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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

OS TUCANOS QUE DESGOVERNAM MINAS NÃO HONRAM A PALAVRA. NEM ESCRITA!

NÃO CUMPREM A LEI. NÃO CUMPREM A PALAVRA.


Por que o governo de Minas não quer pagar o piso a que os educadores têm direito por lei?

Essa é uma história que ainda será contada e recontada por estudiosos das manobras palacianas urdidas na calada da noite pelos detentores dos poderes que controlam os cofres públicos do estado. Estamos lidando com uma máquina, para usar uma expressão generosa, claro. Máquina de moer seres humanos, como já dissemos antes aqui no blog.

Contudo, vamos procurar entender algumas das razões do governo mineiro para não pagar o piso a que os educadores têm direito assegurado em lei. Publicamente, as desculpas do governo são as mais variadas: não têm dinheiro em caixa, ou já atingiram os limites da LRF, ou até que já pagam mais do que o piso através do subsídio. São desculpas esfarrapadas, já que nenhuma delas atinge o cerne da questão, ou das reais razões do governo. E que razões são estas?

A primeira razão, obviamente, está relacionada com a disputa do orçamento público entre os de cima e os de baixo, na escala social existente. Na luta de classes que impera neste sistema, cada centavo conquistado pelos de baixo, representa um centavo a menos na farta mesa dos de cima. E obviamente que o inverso se aplica imediatamente.

Quando o governo, em 2008, comunicou aos educadores que a implantação do piso em 2010 custaria R$ 3,1 bilhões a mais de impacto nas contas do estado, ele na verdade estava nos mandando um recado nas entrelinhas: esse repasse das verbas públicas para vocês, educadores, nós não faremos, pois achamos que vocês não merecem, que existem outras prioridades na nossa conta. Sem eira nem beira, era esse o recado dado pelo governo, travestido de uma roupagem cínica, que chamava os educadores para construírem uma solução comum para a nova realidade apontada pelo governo. Ou seja: o governo nos chamava para ajudar ao governo a nos golpear; ou seja, o governo nos pedia para que nós o ajudássemos a se livrar desse investimento a mais que teria conosco, por força da lei.

Foi dessa realidade que surgiu o subsídio. O custo total adicional do subsídio, anunciado pelo governo, era de R$ 1,4 bilhão. Considerando que o impacto adicional e atualizado do piso aplicado nas carreiras para todos os educadores, havia evoluído, em 2011, para R$ 3,7 bilhões, concluímos que o subsídio representou para o estado uma economia de R$ 2,3 bilhões de reais ao ano.

Mas, 153 mil educadores, ao optarem pelo antigo sistema remuneratório, estragaram a festa do governo e dos aliados. E aqui entra a segunda razão para o governo se recusar a pagar o piso.

Numericamente falando, se considerarmos que somos uma categoria com cerca de 380 mil educadores, poderíamos dizer que mais da metade da categoria ficou presa no subsídio. Uma parte - os designados - porque não pode optar. Uma outra parte - a dos aposentados - porque sequer foi informada sobre as desvantagens deste novo sistema; e por último, uma pequena parte dos educadores na ativa fez clara opção pelo subsídio, pois não quis correr qualquer risco. Alguns entenderam até que o subsídio era melhor do que o piso no vencimento básico, e por isso permaneceram naquele sistema.

É possível que o impacto sobre o orçamento causado pelo pagamento do piso para os 153 mil educadores represente, agora, algo próximo de R$ 1 bilhão. Isso significa que, mesmo pagando o piso corretamente para os 153 mil educadores, o governo já teria conseguido uma grande economia de quase R$ 1 bilhão de reais ao ano, ao não ter que pagar o piso para os 380 mil educadores.

O grande problema, neste caso, para o governo, é conter a indignação dos que ficaram no subsídio, quando perceberem que foram enganados pelo governo e seus aliados, que lhes disseram que este sistema era mais vantajoso que o piso. Claro que se tratou de uma "enganação" conveniente, já que só acreditou nessa lorota quem quis. Na prática, como poderia ser mais vantajoso um sistema que era defendido pelos inimigos, enquanto o outro, considerado desvantajoso, era negado? Ora, se o piso fosse pior e menos vantajoso para os educadores, bastaria ao governo pagá-lo aos teimosos que insistiram em voltar para o antigo sistema e assim o estado faria uma grande economia.

Mas a realidade era bem outra. E para não ter que admitir que enganou os educadores "ingênuos" que permaneceram no subsídio, o governo precisa de toda forma provar que o sistema de vencimento básico não é melhor do que o subsídio. E o que faz o governo agora? Tenta alterar as regras do jogo, mudando os percentuais das tabelas em vigor, para que o antigo sistema seja completamente descaracterizado.

Ora, nenhum dos 153 mil educadores voltou para a carreira antiga esperando que houvesse mudanças nas regras do jogo. Todos os que optaram pelo sistema de vencimento básico estavam conscientes de que: 1) mais dia, menos dia, o governo teria que pagar o piso; 2) pelo plano de carreira e pelas tabelas em vigor, o piso obedeceria a critérios que já estão delimitados em lei e são praticados desde 2005. Os percentuais das tabelas, por exemplo (22% de promoção e 3% de mudança de grau), embora não constem em nenhum texto formal, fazem parte das tabelas praticadas, da realidade fática, da prática usual de todas as carreiras dos servidores do estado. Logo, assumem força de lei, que só poderá ser alterada por uma outra lei. Mas, aí já se trata de um golpe. Por quê? Porque o governo não avisou aos 380 mil educadores que, aqueles entre eles que optassem pela antiga carreira, seriam punidos com a mudança nas regras do jogo que estão em vigor desde 2005.

Logo, além da redução ilegal de salário aplicada pelo governo em julho deste ano aos 153 mil educadores (precisamos urgentemente de um bom escritório de advogados para pegar essa causa!!!), o governo ainda quer alterar as regras do jogo já no final da prorrogação do segundo tempo.

Trata-se de um golpe sujo, de um ato de canalhice e o deputado que votar no projeto de lei com este teor deve ser exposto em praça pública como inimigo da população pobre, dos educadores de Minas, e da Educação pública de qualidade para todos. Devemos fazer uma campanha pública nas bases de cada um dos deputados, denunciando-os como vendilhões, canalhas, bandidos, e traidores do povo que o elegeu. Dia e noite, em cada palmo das 800 e poucas cidades de Minas, devemos escrever nos quadros, nas paredes, no chão das ruas, que tal e qual deputado é um canalha.

Acho inclusive que a nossa categoria deve promover um abaixo-assinado e um projeto de lei de iniciativa popular, para colher um milhão de assinaturas, para mostrar aos deputados qual é o desejo e o sentimento da população em relação a este tema. Se eles votarem a favor do governo, eles estarão traindo os seus eleitores e deverão ter suas carreiras sepultadas com aquele gesto.

Portanto, elencamos aqui hoje as duas principais razões para o governo não pagar o piso: 1) a disputa de orçamento, e 2) para não ter que reconhecer que enganou uma parte grande dos educadores com o subsídio. Mas, há ainda uma terceira causa: o investimento numa Educação de qualidade não faz parte do escopo de governos neoliberais, sempre receosos de que a população de baixa renda receba uma formação crítica e possa varrê-los do cenário político regional e nacional. De uma certa fora, isso se estende ao governo federal também, que faz política social com foco também nos resultados eleitorais, mas não investe adequadamente nas coisas básicas e estruturais, como na Educação pública, na Saúde, na reforma agrária e urbana, etc.

Por isso, a nossa atitude não pode ser outra senão a de continuar resistindo e lutando pelos direitos que a lei nos assegura. Temos direito ao piso salarial nacional aplicado nas nossa carreiras, com as gratificações e os percentuais existentes. O governo de Minas tem dinheiro para pagar o nosso piso; caso demonstre que não possui este dinheiro, que peça a ajuda da União, pois a lei prevê tal aporte de recursos. Não há, portanto, nos aspectos legal, moral e de financiamento qualquer impedimento para o pagamento do piso.

Não podemos perder de vista estes elementos na formulação das nossas estratégias. O piso é um direito garantido. O piso tem recursos próprios para a sua aplicação. O governo que não o paga está usando o nosso recurso para outros fins. Em outras palavras: está nos tomando um direito. Que o chão de Minas não pare de tremer, para impedir que o golpe do governo contra os educadores se materialize.

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

- Dia 10 de novembro: paralisação geral, assembleia da categoria e ato conjunto no pátio da ALMG

- Em defesa do piso na carreira, contra o sucateamento do Ipsemg e pelo pagamento do prêmio por produtividade!

- Pela direito à moradia digna dos 5 mil moradores da Comunidade Dandara ameaçada de despejo!


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

MINAS SEM CENSURA: EM 8 ANOS DO (DES)GOVERNO AÉTICO NEVER, HOUVERAM MENOS CPI´S DO QUE NA DITADURA.

GOVERNADOR? OU ABAFADOR?

À DIREITA ANDREIA(VANILA) NEVES. QUEM GOVERNOU MINAS ENTRE AS NOITADAS DO LEBLON E O PALÁCIO DALIBERDADE?  VANILA, OU AÉCIO?

do Bloco Minas Sem Censura



Nesta semana, a Polícia Federal – PF -, subordinada ao Ministério da Justiça que, por sua vez, é subordinado à presidência da República, deflagrou uma operação de prisão de suspeitos de desvios no Ministério do Turismo.
Antes, houve aquilo que a  própria imprensa comercial, perplexa, chamou de “faxina no DNIT”.
Ou seja: há denúncia? Apure-se. Doa em quem doer. Havendo culpa, há punição.


Estamos assistindo no Brasil uma viragem cultural, que se inicia no governo Lula. A  PF, a Controladoria Geral da União – CGU- (que existe, de fato, a partir de 2003), e a Procuradoria Geral da República -PGR-, nunca antes na história deste país, parafraseando alguém, tiveram tanta autonomia e recursos para cumprir seus papéis constitucionais. O Tribunal de Contas da União -TCU- funciona no mesmo diapasão.


Já o estado de Minas Gerais parece outro país. Espasmos investigatórios no Ministério Público Estadual – MPE-, relatórios técnicos do Tribunal de Contas do Estado -TCE- e as denúncias do bloco Minas Sem Censura – MSC-, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais já fazem fila: superfaturamento, dispensa ilegal de licitações, pagamentos antecipados, parcelas inteiras do MPE efetuando apurações de “mentirinha” (ressalvadas as honrosas exceções), nada, nada disso é apurado com rigor. Aliás, várias dessas denúncias nem sequer são apuradas.


Isso sem falar na imprensa. A do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília é livre para investigar, inclusive para caluniar o governo federal. A de Minas dispensa comentários.


Aliás, o MSC já registrou: os oito anos de governo Aécio tiveram menos CPI´s que no período da Ditadura Militar!
A cultura da impunidade está em declínio no Brasil. Em Minas há uma sistemática operação abafa.


Para ler o que o Bloco quer de Anastasia, clique aqui.

Bloco Minas Sem Censura comprova a ditadura tucana
 


domingo, 31 de julho de 2011

XOQUE DE JESTÃO DO TUNGANO AÉCIO NEVER: DESVIO DE 4,3 BI DE DINHEIRO DA SAÚDE.

ESTE GAROTO DO LEBLON... MENINO DO RIO LEVADO, GOSTA DE UM OVERNIGHT, HEIN?

MP acusa governo mineiro de desviar 4,3 bilhões da saúde.

Aécio não nega a origem. Assim como a governadora gaúcha Yeda Crusius, é acusado de desviar recursos da saúde. Coincidentemente, são ambos do PSDB, aquele do “novo jeito de governar”.


Do Rudá Ricci:

Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais e que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá que explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009. Devido à grandeza do rombo e às investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) desde 2007, por meio das Promotorias Especializadas de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público, o escândalo saiu do silêncio imposto à mídia mineira e recentemente foi divulgado até por um jornal de âmbito nacional.


Se prevalecer na Justiça o conjunto de irregularidades constatadas pelo MPE na Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual sob o número 0904382-53.2010 e a denúncia na ação individual contra os responsáveis pelo rombo contra a saúde pública, tanto o ex-governador Aécio Neves, quanto Antônio Anastasia, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e a contadora geral do Estado poderão ser condenados por improbidade administrativa. Dos R$ 4,3 bilhões desviados, R$ 3,3 bilhões constam da ação do MPE, que são recursos supostamente transferidos pelo governo estadual (maior acionista da Copasa) para investimento em saneamento básico, na rubrica saúde, conforme determina a lei, entre 2003 e 2008. Como a Justiça negou a liminar solicitada pela promotoria no ano passado, para que fossem interrompidas as supostas transferências, a sangria no orçamento do Estado não foi estancada.


De acordo com demonstrativos oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda, somente em 2009 a Copasa recebeu mais de R$ 1,017 bilhões do governo Aécio/Anastasia para serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde para cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000, à qual os estados e municípios estão submetidos, devendo cumpri-la em suas mínimas determinações, como, por exemplo, a aplicação de 12% do orçamento em saúde pública (a partir de 2004), considerada a sua gratuidade e universalidade. Em 2003 a determinação era que se aplicasse o mínimo de10% da arrecadação.


Da mesma forma que não se sabe o destino dos R$ 3,3 bilhões questionados pelo MPE, também não se sabe onde foram parar esses R$ 1,017 supostamente transferidos para a Copasa em 2009. O cerco do MPE às prestações de contas do governo estadual iniciou-se em 2007, quando os promotores Josely Ramos Ponte, Eduardo Nepomuceno de Sousa e João Medeiros Silva Neto ficaram alertas com os questionamentos e recomendações apresentadas nos relatórios técnicos da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CAEO), órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desde a primeira prestação de contas do governo Aécio. Chamou-lhes a atenção, também, o crescimento, ano a ano, a partir de 2003, das transferências de recursos à Copasa para aplicação em saneamento e esgotamento sanitário.

terça-feira, 19 de julho de 2011

DO MINAS SEM CENSURA: "MINAS GERAIS VIVE EM ESTADO DE EXCEÇÃO".

SRÁ QUE ELES TÊM ALGUMA "INFLUÊNCIA, NAS REDAÇÕES DOS JORNAIS DE MINAS?


Estado de Exceção em MG: comprovando a ditadura tucana!





Do Minas sem Censura


Para muitos, falar em “Estado de Exceção” em Minas Gerais, constitui um exagero. Não porque os tucanos não o queiram, mas porque vivemos numa Federação e, mesmo que tenham tais pretensões, não poderiam atropelar a ordem constitucional, no plano nacional.


Mas, além da coerção econômica sobre veículos de imprensa comerciais, comprando a adesão (como denuncia o deputado Sávio Souza Cruz), e além dos mecanismos de cooptação de agentes de poderes e órgãos de fiscalização, vamos apresentar alguns indicadores que deixarão boaquiabertos os que acham exagerada a crítica ao “Estado de Exceção”.

Trata-se de uma comparação simples entre a realização de Comissões Parlamentares de Inquérito e Comissões de Sindicância (predecessoras das CPIs) na ALMG, desde os tempos do Regime Militar e nos oito anos de governo Aécio/Anastasia.


De 1965 até 1984 aqui foram realizadas 30 CPIs. Sobre os mais variados temas da administração pública direta, indireta, dos setores mais dinâmicos da economia (mineração), meio-ambiente, habitação, sistema prisional etc.


Do ano do famigerado AI5, 1968, até 1984 foram 26 CPIs. Ou seja, mais de uma por ano. Enquanto que nos dois governos de Aécio/Anastasia foram apenas duas durante os oito anos: ou  seja 0,25 CPI por ano!


Mesmo no governo do tucano Eduardo Azeredo (1995-1998) foram 10. No de Itamar Franco (1999-2002) foram 17.
Isso sem contar milhares de requerimentos solicitando informações aos poderes constituídos, coisa que no atual governo Anastasia é sumariamente vetado ao Bloco Minas Sem Censura.


Afirmamos claramente: em toda a história republicana da Assembleia Legislativa, os oito anos de governo Aécio/Anastasia foram os que menos investigaram e apuraram denúncias, indícios, suspeitas e irregularidades que dizem respeito aos interesses do povo mineiro.