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domingo, 22 de julho de 2012

"XOKI DE JESTÃO" TUCANO, A CELPA FALIU, DEPOIS DE PRIVATIZADA. IMPRENSA UDENISTA, CALA-SE!

O DESMONTADOR DO ESTADO. O ASSASSINO DA ERA VARGAS.

DEPUTADO CLAUDIO PUTY.

POR LUIZ AZENHA NO SEU BLOG VIOMUNDO:

Deputado paraense diz que empresa de energia do Pará pode ser “re-privatizada”, envolvendo mais dinheiro público.





A Celpa, Centrais Elétricas do Pará, está em recuperação judicial.
No popular, faliu.
De acordo com o deputado federal Cláudio Puty (PT-PA), é um caso clássico de Privataria Tucana.
A Celpa foi privatizada em 1997. O presidente da República era Fernando Henrique Cardoso. O ministro encarregado da desestatização era José Serra. E o governador do Pará era Almir Gabriel.
O Grupo Rede comprou a Celpa em 1997 com dinheiro da União. O estado do Pará foi avalista do negócio.
Como a Celpa não pagou o que devia, o Fundo de Participação (FPE) do Pará tem sido descontado mensalmente.
Hoje um dos estados que mais produzem energia elétrica no Brasil, exportador de energia (segundo Lúcio Flávio Pinto) sofre com apagões.
Sim, o Pará da hidrelétrica de Tucuruí sofre com apagões.
O programa Luz Para Todos está paralisado no Pará.
Na privataria, o Grupo Rede é acusado de ter transferido R$ 700 milhões de reais da Celpa a outras empresas do grupo.
Segundo o deputado Puty, “isso fragilizou, de maneira mortal, as Centrais Elétricas do Pará”.
O deputado também denuncia a ação tíbia da ANEEL, a Agência Nacional de Energia Elétrica.
Terceiro escândalo, segundo Cláudio Puty: o interventor judicial da Celpa, indicado pela Justiça do Pará, é o advogado eleitoral do atual governador do Estado, Simão Jatene, que teve papel importante, lá atrás, em 1997, na privatização da empresa.
Trocando em miúdos: o governo tucano do Pará atua nas duas pontas do negócio, como credor e devedor da Celpa.
Cláudio Puty acredita que, agora, o objetivo é obter a re-privatização da Celpa, com o uso de dinheiro público e o aumento das tarifas cobradas dos consumidores de energia paraenses.
Por isso, ele defende que a Celpa seja federalizada.
Quanto ao quarto escândalo, está no fato de que o assunto ‘sumiu’ da imprensa do Pará.
Blogueiros paraenses, inclusive Lúcio Flávio Pinto, atribuem isso a dívidas que empresas de comunicação do estado teriam com a Celpa.
Para quem se interessar pela briga entre o Grupo Maiorana (Globo) e as empresas de comunicação de Jader Barbalho, no Pará, leiam isso.
O fato é que a Privataria Tucana, no caso da Celpa, ficará longe da mídia, a não ser que você nos ajude a difundí-la nas mídias sociais.
"DENUNCIE MAIS ESTE ROUBO TUCANO, ESPALHE QUE O SOFRIDO POVO DO PARÁ, SERÃO TUNGADOS, PELA ELITE UDENISTA DE LÁ. GRIFO MEU PTREMDAS13E13"


terça-feira, 15 de maio de 2012

A idade das trevas!




Capítulo I - A Precarização do Estado

A assunção do tucanato ao poder, em 1994, trouxe ao cenário político nacional não apenas FHC, com seu jeito melífluo e convincente de ser. Não. Trouxe um establishment político‑ideológico‑industrial‑corporativo‑colonial que assumiu os postos de comando do Estado com um apetite jamais visto! Como uma horda de nômades mongóis que chegasse ao conforto urbano, os tucanos plugaram suas ventosas sobre as instâncias decisórias e os cargos da República e passaram a sugar, para si e seus correlatos da iniciativa privada, os recursos do Estado com uma sanha que deixaria os velociraptors colonialistas da Era Bush, Wolfovitz à frente, corados de vergonha!


Como justificativa desse assalto ao aparelho do Estado, os tucanos precisavam de um imbricamento ideológico que lhes desse suporte teórico ao desmanche do conceito e das estruturas do Estado!

Com Sérgio "Trator" Mota à frente, os ideólogos do tucanato criaram e difundiram à exaustão, via mídia domesticada e partícipe, a tese de que o Estado era ineficiente, perdulário e inepto!

Em contraponto, surgiram os príncipes privatistas tucanos, personificados em Ricardo "No Limite da Irresponsabilidade" Sérgio e em Luiz Carlos Mendonça de Barros, afirmando que a salvação da lavoura e do Estado era o fim do próprio Estado!

Eram os arautos do Deus Mercado, tatcheristas tupiniquins e temporões, que vinham para acabar com a farra do investimento público e com o papel regulador do Estado!

Diziam abertamente que o Estado fazia mal até suas funções de regulador! E que, pasmem, para regular o mercado, nada melhor que o próprio mercado! É! Espantosa e criminosamente simples assim!

E aí Deus (não o Senhor, mas o Mercado) criou as agências reguladoras! E viu que era bom! Muito bom!


Principalmente para os amigos tucanos que passaram a comprar as empresas estatais a preço de banana na feira! E tome Embratel, Telebrás, Vale do Rio Doce!


Com as agências definindo o quinhão de lucro que cada operadora privada deveria ter!


E o lucro haveria de ser grande e duradouro, que ninguém era  besta de empatar dinheiro sem retorno! Enquanto isso, a escumalha (nós, a massa ignara) era bombardeada pela mídia com as notícias de que, agora sim, a coisa vai! Era o fim da Era Vargas!

Era o começo do vintenário tucano na Terra Brasilis, profetizado por Sérgio Mota! Vivia‑se um clima de euforia anti‑estatista nas ruas!

 Servidores públicos eram execrados aos magotes, nas sessões de auto‑elogio do governo!

Bresser Pereira bradava colérico: vamos acabar com a farra no serviço público (nunca se chegou a saber exatamente o tipo da farra)!

Enquanto os privatistas avançavam sobre o espólio da Viúva, FHC, com frêmitos de gozo, recebia títulos de doutor honoris causa mundo afora!


Hoje, esse cenário parece impossível! Mas, à época não! Os falcões tucanos (um paradoxo insolúvel) estavam inebriados! Haviam descoberto a pólvora das fontes eternais do Estado! Só que esqueceram de um detalhe pequeno: o povo!


Enquanto os formuladores tucanos pregavam na igreja do mercado que a extrema competência da iniciativa privada traria prosperidade e bonança para todos, apenas os diáconos tucanos e seus amigos financistas se davam bem!

 O povo, após a crise russa, desconfiava que havia caído num grande e bem contado conto‑do‑vigário!

Num estelionato ideológico sem precedentes! O golpe no fígado veio com a eleição de 2002, com Lula! O uper cut no queixo veio com a reeleição de 2006!


O povo deu o seu recado claro e direto: ele é o dono do Estado e não aceita intermediários! Um segmento dos financistas e operadores insiste na agenda rejeitada pelo povo, na eleição! São os cabeças‑de‑planilha, expressão cunhada por Luis Nassif para definir os yupizinhos com mestrado em Harvard, que ainda insistem em nos impor sua agenda nefasta!

São os rebotalhos daqueles tucanos heróicos que pensavam em reinar 20 anos na cena política brasileira!

Graças a Deus, deram com os burros n'água!

 A sociedade brasileira agradece‑lhes o fracasso!

A Octaetéride tucana durou o tamanho exato da quase destruição do Estado! Que sirva de vacina e de contra‑veneno para o futuro!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A PRESIDENTA DA ARGENTINA MOSTRA A QUE VEIO. A YPF, VOLTA PARA O CONTROLE ESTATAL.

CRISTINA DIZ NÃO AO CAPITAL TRANSNACIONAL. 

SAUL LEBLON NO BLOG DAS FRASES

Argentina diz basta à espoliação da Repsol

A Argentina nacionalizou 51% das ações YPF pertencentes à espanhola Repsol. A decisão soberana anunciada nesta 2ª veira pela presidenta Cristina Kirchner em rede nacional de rádio e televisão é uma resposta ao vampirismo que tem pautado a atuação do capital espanhol no setor. A Repsol detinha 57% da petroleira argentina privatizada em 1993 no proceso de desmonte do Estado argentino prtomovido pelo governo neoliberal de Carlos Menen. Em 2010 os investidores espanhóis extraíram um lucro de 1,4 bilhão de euros do subsolo argentino. A produção nacional de petróleo, porém, recuou quase 5,5%.

A Argentina foi a economia ocidental que mais cresceu na última década. Entre 2003 e 2010 o consumo argentino de petróleo e gás aumentaria respectivamente 38% e 25%. A oferta cairia no entanto 12% e 2,3%. A assimétrica evolução evidenciou o descompromisso do capital estrangeiro com o desenvolvimento do país. Os atritos entre o Estado e a Repsol se intensificaram. Em 2010, as importações de petróleo resultaram num déficit de US$ 3 bi na balança comercial argentina. Em 2011 a Argentina gastou US 11 bi com a conta petróleo. 





O país tem reservas para atender as suas necessidades. Encontra-se em solo argentino a 3ª maior reserva de gás de xisto do mundo: a Repsol, em que pesem os apelos da Casa Rosada, sempre ignorou essa fronteira de soberania energética. Agia em relação ao xisto como a Vale do Rio Doce agiu, durante a gestão do tucano Roger Agnelli, diante dos apelos de Lula para que a empresa investisse na prepdução siderúrgica acional.

Nos últimos três anos o governo Cristina fixou um imposto sobre exportações de petróleo, a exemplo do que fez com as commodities agrícolas. O objetivo era justamente reter no país os ganhos extras gerados pela especulação internacional com matérias-primas. No Brasil, esses ganhos extras eram repassados pela Vale aos acionionistas e festejados pela caixa de ressonância tucano-midopatica.

A Repsol não furou um único poço de petróleo na Argentina desde 2009. Na Espanha, o governo do direitista PP disse que vai reagir à 'expropriação'. Não demonstra a mesma e energia ante a ação predatória que o capital financeiro mundial exerce sobre a sociedade espanhola nesse momento: hoje, o cartel rentista global exigia da Espanha um ganho extra de cinco e meio pontos acima da rentabilidade dos títulos alemães para continuar financiando a austeridade suicida de Mariano Rajoy.