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sábado, 24 de setembro de 2011

CPMF. O PORQUE DA EXTINÇÃO. O CASTIGO VEIO A CAVALO, TODOS QUE FORAM CONTRA PERDERAM AS ELEIÇÕES, COM EXCESSÃO DO LANÇADOR DA CANDIDATURA DE DILMA, AGRIPINO MAIA.

CPMF. GOLPISTAS COMEMORAM A RETIRADA DE 40 BILHÕES DA SAÚDE.

UM RIO SUBTERRÂNEO
 
Nos anos 90 o setor financeiro detinha 10% do lucro norte-americano; hoje essa fatia é da ordem de 40%. Num mundo cujo PIB oscila em torno de US$ 60 trilhões, os ativos financeiros somam US$ 600 trilhões.

Quanto rendem em recursos fiscais? A julgar pelo exemplo brasileiro, pouco.

 Cruzamentos de dados da Receita Federal demonstraram que dos 100 maiores contribuintes da extinta CPMF, 62 nunca tinham recolhido imposto.

 O roubo recente de 170 cofres particulares no banco Itáu em São Paulo, reafirma o calibre da sonegação.

Apenas 3 donos dos mini-caixas 2 compareceram para registrar o tradicional B.O.

 Muitos contrataran detetives particulares na tentativa de reaver a fortuna sem ter que dar explicações à Receita.

 Sob sigilo do nome, um dos afanados revelou à Folha que guardava apenas algumas pedras de diamante no cofre: tres milhões de reais. Há, portanto, um rio subterrâneo de fastígio plutocrático que transita por debaixo da crise.

Quem se dispõe a trazer um pedaço dele à superfície na forma de receitas fiscais indispensáveis à superação dos desafios, incertezas e carências desse momento?

CARTA MAIOR 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ANAST(AZIA) É UM CÃO DE GUARDA DOS RENTISTAS E NEOLIBERAIS. TODO O CONSÓRCIO UDN/PSDB/DEMO/PPS É. O QUE QUER ANAST)AZIA)?

UMA ESPÉCIE DE FAZ TUDOS DOS NEOLIBERAIS. QUE A SAÚDE PÚBLICA MELHORE, DESDE QUE NÃO  USE O $$$$ DOS RICOS.

A SAÚDE E OS GUARDA-COFRES DA PLUTOCRIA.

"

 Então, não podemos cogitar a criação de novos tributos fora do contexto de uma ampla reforma tributária" (Antonio Anastasia; governador tucano de MG; Globo, 07-09). O que o governador tucano de Minas Gerais está dizendo, afinal? O de sempre.

Ou seja, aquilo que é prioridade de interesse público tem que ser resolvido por alguma fórmula mágica que não afete a ganancia privada do dinheiro que ele representa e o serve. O caixa do governo brasileiro foi expropriado em R$ 40 bi por ano com a extinção da CPMF em dezembro de 2007, em meio a uma intensa campanha nesse mesmo tom pastoso.

Sim, nem todo o valor arrecadado ía para a saúde pública: uma parte era desviada criminosamente ao bolso dos endinheirados, na forma de superávit para pagar juros da dívida pública. Mas a perda afetou gravemente um arcabouço que já era precário: o investimento per capita em saúde pública no Brasil é entre sete a 10 vezes inferior ao dos países desenvolvidos.

 O que isso significa na vida de pessoas que esperam na fila, anos, por uma cirurgia, ou meses, por uma mamografia que pode representar a diferença entre um câncer ou a sua prevenção? Significa a morte.

Os bancos brasileiros tiveram um lucro de R$ 55 bilhões em 2010 (lucro declarado, bem entendido). É quase o dobro do valor adicional que o SUS precisa para ampliar e qualificar um atendimento heroico que hoje inclui 11 milhões de internações por ano, 3 milhões de partos, 400 milhões de consultas, ademais de cirurgias de hérnia a transplante de fígado.

Mas não. O Brasil não pode ‘de forma alguma', veta o tucano mineiro, elevar 'a carga insuportável'. Os assalariados brasileiros pagam uma carga 4,5 vezes maior que a dos bancos à Receita. A proposta do governo de se criar uma Contribuição Social para a Saúde, discutida desde 2008 --mas hoje defendida com coragem apenas pelo governador Jacques Wagner, da Bahia-- tem o mérito de suprir o buraco da CPMF com vantagens que evitam desvios e fragilidades: a CSS será permanente, eliminando-se o risco periódico de um ataque conservador; sua receita será exclusiva da saúde e a alíquota menor; em vez de 0,38% , algo como 0,27% com isenção para quem possui renda mensal inferior a R$ 3.000,00.

O que é melhor para a saúde pública, isso ou a pastosa lógica dos guarda-cofres da plutocracia?

CARTA MAIOR
Defendo que a Saúde, como prioridade de Estado, tem que ter um financiamento específico e completamente diferenciado. No entanto, isso não pode representar, de forma alguma, o aumento da carga tributária, que já está num nível insuportável.