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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Paulo bernardo é o Quinta Coluna Mor do PT.

Breno Altman: Bernardo é um Quinta Coluna. 


O PT e o governo precisam de uma faxina:

 

Se a vontade política da presidente Dilma Rousseff e seu partido for realmente enfrentar a onda reacionária que tenta controlar as ruas, há uma lição de casa a ser feita.

O PT e o governo precisam se livrar da quinta-coluna, que representa interesses alheios à esquerda e aos setores populares.
O termo nasceu na guerra civil espanhola, nos anos trinta do século passado. 

Quando Francisco Franco, líder do golpe fascista contra a república, preparava-se para marchar sobre Madri com quatro colunas, o general Quepo de Llano lhe assegurou: “A quinta-coluna está esperando para saudar-nos dentro da cidade.”

 Referia-se às facções que, formalmente vinculadas ao campo legalista, estavam a serviço do golpismo.



A maior expressão de quinta-colunismo no primeiro escalão atende pelo nome de Paulo Bernardo e ocupa o cargo estratégico de ministro das Comunicações.



 Não bastasse vocalizar o lobby das grandes empresas de telefonia e a pauta dos principais grupos privados de comunicação, resolveu dar entrevista às páginas amarelas da revista “Veja” desta semana e subscrever causas do principal veículo liberal-fascista do país.

Na mesma edição na qual estão publicadas as palavras marotas do ministro, também foi estampado editorial que celebra a ação de grupos paramilitares, na semana passada, contra o PT e outros partidos de esquerda, além de reportagem mentirosa que vocifera contra as instituições democráticas e os governos de Lula e Dilma.

Nesta entrevista, Bernardo referenda que se atribua, à militância petista, um programa que incluiria a defesa da censura à imprensa. 

Vai ainda mais longe, oferecendo salvo-conduto à ação antidemocrática da mídia impressa e restringindo qualquer plano de regulação a perfumarias que deixariam intactos os monopólios de comunicação, o maior obstáculo no caminho para a ampliação da liberdade de expressão.

De quebra, o ministro chancela o julgamento do chamado “mensalão”, ainda que escolhendo malandramente os termos que utiliza, caracterizando a decisão como um resultado “normal e democrático”.

 Por atacar seu partido nas páginas do principal arauto do reacionarismo, recebe de “Veja” elogio rasgado, ao ser considerado “um daqueles raros e bons petistas que abandonaram o radicalismo no discurso e na prática.”

Paulo Bernardo não é, porém, o único que flerta com o outro lado da barricada, apenas o que mais saçarica. 

Está longe de ser pequena a trupe de figuras públicas petistas que dormem com o inimigo, a maioria por pânico em enfrentar os canhões da mídia ou desejosos de receberem afagos por bom-mocismo.

O governador baiano, Jacques Wagner, é outro exemplo de atitude dúbia. Há algumas semanas bateu ponto, na mesma revista, para dar seu aval aos maus-feitos jurídicos de Joaquim Barbosa e seus aliados. Mas não parou por aí. 

 Quando o presidente do PT, Rui Falcão, estava sob cerrados ataques por chamar sua gente à mobilização, Wagner correu aos jornais para prestar solidariedade.

 Não ao líder máximo de seu partido, mas aos lobos famintos que se atiravam contra o comandante petista.

Nos últimos dias assistimos incontáveis cenas que igualmente merecem uma séria reflexão. 

Não foi bonita ou honrosa a oferta do ministro da Justiça à repressão da PM paulista contra a mobilização social. 

Ou o prefeito paulistano fazendo companhia ao governador Alckmin na resposta ao movimento contra o aumento das tarifas de transporte.

 Nesses casos, contudo, não houve facada nas costas, mas flacidez político-ideológica que não pode ser relevada.

A questão crucial é que, para avançar na luta contra o reacionarismo e na reconquista das ruas, o PT e o governo precisam restabelecer uma ética de combate.

 A defesa dos interesses populares e da democracia não poderá ser feita, às últimas consequências, sem uma faxina de comportamentos e representantes que favorecem os inimigos do povo no interior das fileiras aliadas.
(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os intelectuais e o PT. A maioria eram uns pequenos burgueses, transvestidos de operários.

Professor Chico Oliveira sociólogo da USP, um dos primeiros intelectuais a abandonar o barco do PT quando a política ferveu.

Do blog do NASSIF

Por R Godinho
No final da ditadura, ali pelo meio dos anos 80, quando as prisões, legais (poucas) e ilegais (muitas), já haviam quase acabado, todo começo de noite podia-se ir à Cinelândia, no centro do Rio, e tomar um chope nos bares da praça, discutindo política.

 O local fervilhava.

 Ali, todo dia, se decidia como e quando se faria a Revoluçao.

Essa gente formava a elite intelectual dos partidos de esquerda. Eram os "pensadores" do socialismo e dos meios para chegar lá.

 E saiam dali bêbados, ou quase, para ir dormir mais uma noite revolucionária.

 Ações práticas, que é bom, nada.


Só análises, discussões, e, no final, culpar a ignorância e venalidade do povo, que se deixava comprar por tijolos ou dentaduras.
Nem de longe lhes passava pela cabeça que, para o pobre, poder mastigar direito ou ter uma parede que não fosse de tábuas de caixotes era muito mais revolucionário do que a tomada do poder.

 A concretude das demandas da classe trabalhadora, suas necessidades reais e imediatas eram (e ainda são) consideradas como fruto da ignorância e do egoísmo incutidos pelo capitalismo brutal.

Por sempre terem sido supridos nessas necessidades, por sempre as terem à mão (ou, em delírio obtuso, haver a elas renunciado "em nome da Revolução"), não podiam ver algo normal e corriqueiro (para eles) como algo essencial a conquistar.

Pequenos burgueses metidos a operários.


Pequenos burgueses, cheios do ranço da superioridade de classe, travestidos de revolucionários.
Quando o PT nasceu, nasceu lotado dessa gente.

É verdade que, sendo eles relativamente muitos e muito divididos em grupos, a despeito do autoritarismo inerente ao seu modo de pensar, produziram uma notável democracia interna no partido.

E enquanto essa gente teve importância e domínio sobre o PT, o partido se viu isolado da sociedade, tendo inclusive um fracasso retumbante na sua primeira eleição.

 Quando, afinal, a visão pragmática e mais próxima do que o povo de fato anseia começou a tomar conta do partido, trataram de sair (ou serem saídos), não sem fazer um imenso escândalo, exatamente na imprensa burguesa...
O PT tem erros. Lula tem erros. Não são deuses, são homens.

 Mas quem atende melhor aos interesses da classe trabalhadora, aquele que faz o discurso do moralismo pequeno burguês do PIG ao mesmo tempo que prega uma revolução impossível, ou quem segue em frente, tampando o nariz para o mal cheiro de certas companhias políticas, avançando no atendimento das necessidades do povo trabalhador?
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Um interessante comentário de um navegaante do blog, sobre esta gente intelectualizada e que depois procurou o brilho e o estrelismo no PIG:





São da mesma forja que o Serra.



Teleguiados pela "opinião pública" do PIG.



O problema do Chico e de cada dez entre dez intelectuais que deixaram o PT "pelos desvios éticos" é que eles foram petistas do mesmo modo que o Roberto Freire foi comunista: de vitrine.

 Era charmoso, agregava valor às suas famas de intelectuais, serem de um partido de esquerda; e de quebra ainda ganhava uma eleiçãozinha aqui, outra ali.



 Para boa parte da mídia era bom porque lhe dava ares de centrista e apartidária; e pra eles que se davam bem, no mínimo como colunáveis.



Na hora do vamos ver, quando a política de fato ferveu, como ratos abandonaram o barco a que de fato nunca pertenceram.

Por isso mesmo toleraram o Sassá Mutema(*) até este virar um dos maiores presidentes que a República Federativa do Brasil já teve.



Mas nunca suportaram de fato a liderança do "analfabeto" e sem aquele monte de penduricalhos de diplomas de serventia apenas para a pavonice; sequer o fato de ter chegado ao Congresso Constituinte.



 Engoliram em seco por anos o líder da turma do "macacão azul".



(* Lula, segundo biotipo da novela da Globo, O salvador da pátria, trama principal brilhantemente conduzida com o tucaníssimo, grande Lima Duarte e contracenada principalmente com a tucaníssima "cansada" Maitê Proença).


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