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segunda-feira, 16 de abril de 2012

FMI E O "CHOQUE DE LONGEVIDADE". TAL QUAL O XOQUE DE JESTÃO DE MINAS E MITO DO DÉFICIT ZERO.

EU FERREI VOCÊ!


 A UDN VIA FHC E  AÉCIO, SEMPRE SEGUIRAM O COROLÁRIO ECONÔMICO DO FMI.

 DEU NO QUE DEU.

 FHC QUEBROU O BRASIL E O AÉCIO QUEBROU MINAS, COM O XOKI DE JESTÃO E O MITO DO DÉFICIT ZERO, MINAS TÁ PASSANDO O PIRES, ATÉ PROPAGANDA NA TV PREGANDO A REDUÇÃO DE SUA DÍVIDA COM O GOVERNO FEDERAL, O GOVERNADOR ANASTÁCIA TÁ FAZENDO.



 
FMI propõe gatilho para elevação
contínua da idade para aposentar
HORADOPOVO
Essa carcomida instituição, que sempre esteve contra qualquer gatilho automático para correção de perdas salariais, acabou de descobrir sua utilidade quando se trata de achacar os idosos

Enquanto no mundo inteiro multidões vão às ruas contra os aumentos nas idades mínimas para aposentadoria impostos nos pacotes de “ajustes”, o FMI veio a público recomendar a adoção em lei de gatilho para tornar automático esse aumento sempre que cresça a expectativa de vida da população de um país.

A medida foi apresentada durante a divulgação do quarto capítulo do Relatório do FMI sobre Estabilidade Financeira Global, que trata do “risco do aumento da longevidade” e que inclui a proposta de criação de novo mercado de derivativos para lidar com tal “risco”.

Embora o capítulo não cite expressamente a lei do gatilho, o vice-diretor da Divisão de Estabilidade Financeira do FMI, Erik Oppers, abriu o jogo e foi direto ao ponto: “Não basta aumentar a idade uma vez e ficamos por isso.

É um processo dinâmico: as pessoas continuam a viver mais, cada vez mais. Não se trata apenas de aumentar a idade uma vez, é preciso continuar aumentando”. “Isto pode ser um processo difícil do ponto de vista político, mas se houver uma regra que institua uma mudança automática proporcionalmente à longevidade, (os políticos) não teriam de revisitar o tema”, complementou.


DERIVATIVOS

Com os bancos empanturrados de derivativos podres tentando açambarcar a maior quantia possível de recursos públicos para se manterem à tona, a caça ao dinheiro da previdência se tornou um dos aspectos centrais das políticas de ajuste, especialmente, no momento, na Europa.

O que é feito através do corte propriamente dito das pensões – como já ocorreu na Grécia e Portugal -, do aumento da idade mínima para se aposentar – caso dos dois países e também a Espanha, Itália, França e Holanda -, e ainda do aumento do tempo de contribuição.

 A reação popular tem sido intensa, com grandes manifestações e greves gerais.

Assim, o FMI, que sempre foi contra qualquer gatilho automático para correção de perdas salariais, acabou de descobrir sua utilidade quando se trata de achacar os idosos.

O relatório ameaça ainda os países que não arrocharem os aposentados de “ficar sem dinheiro para pagar as aposentadorias” e nada diz sobre a fragilidade dos fundos de pensão privados nos países centrais, após a crise financeira de 2008, com suas ações que viraram pó. Só falta dizer que o problema é que os velhinhos estão insistindo em viver demais e pondo em risco a “estabilidade”.

Mas insinua.

O capítulo chega a fazer a previsão de que “se os indivíduos viverem três anos mais que o esperado os já grandes custos do envelhecimento poderiam aumentar em 50%, representando um custo adicional até 2050 [acumulado] de 50% do PIB de 2010 nas economias avançadas e 25% do PIB de 2010 nas economias emergentes”.

As despesas com a previdência, assevera o documento, “praticamente dobrariam” em 2050 em relação à proporção atual, chegando a 11,1% do PIB nos países ricos e 5,9% nos países em desenvolvimento.

E isso aconteceria com a expectativa de vida aos 60 – os anos que ainda vai se viver ao completar essa idade -, subindo para 26 anos em 2050, segundo a ONU, e para 22 anos nos países em desenvolvimento.

O capítulo também cria uma definição para “risco de longevidade”: “o risco de que a vida de indivíduos ou de uma população inteira exceda a expectativa”. Toda essa peroração é para esboçar um novo mercado de derivativos, o de “risco de longevidade”, com transações over-the-counter. “Buy-outs” e “buy-ins” de pensões, swaps e outros contratos de derivativos, esclarece o capítulo.

Ou seja, se os aposentados vão viver mais, o negócio é especular até que morram. Naturalmente os fundos de pensão em que os membros vivam mais sofreriam de “risco maior” e teriam de pagar um ágio maior.

Como em todo o bestialógico neoliberal, não poderia faltar o “choque de longevidade”.

 E tem.

Um quadro assinala que ‘o advento de drogas antiretrovirais para pessoas infectadas com HIV no meio dos anos 1990 criou um positivo choque de longevidade para os pacientes mas desfez as expectativas financeiras dos investidores de ‘viatical settlements’. Consulta à Investopedia permitiu esclarecer do que tratava tais “expectativas financeiras”.

O “viatical settlement” é um arranjo no qual uma pessoa em estado terminal vende a um escroque sua apólice de seguro de vida, recebendo menos que o valor de face.

“Se você investe em ‘viatical settlement você basicamente está especulando com a morte. Quanto mais a pessoa viver, menor o retorno. Esta é indubitavelmente um dos mais mórbidos investimentos que alguém pode comprar”.

ANTONIO PIMENTA

sexta-feira, 30 de março de 2012

TIJOLAÇO: OS FUNDILHOS(SUJÍSSIMOS) DA U.D.N!

O MORALISTA DOS ANOS 50/60, ACUSOU JUSCELINO DE SER A 7a MAIOR FORTUNA DO MUNDO QUANDO DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA. JUSCELINO MORREU POBRE, CARLOS LACERDA O GOLPISTA DA UDN.,O MORALISTA DE OCASIÃO, O CORVO DA RUA CHILE, MORREU MILIONÁRIO.

SUA EDITORA, A NOVA FRONTEIRA, PUBLICOU EM PORTUGUÊS, O LIVRO FRANCÊS, "A QUESTÃO HOMOSSEXUAL".

SEGUNDO NERY DA SILVEIRA, PERNAMBUCANO, AMIGO DE GILBERTO FREYRE, ESTE EPISÓDIO DEVEU-SE AO FATO DE O MORALISTA TER APAIXONADO-SE PELO NETO DA CECÍLIA MEYRELES.
 TEXTO DE RESPONSABILIDADE DO BLOG PTREMDAS13E13.

 
O senador Demóstenes Torres seria apenas mais um caso de promiscuidade entre políticos e interesses privados – criminosos ou “apenas” escusos -, somente  um dos muitos que a gente sabe que há por aí.
Com bicheiros, com empreiteiros e – os mais sofisticados – com banqueiros e outros “financeiros”.


Seria, não fosse a evidente cumplicidade que se formava entre ele e dirigentes do Judiciário e com a mídia.
Demóstenes era um dos “cavaleiros da moralidade”, incensado pela mídia em geral e, como se sabe agora, com “canais particulares” com o núcleo do que Brizola chamava de “Comando Marrom”, a revista Veja, com a mesma intimidade de quem “quebrava galhos” de Carlinhos Cachoeira.

Ele esteve no centro de quase todas as “ondas moralizadoras” da imprensa desde o início do Governo Lula que, curiosamente, começaram com o caso Waldomiro Diniz – Carlinhos Cachoeira, que agora, sabe-se, era saudado por ele como um “Fala, Professor!”

Demóstenes, porém – o legado refere-se à sua auto-admitida morte política -,  deixa  uma lição  para a política brasileira.

Uma lição que, mesmo sendo ensinada desde os anos 40 pela UDN, ainda não foi completamente absorvida pelo nosso pensamento.

Não é raro, nem é exceção que os cruzados da moralidade tenham, eles próprios, os fundilhos imundos.
E não é raro, nem exceção, que estejam sempre associados às causas mais desumanas, antipovo e antipaís, que se possa conceber.

Demóstenes era assim, ao ponto de dizer que conspurcar, sob convite oficial, a Suprema Corte brasileira, dizendo em seus salões que foram os negros os responsáveis pela escravidão e que as negras, no Brasil escravocrata, consentiam em fazer sexo com  seus senhores.

Bem, não dá para dizer que essa visão de “consensualidade”  entre escravo e senhor , infelizmente, esteja desentranhada dos nossos tribunais, não é?

Aliás, ela habita, nesta e em outras variantes, a cabeça da elite brasileira. Porque são assim as mentes que concebem uma modernidade onde exista fome, um cosmopolitismo onde existam colônias, um progresso que consuma gente, uma democracia onde exista uma gentalha inferior, que deva ser grata aos luminares que a condenaram, por séculos, ao atraso e à perda de autonomia.

É esse o mundo digno, honesto e ético que apregoam.


O exemplo dos fundilhos de  Demóstenes, revelados – e ainda só parcialmente – num golpe do acaso e é eloquente como poucos.

Sigam-lhe os outros estreitos laços, além de Cachoeira, e outros se revelarão tão mal-cheirosos, a menos que a mídia se encarregue, como parece provável, de lançá-lo logo ao mar, como um estorvo.

O que nos ensina Demóstenes, pela enésima vez, é que não há moralidade possível em quem rejeita o primeiro princípio da honradez, que é o de que todos os seres humanos são iguais em direitos e que a política não é um jogo de nobres, mas uma ferramenta do bem e do progresso comuns.
Porque não há imoralidade maior que defender a exclusão, o atraso, a desumanidade.

domingo, 25 de março de 2012

A FOLHA ENGANOU LEITORES SOBRE SUA PARTICIPAÇÃO NO GOLPE DE 64 E SEU EXTREMISMO DE DIREITA ATÉ 2006, ANTES DA BLOGSFERA PROGRESSISTA CONSOLIDAR-SE.

A FOSSA DE SÃO PAULO.

CÃES DE GUARDA, TEXTO DE PARTE DO LIVRO DE BRATRIZ KUSHNIR COPIADO DO BLOG  CONVERSA AFIADA:

Cães de Guarda – Jornalistas e Censores, do AI5 à Constituição de 1988
Kushnir, Beatriz – Editora Boitempo, março de 2004
- Beatriz Kushnir é mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e doutora pela UNICAMP

Kushnir trata da correlação que havia entre os jornalistas e os censores. Uma relação tortuosa, onde, ora, jornalistas iam para aparato estatal, e censores iam para as redações.
Resumi ponto a ponto. Segue a analise com comentários meus. (Em itálico, citação do original).


1.) Pág 42 – Sobre a tese de Mino Carta de que não havia censura aos grandes jornais.  A autora cita o censor do Estadão, uma de suas inúmeras entrevistas, e derruba o argumento utilizado principalmente pelo Estadão para sustentar que o jornal lutou pela democracia: “Para o censor Coriolano Loyola Cabral Fagundes , que atuou no Estadão na época, a tática de utilizar as receitas de bolo e os poemas era, na visão da censura, uma permissão ao jornal.”

2.) Pág 44 – A autora defende que a autocensura adotada pelos jornais, se não simpáticos ao regime, se tornaram historicamente ligados ao processo que nele resultou, foi o  recurso  predominante na época.  Ela cita Bernardo Kucinski: “A autocensura determinou o padrão de controle de informação durante quinze anos de ditadura militar [...] A autocensura é a supressão intencional da verdade ou de parte pelo jornalista ou pela empresa jornalística, de forma a iludir o leitor ou privá-lo de dados relevantes. Trata-se de uma importante fraude [..] um crime intelectual.”
3.) Pág 49 – A autora reproduz trechos de uma circular de Sette Câmara para aplicar a autocensura no JB:  “Em teoria há plana liberdade de expressão. Mas na prática o exercício dessa liberdade tem que ser pautado pelo bom senso e pela prudência [...] O JB teve uma parte importante na Revolução de 1964 e continua fiel ao ideário, que então pregou. Se alguém mudou foram os líderes da Revolução. [Nesse sentido] deverão sempre optar pela supressão de qualquer notícia  que possa representar um risco para o jornal.”

4.) Pág 51 – A autora cita texto incrível de Jânio de Freitas na Folha, na semana em que se lembrava dos 30 anos do AI5. Ele diz:  “Não seria possível ser contra o AI-5 sem ser contra o regime. E a imprensa , embora uma ou outra discordância eventual, mais do que aceitou o regime: foi uma arma essencial da ditadura.”

5.) Pág 189 – Walter Clark aparece como herói da autocensura na Globo. O Padrão Globo de Qualidade, assim como o memorando do JB que tinha o mesmo nome, veio para blindar a emissora de problemas com o Governo, da qual era aliada.  Ele diz sem corar que contratou um censor profissional para revisar toda a programação. “Não iria oferecer meu pescoço em holocausto, para ele [Dias Gomes] posar de campeão da liberdade. Contratei um ex-diretor do Departamento de Censura da Guanabara, Ottati, e o coloquei ali com a missão de ler tudo que ia para o ar, fazendo a censura mais rigorosa que era possível.”

6.) Pág 203 – Boris Casoy, editor-responsável pela Folha entre 77 e 84, revela a Kushnir que tinha uma relação “cordial” com seu censor, Richard Bloch. A relação se tornou quase de amizade: “Após deixar o Serviço de Censura, Bloch um dia ligou para Casoy, queria conhece-lo, saíram para almoçar”.

7.) Pag 214 – Kushnir cita a “Regra do Jogo”, livro de Claudio Abramo, onde o jornalista explica que é um equívoco da esquerda achar que é o Estado quem censura. Segundo  Abramo, quem censura são os donos de jornal.
(A proposito, não deixe de ler
editorial do Mino Carta desta semana: trata de Claudio Abramo)

8.) Pág 221 – A autora volta a citar  “Regra do Jogo”, onde Abramo lamenta o dia em que foi parar na Folha: “ Às vezes, acho que ter ido para Folha foi um dos maiores erros que cometi na vida, pois ajudei muito o jornal e hoje sou marginalizado”.

9.)Pág 222 – Para fazer um contraponto a Abramo, Kushnir cita outro autor recorrente no livro, B. Kucinski, para quem Abramo se tornou um homem amargo, quase infeliz:  “Abramo desperdiçou energia tentando inutilmente reeducar os donos da imprensa brasileira, fazer deles uma elite educada para um espaço público republicano e o compromisso social”.  

10.) Pág 225 – Kushnir reproduz pensamento de Mino Carta sobre a demissão de Abramo, no episódio que envolveu artigo de Lourenço Diaféria. Abramo teria saído por exigência do Ministro da Guerra, Silvio Frota. Porém, dias depois, Frota caiu, como Mino havia previsto, em conversa com Otávio Frias. Mesmo depois da queda de Frota, Abramo não retornou à redação. Abramo diz em seu “A Regra do Jogo” que saiu porque ficou forte, e se ficou forte, eles, os donos, eliminam.

11.) Pág 229 – Kushnir explica em nota que Otávio Frias pai e filho, não quiseram dar entrevista.

12.) Pág 233 – A autora traz entrevista com o jornalista Carlos Brickmann que fala da fase sinistra da Folha da Tarde de 1967 a 1969. Ele explicita o caráter comercial da empreitada que servia para competir com o Jornal da Tarde, de Mino Carta.  Brickmann deixa clara uma característica marcante de Frias, pai: “Naquela época, ele [Frias] disse na minha frente que, em primeiro lugar,  ele era criador de pintos, em segundo, comerciante, em terceiro, industrial, em quarto, nada, em quinto, nada, em sexto, jornalista [...] O Jorge Miranda Jordão me contou numa conversa de bar que Frias o chamou para fazer um jornal de esquerda. Ele gostou da ideia e fez [...] Não era nada, exceto oportunismo mercadológico”.

13.) Pag 273. Kushnir cita o jornalista Antônio Carlos Fon, de “Tortura: a histórica da repressão política no Brasil”, onde o autor acusa a Folha da Tarde de usar suas caminhonetes para transportar presos do DOI-CODI. A autora mostra que carros da  Folha foram queimados por militantes de esquerda entre 21/9/1971 à 25/10/1971, em represália. Fon ainda acusa a Folha de entregar a direção da Folha da Tarde aos agentes da repressão, que fizeram dele instrumento de propaganda e colaboração com os militares ligados à tortura.

14.) Pág 300. Sobre o justiçamento do empresário Henning Boilesen, da Ultra Gás, notório colaborador do regime. A autora traz entrevista com Ivan Seixas, militante do MRT, preso no dia 17 de abril de 1971, então com 17 anos, com seu pai, também militante. Ivan foi acusado de participar do assassinato do empresário. E conta que às 12h do dia 17, se encontrava dentro de uma viatura policial quando leu na Folha da Tarde a notícia da solução do caso Boilesen e do assassinato de seu pai. Ao retornar à OBAN ainda encontrou o pai vivo. Dias depois a profecia do jornal se cumpriria.

15.) Pág 318. O “Jornal de Maior Tiragem”, como ficou conhecida A Folha da Tarde. Sobre a trinca que passou a comandar o jornal em julho de 1969, o editor chefe Antônio Aggio Jr, Secretário Geral Horley Antônio Destro e o Chefe de Reportagem Carlos Dias Torres. A autora usa entrevista que fez com Ítalo Tronca, jornalista remanescente da redação progressista da Folha da Tarde: “Ele [Aggio] trazia para dentro da redação um estojo que parecia um violão. Não sabíamos o que era. Mas ele gostava de exibi-lo na sua sala: uma carabina turca.
Nós não sabíamos de onde vinha essa gente [Aggio, Horley e Torres]. O Horley vinha armado de uma automática. Torres era relações-públicas do IV Comar e fazia um gênero amigo. Os outros dois eram acintosamente policiais
”.

16.) Pág 320. Kushnir lembra que nos aniversários do jornal, comemorados sempre no dia 1º de julho com um almoço na sede, os donos do jornal se reuniam com expoentes da ditadura. Como o coronel Lepiane que o jornal considerava “um dos mais respeitados e estimados oficias do Estado Maior [...] um dos principais integrantes das Forças Armadas que acorreram ao chamado do povo , em 1964[...]”. É o que disse texto do jornal sobre a    posse do militar na superintendência da PF de São Paulo, isso já em 1974.

17.) Pág 322. Boris revela textualmente em entrevista que “o jornal (Folha) decidiu não enfrentar o regime. Fez autocensura”.

18.) Pág 323. Tonico Ferreira conta em entrevista que havia ameaças de bomba na redação. E que os funcionários jamais eram avisados, nunca foram retirados do local. Diz ainda, assim como Ítalo Tronca, que  era normal ver armas na mesa dos diretores.

19.) Pág 324. O decálogo de nove pontos. Além de tudo eram geniais os diretores da Folha da Tarde. Seguiam nove normas que formavam o decálogo do jornal:
I- Desarticular as agressões alienígenas e suas alianças.
II- Conter a corrupção em todas as suas formas.
III- Combater a desordem econômica.
IV- Incentivar o desenvolvimento.
V-Apoiar a livre iniciativa.
VI- Manter a paz social.
VII- Valorizar o homem brasileiro.
VIII- Fortalecer a segurança nacional.
IX- Assegurar o prestígio internacional do país, como um jornal a serviço do povo

20.) Pág 327. Com base em entrevista de Carlos Antônio Guimarães Sequeira, ex-agente do DOPS e  editor de internacional da Folha da Tarde, Kushnir relaciona os policiais que ocupavam altos postos na redação. Aggio tinha um cargo administrativo na Polícia; o coronel da PM Edson Correia era repórter de geral; o delegado Antônio Bim esteve por algum tempo no jornal. O chefe de reportagem Carlos Dias Torres era investigador de polícia.

21.) Pág 332. Otávio Frias assina o único editorial de sua vida para repudiar a ação contra as caminhonetes da empresa. Nesse texto ele reafirma cada linha do que diziam seus jornais: o alinhamento com a ideologia do regime militar.

22.) Pág 337.  Mino Carta explica o verdadeiro motivo do afastamento de Abramo já que Frota, seu suposto carrasco, caiu dias depois de seu afastamento. Para Carta, Abramo tinha convicções fortes, e ocupava um posto que pertencia ao “herdeiro natural”. Mino é enfático:  “Otavinho talvez sofra, em um silêncio que não concede sorrisos de Gioconda, a sua condição de diretor por direito divino.  Sempre lhe faltará a certeza de que foi para o trono por mérito próprio, e não por ser filho do patrão. O Projeto Folha valeria, assim, para demonstrar que ele está no lugar certo – quer dizer, serviria para minorar a culpa”.

23.) Pág 339. Sobre o “”Projeto Folha”, o jornalista Carlos Carlos Eduardo Lins e Silva diz: “O projeto é uma ‘ideologia jornalística’ criada para dar legitimidade a um grupo jovem, inexperiente e sem o carisma que muitos chefes de redação tinham na imprensa brasileira.” Para Mino, o Projeto é a submissão do jornal ao marketing, um jornal feito para vender.


24) Pag 349. Por fim a autora cita Francisco Weffort, que: “A tradição liberal gosta de definir os partidos como partidos de opinião. E que dizer da tradição da imprensa moderna senão enraizada, também no prestigio da opinião? Se os partidos são de opinião e os jornais também são de opinião, nada surpreendente se estes ás vezes se comportarem como aqueles.”

Ou, como diria a Judith Brito, da ANJ: o PiG (*) é a verdadeira oposição.


sexta-feira, 2 de março de 2012

PIG: DE JÂNIO DE FREITAS, AO DESLUMBRADO GASPARI, SOBRE LULA, SÓ ESCREVERAM BOBAGENS. NÃO FORAM CAPAZES DE ANTEVIREM A ERA LULA

TENHO DITO ALHURES QUE OS TAIS GRANDES "ARTICULISTAS", OS TAIS "FORMADORES DE OPINIÃO", TANTO FAZ SER UM JORNALISTA PREMIADO  E  DE RENOME TAL QUAL JÃNIO DE FREITAS, COMO UM DESLUMBRADO HOMEM DE MIL CHAPÉUS COMO O ELIO GASPARI, SOBRE MIRIAM LEITÃO, ESTA CAMPEÃ DO SITE FBI(FESTIVAL DE BESTEIRAS DA IMPRENSA) DISPENSA  COMENTÁRIOS.

VOCES LERÃO ABAIXO 2 TEXTÍCULOS QUE CHUPINHEI POR AÍ NO MEU HD QUE ESTAVA JOGADO EM UM CANTO QUALQUER.

OBSERVE AS COISAS QUE O JÃNIO  PREVIA QUE ACONTECERIA COM O GOVERNO LULA, OBSERVEM O ARRAZOADO DE  FATOS QUE NUNCA ACONTECERAM. MUITO AO CONTRÁRIO, OS RUMOS TOMARAM O CAMINHO INVERSO AO QUE ELE DIZIA.

NENHUM DESTES ARTICULISTAS FORAM CAPAZES OU NÃO QUISERAM FAZER UM RACIOCÍNIO MAIS LÓGICO, PARA QUE PUDESSEM ANTEVIREM O QUE SERIA A ERA LULA.

POR ESTA  E OUTRAS QUE EU SÓ LEIO ESTA GENTE PARA MONTAR A  MINHA CRÍTICA EM CIMA DA MANIPULAÇÃO QUE ELES TENTAM FAZER, A MANDO DOS PATRÕES, OU POR QUERER, VÁ SABER!

EU UMA PESSOA QUE NUNCA TIVE ACESSO A INFORMAÇÕES QUE ELES TEM AOS BORBOTÕES  E QUE ATÉ HOJE NOS SONEGAM, ESTAVA PRESENTINDO QUE O  GOVERNO LULA SERIA UM DIVISOR DE ÁGUAS.

POR OUTRO, A CIGANA QUE FALOU,  PROS JÂNIOS, ELIOS, TODOS OS TUCANOS DA PÁGINA 2 DA FOLHA AS MIRIAMS PIG, A HICPÓLITOS, OS AZEVEDO, ENFIM A TCHURMA DO PIG EM GERAL, SABEM FAZER PROJEÇÕES SOBRE OS RUMOS POLÍTICOS  DO BRASIL, TOMOU O DINHEIRO DELES.

A   MINHA SURPRESA, FOI ENCONTRAR O JÂNIO NO MEIO DESTA TURMA DE URUBÚS!

BOBAGEM NUMBER ONE, ARTIGO DE JÂNIO  DE 2004:

JANIO DE FREITAS

No caminho errado.

Com a chegada de abril nesta semana, o governo Lula entra no 16º mês e vai completando já um terço do seu período.

 E continua nas promessas, continua em campanha. A rigor, não assumiu.

A conjugação das pesquisas feitas nos últimos dias faz três comprovações importantes. A imunidade de Lula à frustração com o seu governo era uma idéia falsa do próprio Lula, do pessoal de "comunicação" da Presidência e do jornalismo oficialista.

 Os mecanismos internos da opinião pública, que a formam e reformam, continuam com os mesmos sensores, o ritmo de reação e demais peculiaridades de um povo desinformado, manipulado, mas não insensível.


É clara, também, a relação direta entre as perdas do governo e de Lula na opinião nacional e os efeitos maléficos, sobre as famílias e sobre o país, da falta de política econômica responsável, lúcida e fundada em argumentos honestos.

A bravata de adotar metas ainda mais rígidas e anti-sociais que as exigidas pelo FMI, cúmulo da sabujice governamental diante do "mercado", só na cabeça dos transtornados pelo deslumbramento poderia encolher a economia, mas não a confiança em Lula.

Por fim, comprova-se que a influência do caso Waldomiro Diniz é relativamente inexpressiva, no conjunto de causas apuradas pelas diferentes pesquisas. "O Globo" deu uma poderosa e auto-explicável manchete: "Caso Waldomiro derruba popularidade de Lula".

Mas seu texto sobre a pesquisa Ibope tem trechos assim: "Pela primeira vez nas pesquisas feitas pela CNI/Ibope, o percentual dos que acreditam que o Brasil está no caminho errado (46%) é maior do que os que acham que o rumo está certo (40%).

 Em dezembro, 48% diziam que o caminho estava certo, contra 36% que acreditavam o contrário".

Ou: "Para os brasileiros, o pior desempenho do governo foi na área da economia". Ou: "A incerteza com os rumos do país também fez crescer o número de pessoas que acham que a inflação vai aumentar", "54% disseram que o desemprego vai aumentar" e por aí em diante.


Waldomiro Diniz não disputa com a (falta de) política econômica a primazia entre as causas da derrocada de Lula e do seu governo.

Até se justifica suspeitar de que tenha sido positivo para o governo. Com base nos "dados positivos do final do ano", o jornalismo de economia anunciava para este trimestre a "segura retomada do crescimento".

 Talvez Waldomiro Diniz tenha ajudado a desviar atenções, como ajudou parte da mídia, do resultado real: o trimestre foi péssimo. Vai ver, Waldomiro é que é o bom companheiro.







BOBAGEM NUMBER 2, ARTIGO DE ELIO, O HOMEM DE MIL  CHAPÉUS DE 2004.


Lula é insuperável no desemprego.

Eremildo é um idiota, acredita em tudo o que o governo faz. Ele esteve em Genebra, acompanhando o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini.

O doutor foi à Suíça cabalar votos para sua candidatura à presidência da Conferência Mundial do Trabalho, que se realiza em junho próximo.

Concorrem à cadeira de Águia dos Alpes os ministros do Equador e da República Dominicana. O embaixador brasileiro no pedaço ofereceu um coquetel em homenagem a Berzoini (e Eremildo). O Bolsa-Ministro pagou tudo.


Por idiota, Eremildo acha que nenhum brasileiro pode dispensar uma ocupação provisória, sobretudo num momento em que a taxa de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas, computada pelo IBGE, chegou a 12%.

 Segundo o Dieese, que pesquisa o mercado de trabalho na Grande São Paulo, as pessoas sem ocupação, somadas às que não conseguiram serviço decente durante o mês de fevereiro, somam 1,926 milhão de almas (contra 1,868 milhão em janeiro).

 Foi o pior fevereiro desde 1985, quando começou a pesquisa.
Eremildo fez as contas e está ansioso para pedir ao inigualável Lula que chame Duda Mendonça e o comissário Luiz Gushiken ao Torto para planejarem as festividades comemorativas da marca de 2 milhões de desempregados na Grande São Paulo.

 Pela conta do idiota, se a carruagem do PT Federal continuar como vai, chega-se ao desempregado número 2 milhões nos próximos 20 dias.

O insuperável Lula poderia abrir a festa no dia 1º de maio, lembrando que prometeu criar 10 milhões de empregos em quatro anos.

Para que se tenha uma idéia do que significam 2 milhões de pessoas desempregadas numa só cidade, esse número equivale a algo como o dobro da população da São Paulo da época retratada nesta semana na minissérie "Um só Coração". Ou ainda, a um pouco menos que toda (repetindo, toda) a população da cidade em 1950 (2,2 milhões).

Leis de Newton.

Pela lei da gravidade de Isaac Newton, Lula e o PSDB vão se aproximar.


Pela lei da contabilidade do ex-governador mineiro Newton Cardoso, Lula e o PMDB se aproximarão cada vez mais.



São movimentos contraditórios, típicos do tumulto mental dos sábios do Planalto.

Vale?

A quem interessar possa: Lula quer que o comissário José Dirceu fique calado.

Delúbio neles

Segundo uma agenda velha achada no Planalto, o comissário José Dirceu deixou uma fila de 54 parlamentares esperando por uma audiência.

Pena. Se os deputados e senadores pedissem ao tesoureiro petista Delúbio Soares para cuidar do assunto, teriam sido prontamente atendidos.

Como diz o companheiro: "Com burocrata de ministério? É só ligar e marcar para quatro, cinco dias depois".

Honra ao mérito.
O presidente argentino Néstor Kirchner transformou em museu o prédio da Escola de Mecânica da Armada, onde funcionou a central de torturas da ditadura militar.

O governador tucano Geraldo Alckmin rebarbou uma proposta de tombamento do prédio do DOI-Codi, em São Paulo.

MAMÃE, TOMEI UM SUSTO SOBRE A ERA LULA, NÃO ACONTECEU NADA QUE NÓS VENDEMOS PARA OS NOSSOS IDIO..., OPS, LEITORES!