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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O GHOST WRITER DO AÉCIO A CADA DIA MAIS DOIDÃO. AINDA CONTINUA A FREQUENTAR AS BALADAS DO SENADOR CARIOCA

O SENADOR CARIOCA E SUA BRILHANTE CARREIRA... POLÍTICA.



Um aparte ao artigo "Carnaval", desta segunda (20/02, FSP)
O redator do “Aparte ao senador”, do Movimento Minas Sem Censura, jura que tentou achar no segundeiro artigo de Aécio Neves algo com que pudesse polemizar seriamente.

Se Leonel Brizola estivesse vivo, depois de ler o texto aeciano diria: impostura! Dupla impostura!

Primeiro, pelo estilo “Odorico Paraguassu” que marca o esforço literário do senador carioca, radicado eleitoralmente em Minas.

Ou de seu Ghost Writer. Segundo, por usar o nome de Darcy Ribeiro, como mote de suas baboseiras, impregnadas de uma pretensão literária de duvidoso gosto estético.
Vamos nos divertir primeiro, separando algumas de suas expressões rococós-wikipedia:

manto democrático da festa; asperezas do cotidiano; ritmo contagiante da irreverência; esses são dias que se descolam da realidade (piada pronta);

Darcy tinha o senso agudo da brasilidade e perscrutou, no Carnaval, a ambiguidade dos desiguais provisoriamente iguais (nossa!);

 hiato ecumênico; clamorosa consciência; desassistida (SIC) solidão dos mais pobres;

 nesses dias e noites em que o exercício de racionalidade abre alas para os adereços da paixão e da euforia (aiai);

 os nobres fictícios de tantas passarelas (eca); sua diversidade e sua irreverência tantas vezes crítica não entorpecem, não iludem (piada pronta); e dá-lhe besteirol.
Acreditem: em pouco mais de uma lauda jornalística coube esse monte de tolices fantasiadas de refinamento literário. Metáforas pobres, excessiva adjetivação, pouca substantivação.

Para uma Academia Brasileira de Letras pode até servir, depois que para lá foi Merval Pereira, o autor de trinta crônicas sobre Brasília.

“Darcy Ribeiro, antropólogo e educador, militante incondicional da vida e do humor”, segundo Aécio, tinha a consciência doída, em face das profundas desigualdades sociais do Brasil. Que dó. Militante incondicional da vida e do humor... .Que vacuidade!

Reduzir a esse "nada" a pujança intelectual, a rebeldia política e sua inequívoca admiração pela igualdade social estudada nas aldeias, por onde andou, é um acinte à sua memória.

 Ele não sofria apenas pela contemplação da desigualdade. Ele combatia a desigualdade. Darcy Ribeiro tinha lado. Sempre teve.

 Nunca foi o politico gelatinoso, em cima do muro, oportunista, argila, moldável aos discursos e circunstâncias que melhor lhe abririam caminhos para uma carreira sem sentido. Darcy, impossível separá-lo de Brizola, e com o citado Niemayer, tem em comum o discurso uníssono em reivindicar mais estado, mais poder público e menos neoliberalismo, como caminho concreto para diminuir e até mesmo erradicar a desigualdade social.

Na impossibilidade de citar autores neoliberais, para ilustrar seus textos, Aécio despe esses personagens de sua substância crítica e de esquerda.

 E os utiliza como quem dependura adereços carnavalescos, sem qualquer sentido, ainda que com a racionalidade própria de quem não quer apontar os motivos da desigualdade mencionada aleatoriamente no escrito.

Darcy está para Anísio Teixeira, assim como Aécio está para Anísio Santiago (o criador da famosa cachaça Havana). Nem tanto pela qualidade da “marvada” original. Mas pela grife em que esta se transformou.

O carnaval de Aécio nada tem a ver com o do povão. O dele é em camarotes, cercado de eruditas moças e regado a leite, frutas saudáveis, cerveja sem álcool, água mineral. Tudo isso elevado a menos um. Afinal, é carnaval.

FACULDADE FEDERAL DE MEDICINA E ODONTOLOGIA EM GOV. VALADARES SÃO GARANTIDAS. TORNOU-SE UM FATO CONCRETO POR AÇÃO DA PREFEITA ELIZA COSTA PT. GV. MG.



FOTOS DAS INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS DA FACULDADE FEDERAL DE MEDICINA E ODONTOLOGIA, CAMPUS GOV. VALADARES MG

A PREFEITA ELISA COSTA PT, GOV. VALADARES MG, A PREFEITA QUE TEM SUAS GRANDES REALIZAÇÕES EM BENEFÍCIO DO POVO  ESCONDIDAS PELO PIG DE VALADARES. PROPORCIONOU ATRAVÉS DE MUITO EMPENHO, A REALIZAÇÃO DO GRANDE SONHO DA JUVENTUDE VALADARENS: ESTUDAR MEDICINA E ODONTOLOGIA EM UMA FEDREAL EM GOV. VALADARES MG. ATRAVÉS DE INTERVENÇOES SUAS VEIO UM A EXTENSÃO DE UM CAMPUS DA UFJF PARA GOVERNADOR VALADRES.

OS JOVENS VALADRENSES FARÃO O VESTIBULAR NO MEIO DO ANO. É UM SONHO DE MUITAS DÉCADAS QUE SEMPRE FOI BOICOTADO PELA ELITE DE VALADARES, QUE CRIOU UMA UNIVERSIDADE PARTICULAR, REGIDA POR UMA FUNDAÇÃO QUE  TEM O NOME DE UM PILANTRA AMERICANO, CHAMADO PERCIVAL FAQHUAR.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO É ABANDONADA E ESQUECIDA PELOS QUE MANDAM NA IGREJA: A EXTREMA DIREITA.

Um dos expoentes da Teologia da Libertação, o ex-frei Leonardo Boff foi duas vezes punido por suas idéias.


A Teologia da Libertação completa em 2011 40 anos num completo processo de esquecimento pela igreja Católica. Criada a partir das mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II, de 1962, essa proposta teológica incorporou algumas categorias do marxismo e possibilitou o surgimento de Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs), a opção preferencial pelos pobres e um debate que incendiou católicos no mundo todo. Culminou com a proibição dela pelo cardeal Joseph Ratzinger, o hoje papa Bento XVI, que era prefeito da Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício) no pontificado de João Paulo II.

Um dos principais teólogos dessa vertente católica, o ex-frei brasileiro Leonardo Boff foi duas vezes punidos por Ratzinger com o“silêncio obsequioso” e ficou mais de dois anos sem poder dar entrevistas, fazer palestras ou publicar livros sobre Teologia da Libertação. Acuado, Boff deixou a batina e hoje está mais ligado a causas do meio ambiente. É de Leonardo Boff o livro “Igreja, Carisma e Poder” que deixou João Paulo II e o cardeal Ratzinger de batina em pé e deu início ao processo de renovação do episcopado brasileiro empreendido durante João Paulo e aprofundado agora.

Em Manaus, a Teologia da Libertação teve fôlego nos anos 80 a partir de seu epicentro no Centro de Estudos do Comportamento Humano (Cenesch), escola de nível superior mantida pela igreja Católica e que tinha um curso de Teologia e outro de Filosofia. Neste último, tanto Leonardo quanto o irmão dele, Clodóvis Boff, faziam parte do quadro de docentes.

A partir da ação do clero progressista ligado, a TL entrou nas pastorais sociais de Manaus e ai fez várias pequenas “revoluções”. A Pastoral Indigenista gestou o movimento pela demarcação das Terras Indígenas e na visita de João Paulo II ao Amazonas uma liderança indígena fez o discurso de recepção no Arcebispado.

A Pastoral Operária também estava eivada de conceitos da Teologia da Libertação. Ela foi particularmente importante e freqüente nas grandes greves dos anos 80 no Distrito Industrial, quando as condições de trabalho e o arrocho dos salários eram denunciados nacionalmente em movimentos que fechavam a então bola da Suframa.

Nenhuma pastoral ligada a TL foi tão ativa quanto a Pastoral da Terra. Religiosos como o padre Albano e a irmã Helena pregavam a necessidade do povo se organizar para ter acesso a terra e aí eles foram fortes nos processos de invasões que culminaram com a formação da maioria dos bairros de Manaus.

Protagonismo

A principal característica da Teologia da Libertação é considerar o pobre, não como um objeto de caridade, mas como sujeito de sua própria história e libertação. Por esssa razão, os teólogos dessa vertente propõem uma pastoral alicerçada nas comunidades eclesiais de base, nos movimentos sociais.




O QUE É A PÁSCOA? EX PASTOR AMERICANO LANÇA O DESAFIO AOS CRISTÃOS.


EX PASTOR DAN BARKER.

NÃO DEIXE NENHUMA PEDRA DESVIRADA UM DESAFIO DE
PÁSCOA PARA OS CRISTÃOS

desafio de páscoa para os Cristãos.

Meu desafio é simplesmente esse: diga-me o que aconteceu na Páscoa. Não estou
pedindo provas. Meu pedido franco é meramente que os Cristãos digam-me
exatamente o que aconteceu no dia em que a doutrina mais importante para eles
nasceu.
Os Crentes devem ansiosamente aceitar este desafio, já que sem ressurreição,
não há Cristianismo.

Paulo escreveu, "E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados." (1º Coríntios
15:14-15)
As condições do desafio são simples e justas. Em cada um dos quatro
Evangelhos, comece na manhã de Páscoa e leia até o fim do livro: Mateus 28,
Marcos 16, Lucas 24 e João 20-21. Leia também Atos 1:3-12 e a pequena versão de
Paulo da história em 1º Coríntios 15:3-8. Estes 165 versos podem ser lidos em
alguns momentos.

Então, sem omitir nenhum detalhe destes depoimentos separados,
escreva uma narrativa simples e cronológica dos eventos entre a ressurreição e a
ascensão: o que aconteceu por primeiro, por segundo, e assim por diante; quem
disse o que, e onde estas coisas aconteceram.

Já que os Evangelhos nem sempre dão as horas exatas do dia, é permitido dar
chutes educados. A narrativa não precisa tentar apresentar um quadro
perfeito--ela apenas precisa dar ao menos um relato plausível de todos os fatos.
Explicações adicionais da narrativa podem ser postos em parênteses.

A condição mais importante para o desafio, porém, é que nenhum detalhe bíblico
seja omitido.


Justo o suficiente?

Eu mesmo tentei este desafio. Eu falhei. Um ministro da Assembléia de Deus
com o qual eu estava debatendo alguns anos atrás em um show de rádio da Flórida
proclamou sonoramente no ar que ele iria me mandar uma narrativa em alguns dias.
Eu estou ainda esperando.

Depois do meu debate na Universidade de Wisconsin,
"Jesus de Nazaré: Messias ou Mito", um estudante graduado Luterano me disse que
aceitava o desafio e estaria me contatando em cerca de uma semana. Eu não recebi
nada dele.

Ambas estas pessoas, e outras, aceitaram que o pedido era justo e
crítico. Talvez eles leiam devagar.
Muitas estórias bíblicas são relatadas apenas uma ou duas vezes, e por isso
são difíceis de confirmar.

O autor de Mateus, por exemplo, foi o único a
mencionar que na crucificação pessoas mortas emergiram dos túmulos de Jerusalém,
caminhando por aí se mostrando para os outros--um evento fantástico que
dificilmente poderia escapar dos relatos do outros escritores dos Evangelhos, e
outros historiadores do período.

Mas mesmo que o silêncio dos outros possa
enfraquecer a veracidade da estória, não a desmente. A refutação vem com
contradições.
Thomas Paine atacou este assunto duzentos anos atrás em A Idade da
controvérsia, sobre dezenas de discrepâncias do Novo Testamento:

"Eu deixo isto em uma posição que não pode ser controvertida," ele
escreveu, "primeiro, que a concordância entre todas as partes da história não prova que a estória é verdadeira, por que as partes podem concordar e o conjunto pode ser falso; segundo, que a não-concordância das partes da estória prova que o conjunto não pode ser verdadeiro."

Já que a Páscoa é contada por cinco escritores diferentes, isto dá uma das melhores chances para confirmar ou refutar o relato. Os Cristãos devem ficar felizes com a oportunidade.
Um dos primeiros problemas que achei está em Mateus 28:2, depois que duas mulheres chegam na sepultura: "E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela.

" (Vamos ignorar o fato que nenhum outro escritor mencionou este "grande terremoto.") Esta estória diz que a pedra foi removida depois que as mulheres chegaram, na presença delas.
Já o Evangelho de Marcos diz que isto aconteceu antes da chegada das mulheres: "E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava revolvida."
Lucas escreve: "E acharam a pedra revolvida do sepulcro." João concorda. Sem terremoto, sem pedra rolando. É três votos contra um: Mateus perde. (Ou então os outros três estão errados.) O evento não pode ter acontecido antes e depois que elas chegaram.
Alguns defensores da bíblia afirmam que Mateus 28:2 foi planejado para ser entendido no passado perfeito, mostrando o que aconteceu antes que as mulheres chegassem. Mas todas a passagem está no tempo aorístico (passado), e ele é, em contesto, como um simples relato cronológico. Mateus 28:2 começa,"E eis que houvera" e não "E houve".

Se este verso pode ser embaralhado tão facilmente, então o que nos impede de botar a enchente antes da arca, ou a crucificação antes da natividade?
Outro problema berrante é o fato que em Mateus a primeira aparição de Jesus pós-ressurreição para os discípulos aconteceu em uma montanha na Galiléia (não em Jerusalém, como a maioria dos Cristãos acredita), como predito pelo anjo sentado na pedra recém-movida: "e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis.

" Isto deve ter sido de suprema importância, já que esta era a mensagem de Deus através do(s) anjo(s) na sepultura. Jesus até predisse isto seis horas antes, durante a Última Ceia (Mateus 26:32)
Depois de receber esta mensagem angelical, "Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara.

Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram." (Mateus 28:16-17) Lendo isto literalmente, e em contexto, é claro que Mateus intente que esta seja a primeira aparição. Se Jesus tivesse sido visto antes disso, porque alguns duvidariam?
Marcos concorda com o relato de Mateus sobre a mensagem dos anjos sobre Galiléia, mas conta uma estória diferente sobre a primeira aparição.

Lucas e João relatam mensagens diferentes dos anjos e então contradizem radicalmente Mateus. Lucas mostra a primeira aparição na estrada para Emaús e então em uma sala em Jerusalém. João diz que isto aconteceu mais tarde, naquela noite em uma sala, menos Tomé.

Estas mensagens angelicais, localizações e viagens durante o dia são impossíveis de reconciliar.
Os crentes algumas vezes usam a analogia de cinco homens cegos examinando um elefante, todos vindo com uma definição diferente: tronco de uma árvore (perna), corda (cauda), mangueira (tromba), muro (lado) e pano (orelha).

Pessoas que usam este argumento esquecem que cada um dos homens cegos estava errado: um elefante não é uma corda ou uma árvore. Você pode por as cinco partes juntas e chegar a um agregado não-contraditório do animal inteiro. Isto não foi feito com a ressurreição.
Outra analogia usada algumas vezes pelos defensores da fé é comparar as contradições da ressurreição com relatos de testemunhas de um acidente de carro. Se uma testemunha disse que o veículo era verde e a outra disse que era azul, isto pode ser explicado por ângulos diferentes, luminosidade, percepção, ou outras definições. A coisa importante, eles afirmam, é que eles concordam no básico da estória--houve um acidente, houve uma ressurreição.
Não sou um fundamentalista literal. Não estou querendo que os evangélicos tenham sido testemunhas infalíveis. (De qualquer maneira, nenhum deles afirma ter estado no sepulcro.) Mas e se uma pessoa disser que o acidente aconteceu em Chicago e a outra disse que aconteceu em Milwalkee? Ao menos uma dessas testemunhas tem sérios problemas com a verdade.
Lucas diz que a aparição pós-ressurreição aconteceu em Jerusalém, mas Mateus diz que ela aconteceu na Galiléia, entre sessenta e cem milhas de distância! Será que eles poderiam ter viajado 150 milhas naquele dia, a pé, marchando até Galiléia para a primeira aparição e depois voltar a Jerusalém para a janta?

Não há menção de cavalos, mas doze puros-sangues bem tratados correndo a uma velocidade perigosa, a mesma que o corvo voa, iriam precisar de cerca de cinco horas para a viagem, sem descansar. E durante este cenário excêntrico, poderia Jesus ter achado tempo para um passeio para Emaús, aceitando, "perto da noite" um convite para jantar? Tem alguma coisa está errada aqui.
Este é apenas a ponta do iceberg. Claro, nenhuma destas contradições prova que a ressurreição não aconteceu, mas elas criam uma dúvida considerável na confiabilidade das supostas testemunhas. Algumas delas estavam erradas. Talvez todas elas estivessem erradas.
Este desafio poderia ser mais difícil. Eu poderia pedir porque relatos de seres sobrenaturais, desaparecendo e materializando-se do nada, defuntos mortos há muito tempo voltando à vida e pessoas levitando devem ser considerados seriamente. Thomas Paine foi um dos primeiros a apontar que afirmações excessivas requerem provas excessivas.
Protestantes e Católicos não parecem ter problemas em aplicar um ceticismo saudável sobre os milagres do Islã, ou à visita "histórica" entre Joseph Smith e o anjo Moroni.

Por que os Cristãos devem tratar suas afirmações exorbitantes de modo diferente? Por que alguém que não estava lá é mais ávido em acreditar do que Tomé, que viveu durante aquele tempo, ou os outros discípulos que disseram que as notícias das mulheres sobre o sepulcro "pareceram-lhes como um delírio as palavras das mulheres e não lhes deram crédito." (Lucas 24:11)?
Paine também mostra que tudo na bíblia são rumores. Por exemplo, a mensagem no sepulcro (se é que realmente aconteceu) tomou este caminho, no mínimo, antes de chegar aos seus olhos: Deus, anjo(s), Maria, discípulos, autores dos Evangelhos, transcritores, tradutores. (Os Evangelhos são todos anônimos e nós não temos versões originais.)
Mas as primeiras coisas antes: Cristãos, ou vocês me dizem exatamente o que aconteceu no Domingo de Páscoa, ou vamos apenas deixar o mito de Jesus enterrado perto de Eastre (Ishtar, Astarte), a Deusa da Primavera pagã através da qual o seu dia-santo foi nomeado.
***
Aqui estão algumas das discrepâncias sobre os relatos da ressurreição:
A que horas as mulheres visitaram o sepulcro?
  • Mateus: "quando já despontava o primeiro dia da semana" (28:1)
  • Marcos: "ao levantar do sol" (16:2)
  • Lucas: "bem de madrugada" (24:1)
  • João: "sendo ainda escuro" (20:1)
Quem eram as mulheres?
  • Mateus: Maria Madalena e a outra Maria (28:1)
  • Marcos: Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago, e Salomé (16:1)
  • Lucas: Maria Madalena, e Joana, e Maria mãe de Tiago; também as outras. (24:10)
  • João: Maria Madalena (20:1)
Qual era seu propósito?
  • Mateus: Ver o sepulcro (28:1)
  • Marcos: Já tinham visto o sepulcro (15:47), trouxeram especiarias (16:1)
  • Lucas: Já tinham visto o sepulcro (23:55), trouxeram especiarias (24:1)
  • João: O corpo já tinha sido tratado antes delas chegar. (19:39,40)
O sepulcro estava aberto quando chegaram?
  • Mateus: Não (28:2)
  • Marcos: Sim (16:4)
  • Lucas: Sim (24:2)
  • João: Sim (20:1)
Quem estava no sepulcro quando chegaram?
  • Mateus: Um anjo (28:2-7)
  • Marcos: Um homem jovem (16:5)
  • Lucas: Dois homens (24:4)
  • João: Dois anjos (20:12)
Onde esses mensageiros estavam?
  • Mateus: Anjo sentado na pedra (28:2)
  • Marcos: Homem jovem sentado dentro, na direita (16:5)
  • Lucas: Dois homens de pé, dentro (24:4)
  • João: Dois anjos sentando em cada canto da cama (20:12)
O que o(s) mensageiro(s) disse(ram)?
  • Mateus: "Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que vo-lo tenho dito." (28:5-7)
  • Marcos: "Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse." (16:6-7)
  • Lucas: "Por que buscais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressurja." (24:5-7)
  • João: "Mulher, por que choras?" (20:13)
As mulheres contaram o que aconteceu?
  • Mateus: Sim (28:8)
  • Marcos: Não. "e não disseram nada a ninguém, porque temiam." (16:8)
  • Lucas: Sim. "anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais." (24:9,22-24)
  • João: Sim (20:18)
Quando Maria retornou do sepulcro, ela sabia que Jesus tinha ressuscitado?
  • Mateus: Sim (28:7-8)
  • Marcos: Sim (16:10,11)
  • Lucas: Sim (24:6-9,23)
  • João: Não (20:2)
Quando Maria viu Jesus pela primeira vez?
  • Mateus: Antes que ela retornasse aos discípulos (28:9)
  • Marcos: Antes dela retornar aos discípulos (16:9,10)
  • João: Depois dela retornar aos discípulos (20:2,14)
Jesus podia ser tocado depois da ressurreição?
  • Mateus: Sim (28:9)
  • João: Não (20:17), Sim (20:27)
Depois das mulheres, para quem Jesus apareceu primeiro?
  • Mateus: Onde discípulos (28:16)
  • Marcos: Dois discípulos no campo, depois para os onze (16:12,14)
  • Lucas: Dos discípulos em Emaús, depois para os onze (24:13,36)
  • João: Dez discípulos (Judas e Tomé estavam ausentes) (20:19,24)
  • Paulo: Primeiro a Cefas (Pedro), depois aos onze. (Onze? Judas estava morto). (1º Corintios 15:5)
Onde Jesus apareceu primeiro para os discípulos?
  • Mateus: Em uma montanha na Galiléia (a 60-100 milhas de distância) (28:16-17)
  • Marcos: Para dois no campo, para os onze ?reclinados à mesa? (16:12,14)
  • Lucas: Em Emaús (a cerca de sete milhas) à noite, para o resto em uma sala em Jerusalém mais tarde nessa noite. (24:31,36)
  • João: Em uma sala, à noite (20:19)
Os discípulos acreditaram nos dois homens?
  • Marcos: Não (16:13)
  • Lucas: Sim (24-34--é o grupo falando aqui, não os dois)
O que aconteceu na aparição?
  • Mateus: Discípulos rezam, alguns duvidam, disse "Vão pregar." (28:17-20)
  • Marcos: Jesus os repreendeu, disse "Vão pregar." (16:14-19)
  • Lucas: Cristo incógnito, desaparecimento, materializou-se do nada, reprimenda, janta (24:13-51)
  • João: Passed through solid door, disciples happy, Jesus blesses them, no reprimand (21:19-23)
Jesus ficou por um tempo na Terra?
  • Marcos: Não (16:19) Comparar 16:14 com João 20:19 para mostrar que tudo foi feito no Domingo
  • Lucas: Não (24:50-52) Tudo aconteceu no Domingo
  • João: Sim, ao menos oito dias (20:26, 21:1-22)
  • Atos: Sim, ao menos quarenta dias (1:3)
Onde aconteceu a ascensão?
  • Mateus: Sem ascensão. O livro termina na montanha na Galiléia
  • Marcos: Em ou perto de Jerusalém, depois da janta (16:19)
  • Lucas: Em Betânia, bem perto de Jerusalém, depois da janta (24:50-51)
  • João: Sem ascensão
  • Paulo: Sem ascensão
  • Atos: Ascendeu do Monte das Oliveiras (1:9-12)