto Requião no combate ao jogo no Paraná.


Os decretos de Requião revogavam três resoluções do Governo Jaime Lerner, de novembro de 2001, assinadas pelo secretário de Governo Cid Campelo, liberando e regulamentando o jogo no Paraná.

Toda a história
Depois de liberar o jogo, Cid Campelo abriu licitação para selecionar uma empresa que gerisse o bingo e os caça-níqueis, atividades que sua resolução denominava de “Tribingo Paranaense”.
Em maio de 2001, meses antes da resolução do secretário de Governo, constituíra-se no Paraná, com capital de cinco mil reais, uma empresa chamada Larami , interessada na exploração do jogo. O principal acionista da empresa era o argentino Roberto Coppola.


Onze dias antes da licitação, em setembro de 2001, a empresa Brazilian Gaming Partners, de Carlinhos Cachoeira, associa-se a Larami, cujo capital salta para 600 mil reais. E ela ganhou a concorrência aberta por Cid Campelo, superando a GTech, empresa que nem sequer foi habilitada para o certame, por alegações esdrúxulas de parte do governo do estado.

O direcionamento da licitação para a empresa de Cachoeira-Coppola ficou evidente. O contrato com o governo era milionário. Apenas a multa, em caso de rompimento do contrato, era de 30 milhões de reais. Como, na verdade, a Larami não existia, era uma empresa fantasma, existindo apenas no nome, nada mais, ela terceirizou todo o serviço, contratando diversas empresas para executar as tarefas para as quais fora licitada.

Detalhe importante : o Serviço de Loterias do Paraná, Serlopar, nada tinha a ver com a Secretaria de Governo, comandada por Cid Campelo. No entanto, através de decreto assinado pelo então governador Jaime Lerner, o Serlopar foi passado para a esfera de Campelo, que se promoveu a presidente do conselho da empresa. Nessa função, convocou a licitação, montou a comissão licitatória, homologou o certame, contratando a empresa de Cachoeira-Coppola.

O mais grave de tudo é que ficou provado, através de interceptações telefônicas legais, que Cid Campelo comprou duas casas de bingo em Curitiba, as duas maiores, e operou o negócio durante alguns meses, até ser descoberto. 

O ex-secretário, hoje um dos principais desafetos do senador Roberto Requião, foi condenado por prevaricação e falsidade ideológica, já que colocou as casas de bingo em nome de “laranjas”, mas não cumpriu pena por que a condenação prescreveu.

Roberto Requião é senador (PMDB-PR)


terça-feira, 24 de abril de 2012

NASSIF: COMO ARMAR UMA CRISE INSTITUCIONAL!




 Blog do Nassif


No dia 1º de setembro de 2008, os Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto saíram da sede do STF (Supremo Tribunal Federal) atravessaram a Esplanada dos Ministérios e entraram no Palácio do Planalto para uma reunião com o presidente da República, Luiz Ignácio Lula da Silva.

Foi uma reunião tensa, a respeito da suposta conversa grampeada entre Gilmar e o senador Demóstenes Torres. Os três Ministros chegaram sem nenhuma prova concreta sobre a autoria ou mesmo a existência do tal grampo. Mas atribuíam-no irresponsavelmente à ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e exigiam de Lula providências concretas.

No auge da reunião, Gilmar blasonou: “Não queremos apenas apuração, mas punição”.

Bastaria Lula ter perdido a paciência e endurecido o jogo para criar uma crise institucional sem precedentes, entre o Supremo e o Executivo. Sua habilidade afastou o risco concreto de uma crise institucional, à custa do sacrifício do diretor-geral da ABIN, delegado Paulo Lacerda, afastado enquanto durassem as investigações.

Tanto no Palácio como na Polícia Federal e no Ministério Público Federal sabia-se que o grampo, se existiu, não havia partido da ABIN nem da Operação Satiagraha, já que nenhum dos dois – Demóstenes e Gilmar – eram alvo de investigação.

Foi aberto um inquérito na PF que concluiu pela não existência de qualquer indício, por mínimo que fosse, de que o grampo tivesse existido.

O país esteve à beira da mais grave crise institucional pós-redemocratização devido a uma conspiração envolvendo Demóstenes Torres-Carlinhos Cachoeira, a revista Veja e, direta ou indiretamente, o Ministro Gilmar Mendes.

Pouco antes do episódio, o assessor da presidência, Gilberto Carvalho, foi procurado por repórteres da revista com a informação de que ele também havia sido grampeado. Descreviam diálogos que teria tido com interlocutores.

A intenção era criar um clima de terror, passar ao governo a impressão de que a ABIN e a Satiagraha haviam saído de controle e estavam espionando as próprias autoridades. E, com isso, obter a anulação da operação que ameaçava o banqueiro Daniel Dantas.

É bem possível que os tais diálogos de Gilberto tenham sido gravados pelo mesmo esquema Veja-Cachoeira que forjou um sem-número de dossiês, muitos deles obtidos de forma criminosa e destinados ou a vender revista, impor o medo nos adversários, ou a consolidar o império do crime do bicheiro.

Durante anos e anos foi um festival de assassinatos de reputação, de jogadas pseudo-moralistas visando beneficiar o parceiro Cachoeira.

A revista tentou se justificar, comparando essas jogadas ao instituto da “delação premiada” – pelo qual promotores propõem redução de pena a criminosos dispostos a colaborar com a Justiça. No caso de Cachoeira, suas denúncias serviam apenas para desalojar inimigos e reforçar seu poder e o poder da revista.

Esses episódios mostram o poder devastador do crime, quando associado a veículos de grande penetração.

É um episódio grave demais, para ser varrido para baixo do tapete.

APOSENTADO INVOCADO: DANE-SE FOLHA DE SÃO PAULO, DANE-SE PIG, VÃO PARA O INFERNO UDENISTAS, NO BRASIL O PROGRESSIMO CHEGOU!

FOCH AVENUE,PARIS, ANTRO DE BILIARDÁRIOS, ONDE FERNANDO TARTUFO HENRIQUE COMPROU UM APARTAMENTO, COM SALÁRIO DE PROFESSOR APOSENTADO.



Por mais que esperneie a Folha não será vitoriosa em sua marcha à ré. São tempos que não voltarão jamais, o povo brasileiro sentiu que conseguiu sair do imobilismo social e que tem direito a uma vida melhor e mais digna.

Nos idos dos anos 40 e 50, no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, no bairro do Guarabu, morava um garoto que a mãe pedia para ir ao armazém comprar pão ou outro alimento, esse garoto era eu. Lembro perfeitamente que os produtos a serem vendidos eram de uma pobre variedade.

 Comprava-se arroz, feijão, farinha, banha, pão, açucar e mais itens básicos-só tinha itens básicos- em pequenas quantidades que não vinham embaladas, eram colocadas em sacos quando retiradas de tonéis ou barris, era uma pobreza só, comparada com os dias de hoje.

Nos anos 60, ia para o Colégio Militar, que fica até hoje, no bairro da Tijuca, e levava três horas ou mais entre ônibus e bondes.

Os amigos e eu tínhamos duas mudas de roupa para sair nos passeios de sábado ou domingo e nenhuma delas na moda.

Carros, telefones, restaurantes, viagens domésticas ou para o exterior, teatros, etc. só tinhamos conhecimento que existiam, mas não desfrutávamos.

Nos anos 70, 80, 90 e no começo de 2000, até a eleição de Lula, só vi o aumento da pobreza, do crescimento das favelas, a continuação do Brasil para poucos.

Portanto, quando leio a Folha de São Paulo, um jornal da "elite" para a "elite" reclamar da baixa dos juros, porque foi feita assim ou assado e o ideal é que seja feita de maneira estrutural, me lembro dos governos da "elite", principalmente, do PSDB, um partido entreguista e elitizado, que nada fez para minorar o sofrimento do povo brasileiro e que preparava o nosso país para ser um eterno mendigo do capital do FMI e do primeiro mundo.


À direita em primeiro plano o armazém e nessa mesma fileira de casas, a contar do próprio armazém, a terceira casa é a da minha família desde 1946.
Foto dos anos 40, da rua Embaurana, Guarabu, Ilha do Governador


TRANSPARÊNCIA: GOVERNO DILMA 100 x MÍDIA 0

DILMA EXOCET. VOCÊ AINDA ACHA-A UM POSTE?





Quem achava – e, sobretudo, quem escrevia nos jornais – que a presidenta Dilma Rousseff estava temerosa do que a CPI do Cachoeira pudesse descobrir sobre os contratos da empreiteira Delta com o Governo Federal, vai ter de arranjar outra história para contar.


Ela mandou e o Ministério dos Transportes colocou na internet todos os contratos entre Dnit e a empresa. Que vai ser auditada até à medula dos ossos.


Enquanto isso, continuam secretos os diálogos – seriam mais de 200 – entre o padrinho da Delta, aquele que a Veja chama de “empresário de jogos” e seu editor de escândalos, Policarpo Júnior.
Em matéria de transparência, o placar é de 100 a zero.


Por mais mistificação que se faça, os fatos vão deixando

 claro quem tem medo que aflore toda a verdade.

E ela vai surgir, revelando a central de conspiração Veja-Cachoeira, uma associação para obter vantagens. Econômicas para o bicheiro, políticas para a revista.

Uma relação de cúmplices que já dura quase uma década.

Agora, por mais que tente abafar, a Veja é a protagonista do escândalo. Um escândalo que vai deixar o caso Murdoch parecendo brincadeira de criança.

EURO NA HORA DA VERDADE: URNA X MERCADO!!!!!

SEDE DO EDIFÍCIO QUE OS TUCANOS SUBIRAM SUAS ESCADAS, 3 VEZES, DE PÍRES NAS MÃOS. O F.M.I


SAUL LEBLON BLOG DAS FRASES.

As Bolsas desabaram na Europa nesta 2ª feira, recuando ao menor nível dos últimos três meses. O mergulho generalizado foi mais fundo nos países periféricos, caso da Espanha, por exemplo, cujo BC admitiu que a economia encontra-se em recessão, mas não poupou a Itália (menos 3,8%) e recuou também expressivamente em Frankfurt (menos 3,4%).

Um dia depois do 1º turno na França, que apontou a vitória de François Hollande sobre Sarkozy, a inquietação nas Bolsas se fez acompanhar da disparada do risco país em diferentes nações do euro submetidas ao garrote da austeridade suicida.


Para financiar economias submetidos a uma espiral paralisante de arrocho fiscal, recessão e esfarelamento de receitas, com consequente agravamento do déficit público, os capitais exigiam nesta 2ª feira juros de um a quatro pontos acima do índice-base pago pelos títulos alemães.

O conjunto reflete o pressentimento rentista de que está chegando a hora da verdade para a agenda da austeridade ortodoxa.


 A vitória apertada de Hollande sobre o braço-direito de Angela Merkel não seria motivo suficiente para tanto. Ocorre que os mercados fizeram a leitura correta da surpreendente ascensão da extrema direita francesa que obteve o voto de quase 1/5 dos eleitores.

A candidata do Partido Nacional, Marine Le Pen, cresceu capturando o ressentimento popular contra um governo que franqueou a Nação aos impulsos ortodoxos irradiados de Berlim, sem que a genuflexão se refletisse em melhorias tangíveis, sobretudo nos cinturões periféricos. Por caminhos distintos e proposições diversas, a mensagem consagrada nas urnas francesas foi a de que um governo fraco, um Estado amordaçado pelos interditos das finanças e uma democracia ornamental --sem poderes para preservar direitos, a começar pelo direito ao emprego-- não responde às urgências postas por uma crise que se arrasta e, no caso do euro, se agrava desde 2008.

Com maior ou menor ênfase, diferindo nas respostas ao colapso, foi isso que disseram as campanhas de Hollande, de Marine e de Mélenchon (cuja votação aquém do previsto indica o voto útil antecipado em Hollande).


Trata-se de uma inflexão histórica: desde o início da crise, mais de uma dezena de países europeus trocaram parcial ou totalmente seus governantes. Na maioria das vezes em direção a lideranças e políticas ainda mais conservadoras. A derrota doo conservador Sarkozy sugere o esgotamento dessa receita.

A regulação estatal da economia está de volta à agenda do euro; os captais se agitam, mas a experiência endossa a travessia.


 Na Europa, a pequena Islândia fez tudo ao contrário do que recomenda o figurino ortodoxo, a começar pelo fato de que decidiu em plebiscito não sacrificar a sociedade para salvar bancos; está se saindo melhor do que a maltratada Espanha, ou o desastroso calvário imposto a gregos, italianos, portugueses etc.

No Brasil, da mesma forma, a vitória recente do governo Dilma sobre a banca, dobrando uma resistência terrorista à redução dos juros, só foi possível porque o país ainda dispõe de um setor financeiro estatal que responde por 44% do crédito na economia. Ao acionar essa alavanca poderosa cortando o custo de suas linhas de crédito em até 50%, o Estado brasileiro obrigou os bancos privados a ceder para não perder mercado.


A grande lição brasileira é que não adianta substituir as ferramentas de política econômica por agências reguladoras ornamentais, tão caras à cartilha neoliberal.

A regulação da economia capitalista deve estar inscrita diretamente na engrenagem do sistema econômico. Isso se faz com relevante presença estatal nos setores estratégicos -- o financeiro, por certo, em primeiro lugar. Mas não só.

PIG COLOCA O "MENSALÃO" NA FRENTE DO JULGAMENTO DA BANDIDAGEM DO CERRA.

O ROMBO DO QUAL ELE COLABOROU PARA OCORRER AO ERÁRIO FOI DE 3 BILHÕES DE REAIS"

Julgamento de Serra está na frente do chamado 'mensalão'


Seria compreensível se a velha imprensa cobrasse celeridade do Judiciário como um todo. Mas causa estranheza quando, em ano eleitoral, essa velha imprensa só bate o bumbo sobre o processo do chamado "mensalão". Por que então não cobrar o julgamento também do processo que José Serra responde por atos praticados ainda no governo FHC e que se arrasta desde 2003?



Em termos de réus ilustres supera o chamado "mensalão", e em termos de valores também.

Não é um processo qualquer. Trata-se do rombo no Banco Econômico, socorrido com R$ 3 bilhões no âmbito do PROER, quando Serra era ministro do planejamento. São réus também praticamente toda a equipe econômica do governo FHC, incluindo o ex-ministro Pedro Malan, ex-ministro e banqueiro Ângelo Calmon de Sá e os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Loyola e Gustavo Franco.

A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, acatou a denúncia apontando dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.

Note-se que Serra é o candidato mais célebre destas eleições de 2012, e a celeridade no julgamento seria uma oportunidade para o tucano sair inocentado, ou para o eleitor saber se estará votando em alguém condenado em primeira instância.

Leia a íntegra do processo no TRF1-DF, e os detalhes da a
ção aqui

Fonte: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 23 de abril de 2012

RENATO RABELO:EIS QUE VOS FALA UM SOCIALISTA!

SOCIALISTA DE "CULHONES". 

Renato Rabelo: a revolução é obra de milhões


Em sua intervenção final no seminário PCdoB 90 anos: história, legado, lições e alternativa socialista, o presidente nacional do PCdoB tira lições de nove décadas para a construção e a ação de um partido atualizado e capaz de enfrentar as contradições contemporâneas.

Por José Carlos Ruy, da Redação do Vermelho


As comemorações dos 90 anos do Partido Comunista do Brasil promovidas pela direção nacional foram encerradas em ponto alto no sábado (21) em São Paulo com a última etapa do seminário PCdoB 90m anos: história, legado, lições e alternativa socialista, iniciado na sexta-feira (20) com uma programação que envolveu, na parte da manhã, a exposição das condições contemporâneas da luta pela construção do socialismo na China, Vietnã, Cuba e Venezuela e, à tarde, pela exposição, pelo presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, sobre as Lições dos 90 anos de lutas do PCdoB (veja aqui).




Considerando o seminário como “pleno de êxito”, Renato Rebelo dedicou-se a fazer uma avaliação, de caráter teórico e analítico, das conquistas acumuladas nestes 90 anos de existência continua do Partido Comunista do Brasil, e dos desafios da luta pelo socialismo na atualidade. “Qual o novo período histórico que nós vivemos e qual o Partido necessário, viável, para - neste período histórico - alcançar novas conquistas na luta pelo socialismo”.

Para ser mais preciso, na “nova luta pelo socialismo”, como Renato Rebelo vem insistindo já a algum tempo. Ele parte de um diagnóstico circunstanciado da situação que o movimento comunista vive, no mundo, nestes duas décadas posteriores à derrocada do socialismo na União Soviética e no Leste Europeu.


 Aquela foi uma derrota estratégica, insiste ele. Mas a fase pior está passando, afirma. A fase mais aguda daquela derrota vai dando lugar, diz, a um novo período histórico, “abrindo possibilidades ao acúmulo revolucionário”.

Novo período histórico que pode ser caracterizado pelo aprofundamento da crise do capitalismo que o mundo vive nestes anos; pela mudança gradativa que ocorre a nível do poder mundial; no Brasil, pelo novo ciclo histórico aberto com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva em 2002 e as mudanças iniciadas no quadro político, econômico e social no país; na América Latina, pela integração soberana e autônoma que o continente vive, principalmente na América do Sul, e pelas mudanças que indicam o fortalecimento da soberania continental face ao poderio do imperialismo dos EUA.

O mundo vive hoje condições de mudanças históricas de grande envergadura.. Há um grande acúmulo na base material moderna, disse, que leva a humanidade ao limiar de novas situações. É um desenvolvimento que se traduz no acúmulo de forças produtivas que só poderão ser liberadas com a superação no modo de produção capitalista. 



Deste ponto de vista, em sua explanação, Renato Rebelo identifica uma situação de contradição entre as novas forças produtivas e as relações de produção que só poderá ser resolvida, em benefício do conjunto da humanidade, num novo sistema que supere as limitações impostas pelo capitalismo. Cita, como exemplo, a conquista de uma nova base energética com potencial de superar a predominante atualmente, com base no petróleo e nos combustíveis sólidos.

 E conclui: o modo de produção está, do ponto de vista objetivo, superado historicamente, embora ainda prevaleça em virtude das condições subjetivas moldadas pela política e pela ideologia burguesa que persistem e dominam. Trata-se de uma nova situação que coloca os povos e as nações diante de uma encruzilhada de rumos, e o que prevalecerá depende da luta ideológica e política cujo centro é a definição de uma nova alternativa necessária e viável capaz de superar o sistema capitalista.

Nesta situação, pensa o dirigente comunista, ou surgem novas formas de ação política capazes de impulsionar as forças sociais e políticas interessadas na mudança revolucionária, ou o sistema capitalista pode ainda prevalecer por um longo período histórico marcado por outras crises e pela barbárie. E cita, entre a busca de novas alternativas, os exemplos das nações - como China, Vietnã, Cuba e, agora, Venezuela - que mantém a perspectiva socialista.

No Brasil, disse, o PCdoB procurou elaborar seu programa - que resultou das propostas formuladas anteriormente -, o Programa aprovado pelo 12º Congresso do Partido, em 2009, onde aponta a alternativa a ser seguida na nova luta pelo socialismo nas condições contemporâneas do Brasil. É um programa, disse, que veio exatamente para atender às perspectivas, tendências e desafios contemporâneos. Ali, o PCdoB propõe um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento que se apresenta como o caminho ao objetivo estratégico, a conquista da abertura da transição ao socialismo



]
. Este será o terceiro salto civilizacional da história nacional. Os dois anteriores foram representados pela conquista da independência, pelo fim da escravidão, pela passagem à República e, o segundo, pela revolução de 1930 que aprofundou as condições de industrialização e desenvolvimento moderno do país.


 E, acentua, a conquista deste terceiro salto civilizatório não será possível nos marcos do capitalismo, mas implica na abertura da transição para um sistema superior, o socialismo.

Neste sentido, o PCdoB - como portador deste programa mais avançado e como instrumento de organização da vanguarda do povo para enfrentar os novos desafios e alcançar novas conquistas - é imprescindível para este novo tempo e a nova luta pelo socialismo. Para enfrentar estas tarefas é necessário um partido de pensamento avançado e revolucionário, com uma tática combativa, ampla e flexível.




Assim, Renato Rabelo referiu-se aos guias básicos para forjar este novo Partido, a partir do balanço da experiência de 90 anos, e ancorado nela. Guias descritas e apresentadas de forma aprofundada no documento PCdoB: 90 anos em defesa do Brasil, da democracia e do socialismo, aprovado pelo Comitê Central do Partido em 1º de Abril de 2012 e lançado em livro durante o seminário realizado neste fim de semana.




Sucintamente, as guias se referem à luta incessante pela existência de um partido comunista de feição e prática revolucionária - contemporâneo, forte, independente e influente, como garantia para as vitórias; ao desenvolvimento e enriquecimento teórico e ideológico - baseado na ciência social mais avançada, o marxismo, e construído na prática social, como condição essencial para a definição de uma política justa e coerente, de um programa e prática de alcance revolucionário; à garantia da relação dialética e intrínseca entre a formação do Partido, da sua direção, e a conquista das massas trabalhadoras e populares, intervindo nos grandes acontecimentos políticos, como modo determinante para o Partido cumprir sua tarefa revolucionária; um Partido capaz de cumprir sua missão revolucionária deve ser forjado em firme unidade de ação baseada em uma política justa, comprovada no curso dos acontecimentos políticos, e elaborada no aprofundamento do método democrático e participativo, no estímulo à criatividade e à livre expressão das opiniões individuais, na atividade prática mobilizadora, sob a condução de um único centro dirigente; finalmente, na convicção de quem constrói o reúne os meios e as condições para montar e organizar o Partido são seus quadros e, uma vez definida a linha política, eles se tornam fator decisivo para a aplicação das decisões assumidas. 












A síntese destas nove décadas de existência do Partido Comunista do Brasil, concluiu Renato Rabelo, pode ser resumida no reconhecimento de que, com um rumo nítido, com a bandeira da revolução e do socialismo, é preciso ousar seguir um caminho próprio, combativo, amplo e criativo, que responda aos novos fenômenos, porque a revolução é obra de milhões de seres humanos.


O ESPETÁCULO DAS LUTAS LIVRES NA TV.


DIAS DESTES FUI À CASA DE AMIGOS  TOMAR PROSAICA E SINGELAMENTE UMA CERVEJA GELADA E  OBSERVEI UMA ENORME TV LIGADA, EM CIMA DE UMA BANCADA DE MÁRMORE. LÓGICO QE PENSEI NA POSSIBILIDADE DELES ESTAREM ESPERANDO UM JOGO OU QUALQUER OUTRA BESTEIRA, POIS SEI QUE NESTA CAIXA PRETA NÃO PASSA NADA SÉRIO, NADA QUE PRESTE, SÓ CIRCO E DIVERTIMENTO.

 NADA ALI É SÉRIO, NADA QUE INTERESSE À VIDA DAS PESSOAS  É DISCUTIDA NESTA CAIXA. O OBJETIVO DELA É TIRAR O CIDADÃO DO FOCO DO  QUE REALMENTE LHE INTERESSA.
]
E QUANDO ESTA CAIXA PARTE PARA INFORMAR, A MULTIPLICIDADE DE INFORMAÇÕES DESINTERESSANTES SÃO TANTAS, QUE O QUE REALMENTE INTERESSARÁ AO GRANDE PÚBLICO, SERÁ RETIRADO DO INCONSCIENTE COLETIVO.



EU FIQUEI ESTÁTICO QUANDO VÍ O QUE ELES ESPERAVAM. ESPERAVAM UMAS LUTAS EXTREMAMENTE VIOLENTAS E O PIOR TORCIAM PARA UM OU PARA OUTRO DOS TROGLODITAS E ENTRAVAM NUMA ESPÉCIE DE CATARSE COMO OS FREQUENTADORES DA IURD DO PEDIR MAISCEDO, SÓ FALTAVAM CAIR.

FIQUEI IMPRESSIONADO COM A CAPACIDADE, O PODER DESTE  MEIO MIDIÁTICO, DE,  EMBRUTECER, CIMENTAR, MENTES, IDIOTIZAR PESSOAS, NÃO QUE ELAS SEJAM IDIOTAS, AO CONTRÁRIO, SÃO INTELIGENTES E BEM SUCEDIDAS, FINANCEIRA E SOCIALMENTE  FALANDO, MAS COMO ANDY DIZIA QUE TODOS TERIAM SEUS 15 MINUTOS DE FAMA, A  TV ESTÁ FAZENDO A NOSSA CLASSE ALTA A TER SEUS 15 MINUTOS DE IDIOTICE.

LI UM POST NO CAF DO PHA

EM QUE PARTE DELE ILUSTRA BEM O QUE ACONTECE NESTA SOCIEDADE DO ESPETÁCULO:
John Gray, autor do clássico “O Falso Despertar”, que, em 1998, previu a falência do neolibelismo (**), lembrou, então, em Brasília, que, um dia, se encontrou com o principal executivo da empresa de televisão do Berlusconi na Itália.

Berlusconi estava no auge do poder.

E se sustentava no global alcance do controle da mídia italiana.

(Tinha tanto poder que botou a TV Montecarlo da Globo para correr da Itália.)

Gray perguntou ao executivo berlusconiano: o que que ele queria fazer com tanto poder ?

A resposta foi imediata: realizar a “sociedade do espetáculo” do Guy Debord.

“The Society of the Spectacle”, de 1967, do francês Debord, é a condenação mais impiedosa “de toda a vida nas sociedades em que prevalecem as modernas condições (neolibelês (**)) de produção e que se apresenta como a acumulação de ‘espetáculos’.

“Espetáculos” que apresentam uma visão parcial da sociedade como se fosse um pseudo-mundo-à-parte em que o engano engana a si mesmo.

O “espetáculo” oferece uma concreta inversão da vida, como um movimento autônomo de não-vida.

Em todas as suas manifestações específicas – no noticiário, na propaganda ou no próprio consumo do entretenimento – o “espetáculo” contém, reúne a vigente estrutura social.

O “espetáculo” cria um mundo em que a REALIDADE (ênfase do autor) vira de cabeça para baixo, em que a realidade é apenas um momento da mentira.


(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro(PHA) aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

STEPHEN KANITZ, O GIGANTE TINHA ACORDADO, DILMA O PÔS PARA ANDAR!



DILMA DÁ UM NORTE FANAL AO BRASIL.



Stephen Kanitz: Em menos de 15 meses, Dilma implanta a sua tese

do blog de Stephen Kanitz


Em 2007 na Veja, defendi a Dilma no seu projeto de abaixar os juros que ninguém achava que era possível, até ontem.


“Ela precisará de todo o apoio dos engenheiros, administradores, contadores, advogados, médicos que querem ver o custo da “renda fixa” cair, obrigando os investidores a virar empreendedores e a assumir o risco da “renda variável”.
Ela já tem o meu total apoio, agora só falta o seu”.


Dilma baixou o Custo de Capital das empresas brasileiras para 2% ano, algo que noticiou.
“Se o estado paga 13% ao ano de “renda fixa” para “rolar” a sua dívida, nenhum projeto empresarial com retorno abaixo de 13%, 14% ou talvez até 19% será retirado das gavetas, devido ao risco do negócio.”


“Nenhum administrador ou empreendedor vai assumir o risco de quebrar, o risco de perder tudo, o risco de processos trabalhistas e de consumidores, se o estado oferece 13% ao ano, e sem risco.”


Em vez de discutir o que escrevi acima, todo mundo está discutindo que os Spreads dos Bancos continuam elevados, que a caderneta é a opção.


O que ninguém se deu conta é que temos agora R$ 1 trilhão de Órfãos dos Juros Nominais dos Economistas do Estado, que não mais receberão os polpudos juros que os permitiam fazer nada.
Com somente 2%, vão mudar de ideia.


Vão ter que agora fazer algo, vão ter que investir em fundos de ações, fundos de private equity, e concorrer com os Bancos.


Se os Bancos não quiserem reduzir os Spreads, os fundos de private equity irão emprestar no seu lugar, com muito mais cuidado, governância e ajuda administrativa. Bancos nem sabem mais fazer isto.


Escrevi outros posts sobre a Tese da Dilma, que agora valem a pena reler.
http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-e-futuro-do-brasil.html
http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-e-a-miriam-leit%C3%A3o-.html
http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-ii.html
Nem eu, h

onestamente, acreditei que a Dilma seria tão rápida e que isto ocorreria somente em 2013 ou 2014.
Um ano antes do planejado, a reeleição da Dilma está praticamente garantida, se o que ocorreu ontem for noticiado.


Só falta os que querem ver este país crescer divulgarem o significado de tudo isto para o desenvolvimento das empresas brasileiras, algo que faltou fazer.

Se ninguém perceber que o que acaba de ocorrer, o que a Dilma disse há mais de 5 anos que faria, se ninguém perceber que tudo isto aconteceu e não aproveitar esta janela de oportunidade, se todo mundo ficar falando de caderneta de poupança como opção e ficar culpando os Bancos que no mundo inteiro estão morrendo de velhos, vamos novamente morrer na praia.


Divulguem isto, minha gente, a China fez isto em 1986. Estive lá e vi com meus olhos. Por isto, tenho a segurança de dizer o que estou dizendo agora. O Custo do Capital das Empresas é a variável crítica deste país, não o Dólar ou a Taxa de Câmbio.
Como só tenho 19.000 seguidores no Blog, sei que vamos morrer na praia, sei que vamos jogar mais um bilhete premiado, como tantas vezes fizemos. Não entendo porque tão poucos seguem um blog que realmente informa com antecedência o que vai acontecer neste país. Deve ser minha péssima redação.

Esta é a nossa última chance, acreditem em mim. Não desperdissem esta última oportunidade.

sábado, 21 de abril de 2012

1 ANO DO CASO DO SENADOR CARIOCA, O #BAFÔMETRODAY..

PLAYBOY BRINCANDO DE CADIDATO A PRESIDENTE.

DO MINAS SEM CENSURA:
Da carteirada de Aécio ao escândalo Arco-Íris.

Este 17 de abril de 2012 registra o aniversário do rumoroso caso “Arco-Íris”, a rádio que Aécio ganhou de ACM em 1987 e que, estranhamente, foi usada para fins suspeitos. O fato se tornou público quando Aécio caiu na blitz do Leblon, de madrugada, com carteira vencida e com um automóvel de luxo que não lhe pertencia.
O Minas Sem Censura investigou e chegou a uma frota de veículos de luxo; coisa atípica para uma rádio. Depois vimos uma estranha triangulação de cotas da citada rádio, em 28 de dezembro de 2010, na qual Aécio Neves as recebia de sua mãe: suspeita de ocultação de patrimônio.

Os carros de luxo entram na contabilidade da rádio, como patrimônio em constante depreciação; algo que faz diferença no pagamento de impostos, em termos de pessoa jurídica: sonegação fiscal?

Finalmente, as verbas de publicidade oficial repassadas à rádio, por sua coproprietária Andréa Neves: improbidade administrativa.
Isso tudo está fartamente documentado, em representação ao dr. Roberto Gurgel, feita pelo Minas Sem Censura. O Procurador-Geral da República até agora não se pronunciou.


O PROGRESSISMO DE CRISTINA KIRCHNER, A IMPRENSA BRASILEIRA FICA AO LADO DO IMPERIALISMO.



CRISTNA DIZ BASTA À EXPLORAÇÃO DA REPSOL. 



EDITORIAL DO VERMELHO


Cristina Kirchner enfrenta o neoliberalismo


A Argentina foi pioneira, em 1922, na criação de uma empresa estatal do petróleo.



 Foi naquele ano que nasceu a Yacimientos Petrolíferos Fiscales; depois vieram, informa o ex-diretor geral da ANP, Haroldo Lima, em artigo publicado neste portal, a Pemex, no México (1938), a Petrobrás, no Brasil (1953) e, mais tarde, estatais do petróleo na Inglaterra, Itália, França, Canadá, Japão, Noruega, etc.

É dentro desta tradição de pioneirismo que o governo da presidente Cristina Kirchner dá um novo passo no sentido de romper com o neoliberalismo em seu país e restaurar a soberania nacional num setor profundamente estratégico, como é o petrolífero.

A medida foi uma reação contra a inoperância e inércia da empresa privada Repsol que – embora acumulando altos lucros desde 1999, quando assumiu o controle da YPF – descumpriu suas obrigações contratuais deixando de investir na exploração de petróleo, fragilizando o país e sendo um obstáculo à retomada do crescimento econômico nos níveis pretendidos pelo atual governo.



O professor espanhol Jorge Fonseca (da Universidad Complutense de Madri) calcula que a Repsol teve um lucro acumulado de 27 bilhões de euros (sem contar os ganhos com outras empresas que comprou com recursos da YPF), o que significa um enriquecimento líquido (descontado o investimento inicial) de 15,5 bilhões de euros.



A renacionalização da YPF foi mais um golpe desferido pelo governo argentino contra o neoliberalismo. No ano passado, o governo passou a controlar o câmbio, recuperando a soberania sobre sua moeda; antes, em 2008, havia estatizado os fundos

de pensão, que deixaram de ser geridos por empresas privadas e passaram ao controle do governo.

A nova medida, anunciada na segunda-feira por Cristina Kirchner, é um passo a mais no sentido da criação de condições mais favoráveis para a retomada do desenvolvimento, fortalecendo a capacidade de intervenção do Estado nacional como instrumento para fomentar o crescimento econômico.

Os sabichões do neoliberalismo na mídia conservadora brasileira acusaram o golpe e, como não poderia deixar de ser, assumiram claramente a defesa dos interesses do grande capital e da espanhola Repsol, contra a soberania argentina.





 O paulistano O Estado de S. Paulo deu o tom da reação entreguista em editorial publicado hoje (18), sob o significativo título de “O surto populista de Cristina”, no qual abundam expressões depreciativas contra a decisão soberana e legítima do governo argentino:



 “regressivo espetáculo de exaltação nacionalista”, “mofado figurino”, “demagógica celebração da reconquista da soberania argentina”, “violência jurídica”, e por aí vai.

São expressões que demonstram, mais uma vez, que a grande mídia patronal brasileira tem lado: o lado do imperialismo, dos que exploram a riqueza nacional, dos que constroem obstáculos ao desenvolvimento.

Usando a linguagem do Estadão, seu argumentos são mofados, são sobreviventes de uma época em que os países da América do Sul (entre eles o Brasil) eram postos de joelhos pelas elites aliadas da dominação externa e do imperialismo.

Esse tempo já passou, mas essa elite antinacional não percebeu e continua presa a dogmas superados do passado.



Hoje, o tempo é de desenvolvimento e de soberania nacional – como mostrou Cristina Kirchner em sua ousada decisão da última segunda-feira.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CPMI MOSTRARÁ MÉTODOS DE BANDIDOS NA IMPRENSA BRASILEIRA









O ARTIGO É DE MESSIAS PONTES NO VERMELHO

A inversão de valores da velha mídia


Messias Pontes *



Historicamente, a velha mídia conservadora, venal e golpista é useira e vezeira em inverter os valores das questões essenciais à sociedade, notadamente nas últimas décadas. E essa inversão é sempre a favor do que há de mais retrógrado no País e no mundo.


Foi assim durante a campanha do Petróleo é Nosso, quando divulgava à exaustão que não havia petróleo no País; foi assim ao se posicionar contra o monopólio estatal do petróleo e à criação da Petrobras; foi assim na campanha para derrubar o presidente Getúlio Vargas nos anos 1950 – Getúlio se matou no dia 14 de agosto de 1954 para evitar o golpe de Estado -; foi assim para impedir a posse de João Goulart após a renúncia do Presidente Jânio Quadros em 1961; foi assim na preparação do golpe militar de 1º de abril de 1964; foi assim durante todo o período da ditadura; foi assim durante a Assembleia Nacional Constituinte, sempre a favor do Centrão e contra os trabalhadores e a soberania nacional.

Essa mesma mídia, tendo como centro o GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), fez uma campanha terrorista contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, 1994, 1998 e 2002. Era passada para a sociedade que a vitória de Lula representaria um tremendo retrocesso e levaria o País para o caos. Na campanha de Dilma Rousseff, esta era apresentada como terrorista, incompetente, favorável ao aborto e outras baboseiras mais. A Folha de São Paulo chegou a publicar uma ficha falsa de Dilma no DOPS.

Durante o desgoverno do Coisa Ruim (FHC), quando houve o criminoso desmonte do Estado, a privataria era apresentada como um avanço para o País e hoje está provado que foi uma verdadeira tragédia nacional, sem falar na institucionalização da corrupção que beneficiou sobretudo os bandidos de colarinho branco como o banqueiro Daniel Dantas, o Orelhudo.

A operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz (hoje deputado federal pelo PCdoB-SP), que levou para a prisão o deputado Paulo Maluf e seu filho Paulo; o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o mega especulador Najis Najas e o banqueiro Daniel Dantas, este preso duas vezes e solto pelo ministro do STF Gilmar Mendes (também chamado de Gilmar Dantas) com a celeridade nunca antes vista no Judiciário brasileiro. Todos foram soltos e exaltados pela mídia, enquanto o delegado Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, que decretou a s duas prisões, é que foram perseguidos. Protógenes foi afastado do comando da Satiagraha e respondeu a dezenas de processos, tendo inclusive seu apartamento invadido por agentes federais. O delegado Paulo Lacerda, que colaborou com a Satiagraha, foi demitido da Abin e “exilado” para Portugal.

Agora, com o desmascaramento do senador Demóstenes Torres (ex-DEMO-GO), do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, dentre outros, essa velha mídia, numa vergonhosa inversão de valores, tenta blindar toda a quadrilha criminosa e desviar todas as atenções para o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, o deputado do PT de Goiás, Rubens Otoni e, principalmente para a construtora Delta.

A velha mídia conservadora, venal e golpista sepultou as Operações Satiagraha e Castelo de Areia, omitiu completamente o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, e agora quer sepultar a Operação Monte Carlo, também da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de agentes públicos e privados com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito mista é necessário o mínimo de 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara dos Deputados. Ontem já havia sido coletado um total de 55 assinaturas no Senado e 324 na Câmara. A senadora Rose de Freitas (PMDB), que está no exercício da presidência do Senado, declarou que assim que receber o requerimento com as assinaturas necessárias, instala imediatamente a CPMI.

Se a CPMI funcionar como deve, sem interferência, indo fundo na investigação, é muito provável que desnude a relação incestuosa entre a mídia e o crime organizado, em especial a revista Veja, cujo editor-chefe da sucursal de Brasília, jornalista Policarpo Júnior, tinha em Cachoeira sua principal fonte. Pode também chegar ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. E se tiver de chegar ao Executivo Federal, que chegue.

Este é um dos momentos históricos mais ricos da história recente da República brasileira, pois pode e deve passar o País a limpo, doa a quem doer.






* Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB


quarta-feira, 18 de abril de 2012

A QUE BANDIDOS SERVE A VEJA E QUE BANDIDOS A SERVE?



CARTA MAIOR



'VEJA': COMO TRABALHA; A QUEM SERVE

O dispositivo midiático demotucano tem martelado em tom de condenação sumária que a construtora Delta -- suspeita de ser uma espécie de caixa de compensação bancária do esquema Cachoeira/Demóstenes-- é a empresa com o maior volume de contratos junto ao PAC.



Esse traço evidenciaria, sugere o tom do noticiário, um comprometimento automático do governo e do PT com a quadrilha manejada por Cachoeira.



Mais de 80% das licitações vencidas pela Delta são de obras sob a responsabilidade do Dnit, o Depto Nacional de Infraestrutura de Transportes.



Dos R$ 862,4 milhões pagos à construtora em 2011, 90% vieram do órgão.



Nesta 3ª feira, uma pequena nota escondida num canto de página da Folha, baseada em escutas da PF mostra que:

a) o Dnit estava insatisfeito com a qualidade e irregularidades das obras tocadas pela Delta;

 b) desde 2010 o Dnit iniciou uma série de processos que poderiam levar a perdas de contratos pela construtora, ademais de submetê-la a investigações da PF e do Tribunal de Contas;

c) o agravamento dos atritos levou a Delta a acionar Cachoeira e seu grupo, que passaram a trabalhar pela queda do então diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, uma indicação do PR, o Partido Republicano;



d) em gravações feitas pela PF no primeiro semestre de 2011, Cachoeira diz a Claudio Abreu, diretor da Delta, que já estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista "Veja";



e) a presidente Dilma Rousseff pediu o afastamento de Pagot no dia 2 de junho, depois que 'denúncias' contra o Dnit foram publicadas pela 'Veja', envolvendo suposto esquema de propinas que beneficiariam o PR;



f) Pagot alegou inocência e resistiu até o dia 26 de julho, quando entregou a carta de demissão, em meio a uma crise que já havia derrubado toda a cúpula do ministério dos Transportes (incluindo o ministro) ligada ao PR ;



 g) o ex-presidente Lula tentou evitar sua queda, não por acreditar em querubins, mas preocupado com a rendição do governo ao denuncismo gerado por disputas entre quadrilhas consorciadas a órgãos de imprensa.



Lula estava certo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

BRASIL. PELA 1a VEZ NA HISTÓRIA, TEMOS NA PRESIDÊNCIA, QUEM ENTENDE DO RISCADO!

ESSA DILMA... 

O único meio de enfrentar o tsunami monetário

A Presidenta Dilma Rousseff tem dado um show nas suas relações internacionais. E está dando um show ainda maior na relação com os banqueiros internos. Pela primeira vez na história, um presidente da República que entende do riscado, contornando as ambigüidades de seu próprio Ministro da Fazenda, decidiu enfrentar a máfia bancária tocando no ponto essencial dos spreads exorbitantes, sem paralelo no mundo. O artigo é de J. Carlos de Assis.

Quando a presidenta Dilma acusa os bancos centrais dos EUA e da Europa de provocarem um tsunami monetário que afoga em dinheiro barato os países emergentes, o que ela tem em vista, no fundo, é o efeito cambial que isso causa, levando à valorização de nossa moeda, ao aumento de importações e queda de exportações, tendo por conseqüência última a expansão do desemprego. 

Ela está cheia de razão, portanto. Contudo, é uma ilusão achar que a solução para isso está na mudança da política monetária de EUA e da Europa. Está no nosso próprio quintal.
Tanto o presidente Obama como os líderes da área do euro se impuseram fortes restrições em matéria de política fiscal: Obama, com menos gosto (condicionado pelo Partido Republicano), e a Europa, sob o tacão alemão, francês e inglês, de extremo conservadorismo e ortodoxia fiscal. 

Portanto, se é para usarem a política macroeconômica para estimular a economia, só têm como alternativa a política monetária, que por sinal não é de governo (é dos BCs) e nem está direcionada para a retomada do crescimento, mas para a salvação do sistema financeiro.

Na medida em que os países industrializados avançados insistem na política de arrocho fiscal, com a única expectativa de aumentar as exportações, a desvalorização do câmbio se manterá como arma voltada contra o resto do mundo num esquema de protecionismo disfarçado pelo câmbio. 

Não adianta a Presidenta protestar contra isso. Ela tem que tomar medidas concretas para barrar o tsunami na fronteira de nosso quintal. Basicamente, tem que adotar controles de movimentos de capitais mais fortes que os adotados até aqui com o modesto aumento do IOF.

Isso não depende de banco central estrangeiro nem de outros governos. Está na órbita de nossa soberania. Até mesmo o FMI passou a admitir controles de capitais em situações excepcionais, e esta, indubitavelmente, é uma situação excepcional. Não é que seja necessário bloquear todo o dinheiro que tenta entrar. Basta bloquear o dinheiro especulativo. Ou adotar uma espécie de filtro para deixar passar apenas os recursos externos destinados a investimentos produtivos, que certamente ajudam na geração de emprego e renda internos.

Claro que a Bolsa sentirá um baque pois o dinheiro especulativo alimenta a valorização de ações no mercado. Contudo, deveremos hipotecar a saúde da economia brasileira ao conforto de meia dúzia de especuladores no mercado acionário? 

Há quanto tempo não se ouve falar sobre colocação primaria de ações em nosso mercado, no único momento em que a Bolsa efetivamente contribui para o financiamento de atividade produtiva? Também o acesso de dinheiro externo a aplicações em títulos de liquidez diária, sobretudo públicos, deve ser totalmente eliminado.

A Presidenta tem dado um show nas suas relações internacionais. E está dando um show ainda maior na relação com os banqueiros internos.

 Pela primeira vez na história, um presidente da República que entende do riscado, contornando as ambigüidades de seu próprio Ministro da Fazenda, decidiu enfrentar a máfia bancária tocando no ponto essencial dos spreads exorbitantes, sem paralelo no mundo.

 Isso nos anima a esperar medidas igualmente efetivas no campo das relações financeiras internacionais, no qual a questão do controle de capitais tornou-se simplesmente vital.

(*) Economista e professor, presidente do Intersul, autor, com o matemático Francisco Antonio Doria, do recém-lançado “O universo neoliberal em desencanto”, pela Civilização Brasileira. Esta coluna sai também no site Rumos do Brasil e, às terças, no jornal carioca Monitor Mercantil.


 

A PRESIDENTA DA ARGENTINA MOSTRA A QUE VEIO. A YPF, VOLTA PARA O CONTROLE ESTATAL.

CRISTINA DIZ NÃO AO CAPITAL TRANSNACIONAL. 

SAUL LEBLON NO BLOG DAS FRASES

Argentina diz basta à espoliação da Repsol

A Argentina nacionalizou 51% das ações YPF pertencentes à espanhola Repsol. A decisão soberana anunciada nesta 2ª veira pela presidenta Cristina Kirchner em rede nacional de rádio e televisão é uma resposta ao vampirismo que tem pautado a atuação do capital espanhol no setor. A Repsol detinha 57% da petroleira argentina privatizada em 1993 no proceso de desmonte do Estado argentino prtomovido pelo governo neoliberal de Carlos Menen. Em 2010 os investidores espanhóis extraíram um lucro de 1,4 bilhão de euros do subsolo argentino. A produção nacional de petróleo, porém, recuou quase 5,5%.

A Argentina foi a economia ocidental que mais cresceu na última década. Entre 2003 e 2010 o consumo argentino de petróleo e gás aumentaria respectivamente 38% e 25%. A oferta cairia no entanto 12% e 2,3%. A assimétrica evolução evidenciou o descompromisso do capital estrangeiro com o desenvolvimento do país. Os atritos entre o Estado e a Repsol se intensificaram. Em 2010, as importações de petróleo resultaram num déficit de US$ 3 bi na balança comercial argentina. Em 2011 a Argentina gastou US 11 bi com a conta petróleo. 





O país tem reservas para atender as suas necessidades. Encontra-se em solo argentino a 3ª maior reserva de gás de xisto do mundo: a Repsol, em que pesem os apelos da Casa Rosada, sempre ignorou essa fronteira de soberania energética. Agia em relação ao xisto como a Vale do Rio Doce agiu, durante a gestão do tucano Roger Agnelli, diante dos apelos de Lula para que a empresa investisse na prepdução siderúrgica acional.

Nos últimos três anos o governo Cristina fixou um imposto sobre exportações de petróleo, a exemplo do que fez com as commodities agrícolas. O objetivo era justamente reter no país os ganhos extras gerados pela especulação internacional com matérias-primas. No Brasil, esses ganhos extras eram repassados pela Vale aos acionionistas e festejados pela caixa de ressonância tucano-midopatica.

A Repsol não furou um único poço de petróleo na Argentina desde 2009. Na Espanha, o governo do direitista PP disse que vai reagir à 'expropriação'. Não demonstra a mesma e energia ante a ação predatória que o capital financeiro mundial exerce sobre a sociedade espanhola nesse momento: hoje, o cartel rentista global exigia da Espanha um ganho extra de cinco e meio pontos acima da rentabilidade dos títulos alemães para continuar financiando a austeridade suicida de Mariano Rajoy.

FMI E O "CHOQUE DE LONGEVIDADE". TAL QUAL O XOQUE DE JESTÃO DE MINAS E MITO DO DÉFICIT ZERO.

EU FERREI VOCÊ!


 A UDN VIA FHC E  AÉCIO, SEMPRE SEGUIRAM O COROLÁRIO ECONÔMICO DO FMI.

 DEU NO QUE DEU.

 FHC QUEBROU O BRASIL E O AÉCIO QUEBROU MINAS, COM O XOKI DE JESTÃO E O MITO DO DÉFICIT ZERO, MINAS TÁ PASSANDO O PIRES, ATÉ PROPAGANDA NA TV PREGANDO A REDUÇÃO DE SUA DÍVIDA COM O GOVERNO FEDERAL, O GOVERNADOR ANASTÁCIA TÁ FAZENDO.



 
FMI propõe gatilho para elevação
contínua da idade para aposentar
HORADOPOVO
Essa carcomida instituição, que sempre esteve contra qualquer gatilho automático para correção de perdas salariais, acabou de descobrir sua utilidade quando se trata de achacar os idosos

Enquanto no mundo inteiro multidões vão às ruas contra os aumentos nas idades mínimas para aposentadoria impostos nos pacotes de “ajustes”, o FMI veio a público recomendar a adoção em lei de gatilho para tornar automático esse aumento sempre que cresça a expectativa de vida da população de um país.

A medida foi apresentada durante a divulgação do quarto capítulo do Relatório do FMI sobre Estabilidade Financeira Global, que trata do “risco do aumento da longevidade” e que inclui a proposta de criação de novo mercado de derivativos para lidar com tal “risco”.

Embora o capítulo não cite expressamente a lei do gatilho, o vice-diretor da Divisão de Estabilidade Financeira do FMI, Erik Oppers, abriu o jogo e foi direto ao ponto: “Não basta aumentar a idade uma vez e ficamos por isso.

É um processo dinâmico: as pessoas continuam a viver mais, cada vez mais. Não se trata apenas de aumentar a idade uma vez, é preciso continuar aumentando”. “Isto pode ser um processo difícil do ponto de vista político, mas se houver uma regra que institua uma mudança automática proporcionalmente à longevidade, (os políticos) não teriam de revisitar o tema”, complementou.


DERIVATIVOS

Com os bancos empanturrados de derivativos podres tentando açambarcar a maior quantia possível de recursos públicos para se manterem à tona, a caça ao dinheiro da previdência se tornou um dos aspectos centrais das políticas de ajuste, especialmente, no momento, na Europa.

O que é feito através do corte propriamente dito das pensões – como já ocorreu na Grécia e Portugal -, do aumento da idade mínima para se aposentar – caso dos dois países e também a Espanha, Itália, França e Holanda -, e ainda do aumento do tempo de contribuição.

 A reação popular tem sido intensa, com grandes manifestações e greves gerais.

Assim, o FMI, que sempre foi contra qualquer gatilho automático para correção de perdas salariais, acabou de descobrir sua utilidade quando se trata de achacar os idosos.

O relatório ameaça ainda os países que não arrocharem os aposentados de “ficar sem dinheiro para pagar as aposentadorias” e nada diz sobre a fragilidade dos fundos de pensão privados nos países centrais, após a crise financeira de 2008, com suas ações que viraram pó. Só falta dizer que o problema é que os velhinhos estão insistindo em viver demais e pondo em risco a “estabilidade”.

Mas insinua.

O capítulo chega a fazer a previsão de que “se os indivíduos viverem três anos mais que o esperado os já grandes custos do envelhecimento poderiam aumentar em 50%, representando um custo adicional até 2050 [acumulado] de 50% do PIB de 2010 nas economias avançadas e 25% do PIB de 2010 nas economias emergentes”.

As despesas com a previdência, assevera o documento, “praticamente dobrariam” em 2050 em relação à proporção atual, chegando a 11,1% do PIB nos países ricos e 5,9% nos países em desenvolvimento.

E isso aconteceria com a expectativa de vida aos 60 – os anos que ainda vai se viver ao completar essa idade -, subindo para 26 anos em 2050, segundo a ONU, e para 22 anos nos países em desenvolvimento.

O capítulo também cria uma definição para “risco de longevidade”: “o risco de que a vida de indivíduos ou de uma população inteira exceda a expectativa”. Toda essa peroração é para esboçar um novo mercado de derivativos, o de “risco de longevidade”, com transações over-the-counter. “Buy-outs” e “buy-ins” de pensões, swaps e outros contratos de derivativos, esclarece o capítulo.

Ou seja, se os aposentados vão viver mais, o negócio é especular até que morram. Naturalmente os fundos de pensão em que os membros vivam mais sofreriam de “risco maior” e teriam de pagar um ágio maior.

Como em todo o bestialógico neoliberal, não poderia faltar o “choque de longevidade”.

 E tem.

Um quadro assinala que ‘o advento de drogas antiretrovirais para pessoas infectadas com HIV no meio dos anos 1990 criou um positivo choque de longevidade para os pacientes mas desfez as expectativas financeiras dos investidores de ‘viatical settlements’. Consulta à Investopedia permitiu esclarecer do que tratava tais “expectativas financeiras”.

O “viatical settlement” é um arranjo no qual uma pessoa em estado terminal vende a um escroque sua apólice de seguro de vida, recebendo menos que o valor de face.

“Se você investe em ‘viatical settlement você basicamente está especulando com a morte. Quanto mais a pessoa viver, menor o retorno. Esta é indubitavelmente um dos mais mórbidos investimentos que alguém pode comprar”.

ANTONIO PIMENTA