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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sem notícias contra o PT e suas alianças, imprensa udenista e fascista, requenta notícias de 2008.




Por Marcos Coimbra

Se alguém tivesse guardado os jornais de julho de 2008 e os folheasse agora, se surpreenderia: na cobertura das eleições municipais, são quase iguais aos atuais - a não ser os nomes que mudaram.



Títulos típicos (todos verídicos): “Crise de PT e PMDB chega ao Planalto”, “Crise PT-PMDB vai além de Belo Horizonte”, “PT e PMDB em ritmo de crise (na Bahia)”, “Acordo PT-PMDB no Rio enfrenta resistências”. E por aí vai.



Como hoje, há quatro anos, o grande destaque eram as “crises” nas relações entre os partidos da base governista.



A moda era falar nos conflitos e trombadas do PT com o PMDB.



Não era errado noticiá-los. De fato, em diversas capitais importantes, os dois partidos seguiam rumos opostos. As mais complicadas eram Salvador e Belo Horizonte, em que se engalfinhavam.



E havia discussões a respeito de liderança e espaço político nas coligações de que participavam em outras.



Para não falar de Porto Alegre, onde a tradição de enfrentamento entre petistas e peemedebistas era tão antiga que ninguém esperaria que se unissem naquele momento.



Hoje, se trocarmos o PMDB pelo PSB, as mesmas manchetes poderiam ser repetidas. A “crise” é igual, ainda que os personagens tenham mudado.



A importância e o significado dos conflitos localizados que PT e PMDB viveram em 2008 é facilmente aquilatável pelo que aconteceu dois anos depois: coligaram-se na eleição presidencial. Dilma concorreu à presidência e Michel Temer foi seu companheiro de chapa.



Quando o jogo principal foi jogado, estavam juntos. As desavenças entre Marcio Lacerda (PSB) - cujo vice era do PT - e Leonardo Quintão (PMDB), em Belo Horizonte, ou entre Walter Pinheiro (PT) e João Henrique (na época no PMDB) em Salvador, tinham se tornado coisa do passado.



A propósito da “crise” de hoje entre PT e PSB, é curioso notar que seus polos são cidades onde, em 2008, os dois viviam casamentos felizes. Em Fortaleza e Recife, vinham desde 2004. Em Belo Horizonte, renovava uma aliança que nascera em 1996, quando Célio de Castro (PSB), com apoio do PT no segundo turno, venceu a eleição.



A “crise” entre PT e PMDB em 2008 teve alguma consequência relevante na política nacional? Levou os peemedebistas a buscar uma candidatura presidencial própria em 2010? Convenceu-os a apoiar os tucanos? Fez com que desistissem de Dilma e preferissem Serra (que estava louco para tê-los e era associado a Orestes Quércia, o mais notório dirigente do PMDB paulista)?



Conhecemos as respostas a essas perguntas e podemos imaginar quais seriam se as repetíssemos hoje, alternando o PMDB com o PSB e pensando em 2014.



Uma boa aposta é especular que a “crise” atual entre PT e PSB terá impacto semelhante à outra. Ou seja, pequeno (para não dizer nenhum).



Tudo isso, é claro, se o ambiente da próxima sucessão presidencial não mudar radicalmente. Salvo uma grande alteração, o PSB não lançará candidato para enfrentar Dilma (ou Lula) e não se aliará ao PSDB - quem quer seja o indicado.



Estabelecer essa condicionalidade - da manutenção do cenário atual - serve para sublinhar quão conjunturais são decisões desse tipo. Os políticos não planejam com tanta antecedência, pela simples razão que é impossível ter certeza sobre a situação que terão pela frente na hora H - mesmo raciocinando em um horizonte de apenas dois anos.



O que sabem é responder no curto prazo, ainda que tenham em mente objetivos partidários e pessoais de médio e longo alcance. O fortalecimento de seus partidos ou correntes partidárias, a consolidação de carreiras, a formação de novos quadros, são metas sempre buscadas, mas sempre de acordo com a realidade de cada dia.



É por isso que a historia parece repetir-se.





Quem sabe, tal como relemos hoje as manchetes de 2008, não estamos antecipando as que leremos em 2016?



Publicado no BLOG DO NASSIF

quinta-feira, 5 de julho de 2012

É o PIG indo para o brejo. O capitalismo que o grupo Estado defende, vai levá-lo para o buraco.

The End.


 Jornal da Tarde, do Grupo Estado, demitiu mais de 20 jornalistas nesta semana, vai acabar com a edição de domingo, promover mais uma reforma gráfica e trabalhar com apenas vinte e pouco jornalistas. O Estadão, carro-chefe do grupo, fez vários cortes de pessoal nesses últimos tempos. As coisas não andam boas pelos lados do bairro do Limão.



Dizem que o Grupo Estado não fecha o JT apenas para manter a sua marca. Faz sentido. A circulação média do jornal está na casa dos 30 mil exemplares, um número ridículo. E fazer um bom produto com duas dezenas de profissionais, convenhamos, é tarefa impossível.


O JT já foi um jornal importante. Foi criado na década de 60 por Mino Carta e inovou em vários sentidos: investiu nas reportagens, ousou no texto e no design gráfico.


A Edição de Esportes, publicada nas segundas-feiras, durante vários anos foi cobiçada pelos torcedores e ganhou vários prêmios Esso, no tempo em que ele valia alguma coisa.



Além dela, lançou o Jornal do Carro, a primeira publicação semanal especializada no assunto, que até hoje é referência no setor.



As dificuldades financeiras que o Grupo Estado começou a sentir na década de 90 foram minando o JT, que acabou perdendo seus principais profissionais.



A decadência se refletiu em inúmeras mudanças editoriais, algumas cosméticas, outras profundas, como a que transformou um jornal que se tornou famoso por suas reportagens num folheto popularesco, apelativo, como inúmeros que existem por aí.



O JT também foi escola para muitos jornalistas. A Edição de Esportes trabalhava com grande número de "frilas", muitos dos quais levados pelo saudoso Ademir Fernandes, caçador de talentos informal da editoria. Era o pessoal de Jundiaí, que ao lado dos mineiros e gaúchos, compunha boa parte da redação.



Outro fator que acelerou a decadência do JT foi seu desprezo pela internet. Estranho porque o jornal também foi pioneiro na cobertura da informática, quando quase ninguém se interessava pelo assunto.



Embora ainda deva ser publicado por mais algum tempo, o JT verdadeiro infelizmente acabou.
Sua história é um exemplo de como a falta de uma visão empresarial estratégica pode levar uma fórmula que começou bem-sucedida a um fracasso monumental.



Uma pena, mas o capitalismo, que o Grupo Estado defende com unhas e dentes há tantas décadas, é assim mesmo, impiedoso com quem não sabe jogar o seu jogo.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Album de fotos do Mal luf.

Do blog OCAFEZINHO


















Álbum de Maluf tem Covas, FHC, Lula e Pelé

Por Mônica Bergamo, na Folha (via Nassif)



A foto de Lula e do pré-candidato Fernando Haddad (PT-SP) com Paulo Maluf (PP-SP) vai disputar espaço no já recheado álbum do ex-prefeito de São Paulo. “Um homem de vida pública de dezenas de anos, como eu, tem foto com todo mundo”, disse Maluf à coluna ao ser lembrado que já foi clicado até com o santo padre.



Maluf, que por muito tempo sonhou com a Presidência da República, foi recebido em palácio por quase todos os presidentes do país -e a quase todos deu o seu apoio. “Eu tenho foto até com o Getúlio Vargas, minha querida.”



Maluf já subiu em palanques diversos. No segundo turno da eleição de governador de SP, em 1994, apoiou o tucano Mario Covas, com direito a foto e tudo (ver acima). Em 1998, recebeu o então presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PPB que apoiou a reeleição. Faltava Lula.



Em sua galeria estão também Hebe Camargo, José Dirceu e Pelé.


domingo, 17 de junho de 2012

Notícia que não deve sair no PIG: PRIMEIRO ABASTECIMENTO COM ETANOL DE BAGAÇO DE CANA É REALIZADO NO BRASIL

Por Marco Antonio L no NASSIF

Assim como no filme "O homem que não estava lá."
Temos aqui sua versão para o jornalismo tupiniquin, "A Notícia nunca está lá."


PRIMEIRO ABASTECIMENTO COM ETANOL DE BAGAÇO DE CANA É REALIZADO NO BRASIL

Do Blog Fatos e Dados

"A Petrobras realizou, na quinta-feira (14/6), no Posto do Futuro, na Barra da Tijuca, RJ, o primeiro abastecimento com o etanol de segunda geração produzido pela Companhia. O combustível foi fornecido para minivans que fazem o transporte de participantes da Rio+20.

A tecnologia aproveita o bagaço de cana como matéria-prima e permite ampliar a produção de etanol em 40%
sem utilizar recursos adicionais da natureza. Participaram da cerimônia o presidente da ~” Petrobras Biocombustível”, Miguel Rossetto; o presidente da “Petrobras Distribuidora”, José Lima de Andrade Neto; o gerente geral de Abastecimento, Gás e Energia do Cenpes, Eduardo Cardoso de Melo Guerra; e o gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Abastecimento e Biocombustíveis do CENPES, Alípio Ferreira Pinto Júnior.



O etanol de segunda geração usado nos carros da Rio+20 faz parte dos 80 mil litros produzidos até o momento em planta de demonstração. “As delegações vão conhecer essa marca tecnológica da Petrobras e do Brasil”,destacou Rossetto.

O presidente da Petrobras Distribuidora ressaltou a escolha do Posto do Futuro para o evento. “É um posto conceito tanto no que se refere ao atendimento ao cliente como na preocupação com o meio ambiente. Aqui a água é reutilizada, a iluminação é diferenciada, a água da chuva é aproveitada e temos um eletroposto. Testamos as tecnologias desenvolvidas para preservar a natureza e melhor atender ao cliente”, afirmou Lima.








O gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Abastecimento e Biocombustíveis do CENPES destacou o esforço de sua equipe de pesquisadores que trabalham no desenvolvimento da tecnologia do etanol de segunda geração.

A Companhia tem como meta iniciar a produção em escala comercial no Brasil em 2015. A unidade deverá ser integrada a uma usina de etanol operada pela “Petrobras Biocombustível”.

O investimento no desenvolvimento dessa tecnologia faz parte dos US$ 300 milhões previstos para pesquisas em biocombustíveis nos próximos anos.

O transporte dos participantes credenciados para a Rio+20 é uma ação da “Petrobras Biocombustível” em parceria com a organização do evento. A utilização das vans abastecidas no Posto do Futuro Petrobras, na Barra da Tijuca, depende da realização de cadastro prévio.

POSTO DO FUTURO PETROBRAS

O Posto do Futuro Petrobras reúne tecnologias de interatividade com o consumidor e dispõe de sistemas que garantem maior eficiência energética, como uso de água de chuva para rega, limpeza de pisos e lavagem de carros, além de reciclagem da água de lavagem de veículos. Com isso, o consumo de água foi reduzido em 55%. A energia solar é utilizada numa estação para carga de veículos elétricos e no aquecimento de água para lavagem de veículos, o que reduz o uso de produtos químicos e o volume de enxágue em até 10%. O chamado “telhado branco”, o uso de iluminação zenital, de indução magnética e de leds permite redução do consumo de energia. Energia eólica é acumulada em baterias e alimenta as lâmpadas de leds da iluminação de emergência das entradas da pista de abastecimento.”

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A CORRRUPTA PERDEU. NÃO CONSEGUIU ABAFAR A CPI!!





Globo, Folha, Estadão e Veja perderam. Não conseguiram abortar a CPI do Cachoeira.

Quem sabe ler nas entrelinhas o noticiário da velha imprensa sobre a CPI do Cachoeira, está morrendo de rir.

É risível ver a velha mídia abandonar os editorais furibundos pseudo-moralistas para aparecer como se estivesse "patrioticamente" preocupada com a governabilidade, quando diz:

"... a CPI não é boa para o governo, pois pode atingi-lo!"

"... a CPI pode atingir a base governista!"

"... a CPI pode ser voltar contra o PT!"

"... CPI ninguém sabe onde termina!"

"... gente do PT estaria arrependida de ter pedido a CPI!"

"... Com a CPI, Cachoeira passará de investigado a juiz!"

Desde quando a velha imprensa demotucana esteve preocupada com as consequências para o governo e para partidos da base governista?

Se essas manchetes acima fossem verdadeiras, elas nem existiriam. As manchetes seriam outras, na base do mata e esfola governistas.

O que explica a velha mídia, que sempre atirou primeiro pelas costas sem perguntar se era culpado, estar toda delicada com a CPI do Cachoeira?

A resposta óbvia é: Culpa no cartório!

Por isso Globo, Folha, Estadão e Veja estão unidos na tentativa de abafar a CPI. O Plano era sacrificar só Demóstenes, e parar por aí.

Se ficar comprovado que o denuncismo contra o governo Lula e Dilma foi uma formação de quadrilha entre partidos de oposição, magistrados de oposição (!), velha imprensa de oposição e uma organização criminosa de oposição, que espionava autoridades com fins de chantagem, abastecia com propinas políticos e agentes públicos, ficará oficialmente provado e documentado que vivemos uma tentativa criminosa de um sofisticado golpe de estado civil, perpetrado por estes entes de oposição.

O escândalo de Watergate nos EUA e o de Murdoch na Inglaterra será "fichinha" perto deste no Brasil. Enterrará de vez o PIG (Partido da Imprensa Golpista), o PSDB e o DEM.

Mas não adiantou nada as chantagens nas manchetes ameaçando o governador do DF, nem as bravatas, nem os blefes nas entrelinhas, dos jornalões e telejornais.


O presidente da Câmara Marco Maia (PT/RS) já anunciou que o texto da CPI está pronto e aprovado pelos líderes, e é será mais abrangente do que inicialmente se pensava.
DO BLOG OSAMIGOSDOPRESIDENTELULA