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terça-feira, 8 de novembro de 2011

PROFESSOR SADER, AS 23 COISAS QUE NÃO TE FALAM SOBRE O CAPITALISMO.

E ELE TINHA RAZÃO SOBRE O CAPITALISMO.

DO  BLOG DO PROFESSOR EMIR SADER

O número poderia ser infinito, mas para começo de conversa, o autor – Ha-Joong Chan, sul-coreano, que trabalha em Cambridge – seleciona 23. (23 things they don’t tell yu about capitalism", Penguin Books, Londres, 2011). Cada um pode acrescentar as suas. As dele são:

1. Não há isso que chamam de livre comércio.

2. As empresas não deveriam ser dirigidas em função do interesse dos seus donos.

3. Muita gente nos países ricos é paga acima do que deveria.

4. As máquinas de lavar mudaram o mundo mais do que a internet.

5. Assuma o pior sobre o povo e você vai obter o pior.

6. Maior estabilidade macroeconômica não fez a economia mundial mais estável.

7. As políticas de livre comércio raramente tornam ricos os países pobres.

8. O capital tem uma nacionalidade.

9. Nós não vivemos numa era pós-industrial.

10. Os EUA não têm o mais alto nível de vida do mundo.

11. A África não está condenada ao subdesenvolvimento.

12. Os governos podem punir os vencedores.

13. Tornando os ricos mais ricos não se torna os outros ricos.

14. Os executivos norteamericanos são pagos em excesso.

15. As pessoas nos países pobres são mais empreendedoras do que nos países ricos.

16. Mais educação, por si só, não faz um país mais rico.

17. O que é bom para a General Motors não é necessariamente bom para os EUA.

18. Não somos suficientemente tontos para deixar as coisas para o mercado.

19. Apesar do fim do comunismo, nós ainda vivemos em economias planificadas.

20. A igualdade de oportunidades pode não ser justa.

21. Governo forte torna as pessoas mais abertas para as transformações.

22. O mercado financeiro precisa se tornar menos e não mais eficiente.

23. Uma boa política econômica não necessita de bons economistas.


domingo, 23 de outubro de 2011

CHEGOU A VEZ DOS BANQUEIROS PAGAREM. MERCADOS DESREGULADOS, SÓ CAUSAM MISÉRIA, FOME E ACUMULAÇÃO DE RIQUEZAS.

ROOSEVELT CRIOU AS LEIS QUE COLOCOU A BANCA DEBAIXO DO CHICOTE.
LORD KEYNES ATÉ HOJE ONDE ESTIVER, MORRE DE RIR DOS CORNETEIROS DO NEO LIBERALISMOS, HAYECK, FRIEDMAM E DOS NOSSOS CORNETEIROS TUPINIQUINS, GUIDIN, E BOB (PETROSSAURUS) FIELDS

O ARTIGO É DE SAUL LEBLON

A REBELIÃO DOS BANQUEIROS
O PIB da Grécia levará um tombo de 5% este ano; já caiu 4,5% em 2010; deve recuar outros 2% em 2012  -no mínimo. Esse é o condensado estatístico de uma regressão social e econômica resultante da aplicação do ajuste ortodoxo exigido pelos credores aos quais a Grécia deve  300 bi de euros.

O purgante foi ministrado a ferro e fogo pela troika formada por  FMI, BCE e Comissão Européia. Neste sábado, depois de um mês fazendo contas em Atenas, a santíssima trindade veio a pública reconhecer o que as ruas bradam há meses: o gigantesco fracasso do manual ortodoxo para resolver uma crise que ele ajudou a criar.

A Grécia não melhorou, admitiu a troika; suas contas pioraram; estão cada vez mais frágeis; permanecerão assim, patinando na insolvência,  por mais uma década.  Alívio?  Quem sabe em 2021.

A explosiva confissão do fiasco veio acompanhada de dois recados, desta vez aos bancos credores: a) preparem-se para uma perda inevitável ('desconto') da ordem  60% do dinheiro aplicado em Atenas; b) façam um colchão de capital próprio para absorver  esse impacto e seus desdobramentos  no salve-se quem puder dos mercados.

 O recado impositivo foi entendido por alguns donos de banco como a evidência de uma guinada regulatória dentro da crise. Algo que Emilio Botín, dono do Santander, já havia pressentido dias antes quando, em reunião com seus pares, convocou a rebelião dos banqueiros: 'Parem o trem da regulação!

Se nas ruas da indignação ainda há quem conceba enfrentar a crise à margem do poder de Estado, do outro lado da trincheira os banqueiros não alimentam dúvidas, nem acreditam em querubins.

Nos últimos dias, dois fatos ilustraram essa duplicidade. Sábado (15 DE OUTUBRO), milhões de pessoas manifestaram-se em um milhar de cidades do planeta contra o colapso econômico impulsionada pela supremacia das finanças sem lei. Na segunda-feira seguinte, 17, de forma inusitada, o banqueiro Emilio Botín, dono do Santander, foi categórico ao arremeter contra a restauração do poder de Estado sobre o setor: "É preciso frear o trem da regulação", sentenciou, emprestando uma bandeira a seus pares em reunião internacional, na Espanha.

Banqueiros falam pouco. Não precisam gastar saliva. O dinheiro fala por eles. O recado de Botín é um sintoma da gravidade alcançada por uma crise que interligou a finança privada e a finança pública numa entropia corrosiva de ajuste incontornável.

A dúvida paralisante é quem arcará com o fardo de elevada octanagem, que pode se traduzir em sacrifícios sociais explosivos ou em perdas patrimoniais robustas.

É justamente a repartição desse ônus que a fala de Don Bottin pretendeu influenciar brandindo contra 'o trem da regulação'.

O impasse entre os interesses das ruas e aqueles condensados na sentença do banqueiro explica a desconcertante incapacidade das lideranças do euro em oferecer respostas ao conflito emblemático desta crise: o explosivo laboratório do colapso grego (leia reportagens do correspondente de Carta Maior em Atenas).

A dívida da Grécia - 300 bi de euros - é impagável. Mas um calote desorganizado significaria a espoleta de uma desastrosa replicação de insolvências latentes (Itália, Espanha, Portugal, Bélgica, Irlanda etc). Para o bem e para o mal, a Grécia é a prefiguração do futuro do euro.
E é isso que inquieta Don Botín.


A Grécia lava nas ruas a roupa suja de um matrimônio que foi harmonioso enquanto a desregulação neoliberal permitiu, a um lado, oferecer crédito ilimitado; ao outro, acomodar um mix de isenção fiscal para os ricos, endividamento público temerário em troca de juros crescentes pagos aos banqueiros e manutenção de serviços sociais à população (estamos falando da Europa).

A ruptura do idílio impõe uma repactuação entre os atores para que o conjunto possa seguir a vida. Precede o passo seguinte da história, porém, a litigiosa distribuição das perdas e danos do ciclo que se fecha.

Há perguntas incômodas na agenda oculta das cúpulas do euro. Quanto os bancos credores estão dispostos a perder é a principal delas. Qual o 'desconto' da dívida que concordam em conceder para evitar uma entropia que, na Grécia, já flerta com a conflagração civil?

Especialistas calculam como inevitável um deságio superior a 50% (já se fala em 60%). Significa que de cada 10 euros emprestados a Atenas, os bancos abririam mão de cinco - mais o alongamento de prazos do saldo e novos aportes para rebocar o país do pântano.

E ainda não é tudo. Antes de conceder o desconto, os bancos terão que fazer provisões. Reforçar o caixa com dinheiro próprio para que o mercado, de um modo geral, tenha a certeza de que a renegociação das dívidas não implicará no esfarelamento das instituições.Em bom português, significa cortar bônus de quem manda no banco -inclusive dos donos, a exemplo de 'Don' Botín. E achatar os dividendos de seus acionistas --o que costuma ter repercussões em espiral descendente no valor das ações. Bancos franceses, por exemplo, detentores de um bom pedaço do mico grego, perderam 45% do valor de mercado este ano.

A lenga-lenga em torno da crise do euro evidencia que essas coisas não acontecerão espontaneamente.

Ao mesmo tempo, não podem mais ser adiadas sob pena de a crise escapar ao controle e ser decidida nas ruas. Quatro encontros europeus de cúpula, todos emergenciais, previstos para acontecer de hoje, sábado, até a próxima quarta-feira,dia 25, ilustram a premência de um desenlace que devolva parâmetros e certezas aos mercados e ao poder.

'Don' Botín e seus pares esticam a corda do seu lado. Querem empurrar o custo de uma recapitalização ampla, geral irrestrita da banca ao setor público- que já arca com o desafio de reforçar em dois trilhões de euros o fundo europeu de estabilização, para evitar que o 'desconto' à Grécia redunde numa cadeia de calotes na periferia da UE.

De onde sairia tanto dinheiro, se a maioria dos Estados já claudica em honrar até os níveis atuais de endividamento? Das respectivas populações, na forma de cortes de gastos, supressão adicional de direitos, salários, empregos e serviços sociais? Quem se habilita a ser o novo Papandreu? Ou o próximo Zapatero? Merkel e Sarkoy hesitam. 'Don' Botin esbraveja. Os impasses se avolumam. E o ruído das ruas já não pode mais ser ignorado.

O banqueiro Emilio Botín sabe muito bem onde vão desaguar esses ruídos e essas perguntas incomodas.

Se a pressão das ruas reverter a fidelidade atual dos governantes aos mercados, o passo seguinte será a imposição de uma dura disciplina regulatória sobre a banca.

Roosevelt, ancorado em pressão social, fez quase uma estatização branca nos EUA, em 1933, obrigando os banqueiros a agir de forma coordenada com políticas públicas de saneamento financeiro, retomado do crescimento e preservação da estabilidade social.

Entende-se a ordem emitida por 'Don' Botín dois dias depois das grandes mobilizações de massa que destacaram o 15 de outubro como um divisor no calendário a crise mundial: "Parem o trem da regulação".

Parar a história é um desejo intrínseco à natureza das classes dominantes. Don Botín está no seu papel. As ruas é que não podem mais ignorar a disputa em torno desse comboio. Sobretudo, não podem abstrair que mudanças na direção do trem pressupõem, no mínimo, ter forte poder de indução sobre o maquinista: o poder de Estado.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O NEO LIBERALISMO FOI CRIADO A PARTIR DE UMA RELIGIÃO, AS CRISES INFINDÁVEIS DO CAPITALISMO DEVE-SE À FÉ. SEU FUNDADOR ERA UM TEÓLOGO.


QUEM ACREDITA NA "MÃO INVISÍVEL" DO MERCADO NÃO PODE SAIR DESTE  TEMPLO. É DOGMA, É FÉ.


O capitalismo é uma religião, é dogma puro. Adam Smith, saca o grande lance da "mão invisível" do mercado em seu livro A RIQUEZA DAS NAÇÕES. Que mão é essa que ninguém vê? Deus é claro. Os biógrafos de Adam escondem, mas, ele era um TEÓLOGO.

Nem o maior corneteiro do neo liberalismo lá do norte, o safado do Hayeck, acreditava nesta bobagem, o nosso corneteiro mor do neo liberalismo tupiniquim o Eugênio Guidin, tratado com desprezo  por PHA, como professor Gudinho, por diversas vezes disse que este  treco de mão invisível era conversa prá boi dormir. Já o seu fiel escudeiro, o Bob Fields (Roberto Petrossaurus campos) vivia  cornetando este cantochão idiota de "mão invisível".

O grande lance das crises dos capitalistas é que eles a criam, sabem o que estão fazendo e pasmem, a cada crise, eles ficam   mais ricos, através de transferência da riqueza de uma nação para os seus próprios bolsos.
A crise de 29 começou a ser urdida em 1906/08, se não me engano.

Antes foi preciso colocar na presidência dos USA, um gerente dos conservadores, no caso Woodrows, reitor de Havard, com ele veio, a criação do FED, O que muita gente acha que é um Banco dos USA, é um banco administrado por banqueiros, ele é particular.

Ou seja, a banca privada emite dinheiro para os USA, pinta de verde e cobra juros do povo americano.
Kennedy disse que nem em 100 anos os americanos pagariam a dívida. Ninguém, ou poucos se lembram que kennedy, em fevereiro de  1963, criou uma lei, que retornava para o Tesouro o poder de emitir o dinheiro dos USA, ou seja os USA teria novamente as "Treasury Notes",  a USN, a notas do tesouro, lastreada em ouro pelo governo dos USA, todos se lembram o que aconteceu em 22 de novembro de 1963, Kennedy, foi sumariamente retirado do caminho dos capitalistas.

Pelo que sei, esta lei nunca vigorou. Pelo contrário os capitalistas ficaram mais ricos ainda com o fim do padrão "OURO", quando a França requisitou sua grana dos títulos americanos em ouro, em 1972, quando os USA deram o calote e falou pros franceses, nâ, nã, nim nâ, não, o que levou De Gaulle a dizer Papel Pintado de Verde. Em 1993, a banca, mandou o Bill, aquele que "passou o saco" em FHC em público, a desregulamentar o mercado, retirando as leis que Roosevelt havia criado em 1934.

O HOMEM QUE "ENQUADROU" WALL STREET NA DÉCADA DE 30, FRANKLIN DELANO ROOSEVELT.

Em 91, o Bill Clinton era governador do Arkansas, numa reunião que teve com os representantes dos donos dos USA, foi avisado que eles o elegeriam a presidente se, o mercado fosse desregulamentado... O resto da história todo mundo sabe.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NO BRASIL DE LULA, NESTLE VENDE DE PORTA A PORTA, LULA SALVOU O CAPITALISMO BRASILEIRO: cRÉDITO E NOVA CLASSE DE CONSUMO.

Ao Padim Pade Çera e ao Farol, FHC, as batatas , ou seja o OCASO político.

No camarim para cumprimentar Roberto Carlos, encontrei Ivan Zurita, presidente da Nestlé e patrocinador do Rei.

. Ele me disse que a Nestlé descobriu que 82% dos alimentos no Brasil são consumidos pela base da pirâmide de renda, as classes “E”, “D” e “C”.

. E quem não vê isso não entende o que acontece hoje no Brasil: a expansão do meio, a ascensão dos que estavam mais baixo para posições mais altas, nas faixas de renda.

. Quem não vê isso não percebe que a desigualdade de renda no Brasil diminuiu mais acentuadamente no Governo Lula, como recentemente demonstrou o jornal O Globo, ao tratar, inadvertidamente, dos pobres.
. Sem querer, o Globo mostrou que a proporção de pobres aumentou no Governo do Farol de Alexandria.

. E diminuiu no Governo Lula.

. Clique aqui para ler

. Para voltar ao Zurita, na festa para homenagear o Rei:

. A Nestlé treinou e tem hoje 7.700 mulheres a vender, porta-a-porta, produtos da Nestlé no Nordeste.

. A Nestlé construiu uma monumental unidade fabril em Feira de Santana, na Bahia, para distribuir no Nordeste.

. Os produtos são mais baratos, no Nordeste.

. Os produtos, em si, são os mesmos.

. O que muda é o marketing, a estratégia de distribuição – enfim, o nordestino consome o mesmo produto e paga menos.

. Zurita calcula que a venda de produtos nos mercados de “baixa renda” – na periferia das grandes cidades, nas favelas – chegue hoje a R$ 1 bilhão, por ano.

. É essa base da pirâmide e a nova classe média que seguraram a economia brasileira na crise e a transformaram no que o Presidente Lula chamou de “marolinha”.

. O Farol de Alexandria – aquele que iluminava a Antiguidade e se dissolveu no terremoto -, FHC, na sua afanosa tarefa da “palestrante” – a US$ 50 mil cada -, depois de falar sobre a próstata –
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=16253o Farol agora entende de Recursos Humanos.

. O Estadão desta quinta feira, na pág. C4 Oportunidades – “Oportunidades” (êpa ! êpa !) – mostra que o Farol foi palestrar num seminário da Associação Nacional de Recursos Humanos.

. O Farol, outrora chamado de “O Príncipe dos Sociólogos”, diz a seguinte preciosidade:

“As grandes revoluções aconteceram silenciosamente (como as Revolução Francesa e a Soviética … PHA). As pessoas não percebem o mundo em que vivem.”

. De fato, o Farol e o Zé Pedágio não se deram conta desses consumidores que o Zurita descobriu.

. E vão amargar mais quatro anos no ostracismo …

Paulo Henrique Amorim