Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador CASAS HIPOTECADAS NOS ESTADOS UNIDOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CASAS HIPOTECADAS NOS ESTADOS UNIDOS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

GOVERNO TERRORISTA DOS ESTADOS UNIDOS SEGUE FAZENDO O QUE MAIS GOSTA DE FAZER FORA DO SEU TERRITÓRIO: MATAR CIVIS INOCENTES E CRIANÇAS.

NAVE NÃO TRIPULADA AMERICANA USADA PARA ASSASSSINAR CRIANÇAS.

Ataques aéreos da CIA no Paquistão matam crianças

 

Números de mortes civis mostram que mísseis de aviões não tripulados da CIA no Paquistão causam vítimas inocentes, crime não reconhecido pelo governo dos EUA. Segundo organização inglesa de jornalismo investigativo, crianças constituem pelo menos 44% dos civis mortos nos sete anos de ataques aéreos não tripulados executados pelos Estados Unidos em áreas tribais do Paquistão.

DA CARTA MAIOR:
Crianças são pelo menos 44% dos civis mortos nos sete anos de ataques aéreos não tripulados da inteligência estadunidense, a CIA, nas áreas tribais do Paquistão.

A informação, que soma os números de fatalidades levantados através de relatos confiáveis, foi publicada pelo The Bureau of Investigative Journalism (TBIJ), organização inglesa de jornalismo investigativo parceira da brasileira Pública. Destes relatos reunidos, 168 crianças estão entre os 385 civis mortos nos voos que vitimaram de 2.309 a 2.880 pessoas. Ataque a civis é caracterizado pelo Protocolo Adicional I, de 1977, da Convenção de Genebra, como crime de guerra.

Os números variam de acordo com o levantamento das diferentes instituições, mas todos demonstram que a guerra ao terror atinge inocentes. O instituto americano de políticas públicas e pesquisa The New American Foundation afirma, numa apuração feita pela mídia, que mais de 2.500 pessoas foram mortas, 80% militantes, o que resultaria em 500 fatalidades. Em 2009, porém, Daniel Byman, da organização Brookings Institution, calculou que, para cada militante, por volta de 10 civis foram atingidos.

Os aviões não tripulados, chamados em inglês de drone, são uma tecnologia inicialmente criada para evitar a morte de pilotos. Somente os Estados Unidos e Israel já o usaram em ataques. Cada vez mais comum na guerra contra o terror, o piloto controla o voo e os ataques via mísseis remotamente, numa base americana com um vídeo da aeronave. O Predator, um dos mais usados, é o mesmo que a OTAN enviou para a Líbia. “Qualquer coisa que desumaniza o processo, torna mais fácil puxar o gatilho”, afirmou Tom Parker, diretor de política para antiterrorismo e direitos humanos da Anistia Internacional, em 2009 ao jornal The New York Times.

Inocentes atingidos
São casos como os vizinhos de militantes de grupos antiamericanos, como Taliban e Al-Qaeda, atingidos por mísseis que erraram o alvo, ou pessoas que estavam no mesmo ambiente. Em 30 de outubro de 2006, por exemplo, uma investida numa escola religiosa em Bajaur matou 69 crianças – a mais nova de 7 – entre 80 civis. O alvo era o diretor, provável militante.

De acordo com o jornal The Sunday Times, alegou-se que o local treinava homens-bomba e o governo paquistanês assumiu os mísseis. “Nós achamos que seria menos prejudicial se disséssemos que o fizemos ao invés dos Estados Unidos”, teria dito um assessor do então presidente, Pervez Musharraf, à publicação. “Mas houve muitos danos colaterais e pedimos aos americanos que não façam isso de novo.” O governo paquistanês, na época, confirmou que era um espaço de treinamento e que todos eram maiores de idade. Mas um jornal do país, o The News, publicou nomes, famílias e idades, provando as mortes de menores.

A porta-voz da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para o sul da Ásia, Sarah Crowe, comentou em entrevista ao TBIJ: “Até mesmo a morte de uma criança por ataques não tripulados ou homens-bomba já é demais. As crianças não tem lugar na guerra e todas as partes devem fazer o máximo para protegê-las de ataques violentos em todos os momentos”.

Mais de um terço dos ataques durante o governo do ex-presidente americano George W. Bush resultaram em mortes de crianças, já com o atual Barack Obama o cenário mudou um pouco. Em junho deste ano, o assistente de Obama para segurança interna e antiterrorismo, John Brennan, afirmou em palestra que “uma das coisas que o presidente tem insistido é que somos excepcionalmente precisos e cirúrgicos quanto à abordagem da ameaça terrorista. Nós não tomamos medidas que coloquem em risco estes homens, mulheres e crianças inocentes”. Desde a morte de Osama Bin Laden, antigo líder da Al-Qaeda, na cidade paquistanesa Abbottabad, em maio deste ano, os ataques de aviões não tripulados têm aumentado.

Números mostram que o governo Obama está se esforçando para evitar as mortes, que diminuíram desde setembro de 2010. Mas, ao contrário das alegações de zero mortes, desde agosto de 2010 dos 116 ataques secretos há, no mínimo, dez em que morreram 45 civis, levantou o TBIJ.

Em 30 de julho a The Economist publicou que uma operação em março vitimou participantes de uma reunião sobre a disputa de uma mina. De acordo com a revista, 12 talibans e 40 civis teriam sido mortos. Em abril, a New York Times divulgou que um bombardeio na época matou cinco crianças e quatro mulheres entre os 23 alegados militantes. O jornal destacou que no dia anterior o presidente do Joint Chiefs of Staff, grupo de líderes militares americanos, Mike Mullen, se encontrou com o chefe militar paquistanês, general Ashfaq Kayani, e pediu que ele combatesse mais os militantes na região de Waziristan do Norte.

Apoio paquistanês
O New York Times, em 2009, também afirmou que o governo paquistanês ajudou os Estados Unidos e pediu que os americanos dividissem a tecnologia com eles, enquanto publicamente ainda anunciava condenar os ataques. No mesmo ano, os jornais The Times e The Wall Street Journal publicaram que o Paquistão, inclusive, permitia que a CIA usasse uma base aérea em Shamsi.

Em maio, documentos oficiais publicados pelo Wikileaks afirmaram que o chefe do exército, o general Ashfaq Kayani, não só concordou com os ataques como pediu ao comandante do Comando Centrar dos Estados Unidos, William J. Fallon, continuidade e maior vigilância de algumas áreas. Os documentos afirmam que nenhum acordo foi estabelecido.

Crime de guerra?
A organização britânica pró-direitos humanos Reprieve afirma que o número de vítimas inocentes seriam 730. As informações são obtidas através de um advogado paquistanês representante das famílias atingidas, Mirza Shahzad Akbar. O grupo levanto o questionamento: a CIA conduz uma guerra não declarada e ilegal, afetando civis?

Gabriel Valladares, assessor jurídico do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para a região do Cone Sul da América Latina, explica que ataques indiscriminados são crimes de guerra. “De acordo com o DIH [Direito Internacional Humanitário, que vale quando há conflitos armados], estes ataques [indiscriminados] são os que afetam indistintamente objetivos militares, pessoas civis e bens de caráter civil.”

Ele explica que, de acordo com o artigo 51º do Protocolo Adicional I de 1977 da Convenção de Genebra, tratado internacional que regula o DIH, ataques indiscriminados são aqueles que não são dirigidos contra um objetivo militar determinado, utilizam métodos que impossibilitam um foco determinado ou cujos efeitos não podem ser limitados. Bombardeios em regiões com concentrações civis são um exemplo.

Mas, antes de julgar, é preciso pesquisar a fundo, alerta Valladares. “Cada caso que acontece no conflito armado deve ser analisado em si mesmo com a maior [quantidade de] informação possível para determinar se o ataque escolhido foi conforme as regras do DIH ou não”, diz. “No caso de um ataque de uma nave não tripulada for um ataque indiscriminado, ou ao menos causar perdas e danos que seriam excessivos com relação à vantagem militar concreta e direta prevista, então estaríamos frente a uma possível infração grave do DIH , conhecida também como crime de guerra.”

Sobre os ataques aéreos e este balanço entre os objetivos militares e as casualidades civis, Valladares relembra a polêmica dos bombardeios da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra a rádio e pontes de Belgrado no conflito por Kosovo, em 1999, matando e ferindo vários civis. As acusações foram levadas ao Tribunal Penal Internacional, que analisou a proporcionalidade entre os objetivos militares das ações e as perdas civis, mas não chegou à uma conclusão e considerou que não julgaria o caso porque, durante os conflitos, a Iugoslávia não era membro da ONU (Organização das Nações
Unidas).

domingo, 24 de julho de 2011

BANQUEIROS DOS ESTADOS UNIDOS, SÃO UMA CORJA DE FRAUDADORES, LADRÕES, LARÁPIOS, A IMPRENSA BRASILEIRA COM COMPLEXO DE VIRA LATAS NÃO REPERCUTE. ISTO NÃO SAI NA SUA TELINHA!

DO BLOG DO ARGEMIRO FERREIRA:

http://argemiroferreira.wordpress.com/

CORJA! E DIZEM QUE O BRASILEIRO É  QUE DÁ "JEITINHO" EM TUDO.

Fraude e falsificação, receita dos bancos nos EUA:

No domingo passado o jornalista Scott Pelley (foto abaixo, à direita) expôs no “60 Minutes” da rede CBS a questão crucial que passou a retardar a onda de retomadas em massa de casas.

 Scott Pelley 

Para comprá-las as pessoas tinham sido obrigadas pelos bancos a apresentar papelada rigorosamente em dia.

Os bancos, no entanto, não cuidaram de sua própria papelada. Por causa do descuido são agora dezenas de milhares os casos de bancos e financeiras incapazes de localizar os documentos que provem estarem legalmente habilatados a retomar imóveis dos inadimplentes.

Ficou difícil saber quem é de fato dono de cada casa. A culpa pelo pesadelo, segundo Pelley, é a invenção em Wall Street, ainda sob a fúria desregulamentadora, dos investimentos garantidos por hipotecas – ou, na língua deles, mortgage-backed securities. Os mesmos “investimentos exóticos” que desencadearam o colapso financeiro nos EUA e continuam a criar problemas.

Também ouvida domingo passado, no final de “60 Minutes”, a própria presidente da reguladora bancária FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), Sheila Bair, foi enfática. Chamou a situação atual de “pervasive” – expressão que qualifica a influência nociva e perversa disseminada largamente pelos bancos.

Já atolados na lambança de fraudes e ilegalidade, os bancos ainda tropeçaram nos detalhes escabrosos devassados na reportagem da CBS. As revelações devem-se a personagem singular, Lynn E. Szymoniak. Enquanto tentava salvar a própria casa, ela fez descobertas. Wall Street usava computadores modernos para produzir a desastrosa securitização garantida por hipotecas, segundo Szymoniac, mas esqueceu de preservar documentos em papel, talvez temendo que retardassem o ritmo frenético de seus lucros.

 Lynn E. Szymoniak.
Ao levar Szymoniac (foto acima) ao tribunal como inadimplente, o banco credor dela teve de alegar perda dos papéis. Mais de um ano depois, misteriosamente, disse tê-los reencontrado. Não sabia que a moça, além de advogada, era investigadora de fraudes e especialista em documentos forjados (até treinara agentes do FBI). No exame dos papéis afinal apresentados pelo banco, Szymoniak achou primeiro uma discrepância de data: a compra da hipoteca pelo banco (17/10/2008) era posterior ao início do processo de retomada pelo banco (julho de 2008). Ou seja, quando o banco começou a ação de retomada não era dono da hipoteca.

Parecia sem sentido mas o que veio depois foi ainda mais estranho. Numa pesquisa online em 10 mil hipotecas, Szymoniak passou a devassar a orgia de fraudes bancárias. Havia milhares de documentos forjados.

Grande número deles levava a assinatura de uma certa Linda Green como vice-presidente do banco. Green, que nunca na vida trabalhara em banco, assinava ao mesmo tempo como vice-presidente de 20 bancos.
Para Szymoniak as fraudes só podiam ser intencionais: na prática, ao encurtar caminhos e empacotar hipotecas em securities, Wall Street recorria a atalhos. Securities eram negociados e passavam de mão em mão, de investidor a investidor. E com a inadimplência de compradores, os bancos precisavam, para retomar os imóveis, exibir documentos que provassem a propriedade.

 “Mostre a prova de que é dono” passou a ser a resposta automática ao ataque dos bancos.
A dificuldade tornou-se então impossibilidade. Incapazes de provar a condição de donos das hipotecas, o que passaram a fazer bancos e financeiras? Optaram pela fraude múltipla e explícita. Um conjunto de procedimentos ilegais destinados a “fabricar” provas foi criado em seguida para, com elas, fundamentar-se a retomada de casas.
A pesquisa de Szymoniak aprofundou-se num caso específico – o da singular Linda Green (foto ao lado), que assinava como vice-presidente sem saber coisa alguma de banco. Localizada pela equipe da CBS, ela reconheceu: assinara milhares daqueles papéis. Admitiu ainda que muitas outras pessoas também contratadas assinavam o nome dela.

E que qualidades especiais tinha para  ter sido escolhida? Morava na Georgia e tinha um nome curto, fácil e rápido para soletrar e escrever.


O empregador dela era a companhia DOCX, da Georgia, subsidiária da LPS, de US$2 bilhões, especializada em prestar serviços jurídicos a bancos provedores de hipoteca. Somente em 2009, devido à enxurrada de processos, a LPS resolveria fechar a DOCX, na esperança de assim por fim ao problema.

Mas o estrago estava feito. Os bancos acharam ter se livrado do problema, transferindo-o para pessoas singelas e ingênuas como Green, sem consciência do que fizera a serviço deles.


A investigação de Szymoniak comprovou ainda que mais pessoas também assinavam, mesmo com letras bem diferentes, o nome de Green. A CBS chegou a elas. Muitas eram, na época em que tiveram o emprego, meras estudantes de escola secundária. Recebiam para passar horas no escritório forjando a assinatura “Linda Green”.


O jovem Cris Pendly (foto abaixo) era uma dessas pessoas. Ele explicou à equipe da CBS como fazia:  não tinha experiência bancária, só o que se exigia dele era velocidade para assinar o nome de Green o máximo de vezes possível. “Eles me garantiram antes que aquilo era estritamente legal”, disse.

“Só teria de pegar a caneta e começar”.
Em torno da mesma mesa dele trabalhavam ao todo 20 pessoas, todas dedicadas a igual tarefa da falsificação. Pendly chegava a fazer cinco mil assinaturas num mês.


Havia ainda notários, para atestar a identidade das pessoas e a autoria das assinaturas. Uma das que tinham o papel de notário explicou à CBS: “Antes eu não sabia, hoje sei. Era falso o que eu atestava como verdadeiro”. Mas os documentos resultantes da fraude foram usados. Com base neles tomavam-se imóveis com pagamentos em atraso.


“Foi prática rotineira nos últimos três anos”, contou na TV um especialista familiarizado com os procedimentos. Inundaram-se tribunais com papéis fraudados a serviço dos bancos. Algumas vezes sequer constava o nome de quem perdera a casa. Para o banco, mera irrelevância. Mas nos textos, hoje motivo de chacotas, faziam-se piadas de mau gosto, substituiam-se nomes por zombarias, etc.


Penldey revelou, envergonhado, que sua remuneração não passava de US$10 por hora de trabalho. Bem humorado e minucioso no relato franco da ação fraudulenta, contou ainda como certa vez fizera comentário jocoso com os colegas da mesa: “Temo que um dia acabemos todos numa reportagem do ‘60 Minutes’”.


Milhares de famílias que perderam as casas devido a tais fraudes não acham graça. Elas se organizam hoje em associações espalhadas pelos EUA. Nos dias atuais, toda pessoa que se torna alvo de foreclosure (retomada judicial) exi
ge imediatamente do banco que mostre prova de propriedade. Com isso, muitas famílias ainda permanecem em suas casas.

Para a presidente da FDIC, Shirley Bair (foto ao lado), a enxurrada de ações judiciais dos compradores contra os bancos pode tornar o processo muito difícil, ao invés de melhorar a situação.

E o presidente do FED, Ben Bernanke, acha que os documentos das hipotecas são tão ameaçadores para a economia americana que o governo devia forçar os bancos a pagar com um fundo especial.


O mercado de imóveis continua desestabilizado e os preços cairam nos últimos cinco meses. Sheila Bair também defende um fundo de  alguns bilhões de dólares para fazer a “limpeza”. Na proposta dela o fundo pagaria aos compradores para aceitarem a alegação de propriedade dos bancos, desistindo de novas ações judiciais.

 Seria menos oneroso para os bancos do que tentar recriar documentos legítimos, o que levaria mais tempo, a um custo muito maior.

Nenhum dos grandes bancos envolvidos nas fraudes concorda em falar sobre a questão.

Nem a entidade deles, American Bankers Association. Para o jornalista Scott Pelley, eles estão na defensiva. Todos os Procuradores Gerais dos 50 estados planejam puní-los. Querem exigir deles US$ 50 bilhões pelos danos que causaram.
Não se sabe quantas firmas faziam para os bancos o mesmo trabalho sujo da DOCX. O FBI e vários estados investigam e esperam  obter respostas. No último ano houve um milhão de retomadas de casas.

Espera-se mais um milhão em 2011. E na Justiça tramitam incontáveis ações na tentativa de reverter os efeitos dos mortgage-backed securities que Wall Street manipulou e fraudou na década de 2000. 


“Estou muito preocupada, temendo que as coisas fiquem fora de controle, devido ao impacto trazido por esses fatos”, disse Bair.
(