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segunda-feira, 23 de julho de 2012

A guerra contra a imprensa fascista e manipuladora.




Artigo de Izaias Almada no blog  O ESCREVINHADOR DE ROFRIGO VIANA

 

Manipulações & cia


Por Izaías Almada

Em discurso no encerramento do recente evento RIO+20 no mês passado, o presidente Rafael Correa, do Equador, enfatizou que há uma guerra não declarada a ser combatida pelos setores progressistas de todo o mundo.


A guerra da mídia contra a verdade dos fatos e a criminosa manipulação de consciências que se faz através de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.



Modestamente, ouso discordar em apenas um pequenino, mas significativo ponto do discurso do presidente equatoriano: já é uma guerra DECLARADA. 


O que se publica e se divulga ou é uma meia verdade, ou uma mentira inteira ou não apresenta o fato em seu verdadeiro contexto o que, em última palavra, vem a dar no mesmo.



Trago aqui três exemplos desses últimos dias para a nossa reflexão: a declaração do senado norte americano sobre o banco HSBC, o debochado discurso de uma senhora chamada Danuza Leão sobre o povo brasileiro e a “vitória” de parte da mídia nacional ao pautar o julgamento do mensalão para antes das eleições municipais, mensalão que ainda não se provou, segundo o batalhador Mino Carta.



Notícia da Folha de São Paulo na última terça-feira, 17 de julho, diz o seguinte:

HSBC pôs em risco sistema financeiro dos EUA, acusa Senado
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS 




O banco britânico HSBC, um dos maiores da Europa, colocou em risco o sistema financeiro dos EUA, ao relaxar seus controles e ficar vulnerável a operações para lavagem de dinheiro relativas ao tráfico de drogas e terrorismo. 




As acusações fazem parte de um relatório do Senado americano divulgado nesta terça-feira.

“Na era do terrorismo internacional, da violência vinculada às drogas em nossas ruas e nossas fronteiras, do crime organizado, deter esse fluxo de dinheiro que apoia esses horrores é uma prioridade para segurança nacional”, escreveu no comunicado o senador democrata Carl Levin, que presidiu o comitê de investigação.



Denúncia grave, claro, que envolve um dos maiores bancos mundiais com quase 500 agências só nos Estados Unidos. Onde a manipulação, se não do senador democrata, mas da maneira como a notícia é dada, se atentarmos para um fato extremamente importante e esclarecedor?



Segundo alguns dos últimos relatórios da Organização Mundial de Saúde (2008/9), os norte americanos são os maiores consumidores de drogas do planeta.



 Apesar da legislação repressiva adotada nos Estados Unidos, os americanos aparecem como os maiores consumidores de maconha e cocaína do mundo, revela um estudo realizado em 17 países e publicado na ‘PLoS Medicine’, uma revista científica on-line. Segundo o estudo, dirigido por pesquisadores da Universidade de New South Wales (Sydney, Austrália), 16,2% dos americanos já consumiram cocaína ao menos uma vez, enquanto 42,4% já fumaram maconha.




Cabe, então, a pergunta: como essa droga chega aos Estados Unidos? Quem protege o tráfico? Quanto ela movimenta em dinheiro? 



Por qual razão os EUA têm bases militares na Colômbia, maior produtor mundial de cocaína e invadiram o Afeganistão, maior produtor mundial de ópio? Para combater a droga ou para protegê-la no escoamento até a terra do Tio Sam, onde – inclusive – outros bancos devem também acionar a sua lavanderia? 


Como o maior consumidor de drogas do mundo, portanto o maior comprador, pode acusar um banco de lavar dinheiro proveniente do tráfico? E quanto desse dinheiro financia operações da CIA? 


Hipocrisia ou manipulação da informação?



O senador democrata se esqueceu dos assassinatos autorizados pelo próprio governo americano contra alvos escolhidos, mas que costumam matar civis inocentes, conforme recente denúncia do ex-presidente Jimmy Carter ao jornal New York Times, em territórios do Afeganistão, no Iraque, e com o conhecimento do presidente Obama.?



 Será que é a esse terrorismo que se refere o senador? E


 Batman, não é mais o super herói que nos protegerá das forças do mal? Pelo menos no Colorado?


 


Outro caso interessante é o da socialite (ou seja lá o que isso queira dizer) carioca importada do Espírito Santo que há dias deitou falação “instruindo” brasileiros e estrangeiros sobre como se comportar nos anos de Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas no Brasil (2016). Chamada no site da

 UOL:



Danuza Leão dá dicas de como brasileiros devem se comportar na Copa


DE SÃO PAULO 

O Brasil está prestes a sediar os dois mais importantes eventos esportivos do mundo: a Copa e as Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente. Mas, para receber os estrangeiros que virão ao país por consequência disso, os brasileiros precisam se preparar, diz a colunista da Folha Danuza Leão. 

COLUNISTA DA FOLHA E SEUS BESTEIROIS. a IMPRENSA NATIVA É A ÚNICA DO MUNDO QUE TEM COLUNAS SOCIAL. NO RESTO DO PLANETA ESTE PAPEL É PRESTADO POR REVISTAS DE FOFOCAS. GRIFO MEU PTREMDAS13E13.
 
Em entrevista gravada, ela dá dicas de comportamento para a população e também para os visitantes





.
(O leitor poderá acessar o vídeo na TV UOL, se ainda lá estiver)


Dispenso-me de reproduzir os cinco minutos de idiotices que diz a colunista da FSP, onde vem à tona todo o preconceito, rancor, inveja com a condução segura da economia brasileira nos últimos dez anos por parte dos governos Lula e Dilma. 


Reduz o povo brasileiro a uma súcia de ignorantes, de caráter duvidoso e diz aos estrangeiros para tomarem muito cuidado com jóias, carteiras, bolsas, etc. isso depois de insistir, como fazem muitos jornalistas do PIG, que parte das obras em infraestrutura de aeroportos, estádios, hotéis, praças e avenidas, não ficarão prontas no tempo previsto.





Manipulação pura e simples dos incautos e dos que torcem contra o país.

 Ficam todos atrás das portas ou atrás dos muros à espera de um desastre para dizerem: viu, não falamos que não iria dar certo essa mania de grandeza? 

Um país que tem uma classe média que ouve Danuza Leão e vota no Serra, agride negros, nordestinos e gays não precisa de inimigos


 E nunca é demais lembrar que em 1950, um país muito mais pobre que o de hoje, organizou uma copa mundial de futebol, onde vários estádios foram construídos, como o estádio Independência em Belo Horizonte e o Maracanã no Rio de Janeiro. 


E ninguém reclamou…



Por último a farsa do mensalão, a mãe de todas as corrupções brasileiras – segundo Demóstenes, Álvaro Dias, Heráclito não sei das quantas – aquela que foi criada para enfraquecer o governo Lula, se possível abatê-lo, mas que deu com os burros n’água.


A ação da Polícia Federal nas Operações Vegas e Monte Carlo, bem como os primeiros depoimentos da CPMI VEJA/Cachoeira já mostraram ao público brasileiro como foi montada toda essa operação repercutida pelos principais meios de comunicação do país: vídeos montados, escroques a serviço de honoráveis políticos e jornalistas, chantagens, documentos falsos, a imprensa a serviço de bandidos e moralistas de fachada. Políticos do DEM, do PSD, do PSDB, do PPS, envolvidos até o pescoço com a maracutaia e protegidos por uma mídia que tem o rabo preso. 



Tão violenta e intensa foi essa manipulação que até parte relativamente significativa da esquerda brasileira acreditou.



E tão preso está esse rabo que tentam uma última investida contra o PT, isto é, querem ver se ainda sobram respingos para o ex-presidente Lula e para a atual presidente. 


Matéria requentada, sem nos esquecermos de que um dos juízes que estará votando no STF é suspeito de integrar o esquema de Carlos Cachoeira.



O castigo vem a cavalo, diz o adágio popular. 


As mentiras e as falácias da imprensa, bem como a ética e a moral da direita conservadora brasileira, tão bem representada no momento nas insistentes candidaturas de José Serra a qualquer cargo executivo correm o risco de morrer do próprio veneno.

 Basta que o Brasil do bem meta o dedo na ferida e faça, desta vez, vazar todo o pus acumulado. Força Brasil!


Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros “Teatro de Arena, uma estética de resistência”, da Boitempo Editorial e “Venezuela, povo e Forças Armadas”, Editora Caros Amigos.


Leia outros textos de Izaías Almada

quinta-feira, 19 de julho de 2012

É a Gloelbels que tem medo do Collor e não o contrário.

As coisas já estiveram melhores para a Gloelbels.


O Senador Fernando Collor, inexplicavelmente, não tem merecido do PiG (*) a atenção que merece.

Que pena o
deputado Miro Teixeira, tão preocupado com a integridade da imprensa brasileira, não atentar para as graves palavras do Senador Fernando Collor.

Disse Collor na sessão da CPI desta quinta-feira (e que o PiG (*) ignorou):


- Eu não tenho medo da imprensa;

- Não sigo a pauta da imprensa (viu, Miro ?);

- Não tenho medo nem do Procurador Geral da República;

- Procurador que vem cometendo crimes;

- Não encontrei muito eco dos que aqui tem medo, quando disse que há uma quadrilha instalada na revista Veja;

- Quando disse que o Policarpo Júnior é um criminoso;

- Nenhum eco dos que, aqui, conjugam o medo;

- Não tenho medo de quem quer que seja;

- Pela primeira vez, desde 1988 quando a Procuradoria Geral da República foi reformulada, o Conselho Nacional do Ministério Público
aceitou a representação que fiz contra o Procurador Geral e sua mulher;

- Porque eles fazem “moeda de troca”;

- E não tive eco;

- Os Procuradores Batista de Oliveira e Daniel Resende Salgado trocavam com os jornalistas Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, da Veja – num coito de bandidos – a íntegra do que tramitava na 11ª Vara da Justiça Federal de Anápolis (contra Carlinhos Cachoeira);

- o Policarpo faz esse papel desde 2005;

- Policarpo concentrava o poder de usar as informações trocadas com os procuradores, em benefício pecuniário da Veja, nesse coito de bandidos;

- o Procurador Geral tem que ser apeado !

- muitos aqui me dizem em surdina, “Collor, vá em frente”;

- e dizem em surdina, porque tem o rabo preso com o PGR;

- eu não tenho medo de ninguém, nem da imprensa;

A seguir, Collor extraiu do relator Odair Cunha a informação de que Pagot e Cavendish, mais à frente, serão ouvidos na CPI

 DO CONVERSAFIADA.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Imprensa fascista, udenista e mentirosa, esqueceu-se das marchas contra a corrupção.

                              A tarefa (inglória) em plena ´poca de internet é esconder isto aí.


É mostrando o que é realmente um tucano? A notícia não estará no PIG nacional.



Quem não se lembra das "marchas contra a corrupção" no ano passado incentivadas pela Veja, Globo e demais órgãos da velha imprensa, e que levantaram várias suspeitas sobre seus verdadeiros objetivos?


O ex-senador Demóstenes Torres chegou a comprar vassouras verde e amarelas para distribuir aos manifestantes. Em Goiânia, foi um assessor do governador Marconi Perillo (PSDB) quem organizou uma "marcha apartidária".



Não chegaram a empolgar na época, mas agora em Goiânia crescem as passeatas contra o governador tucano, envolvido no escândalo Cachoeira.

 Na última sexta-feira (13), houve uma que pedia a renúncia ou impedimento de Perillo, com forte presença da juventude.


No entanto estas manifestações foram, digamos assim, “esquecidas” pelo grandes noticiários nacionais. Aliás, os goianos que participam reclamam que a velha imprensa local também não noticia, nem antes, nem depois. A informação só circula na internet e nas ruas (veja a imagem ao lado).


Pelo visto, a tática das velhas oligarquias políticas e midiáticas – tentar reduzir a luta política à bandeira da corrupção –, para interditar a luta dos trabalhadores por melhor distribuição da riqueza nacional, precisará voltar para a prancheta.

Perillo, ou Demóstenes, não sei ao certo, chegou a comemorar, que o caso não tinha repercusão nacional, ou seja não saia na telinha do JN. Isto antes da instalçao da CPI do Robert(o) Civita, como diz PHA. Grifo meu ptremdas13e13.

publicado no REDE BRASIL ATUAL
 

sábado, 19 de maio de 2012

Venício Lima e o seu medo de FHC.

Venício Lima.

Do sítio CARTAMAIOR


“Assusta-me que FHC assuma a bandeira da regulação da mídia”

Em entrevista à Carta Maior, Venício Lima, pesquisador na área da Comunicação, analisa as recentes declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, favoráveis a regulação dos meios de comunicação. "Isso pode significar que algum tipo de costura de bastidores pode estar sendo feita para que haja alguma coisa que se apresente como regulação e que não chegue nem ao que já está na Constituição há 23 anos. Então, tenho medo disso", afirma.

Brasília - Durante o seminário “Meios de comunicação e democracia na América Latina”, realizado no último dia 15 pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso (FHC), o ex-presidente defendeu a regulação da mídia como condição da democracia . O evento marcou também o lançamento de uma publicação conjunta do iFHC, Centro Edelstein de Pesquisas Sociais e da Plataforma Democrática apresentando reflexões e propostas para mudanças na legislação do setor.

As declarações aparentemente inusitadas de FHC - historicamente alinhado aos setores da mídia que abortam qualquer discussão sobre o tema taxando-o como tentativa de censura e ataque a liberdade de imprensa -, entretanto, não surpreendem o professor aposentado de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) Venício de Lima. O pesquisador aponta indícios de mudança na estratégia dos grandes grupos de mídia e teme que eles assumam a bandeira da regulação para fazê-la entre aspas: “Ou seja, muda para não mudar.”

Confira a entrevista.

O senhor se surpreendeu com a posição de Fernando Henrique Cardoso?

Não me surpreende, mas me preocupa. Tenho a impressão de que os setores historicamente avessos até ao debate sobre a questão da regulação estão se apropriando de um certo vocabulário de regulação da mídia, o que não necessariamente significa um avanço democrático. Há várias sinalizações disto.

Quais?

Em 2003, se não me engano, quando o Conselho de Comunicação Social [órgão auxiliar do Congresso previsto no artigo 224 da Constituição] ainda funcionava - porque desde dezembro de 2006 ele não funciona mais - criou-se uma subcomissão para discutir concentração da mídia no Brasil, por iniciativa do à época conselheiro Alberto Dines. Eu fui um dos convidados e apresentei um texto tratando da concentração histórica, não só, mas sobretudo, na radiodifusão do país. A última pessoa convidada foi um filósofo gaúcho chamado Denis Rosenfield, que não é da área, mas é um expoente do pensamento liberal conservador no Brasil. Sua participação foi sugerida e apoiada pelos grandes grupos de mídia que tem representação no Conselho. Ele criticou todas as apresentações anteriores, muito particularmente a minha, reafirmando todas as posições tradicionais dos grandes grupos de mídia, por exemplo, contrário a qualquer tipo de controle da propriedade cruzada dos meios e coisas desse tipo.

Recentemente, este ano, esse mesmo professor
publicou um texto, destes que são publicados em vários jornais, defendendo a regulação do setor. Ele comete alguns erros bastante primários, mas pelo fato de ter publicado este texto e de ter defendido há menos de dez anos atrás posições totalmente opostas, passei a suspeitar de que os grandes proprietários da mídia começaram a se apropriar da necessidade de uma certa atualização da regulação, o que me preocupa porque isso pode significar que algum tipo de costura de bastidores pode estar sendo feita para que haja alguma coisa que se apresente como regulação e que não chegue nem ao que já está na Constituição há 23 anos. Então, tenho medo disso. Como acontece no Brasil, na maioria das vezes, as mudanças são para continuar onde estamos.

Há outras sinalizações?
Quando da aprovação da Lei 12.485, no final do ano passado, unificando a regulação da televisão paga, o jornal O Globo fez um editorial falando “precisamos mesmo atualizar a legislação da área e um bom exemplo do que precisa ser feito é essa lei, que foi feita sem contaminação ideológica, sem viés populista”, etc.

Além disso, o professor Bernardo Sorj, que é o representante do Centro Edelstein, que inclusive publica o livro lançado no seminário promovido pelo Instituto FHC, é o organizador de outro livro publicado há uns dois anos pela Paz e Terra, junto com a organização Plataforma Democrática. Esse livro não deixa qualquer dúvida sobre a posição desses centros de estudo sobre as questões que tem sido levantadas em relação aos marcos regulatórios que estão sendo implementados na América Latina. O próprio Bernardo Sorj, em outro texto, defende explicitamente a manutenção da propriedade cruzada dos meios, argumentado que a concentração talvez fosse uma forma de garantir a permanência dos veículos impressos, ameaçados pelas novas tecnologias. Então, fico com pé atrás, a menos que ele tenha mudado de posição.

Ou seja, a mídia tradicional prevê a regulação da comunicação como inevitável no Brasil e se movimenta para garantir uma regulação que lhe seja menos prejudicial?

Seria isso, como acontece com relação à bandeira da liberdade de expressão. Você vê setores que apoiaram o golpe de 1964, que patrocinaram a última expressão institucionalizada da censura no Brasil, assumindo indevidamente, de forma totalmente absurda, a bandeira da liberdade de expressão. Os mesmos grupos que apoiaram um governo que institucionalizou a censura e que, inclusive, afetou a eles próprios! O risco que se corre agora é que com esse movimento, certamente articulado com os próprios grandes grupos de mídia, eles assumam a bandeira da regulação e façam a regulação entre aspas. Ou seja, muda para não mudar.

Entre as propostas tiradas neste seminário, eles falam em combater a concentração da propriedade dos meios privados.

Eles precisam explicar melhor. Muita gente fala que combater a concentração é finalmente cumprir o que está naquele decreto 236, de 1967, da ditadura. Aquilo ali não tem nada a ver com propriedade cruzada. Limitam o número de concessões por região geográfica e um parágrafo poderia ser aplicado na formação de redes. Não há qualquer controle na formação de redes de rádio e televisão como a Globo. Do ponto de vista jurídico, inclusive da ação do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] em relação a formação de cartéis e controle de oligopolização, esses grupos são aceitos como rede.
Mas eu ainda não vi a publicação lançada neste seminário e prefiro fazer um estudo do documento. Estou falando com base nas coisas que eu já vinha observando e sobre algumas já escrevi.

Seria importante ter um aliado como FHC nesta luta?

Ao contrário, me assusta que FHC e o grupo em torno dessa promoção assumam a bandeira da regulação, eu jamais diria que ele é aliado. Se fosse teria promovido a regulação nos anos que foi presidente da República ou, então, o PSDB estaria apoiando alguma coisa nesse sentido.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Dicionário Cachoeira.



AC Antes de Cachoeira, o crime era praticado de maneira informal, sem método e de forma amadorística. Lucro insignificante. Período da infância de nossos amigos. Ver DC.



Aditamento Acrescentar e multiplicar valores aos contratos após ganhá-los em [i]licitações com propostas reduzidas e irrealistas. Ver Crime organizado.



Amigos Aqueles que comungam as mesmas práticas e não são alcaguetas.
 
 
Comunista Inimigo de nossa organização. Mostra nosso modus operandi e ilumina nosso mundo subterrâneo. Ver Blogueiro sujo.


Crime organizado Atividade laboriosa que permite a compra — por associação — a deputados, senadores, governadores, jornalistas etc. Ademais, juízes também entram no pacote, pois sabem que temos algo em nossos bolsos e malas reservados para eles.
DC Depois de Cachoeira, o crime passou a ser praticado de maneira metódica, profissional e, para ganhar escala, aliado a figuras conhecidas do país. Lucro estratosférico. Período adulto de nossos amigos. Ver AC.

Depende do ponto de vista Exceto o de nossa organização, outras formas de avaliar as coisas não nos interessam.

Ditabranda Nossa lei e nossa ordem. Amém!

Ética Os valores e princípios de conduta de nossa organização. Profissionais imbuídos e compenetrados em encontrar facilidades e vender dificuldades.

Galeria Augusto Probo Imaculado Galeria de pessoas admiráveis. Ver Gente boa.
Gente boa Toda aquela que dá sinal verde aos nossos interesses.

Genuflexão Ato de respeito com quem tem poder. Obedece quem tem juízo, já dizia a mamãe.

GreenCachoeira ONG - Organização não Governamental que aprecias verbas governamentais

Lugar de Justiça Não podemos conviver com a incerteza. Por isso, um Supremo Tribunal favorável é fundamental. Fazemos lobby pelo STP. Ver Ditabranda.

Monopólio da Mídia Muita gente mexendo na mesma coisa não dá certo. O melhor são as oligarquias — sempre simpáticas às nossas demandas — permanecerem no comando dos veículos de comunicação. A advertência é fato concreto: caso venhamos a vacilar, blogueiros sujos e comunistas vão alardear pelos quatro cantos da internet nossas práticas ilícitas [mas extremamente rentáveis].

Mosqueteiro da Ética Pessoa ilibada como nós. Em público, vocifera pelos bons costumes. Em privado, luta por nossos direitos... E é isso que importa. Ver Ética e Mundo animal.
Mundo Animal Antes inofensivo, recluso em seu habitat, passou a acompanhar blogueiros sujos e comunistas, deixando de ler a nossa Revista [da] Marginal. O corolário disso foi devastador para os nossos dividendos.
Notícias geneticamente modificadas Patente exclusiva. O PIG [nosso consorte] alega que também tinha a fórmula. Não gostamos de discutir com sócios. Entretanto, ele jamais conseguiu alcançar a alta tecnologia de nossas sementes. Sem querer nos gabar, nossa organização é PhD no assunto e emite Certificado homologado pelo PIG 14001, art. 25 e 45. Ver Amigos, Ditabranda e PIG.

Pessoa de bem Erro de digitação. Palavra deve ser utilizada apenas no plural. No singular, é merreca, coisa chinfrim não digna de nota.

Pessoas de bens Ver Gente boa.

PIG Sempre apoia boas causas: a) desestabilização do Getúlio, do Juscelino, do João Goulart, do Lula, da Dilma etc.; b) Apoio incondicional à Ditabranda, à Privataria Tucana etc. Ver Amigos, Ditabranda e Notícias geneticamente modificadas.

PIG ingrato Não se abandona um companheiro ferido na estrada ou no mar.

Prevaricar Caso venha a ser flagrado, entregue o caso direto ao PGR certo para ele deixar mofar a ocorrência. Aviso: não há antídoto sobre ações da Polícia Federal.

Privataria Tucana Administração admirável. Adoraríamos ter participado. Uma melancolia nos invade ao sabermos que poderíamos estar lá para contribuir com esse grande feito. Sabemos de nossa capacidade propositiva e logística para aperfeiçoar ações desse tipo. De todo modo, admiramos seus proponentes. Ver Amigos, PIG e Quadrilha Editorial.
Quadrilha Entidade de benfeitores [Ver Depende do ponto de vista] associados, dirigidos por um chefe e dedicados especialmente ao roubo e outras atividades que proporcionem enriquecimento instantâneo e [i]lícito [Ver Depende do ponto de vista].

Quadrilha Editorial Entidade de benfeitores formada para dar ressonância na mídia aos nossos planos. Sem publicidade, travestida de notícia, nossas iniciativas seriam natimortas. Ver PIG.

Representação Nosso pessoal nos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e no PIG. Ver Galeria Augusto Probo Imaculado e Gente boa.

Reunião de inimigos – Gente desocupada que se ocupa em inviabilizar nossas estratégias. Ver Blogueiro sujo e Comunista.

Revista [da] Marginal Braço editorial da quadrilha. Ver Quadrilha Editorial.

Sacolas plásticas Antiecológicas e pecaminosas. Mormente porque não distribuídas por nosso grupo. Adquira apenas sacolas da GreenCachoeira. Ver GreenCachoeira.
Sinceridade É música para nossos ouvidos. Quando ouvimos a contrapartida de nossos sócios, estamos prontos para acrescentar o Delta na equação do valor das propostas.

Super-heróis Não se fará justiça nesse país enquanto não forem erguidas — em cada praça desse país — estátuas em ouro maciço em homenagem a Super-DemGo. Ver Amigos, Ditabranda e PIG.
Tristeza Sarkozy foi derrotado; Serra foi derrotado; os juros caem; e eu não me sinto muito bem... Onde esse mundo vai parar? Ver Blogueiro sujo e Comunista.
Vidente Apenas ir aos confiáveis. Nossa organização não acredita em charlatães, apenas em gente honrada e representante de nossos interesses. Ver Monopólio da Mídia.