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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CONHEÇA O TARTUFO MOR DO BRASIL(SEGUNDO MINO CARTA. E O NARCISO FHC, SEGUNDO MAURO SANTAYANA.

Tartufo (em francês Le Tartuffe) é uma comédia de Molière, e uma das mais famosas da língua francesa em todos os tempos. Sua primeira encenação data de 1664 e foi quase que imediatamente censurada pelos devotos religiosos que, no texto, foram retratados na personagem-título como hipócritas e dissimulados.

Na língua portuguesa, o termo tartufo, como em outro idiomas, passou a ter a acepção de pessoa hipócrita ou falso religioso, originando ainda uma série de derivados como tartufice, tartúfico ou ainda o verbo tartuficar - significando enganar, ludibriar com atos de tartufice.


O TARTUFO MOR DO BRASIL, DEFINIDO EM ELEIÇÃO NO EX BLOG DE MINO CARTA.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos brasileiros mais bem sucedidos de sua geração. A natureza e o lar concederam-lhe inteligência que boas escolas e um grande mestre da sociologia, Florestan Fernandes, aprimoraram.

Filho de honrado chefe militar, que a memória nacional respeita, Fernando viveu uma juventude favorecida. Mas parece não ter aprendido muito com o pai que, tendo acompanhado de perto a ascensão do nazismo, optara pelo lado esquerdo da estrada.
Lembro-me da confidência que me fez, certa vez, o grande Josafá Marinho: Fernando só aparecia no plenário do Senado por alguns minutos, para justificar a presença. Não tinha paciência para ouvir seus pares. Na realidade só ouvia um único orador, com atenção: ele mesmo. Não obstante, quando estava inscrito, mandava avisar a todos os senadores, para que o fossem ouvir.

A sorte o levara ao Senado, como suplente de Franco Montoro – que, ao eleger-se governador, deixou vaga a cadeira. A mesma sorte o ungiu, quando o presidente Itamar Franco, ao descuidar-se da velha cautela montanhesa, escolheu-o como sucessor. Na presidência, confirmou a sua personalidade. Várias vezes demonstrou desapego ao povo brasileiro.
Transferiu para as massas o próprio sentimento, ao qualificar o brasileiro comum como fascinado pelo estrangeiro e, surpreendeu a intelligentsia nacional, ao citar Weber e estabelecer uma ética particular para os governantes. Fomos, para ele, um povo de capiaus, o que levou Jô Soares a apresentar-se em seu talk-show, no dia seguinte, de chapéu de palha. Mesmo aposentado compulsoriamente antes dos 40, classificou como vagabundos os aposentados por tempo de serviço.

Suas atividades não são as de um ex-presidente. Ele quer liderar a oposição. É assim que já emitiu várias encíclicas, como a última, em que aconselha a esquecer o povão e investir na classe média. Como se os setores conscientes da classe média, que influem, pudessem se esquecer do desemprego, das privatizações, e da humilhação diante do FMI. Os pobres, ele pontifica, já foram “comprados” pela política assistencialista do governo, e serão fiéis à sucessora de Lula, por isso não merecem atenção, nem cuidados.
Falta-lhe a capacidade de ver o Brasil como um todo, o que é comum a muitos políticos de São Paulo. O Brasil que eles conhecem não vai além da periferia da grande cidade, que, a contragosto, visitam em vésperas eleitorais.
Ninguém deve estranhar a posição do ex-presidente. Ele mantém a sua coerência. A oposição, de resto moderada, que fez ao regime militar, era a de um homem cheio de talentos, que o golpe enviara para o exílio. Para ele, as circunstâncias especiais que o conduziram à Chefia do Estado eram naturais: naquele momento, e em seu próprio juízo, Itamar não poderia encontrar outro. Ele era o príncipe. Não devia ao mineiro a indicação. Devia-a ao seu auto-avaliado saber, que ele quer usar hoje para, sem mandato, liderar a oposição. Resta saber se se curvarão diante de sua grandeza.


MAURO SANTAYANA.


P.S.: GRAVURAS , COMENTÁRIOS E ARTIGO DA WIKIPEDIA POR CONTA DESTE BLOG. 







segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PSDB COOPTA SINDICALISTAS (PELEGOS), DEVE SER PELO FATO DE QUE NO GOVERNO PSDBISTA/UDENISTA DE MINAS, O SINDICALISMO É TRATADO COM O RESPEITO QUE SÃO TRATADO OS PROFESSORES.

OS PROFESSORES DE MINAS ADMIRAM O RESPEITO QUE AÉCIO TEM PELO SEU SINDICATO.

NO GOVERNO DESTE TARTUFO, NÃO HOUVE A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO E NEM HOUVE A CRIAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁCIO.

PSDB investe para atrair sindicalistas

DO BLOG DO MIRO

Por Altamiro Borges

De olho nas eleições de 2014, o presidenciável tucano Aécio Neves resolveu investir pesado na atração de dirigentes sindicais. No último sábado (20), ele foi a principal estrela no ato de filiação de 93 sindicalistas ao PSDB de Minas Gerais– eram esperadas mais de 150 adesões. A festança foi um show de cinismo e demagogia, com discursos em defesa dos direitos trabalhistas e da “autonomia sindical”.

Segundo a Folha, vários oradores criticaram o “governo petista” pela “tentativa de aparelhamento do sindicalismo”. Ao saudar os novos tucanos, o senador afirmou que “a filiação é uma demonstração de que, por mais que o governo federal tenha tentado, ele não conseguiu cooptar todo o movimento sindical”. Em coro, os recém-cooptados gritaram “Aécio presidente”, registrou o iG.

Independência de quem?


O PSDB, um partido distante do “povão” – como confessou o próprio FHC –, tem feito esforços para seduzir dirigentes sindicais. A iniciativa mineira faz parte de um projeto nacional para aproximar a sigla do sindicalismo. “Vamos acabar com a imagem negativa de que o PSDB é de viés elitista”, explica Rogério Fernandes, presidente da Força Sindical em Minas Gerais, que trocou o PDT pelo PSDB.

Neste esforço estão envolvidos vários “sindicalistas independentes”. Entre eles, Melquíades Araújo, veterano dirigente da área da construção civil e vice-presidente nacional da Força Sindical, que já disputou várias eleições pelo PSDB; e Davi Zaia, dirigente do PPS – partido-satélite dos tucanos – e secretário de Emprego e Renda do governador Geraldo Alckmin. Haja independência!

Aparelhamento do sindicalismo


No ato deste sábado, Sérgio Guerra, presidente do PSDB, garantiu que “em menos de dois meses vamos criar novas secretarias e renovar as existentes numa modelagem que vai considerar todas as forças sociais e a necessidade, que Aécio Neves e Fernando Henrique defendem, de ser um partido ligado à sociedade, que não seja apenas um partido parlamentar, mas um partido plural”.

Tirando as bravatas de palanque, o objetivo dos tucanos é bem outro. Como aponta Alan Rodrigues, da IstoÉ, “o que está em jogo é a disputa por voz e voto de um exército que representa quase 60 milhões de trabalhadores, seis mil sindicatos e um orçamento de mais de R$ 80 milhões. Nas eleições de 2010, esse poderio sindical conseguiu eleger 61 representantes para o Congresso Nacional, alavancar a campanha de Dilma Rousseff e ainda contribuiu para levar às cordas o candidato do PSDB, José Serra”.

Inimigos dos trabalhadores


Os novos sindicalistas tucanos, porém, terão muitas dificuldades para explicar a sua opção nas bases. Afinal, o PSDB sempre foi um inimigo declarado dos trabalhadores. Durante o governo FHC, o desemprego bateu recorde, os salários sofreram brutal arrocho e houve o desmonte das leis trabalhistas. O fator previdenciário foi criação do ex-presidente. Já nos governos estaduais tucanos, o sindicalismo é tratado com intransigência e arrogância – os professores mineiros que o digam!

Na recente votação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), os deputados tucanos votaram contra o fim das demissões imotivadas. O PSDB também se pronunciou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e contra outros direitos trabalhistas. Como se observa, é difícil ser sindicalista tucano.