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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Jango sempre esteve certo: Que morra de sede o capital especulativo!

Jango. A JK de saias fará o que ele não teve tempo de fazer: Enquadrar o capital especulativo.

O artigo é do professor Emir Sader na CARTAMAIOR


Que morra de sede o capital especulativo.

Originalmente o capital financeiro era um apoio do capital produtivo. Os agricultores tomavam dinheiro emprestado para a colheita, depois devolviam uma parte dos seus ganhos para os emprestadores.

O neoliberalismo teve como sua bandeira central a desregulamentação, a partir do diagnóstico de que a economia tinha deixado de crescer porque haveria excessiva quantidade de normas, que dificultariam os investimentos. Por isso o programa neoliberal pode ser resumido em: desregulamentação, liberalização, para a livre circulação dos capitais. Supostamente os capitais investiriam mais e todos terminariam ganhando, com mais produção, mais emprego, etc.

Não foi o que aconteceu. Porque o capital não é feito para produzir, mas para acumular riqueza. A desregulamentação promoveu uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao setor especulativo, onde os capitais ganham muito mais, pagando menos impostos e com liquidez quase total. Esse fenômeno se deu em escala mundial, a ponto de que atualmente mais de 90% dos intercâmbios econômicos não são de produção de bens, mas de compra e venda de papeis, de especulação, que não produz nem bens, nem empregos.

O neoliberalismo promoveu assim a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. Não a de financiar investimentos produtivos ou pesquisas ou consumo, mas de viver e lucrar da venda e compra de papeis, em detrimento da produção e da geração de empregos.

O poder do capital financeiro, diante de Estados fragilizados pelas aberturas econômicas dos mercados internos, pela financeirizacao das economias, pela desregulamentação econômica, faz com que ele seja o agente fundamental das crises econômicas, que são detonadas como crises financeiras.

Em 2008, a crise atual começou como crise dos bancos. Estes foram salvos pelos Estados. Mas, ao invés de salvarem os países, eles se salvaram a si mesmos. No novo ciclo da mesma crise, iniciado em 2011, os bancos foram agentes da crise e desta vez quebram Estados.

No Brasil, a taxa de juros mais alta do mundo é um obstáculo fundamental para dar continuidade ao ciclo de expansão econômica, com as políticas sociais intrinsecamente vinculadas a ela. Ela atrai o capital especulativo internacional e nacional, com todas as consequências desestabilizadoras sobre nossa economia.

O governo brasileiro está comprometido com que os juros no Brasil cheguem ao nível internacional, deixando de atrair o pior capital para cá. Mas isso não basta, é preciso taxar de forma mais forte a circulação do capital financeiro.

Esse é um enfrentamento antineoliberal central: quebrar a hegemonia do capital especulativo no Brasil. Fazer com que o capital especulativo morra de sede.

terça-feira, 24 de abril de 2012

EURO NA HORA DA VERDADE: URNA X MERCADO!!!!!

SEDE DO EDIFÍCIO QUE OS TUCANOS SUBIRAM SUAS ESCADAS, 3 VEZES, DE PÍRES NAS MÃOS. O F.M.I


SAUL LEBLON BLOG DAS FRASES.

As Bolsas desabaram na Europa nesta 2ª feira, recuando ao menor nível dos últimos três meses. O mergulho generalizado foi mais fundo nos países periféricos, caso da Espanha, por exemplo, cujo BC admitiu que a economia encontra-se em recessão, mas não poupou a Itália (menos 3,8%) e recuou também expressivamente em Frankfurt (menos 3,4%).

Um dia depois do 1º turno na França, que apontou a vitória de François Hollande sobre Sarkozy, a inquietação nas Bolsas se fez acompanhar da disparada do risco país em diferentes nações do euro submetidas ao garrote da austeridade suicida.


Para financiar economias submetidos a uma espiral paralisante de arrocho fiscal, recessão e esfarelamento de receitas, com consequente agravamento do déficit público, os capitais exigiam nesta 2ª feira juros de um a quatro pontos acima do índice-base pago pelos títulos alemães.

O conjunto reflete o pressentimento rentista de que está chegando a hora da verdade para a agenda da austeridade ortodoxa.


 A vitória apertada de Hollande sobre o braço-direito de Angela Merkel não seria motivo suficiente para tanto. Ocorre que os mercados fizeram a leitura correta da surpreendente ascensão da extrema direita francesa que obteve o voto de quase 1/5 dos eleitores.

A candidata do Partido Nacional, Marine Le Pen, cresceu capturando o ressentimento popular contra um governo que franqueou a Nação aos impulsos ortodoxos irradiados de Berlim, sem que a genuflexão se refletisse em melhorias tangíveis, sobretudo nos cinturões periféricos. Por caminhos distintos e proposições diversas, a mensagem consagrada nas urnas francesas foi a de que um governo fraco, um Estado amordaçado pelos interditos das finanças e uma democracia ornamental --sem poderes para preservar direitos, a começar pelo direito ao emprego-- não responde às urgências postas por uma crise que se arrasta e, no caso do euro, se agrava desde 2008.

Com maior ou menor ênfase, diferindo nas respostas ao colapso, foi isso que disseram as campanhas de Hollande, de Marine e de Mélenchon (cuja votação aquém do previsto indica o voto útil antecipado em Hollande).


Trata-se de uma inflexão histórica: desde o início da crise, mais de uma dezena de países europeus trocaram parcial ou totalmente seus governantes. Na maioria das vezes em direção a lideranças e políticas ainda mais conservadoras. A derrota doo conservador Sarkozy sugere o esgotamento dessa receita.

A regulação estatal da economia está de volta à agenda do euro; os captais se agitam, mas a experiência endossa a travessia.


 Na Europa, a pequena Islândia fez tudo ao contrário do que recomenda o figurino ortodoxo, a começar pelo fato de que decidiu em plebiscito não sacrificar a sociedade para salvar bancos; está se saindo melhor do que a maltratada Espanha, ou o desastroso calvário imposto a gregos, italianos, portugueses etc.

No Brasil, da mesma forma, a vitória recente do governo Dilma sobre a banca, dobrando uma resistência terrorista à redução dos juros, só foi possível porque o país ainda dispõe de um setor financeiro estatal que responde por 44% do crédito na economia. Ao acionar essa alavanca poderosa cortando o custo de suas linhas de crédito em até 50%, o Estado brasileiro obrigou os bancos privados a ceder para não perder mercado.


A grande lição brasileira é que não adianta substituir as ferramentas de política econômica por agências reguladoras ornamentais, tão caras à cartilha neoliberal.

A regulação da economia capitalista deve estar inscrita diretamente na engrenagem do sistema econômico. Isso se faz com relevante presença estatal nos setores estratégicos -- o financeiro, por certo, em primeiro lugar. Mas não só.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

FMI E O "CHOQUE DE LONGEVIDADE". TAL QUAL O XOQUE DE JESTÃO DE MINAS E MITO DO DÉFICIT ZERO.

EU FERREI VOCÊ!


 A UDN VIA FHC E  AÉCIO, SEMPRE SEGUIRAM O COROLÁRIO ECONÔMICO DO FMI.

 DEU NO QUE DEU.

 FHC QUEBROU O BRASIL E O AÉCIO QUEBROU MINAS, COM O XOKI DE JESTÃO E O MITO DO DÉFICIT ZERO, MINAS TÁ PASSANDO O PIRES, ATÉ PROPAGANDA NA TV PREGANDO A REDUÇÃO DE SUA DÍVIDA COM O GOVERNO FEDERAL, O GOVERNADOR ANASTÁCIA TÁ FAZENDO.



 
FMI propõe gatilho para elevação
contínua da idade para aposentar
HORADOPOVO
Essa carcomida instituição, que sempre esteve contra qualquer gatilho automático para correção de perdas salariais, acabou de descobrir sua utilidade quando se trata de achacar os idosos

Enquanto no mundo inteiro multidões vão às ruas contra os aumentos nas idades mínimas para aposentadoria impostos nos pacotes de “ajustes”, o FMI veio a público recomendar a adoção em lei de gatilho para tornar automático esse aumento sempre que cresça a expectativa de vida da população de um país.

A medida foi apresentada durante a divulgação do quarto capítulo do Relatório do FMI sobre Estabilidade Financeira Global, que trata do “risco do aumento da longevidade” e que inclui a proposta de criação de novo mercado de derivativos para lidar com tal “risco”.

Embora o capítulo não cite expressamente a lei do gatilho, o vice-diretor da Divisão de Estabilidade Financeira do FMI, Erik Oppers, abriu o jogo e foi direto ao ponto: “Não basta aumentar a idade uma vez e ficamos por isso.

É um processo dinâmico: as pessoas continuam a viver mais, cada vez mais. Não se trata apenas de aumentar a idade uma vez, é preciso continuar aumentando”. “Isto pode ser um processo difícil do ponto de vista político, mas se houver uma regra que institua uma mudança automática proporcionalmente à longevidade, (os políticos) não teriam de revisitar o tema”, complementou.


DERIVATIVOS

Com os bancos empanturrados de derivativos podres tentando açambarcar a maior quantia possível de recursos públicos para se manterem à tona, a caça ao dinheiro da previdência se tornou um dos aspectos centrais das políticas de ajuste, especialmente, no momento, na Europa.

O que é feito através do corte propriamente dito das pensões – como já ocorreu na Grécia e Portugal -, do aumento da idade mínima para se aposentar – caso dos dois países e também a Espanha, Itália, França e Holanda -, e ainda do aumento do tempo de contribuição.

 A reação popular tem sido intensa, com grandes manifestações e greves gerais.

Assim, o FMI, que sempre foi contra qualquer gatilho automático para correção de perdas salariais, acabou de descobrir sua utilidade quando se trata de achacar os idosos.

O relatório ameaça ainda os países que não arrocharem os aposentados de “ficar sem dinheiro para pagar as aposentadorias” e nada diz sobre a fragilidade dos fundos de pensão privados nos países centrais, após a crise financeira de 2008, com suas ações que viraram pó. Só falta dizer que o problema é que os velhinhos estão insistindo em viver demais e pondo em risco a “estabilidade”.

Mas insinua.

O capítulo chega a fazer a previsão de que “se os indivíduos viverem três anos mais que o esperado os já grandes custos do envelhecimento poderiam aumentar em 50%, representando um custo adicional até 2050 [acumulado] de 50% do PIB de 2010 nas economias avançadas e 25% do PIB de 2010 nas economias emergentes”.

As despesas com a previdência, assevera o documento, “praticamente dobrariam” em 2050 em relação à proporção atual, chegando a 11,1% do PIB nos países ricos e 5,9% nos países em desenvolvimento.

E isso aconteceria com a expectativa de vida aos 60 – os anos que ainda vai se viver ao completar essa idade -, subindo para 26 anos em 2050, segundo a ONU, e para 22 anos nos países em desenvolvimento.

O capítulo também cria uma definição para “risco de longevidade”: “o risco de que a vida de indivíduos ou de uma população inteira exceda a expectativa”. Toda essa peroração é para esboçar um novo mercado de derivativos, o de “risco de longevidade”, com transações over-the-counter. “Buy-outs” e “buy-ins” de pensões, swaps e outros contratos de derivativos, esclarece o capítulo.

Ou seja, se os aposentados vão viver mais, o negócio é especular até que morram. Naturalmente os fundos de pensão em que os membros vivam mais sofreriam de “risco maior” e teriam de pagar um ágio maior.

Como em todo o bestialógico neoliberal, não poderia faltar o “choque de longevidade”.

 E tem.

Um quadro assinala que ‘o advento de drogas antiretrovirais para pessoas infectadas com HIV no meio dos anos 1990 criou um positivo choque de longevidade para os pacientes mas desfez as expectativas financeiras dos investidores de ‘viatical settlements’. Consulta à Investopedia permitiu esclarecer do que tratava tais “expectativas financeiras”.

O “viatical settlement” é um arranjo no qual uma pessoa em estado terminal vende a um escroque sua apólice de seguro de vida, recebendo menos que o valor de face.

“Se você investe em ‘viatical settlement você basicamente está especulando com a morte. Quanto mais a pessoa viver, menor o retorno. Esta é indubitavelmente um dos mais mórbidos investimentos que alguém pode comprar”.

ANTONIO PIMENTA

quinta-feira, 29 de março de 2012

FMI ARROCHO E HELICÓPTEROS!

A MÁQUINA DOS ALGOZES FUJÕES!


FMI oferece arrocho e helicóptero


JOÃO SICSÚ *


Em 2011, a crise financeira explodiu na Europa. A crise da Europa é uma crise de desconfiança na capacidade de governos honrarem as suas dívidas. A dívida dos países europeus já havia aumentado em 2009 porque o setor público teve que "estatizar" a dívida privada do seu sistema financeiro: bancos europeus emprestaram aos bancos americanos envolvidos nas operações subprime e não viram o seu dinheiro de volta.

Ao mesmo tempo, famílias europeias vinham se endividando para alcançar um modelo de consumo assemelhado ao "American way of life" (o modo de vida americano pré-crise, onde felicidade era sinônimo de consumo de bens de última geração). Então, os bancos europeus, desregulados, passaram a financiar casas e automóveis de luxo.

A Europa se transformou em Eurolândia, onde "comprar e ter" passaram a ser mais importantes do que "viver e não ter vergonha de ser feliz" (Gonzaguinha). Portugueses pobres e negros passaram a valorizar e a usar Nike. Carros Porsche, Audi, Mercedes, BMW e Volvo de alto luxo se tornaram comuns nas ruas da Europa.


Para financiar o consumo da periferia europeia, bancos se endividavam junto a outros bancos. Endividamento que fazia seus lucros aumentarem. E, muitos governos europeus fizeram dívidas dentro da própria Europa para tentar pagar suas contas comerciais com o exterior, devido à elevada importação que faziam.

Governos da periferia, por exemplo, se endividaram para comprar produtos bélicos sofisticados da Alemanha e da França.

 A Alemanha incentivou esse processo onde bancos assumiam uma postura arriscada e pessoas e governos se endividavam. Lógico: 2/3 das suas exportações vão para a região da União Europeia.
A crise se espalhou por toda a Europa. Tudo começou na Grécia; mas, hoje, o mundo já reconhece as dificuldades da Irlanda, Portugal, Espanha, Itália, França… .

Com fama de "bombeiro", o FMI chegou à Europa e foi recebido pelos anfitriões Banco Central Europeu e a União Europeia. Formaram o bando chamado Troika. A fórmula que a Troika propõe, hoje, aos países europeus já foi adotada, sob as orientações do FMI, em diversos países da América Latina nos anos 1990 – por exemplo, no Equador e Argentina. São dois casos que mereciam ser conhecidos pelos europeus.


Aviso aos navegantes europeus: na América do Sul, o FMI provocou desemprego, miséria e helicóptero (helicóptero???). Aos trabalhadores e pobres, ofereceu o desemprego e a miséria. Aos governantes, ofereceu um helicóptero… (helicóptero???).


O Equador e a Argentina seguiram o receituário do Consenso de Washington imposto pelo FMI. Privatizaram suas empresas públicas, abriram seus mercados aos países industrializados, cortaram gastos sociais, promoveram demissão de funcionários públicos, reduziram direitos dos trabalhadores e deram liberdade a seus mercados financeiros.

 Mas, mais do que isso foi feito. Avaliavam que países de segunda categoria não tinham condições de ter moeda própria. Eram considerados, por natureza, irresponsáveis. Seria mais adequado que utilizassem a moeda americana, o dólar.


O Equador, no ano de 2000, substituiu a sua moeda, o sucre, pelo dólar. Lá, tudo é comprado ou vendido com dólares americanos. Na Argentina, houve um processo semelhante.

 A Argentina não extinguiu a sua moeda. Mas, a partir de 1º de janeiro de 1992, somente poderia circular o "peso argentino conversível", isto é, para cada peso existente na economia deveria existir um dólar em posse do Banco Central da Argentina.
Mais pesos somente poderiam circular na economia se mai

s dólares estivessem nos cofres do Banco Central argentino. Para dar credibilidade ao chamado "Plano de Conversibilidade", a taxa de câmbio de 1 peso para 1 dólar americano foi escrita na Constituição do país. Assim, a Argentina se dolarizou plenamente, tal como o Equador.

Ambos os países perderam a capacidade, portanto, de emitir suas próprias moedas (qualquer semelhança da Europa, de hoje, com a América do Sul, dos anos 1990 e início dos anos 2000, não é mera coincidência).


O resultado de estabilidade e prosperidade prometido pelo FMI para a Argentina e o Equador não passou de propaganda enganosa. O presidente Carlos Menem governou a Argentina de 1989 a 1999.

 Era o garoto propaganda da peça publicitária pregada pelo FMI.

 Contudo, deixou um país em crise, endividado, com o patrimônio público dilapidado e com alto índice de desemprego e pobreza.
Em 1999, assumiu a presidência Fernando de La Rua, que resolveu aplicar o receituário do FMI para solucionar crises: cortar gastos públicos nas áreas sociais, aumentar impostos e promover arrocho salarial ao funcionalismo público.

 Não obteve sucesso. O povo argentino foi para as ruas com o sentimento de "tolerância zero" às medidas orientadas pelo FMI… e De La Rua foi obrigado a renunciar no dia 20 de dezembro de 2000. Fugiu da sede do governo, a Casa Rosada, de helicóptero.


Todos os acontecimentos argentinos se repetiram no Equador. Em 20 de abril de 2005, o presidente foi destituído. O cenário não era mais a Casa Rosada; mas, sim, o Palácio Carondelet. Até o meio de transporte utilizado para a fuga foi o mesmo. Apenas o nome do passageiro do helicóptero era outro: presidente Lucio Gutiérrez.
A fórmula da Troika é conhecida por países sul-americanos. Assim, um alerta aos navegantes europeus deve ser deixado: depois da sequência de aventuras econômicas e financeiras para reduzir o déficit público, ao povo é oferecido desemprego, miséria e sofrimento.

Em paralelo, as revoltas populares se sucedem de forma incontrolável, até que se transformam em crise política e de governabilidade. Quando a situação se torna insustentável para todos, o FMI oferece "resgate de helicóptero" como prêmio de fidelidade ideológica a governantes desmoralizados.


* João Sicsú é professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MIRO BORGES: FMI METENDO O BEDELHO NA ECONOMIA BRASILEIRA. POR MIM EU QUERO É QUE ELES SE DANEM.

ESTE EDIFÍCIO CINZENTO É A SEDE DO FMI. ESTE ORGÃO GOVERNOU O BRASIL  NO ÚLTIMO MANDATO DO FAROL, QUE MANDOU O MALANTA SUBIR SUAS ESCADAS 3 VEZES DE PÍRES NA MÃO. DE MANSINHO, ESTÃO QUERENDO VOLTAR COM A FAMOSA ECONOMIA RODA PRESA DO FAROL, EM DETRIMENTO DO PROGRESSO, DOS TRABALHADORES E FAVOR DOS RENTISTAS.

ALTAMIRO BORGES:

Apesar da perda de credibilidade e das recentes mudanças na sua direção, o Fundo Monetário Internacional (FMI) continua sendo um instrumento da oligarquia financeira e um antro de neoliberais. Ele não tem nada de neutro, de técnico. Ele reflete as opiniões e os interesses do capital rentista, responsável pela desregulamentação do setor e pela quebradeira da economia no mundo.

Mais aperto monetário e fiscal

Nesta semana, o FMI voltou a meter o seu bedelho no Brasil. Segundo relato de Daniela Machado, do jornal Valor, o órgão estaria preocupado com os “sinais de superaquecimento da economia brasileira”. Além de apoiar a alta dos juros e a restrição ao crédito, o FMI “avalia que mais medidas de aperto fiscal seriam importantes no processo de combate à inflação” e ainda se opõe ao uso de medidas de controle do fluxo de capital especulativo.

Os palpites infelizes do FMI têm como base a defesa do tripé neoliberal na macroeconomia. Mais arrocho monetário (juros altos e restrições ao crédito), mais aperto fiscal (superávit elevado e cortes dos gastos públicos) e mais libertinagem financeira (câmbio flutuante e livre fluxo de capitais). Eles servem unicamente aos interesses dos agiotas do “deus-mercado”.

Os trabalhadores que se danem!


Mesmo reconhecendo que o repique inflacionário decorre do aumento internacional dos preços das commodities, o FMI “alerta” o governo para a chamada “pressão do mercado de trabalho”. Em outras palavras, ele teme que a geração de empregos reforce o poder de barganha dos sindicatos por reajustes salariais. O freio na economia serviria para conter a luta dos trabalhadores.

Sem explicitar, o FMI também reforça o coro dos empresários e da mídia patronal contra a valorização do salário mínimo, fixada no acordo entre as centrais sindicais e o governo Lula. O alvo é o aumento de 14% previsto para o início de 2012. O objetivo é melar, rasgar, o acordo firmado. O FMI quer manter o lucro dos rentistas; os trabalhadores que se danem!