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sexta-feira, 30 de março de 2012

TIJOLAÇO: OS FUNDILHOS(SUJÍSSIMOS) DA U.D.N!

O MORALISTA DOS ANOS 50/60, ACUSOU JUSCELINO DE SER A 7a MAIOR FORTUNA DO MUNDO QUANDO DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA. JUSCELINO MORREU POBRE, CARLOS LACERDA O GOLPISTA DA UDN.,O MORALISTA DE OCASIÃO, O CORVO DA RUA CHILE, MORREU MILIONÁRIO.

SUA EDITORA, A NOVA FRONTEIRA, PUBLICOU EM PORTUGUÊS, O LIVRO FRANCÊS, "A QUESTÃO HOMOSSEXUAL".

SEGUNDO NERY DA SILVEIRA, PERNAMBUCANO, AMIGO DE GILBERTO FREYRE, ESTE EPISÓDIO DEVEU-SE AO FATO DE O MORALISTA TER APAIXONADO-SE PELO NETO DA CECÍLIA MEYRELES.
 TEXTO DE RESPONSABILIDADE DO BLOG PTREMDAS13E13.

 
O senador Demóstenes Torres seria apenas mais um caso de promiscuidade entre políticos e interesses privados – criminosos ou “apenas” escusos -, somente  um dos muitos que a gente sabe que há por aí.
Com bicheiros, com empreiteiros e – os mais sofisticados – com banqueiros e outros “financeiros”.


Seria, não fosse a evidente cumplicidade que se formava entre ele e dirigentes do Judiciário e com a mídia.
Demóstenes era um dos “cavaleiros da moralidade”, incensado pela mídia em geral e, como se sabe agora, com “canais particulares” com o núcleo do que Brizola chamava de “Comando Marrom”, a revista Veja, com a mesma intimidade de quem “quebrava galhos” de Carlinhos Cachoeira.

Ele esteve no centro de quase todas as “ondas moralizadoras” da imprensa desde o início do Governo Lula que, curiosamente, começaram com o caso Waldomiro Diniz – Carlinhos Cachoeira, que agora, sabe-se, era saudado por ele como um “Fala, Professor!”

Demóstenes, porém – o legado refere-se à sua auto-admitida morte política -,  deixa  uma lição  para a política brasileira.

Uma lição que, mesmo sendo ensinada desde os anos 40 pela UDN, ainda não foi completamente absorvida pelo nosso pensamento.

Não é raro, nem é exceção que os cruzados da moralidade tenham, eles próprios, os fundilhos imundos.
E não é raro, nem exceção, que estejam sempre associados às causas mais desumanas, antipovo e antipaís, que se possa conceber.

Demóstenes era assim, ao ponto de dizer que conspurcar, sob convite oficial, a Suprema Corte brasileira, dizendo em seus salões que foram os negros os responsáveis pela escravidão e que as negras, no Brasil escravocrata, consentiam em fazer sexo com  seus senhores.

Bem, não dá para dizer que essa visão de “consensualidade”  entre escravo e senhor , infelizmente, esteja desentranhada dos nossos tribunais, não é?

Aliás, ela habita, nesta e em outras variantes, a cabeça da elite brasileira. Porque são assim as mentes que concebem uma modernidade onde exista fome, um cosmopolitismo onde existam colônias, um progresso que consuma gente, uma democracia onde exista uma gentalha inferior, que deva ser grata aos luminares que a condenaram, por séculos, ao atraso e à perda de autonomia.

É esse o mundo digno, honesto e ético que apregoam.


O exemplo dos fundilhos de  Demóstenes, revelados – e ainda só parcialmente – num golpe do acaso e é eloquente como poucos.

Sigam-lhe os outros estreitos laços, além de Cachoeira, e outros se revelarão tão mal-cheirosos, a menos que a mídia se encarregue, como parece provável, de lançá-lo logo ao mar, como um estorvo.

O que nos ensina Demóstenes, pela enésima vez, é que não há moralidade possível em quem rejeita o primeiro princípio da honradez, que é o de que todos os seres humanos são iguais em direitos e que a política não é um jogo de nobres, mas uma ferramenta do bem e do progresso comuns.
Porque não há imoralidade maior que defender a exclusão, o atraso, a desumanidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SER JORNALISTA DA EXTREMA DIREITA É UM NEGÓCIO RENTÁVEL.

ESTA GENTE GANHA TANTO DINHEIRO COMO CRAQUE DE FUTEBOL, NA VERDADE SÃO CRAQUES NO JORNALISMO MANIPULATIVO.

LACERDA, JORNALISTA E POLÍTICO DA EXTREMA DIREITA BRASILEIRA, ACUSAVA JK DE TER SE TORNADO A 7a MAIOR FORTUNA DO MUNDO QUANDO DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA.

JK MORREU POBRE, ELE O CORVO DA RUA CHILE O UDENISTA GOLPISTA POR QUEM FHC CHAMA, MORREU MILIONÁRIO.

A escolinha do Serjão

Cristóvão Feil, no Diário Gauche

Sérgio Motta, o Serjão, ex-ministro das Comunicações de FHC (de janeiro de 1995 até o dia de sua morte, 19 de abril de 1998), era um sujeito extremamente pragmático e direto.

É dele a avaliação de que o tucanato inaugurava em 1995, com o professor Cardoso, “duas décadas de hegemonia e poder” no Brasil. Eles quiseram fundar um novo “getulismo com sinal trocado”, sem Getúlio, com FHC, e com a famigerada inserção subalterna do Brasil na onda neoliberal de Reagan-Thachter. Exatamente o contrário do que Getúlio Vargas propugnou e construiu.

Serjão afirmava que, para isso acontecer a pleno, era preciso haver um total domínio da mídia, não apenas dos empresários donos de jornais, rádios e TV’s, mas sobretudo dos jornalistas, dos que militavam e escreviam artigos e matérias de qualquer natureza no dia-a-dia das redações.

 Questionado sobre como era possível arregimentar tantos apoios naquilo que se constituiria uma verdadeira “revolução cultural tucana nas redações”, mais uma vez aflorou o hiperrealismo e a realpolitik do homem que foi o braço direito e (grande) parte do cérebro do professor Cardoso, Serjão virou-se para o pálido interlocutor e disse:

- Jornalista come na mão, se farto for o grão!

Teorias e papers acadêmicos sobre a invencível tendência direitista e antidemocrática da mídia mundial da atualidade (por que não é um fenômeno exclusivo do Brasil, ao contrário) precisam, pois, levar em conta esse dado comezinho e quase vagabundo da realidade, qual seja, o aspecto subjetivo da canalhice e da sordidez humana na montagem do mito moderno da imprensa livre.

Serjão e seus epígonos não ficaram duas décadas no poder – felizmente – mas a superestrutura midiática desse projeto de getulismo com sinal trocado ainda está intacta. E com altas taxas de remuneração ao seu público interno.

Hoje, ser um jornalista de direita dá muito dinheiro, e é um business como qualquer outro.