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sábado, 10 de setembro de 2011

CRIADOR DA BÍBLIA LAICA, DIZ QUE NÃO É CONTRA RELIGIÃO, RELIGIÕES DEVEM SER APENAS IGNORADAS E NÃO ODIADAS.

NA FOTO,O CIENTISTA AMERICANO RICHARD DAWKINS. UM DOS QUATRO CAVALEIROS DO ATEÍSMO.

por Josélia Aguiar para Folha

A. C. Grayling [na ilustração] se diz a versão suave de Richard Dawkins e Christopher Hitchens, dois ateus que militam contra Deus nos livros e na imprensa. Sua nova obra, como explica, não é "contra a religião". Apenas a ignora.

The Good Book: A Humanist Bible (o livro bom: uma bíblia humanista, na tradução literal) quer ser fonte de inspiração, reflexão e consolo, partindo da tradição laica do Ocidente e do Oriente. 
A BÍBLIA LAICA. 

"Ao se fixar em Deus e no que há após a morte, pessoas se distraem da vida", diz à Folha. Ninguém cai em desgraça se come o fruto da sabedoria, sugere o professor de filosofia da Universidade de Londres, autor de quase 30 livros.


Por décadas, anotou o que disse Aristóteles, Heródoto, Safo, Nietzsche, Baudelaire, Rimbaud, Newton e editou as citações com estrutura e linguagem semelhantes às da Bíblia.


Publicado há duas semanas na Inglaterra, o livro está na lista de mais vendidos. Foi comprado pela Objetiva/Alfaguara e sai em 2012. Com bom humor, Grayling conta que sua mulher fez para ele um cartão que diz: "Achava que era ateu até que descobri que era Deus".


Folha - Com a bíblia laica, o sr. diz ajudar leitores a ter uma vida boa. O que é isso?

A. C. Grayling - Ser bom e ter afetos costumam levá-lo a ter uma vida melhor. Diferentemente da Bíblia, porém, este livro mostra que não há modo único de conduzir a vida, que é muito curta para tantas brigas. O mais importante é que o leitor pense por si mesmo e não tenha de seguir regras irracionalmente.


"Tudo de que você precisa é amor", "Pense por si mesmo" e "a vida é muito curta para tantas brigas" são letras dos Beatles.

Não tinha pensado nisso. É a prova de que essa sabedoria pode ser encontrada também no senso comum. 

Em oposição à Bíblia, o livro sugere retornar aos gregos?

Não só aos gregos, mas à tradição humanista que começa com eles e permanece até hoje. E, apesar de ateu, não quis me opor à Bíblia, apenas mostrar a sabedoria que nasce dos próprios homens sem tratar de Deus ou de vida após a morte.


Se não se opõe, por que se baseou na estrutura da Bíblia?

Primeiro porque o livro se torna muito acessível: você pode ler um ou dois trechos e pensar a respeito. E sem autores citados, você se concentra no que é dito, e não em quem e quando disse.


É inevitável querer saber de quem é cada citação...

Várias pessoas reclamam disso. Mas é como ver uma exposição e se concentrar nas legendas. O mais importante são as pinturas. E quer saber? Queria não ser identificado como autor do livro. Meus editores não deixaram.


Por que a religião voltou a ser tema de livros e da mídia?

Justamente por causa do seu declínio.

Com informações de:

http://www.paulopes.com.br/2011/04/autor-da-biblia-laica-diz-nao-ser.html







quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SILAS MALAFAIA O PASTOR QUE APOIOU O CERRA, E OS NEGÓCIO$ RELIGIOSO$!!!!

A BÍBLIA DE SILAS MALAFAIA, E CERRA.

UM MERCADOR DA FÉ.

CERRA UM CANDIDATO A SANTARRÃO!


Pastores do Malafaia têm salário de até R$ 20 mil, além de casa e carro

Silas Malafaia, 53, informou que o salário dos pastores de sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, vai de R$ 3.000, para iniciantes, a R$ 20.000, com benefícios que incluem casa mobiliada, escola para filhos e plano de saúde. Pastores com experiência têm direito a carro do ano.

É a primeira vez que um líder religioso neopentecostal revelou o salário dos pastores. Na falta de maiores informações, os valores citados por Malafaia podem ser tomados como referência do mercado de salários dos pregadores da Bíblia.

As perspectivas desses profissionais são as melhores possíveis, considerando que não precisam ter formação universitária. Um professor de ensino médio não ganha tanto, nem sequer um médico em início de carreira, por exemplo.

“Mas é preciso saber ler a Bíblia, pregar, explicar”, disse Malafaia à jornalista Daniela Pinheiro, que escreveu para a revista Piauí de setembro reportagem sobre o pastor. “Não adianta o cara [candidato a pastor] vir com chorumela”, avisou Malafaia.

Na semana passada, a BBC Brasil informou que os pastores mais habilidosos estão sendo disputados pelas igrejas neopentecostais. Está se tornando cada vez mais comum um pastor mudar de igreja para ganhar mais, a exemplo do que ocorre em outras atividades.

A valorização desses profissionais se deve a um conjunto de fatores: o bom desempenho da economia brasileira, o fortalecimento do poder aquisitivo das classes C e D (onde há proporcionalmente mais evangélicos) e a disputa cada vez mais acirrada entre as igrejas evangélicas pelo mercado de fiéis.

O número de vagas é crescente e faltam profissionais. A procura por bons profissionais supera a oferta.

Malafaia informou que vai abrir 250 igrejas nos próximos cinco anos. Considerando que cada templo necessita no mínimo de dois pastores, a Vitória de Cristo vai precisar de pelo menos 500 profissionais. Atualmente, a subdenominação tem cerca de 100 templos.

É aconselhável que os candidatos a pastor saibam o inglês ou outro idioma, porque as igrejas neopentecostais vão continuar se expandindo exterior, em ritmo cada vez mais acelerado. A Igreja Universal, por exemplo, já se encontra em 110 países, onde o "negócio" é administrado, na maioria dos casos, por brasileiros, tidos como os de "mais confiança" em relação aos pastores "nativos".

A Universal tem mais filiais no exterior do que qualquer multinacional brasileira, registrou a BBC. Em Londres, o esforço agora da denominação é cativar os ingleses, não só, portanto, os brasileiros lá radicados.

A Igreja Mundial segue o caminho da Universal. Além de ter um forte crescimento no Brasil, a igreja de Valdemiro Santiago se expande sobretudo na África. Pouco se sabe da Igreja Internacional da Graça, do discreto R.R. Soares, mas seus planos também são expansionistas.

Na Universal, o pastor tem de cumprir meta de arrecadação de dízimo, como qualquer vendedor de apólice de seguro ou do comércio atacadista, por exemplo. Há prêmios, como viagem a Jerusalém, àqueles que obtêm os melhores resultados.

Além de bom salário, os pastores sempre têm a possibilidade de abrir “o próprio negócio” sem praticamente nenhum investimento. Para registrar uma igreja e começar a pregar e colher dízimo, desfrutando de isenção de impostos, basta R$ 500, no máximo, sem contar o aluguel de um salão.
DO BLOG DO PAULO LOPES:|\
http://www.paulopes.com.br/