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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SENADORES TRAÍRAS TIRARAM MAIS DE 40 BI DO SUS.E PASMEM, COMEMORARAM!

TRAÍRAS COMEMORAM A DESGRAÇA DO POVO.
Os procedimentos COMPLEXOS e o SUS!
Por Sidney


Cerca de onze anos atrás, fui vitima de uma forte hemorragia digestiva, necessitando de uma cirurgia de urgência. Descobri que era portador de hepatite C, com uma cirrose em grau avançada, já instalada. Possuía dois convênios, um particular pago pessoalmente e outro como dependente de minha esposa, funcionária de um banco estatal.

Após a estabilização do quadro, informaram que necessitaria de um transplante de fígado e um tratamento quimioterápico longo ( 18 meses ), para tentar eliminar o vírus.

Com surpresa verifiquei que os convênios não cobriam o transplante, nem o tratamento, e que a taxa de sobrevivência, dos casos similares, não ultrapassava 10% em 3 anos.

Sem muitos percalços, consegui ser encaminhado para o Hospital das Clinicas de SP, para ser tratado pela então equipe do dr Silvano Raia. Após alguns anos de fila e de tratamento, consegui ser transplantado no Hospital Albert Einstein, pelo SUS, com todo êxito. Tive todo o tratamento e a maioria dos medicamentos, fornecido gratuitamente pelo governo, como a acontece com a grande maioria dos transplantados no Brasil.

No hospital, permaneci algum tempo na UTI, ao lado da mãe de uma famosa apresentadora de televisão, e não notei nenhuma diferenciação no atendimento ou nos procedimentos.

Em todos esses anos de tratamento e peregrinações por hospitais da rede publica, nunca fui destratado e nem ví alguem ser destratado. Por outro lado, é relativamente comum ver pacientes e familiares, exigindo atendimento “diferenciado”, julgando ser caso ou paciente especial.

Julgo que a maioria dos relatos contra a rede publica, tem grande influencia da mídia, que tende a generaliza excessões da rede pública, e nenhum interesse em denunciar as omissões e desmandos dos convênios e da rede particular.

Outra experiência importante relatada pelo Nassif, é a vivencia da proximidade da morte, que realmente te torna um ser com uma outra leitura da vida. Nessas desventuras, tive duas paradas cardíacas e acompanhei a morte de muitas pessoas, algumas delas com uma relação de amizade, convivência e luta pela vida, muito próximas.
Comentário:
O sistema público de saúde tem padrão de excelência para doenças de alta complexidade. Os curitibanos poderão conferir no Hospital das Clínicas de Curitiba o trabalho excepcional da equipe do Dr. Pasquini. Em São Paulo é a mesma coisa. E há uma estrutura do SUS, montada há muitos anos, que faz a captação de pacien
tes de todo o país.

Essa visão de que o SUS é ineficaz decorre da falta de informação.
 FONTE:TAVA NO MEU HD, ACHO QUE É DO BLOG DO NASSIF, PELE MENOS TEM OS GENES DE LÁ.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A UDN RETIROU 40 BI DA SAÚDE., A IMPRENSA APOIOU, A CLASSE MÉDIA APOIOU, ELES RIRAM DA NOSSA CARA. A POBREZA MORRE EM FILAS DE ESPERA DE ATENDIMENTO. VAMOS EMBORA, FAZER UMA MARCHA?

FILAS DA MORTE NA SAÚDE PÚBLICA, OU TAXAÇÃO SOBRE BANCOS E REMESSAS AO EXTERIOR?

DO SITE

CARTA MAIOR:

Em 2007, uma coalizão de partidos e forças conservadoras extinguiu a CPMF no Brasil: R$ 40 bilhões por ano foram subtraídos do dia para a noite do orçamento federal sem que se medissem as consequências para a saúde pública. O jogral midiático conservador alegava que a contrapartida vantajosa viria da redução do ‘custo Brasil'.
 
Não há registro de abatimento de preço de qualquer empresa a partir dessa decisão. Na verdade, a taxa irrisória de 0,37% sobre o cheque penalizava apenas grandes transações, ademais de dificultar a circulação do dinheiro ilegal e a sonegação embutida na prática do caixa 2 .
 
 Cruzamentos de dados da Receita Federal demonstraram que dos 100 maiores contribuintes da CPMF, 62 nunca tinham recolhido imposto de renda no Brasil. Nunca. O financiamento da saúde pública voltou agora à discussão no Congresso com o debate em torno da emenda 29, que disciplina a destinação de verbas federais ao setor.
 
 Corajosamente, o PT advoga a criação de uma taxa específica sobre o lucro bancário e sobre as remessas de lucros do capital estrangeiro para suprir a extinção da CPMF. A cantilena do ‘custo Brasil' afia as garras midiáticas em direção contrária: mais uma vez tentará convencer a classe média a rechaçar a taxação obre os ricos, independente da fila da morte enfrentada pelos pobres no funil do SUS.
 
Se quiser vencer a disputa o PT precisará afrontar o mito neoliberal, radicalizado pelo Tea Party nos EUA, que demoniza os fundos públicos e engessa a ação do Estado na economia. Alguns dogmas que devem ser desmascarados no caso brasileiro:
 
 a) a carga fiscal do país, da ordem de 35% do PIB, cai substancialmente quando descontados subsídios e incentivos ao setor privado;
 
 b) debitados, por exemplo, os 6% do PIB entregues aos rentistas no pagamento do juro da dívida pública, a carga líquida já cai a 29%;
 
 c) cerca de 44% da carga fiscal brasileira advém de imposto indireto embutido nos produtos de consumo, pesando assim proporcionalmente mais no orçamento dos pobres do que no dos ricos;
 
d) levantamento feito pela instituição inglesa UHY demonstra que a alíquota fiscal máxima brasileira é uma das mais amigáveis do mundo com os ricos, situando-se em 54º n ranking de intensidade;
 
 
e) pesquisa do Inesc de 2007 mostra que o lucro dos bancos brasileiros aumentou 446% entre 2000 e 2006, enquanto o IR do setor só cresceu 211%: em termos absolutos os assalariados pagam quatro vezes mais imposto que os bancos;
 
f) por fim, cabe lembrar que as remessas de lucros e dividendos do capital estrangeiro crescem explosivamente nas contas nacionais: somaram US$ 30,4 bi em 2010, salto de 20,4% sobre 2009.



A CORJA RIEM DA FILA DOS POBRES!

sábado, 23 de julho de 2011

XOQUE DE JESTÃO DOS TUCANOS PAULISTAS VAI EXTERMINAR O SUS. VÃO SER "SOCIAL DEMOCRATAS" ASSIM, LÁ NO INFERNO!

ESTE TAMBÉM É ESPECIALISTA EM "XOQUE DE JESTÃO"
DESTINO DA LOCOMOTIVA DE SÃO PAULO.

                                                                    O NOTA 10 EM XOQUE DE JESTÃO.

por Ligia Bahia e Mário Scheffer, na Folha de S. Paulo

É uma bordoada a recente regulamentação da lei paulista que permite a venda para planos de saúde de até 25% da capacidade dos hospitais públicos gerenciados por organizações sociais.


Desde o famigerado Plano de Atendimento à Saúde (PAS), criado por Maluf, uma política de governo não atingia assim, de chofre, o Sistema Único de Saúde (SUS).

Reprise do mesmo drama, abrem-se as torneiras que irrigam empresas privadas com dinheiro público. O PAS ensinou que a gambiarra de governantes, baseada em legislação questionável e financiamento improvisado, não resiste à próxima eleição, mas enriquece alguns à custa do calote no SUS.


Para justificar o ardil, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo identificou que 18% dos pacientes atendidos em hospitais públicos têm plano privado. Por que até hoje não viabilizou essa cobrança por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar?

A falsa alegação de que a lei federal do ressarcimento não é extensiva às organizações sociais e o suposto efeito Robin Hood (tirar dos planos para melhorar o SUS) escondem interesses cruzados.

Uma mão lava a outra: as organizações sociais precisam de dinheiro novo para manter sua vitrine assistencial, e os planos e seguros de saúde querem ostentar hospitais públicos de alta complexidade em suas redes credenciadas.

Há um negócio bilionário em ascensão, de planos populares a menos de R$ 100 por mês, que só é viável com o uso da capacidade instalada do SUS. Os planos de saúde já vivem de subsídios públicos.

Eles ajudam a eleger políticos, lucram com a renúncia fiscal, com a isenção de impostos e com repasses do erário para convênios médicos do funcionalismo.


Ao mesmo tempo, empurram para as contas do SUS idosos e doentes -que não têm condição de arcar com o aumento das mensalidades decorrentes do passar da idade ou cujo acesso é vetado a tratamentos mais caros.


Uma em cada cinco pessoas com câncer vinculadas a planos de saúde são jogadas ao mar e buscam socorro no SUS.

Ajudar empresas altamente lucrativas que não cumprem seu papel já é uma inversão perversa. Celebrar contratos para o atendimento aos clientes de planos, que pensam ter escapado das alegadas agruras da rede pública, constitui requinte de iniquidade.


A aventura em curso nada tem a ver com o ressarcimento, que prevê critérios de justiça contábil para atendimentos eventuais e limitados. O que está em jogo, já testado em hospitais universitários do Estado, é a expansão da fila dupla, verdadeiro apartheid que dá acesso privilegiado a quem tem plano e reserva a porta dos fundos para a “gente diferenciada” do SUS. Não dá para transigir com essa distorção escandalosa.

ISTO É COISA  DESTA CORJA DE TUCANOS NEO LIBERAIS DOS INFERNOS! GRIFO MEU, PTREMDAS13E13.



Ligia Bahia, doutora em saúde pública, é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Mário Scheffer, doutor em ciências, é pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ambos são autores do livro “Planos e Seguros de Saúde: O que Todos Devem Saber sobre a Assistência Médica Suplementar no Brasil” (Editora Unesp).