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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

AINDA BEM QUE O BRASIL SE LIVROU DO CERRA E DOS NEOLIBELÊS.

NEOLIBELÊ TRAINEE.

NEOLIBELÊ SENIOR(SENIL)

SEDE DO FMI. TEMPLO RELIGIOSO DOS NEOLIBELÊS, ONDE FORAM PASSAR O CHAPÉU 3 VEZES. O DINHEIRO DAS OFERTAS, NÓS , O POVO BRASILEIRO, QUE PAGAMOS.

Credores da Grécia querem um corte de 150 mil mil funcionários públicos até 2015 ** 25 mil teriam que ser demitidos ainda este ano

** 40 mil professores tomam as ruas de Madrid contra cortes de verbas da educação promovido pela administração local

** protestos contra arrocho fiscal se multiplicam em quase todas as regiões espanholas** FMI prevê que nenhum país desenvolvido crescerá mais que 2% em 2012

** em relatório singular, divulgado nesta 3ª feira,Fundo recomenda dose adicional de incentivo monetário nos EUA

 **a contrapelo da ortodoxia do euro, aponta urgencia na redução nas taxas de juros na Europa e, ineditamente, para horror da coalizão midiático-tucana, admite que economias em desenvolvimento devem suspender rigidez monetária --ou seja, política de juros altos-- até que se defina o quadro da crise mundial.

CARTA MAIOR.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

NAOMI KLEIN: OS SAQUEADORES NOTURNOS, SABEM QUE HOUVE O SAQUE PELAS ELITES À LUZ DO DIA. DO QUE O BRASIL SE LIVROU MEU DEUS! DO SAQUEADORES CERRA, FHC, AÉCIO NEVES ET CATERVA NEO LIBERAL.

 NAOMI KLEIN. O QUE TEM DE BELA TEM DE INTELIGENTE. A ELITE NEOLIBERAL É UMA TURBA DE SAQUEADORES. TEM QUE CONVIVER AGORA COM O SAQUE NOTURNO DA POPULAÇÃO.

PRESTEM ATENÇÃO NESTA CORJA DE NEO LIBERAIS ENTREGUISTAS E LEIAM O TEXTO COM ATENÇÃO VOCÊS VERÃO QUE ERA ISTO QUE O BRASIL ESTARIA FADADO SE ESTA LAIA TIVESSE GANHADO A ELEIÇÃO DE 2010. EU QUE NÃO CREIO EXCLAMO: GRAÇAS A DEUS!



                                                          GRAÇAS A DEUS ESTE NEOLIBERAL DOS INFERNOS VAI PRO LIMBO.
NÃO SE ILUDAM. O SORRISO É FALSO, ESTE HIPÓCRITA JÁ ENTREGOU A CEMIG. EM 2014, CORTAMOS AS ASAS NEOLIBERAIS DELE, AFINAL JÁ CAIU DO CAVALO EM 6 MESES DE EXPOSIÇÃO NACIONAL.
O TARTUFO MOR, O GRANDE SAQUEADOR, ELE É A SINTÉSE DE TUDO QUE DISSE  NAOMI. SE DEPENDESSE DESTE TARTUFO, O BRASIL SERIA UMA GRANDE HACIENDA DOS ESTADOS UNIDOS, E O POVO BRASILEIRO ESTARIA NA MISÉRIA E TERIA QUE PARTIR PARA O SAQUEIO.









 Depois de ter assistido durante tanto tempo ao espetáculo de Saddam e filhos roubarem o que conseguissem e de quem conseguissem roubar, os iraquianos comuns sentir-se-iam, então, merecedores do direito de também roubar um pouco. Mas Londres não é Bagdá e o primeiro-ministro britânico David Cameron não é Saddam. Assim sendo, nada haveria a aprender dos saques em Londres.

Mas há exemplos no mundo democrático. A Argentina, em 2001. A economia em queda livre e milhares de pessoas vivendo em periferias destruídas (que haviam sido prósperas zonas fabris, antes da era neoliberal) invadiram e saquearam supermercados de propriedade de empresas estrangeiras. Saíam empurrando carrinhos abarrotados dos produtos que perderam condições para comprar – roupas, aparelhos eletrônicos, carne. O governo implantou “estado de sítio” para restaurar a ordem; a população não gostou e derrubou o governo.

Na Argentina, o episódio ficou conhecido como El Saqueo – o saque[1]. É exemplo politicamente significativo, porque a palavra aplica-se, na Argentina, também ao que as elites do país fizeram, ao vender patrimônio da nação à guisa de ‘privatizar’, em negócios de corrupção flagrante e enviando para o exterior o produto das ‘privatizações’, para, em seguida, cobrar do povo obediência a um brutal pacote de ‘austeridade’.

Os argentinos entenderam que o saque dos supermercados jamais teria acontecido sem o saque anterior, muito maior, do próprio país; e que os reais gângsteres estavam no governo.

Mas a Inglaterra não é a América Latina e, na Inglaterra, não há tumultos políticos – ou, pelo menos, é o que nunca se cansam de repetir. Os jovens que devastaram ruas em Londres são crianças sem lei, que se aproveitam de uma situação, para roubar o que não lhes pertence. E a sociedade britânica, diz-nos Cameron, tem ojeriza a esse tipo de gente mal comportada.

Disse, e com ar sério. Como se os ‘resgates’ massivos dos bancos jamais tivessem acontecido, seguidos imediatamente do pagamento de escandalosos bônus recordes aos altos executivos. Depois, as reuniões de emergência do G-8 e do G-20, mas quais os líderes decidiram, coletivamente, nada fazer para punir os banqueiros por esse ou aquele crime, além de também nada fazer para impedir que crises semelhantes voltem a acontecer. Em vez disso, cada um daqueles líderes nacionais voltou aos seus respectivos países para impor sacrifícios ainda maiores aos mais vulneráveis.

Como? A receita é sempre a mesma: despedir trabalhadores do setor público, fazer dos professores bodes expiatórios, cancelar acordos previamente firmados com sindicatos, aumentar as mensalidades escolares, promover rápida privatização de patrimônio público e reduzir aposentadorias e pensões. – Cada um que prepare a mistura específica para o país onde viva. E quem lá está, na televisão, pontificando sobre a necessidade de abrir mãos desses “benefícios”? Os banqueiros e gerentes de empresas de hedge-fund, claro.

É o Saqueo global, tempo de saques imensos!

Alimentados por um sentido patológico de ‘direitos adquiridos’ pelos ricos, o grande saque global está em andamento à luz do dia, como se nada houvesse a esconder. Mas há, sim, temores ocultados. No início de julho, o Wall Street Journal, citando pesquisa recente, noticiava que 94% dos milionários temiam “a violência nas ruas”. Aí, afinal, um medo compreensível.


Claro que os tumultos de rua em Londres não foram protesto político. Mas o pessoal dos saques noturnos com certeza absoluta sabe que suas elites passaram o dia dedicadas aos saques diários. Saqueos são contagiosos.


Os Conservadores acertam quando dizem que os tumultos nada têm a ver com os cortes. Mas, sim, têm muito a ver com os cortados que os cortes cortaram. 

Presos longe, numa subclasse que infla dia a dia e sem as vias de escape que antes havia – um emprego no sindicato, educação barata e de boa qualidade –, eles estão sendo descartados. Os cortes são um sinal: dizem a todos os setores da sociedade que os pobres estão fixados onde estão – como dizem também aos imigrantes e refugiados impedidos de ultrapassar fronteiras nacionais cada dia mais militarizadas e fechadas.


A resposta de David Cameron às agitações de rua é tornar literal e completo o descarte dos mais pobres: fim dos abrigos públicos, ameaças de censura e corte das ferramentas de comunicação social e penas de prisão absolutamente inadmissíveis; uma mulher foi condenada a cinco meses de cadeia, por ter recebido um short roubado [e hoje, 17/8/2011, dois homens foram condenados a quatro anos de prisão, por incitarem tumultos pela internet, apesar de não se ter provado que sua ‘incitação’ levou a alguma consequência (NTs, com informações de Guardian em

http://www.guardian.co.uk/uk/2011/aug/17/facebook-cases-criticism-riot-sentences)].

Mais uma vez a mensagem é clara contra os pobres que incomodam: sumam. E sumam em silêncio.
Na reunião “de austeridade” do G-20 em Toronto, os protestos viraram tumultos e vários carros da polícia foram incendiados. Nada que se compare a Londres 2011, mas o suficiente para deixar-nos, os canadenses, muito chocados. 

A grande discussão naquela ocasião era que o governo havia consumido $675 milhões de dólares na “segurança” da reunião (e ninguém conseguia sequer impedir o incêndio de carros da polícia). Naquele momento, muitos dissemos que o novo e caríssimo novo armamento que a polícia havia comprado – canhões de água, canhões de som, granadas de gás lacrimogêneo e munição revestida de borracha – não havia sido comprado para ser usado contra os manifestantes nas ruas; que, no longo prazo, aquele equipamento seria usado para disciplinar os pobres que, na nova era de ‘austeridade’, seriam empurrados para a perigosa posição de pouco terem a perder.


Isso, precisamente, é o que David Cameron absolutamente não entende: é impossível cortar orçamentos militares ou policiais, no mesmo momento em que você corta todos os gastos públicos. Porque, se o estado rouba os cidadãos, tirando deles o pouco que ainda têm, pensando em proteger os interesses dos que acumulam muito mais do que qualquer ser humano precisa para viver, é claro que deve esperar o troco ou, pelo menos, deve esperar resistência – seja a resistência de protestos organizados, seja a resistência das ondas de saques. Não é propriamente problema político: é problema matemático, físico.
[1] Ver, sobre esse período, Memoria del Saqueo, filme de Fernando “Pino” Solanas, Argentina, 2004

. Pode ser baixado de

 http://docverdade.blogspot.com/2009/03/memorias-do-saque-memoria-del-saqueo.html [NTs].
Fonte:
http://www.thenation.com/article/162809/daylight-robbery-meet-nighttime-robbery?rel=emailNation

Tradução: Coletivo Vila Vudu