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terça-feira, 5 de julho de 2011

FHC E CERRA CHORAM LÁGRIMAS DE CROCODILO NO VELÓRIO DE ITAMAR!


Todo o meio político sabe que o FHD ( D de doar) desprezava Itamar. Achava-o intelectualmente despreparado, como se o Farol de Alexandria, o FHD , fosse lá essas coisas. Itamar até perguntava mineiramente, uai, gente simples não pode governar?

Itamar detestava o Farol, pelo fato dele ter se apropriado do Plano Real. Como sabe-se o Farol ficou 10 meses como ministro da fazenda e não deixou um rabisco sequer de plano para domar a inflação, quem lançou o Real, foi Itamar tendo já como ministro da fazenda o Ricúpero, que falou demais e caiu. A participação de Pérsio Arida, André Lara Rezende foi crucial para a execução do plano. Sucedeu o Ricúpero, o Ciro Gomes, que continou tocando o barco.

O Farol quase que acaba com o Real, isto sim! Vide artigo aqui no Blog: FHC surfa no Real e quebrou o país duas vezes. E agora no velório do Itamar está lá o Farol a apropriar-se novamente do Real. Chorou Lágrimas de crocodilo.

Outro que chorou lágrimas de crocodilo foi o Cerra. Queria ser nomeado ministro da fazenda no governo Itamar, que agendou uma entrevista com o Cerra. Cerra chegou lá já com todo o PIG de prontidão , fotógrafos esperando o futuro ministro da fazenda, E TUDO O MAIS. Terminada a entrevista com o presidente, o PIG quiz saber o que ocorreu , se o Cerra seria nomeado e quando. Itamar respondeu de pronto: O Cerra não quer ser ministro, ele quer é o meu lugar. E aí está novamente o Cerra, com seu jeito todo especial chorando as lágrimas de crocodilo no velório do Itamar.
HIPÓCRITAS.

A CIVILIDADE DE DILMA E O ESGOTO POLÍTICO DO CERRA!!!!!

A PRESIDENTA DILMA É CIVILIZADA COM OS ADVERSÁRIOS.

Quando da passagem natalícia de FHD ( D de doar ), a presidenta Dilma, mandou-lhe uma carta  felicitando-o pelo aniversário e o elogiando como ex presidente do Brasil. Se bem, que eu particularmente, acho que neste quesito ele não tem nada para  ser elogiado.

Pois bem. Não é que na outra semana, o CERRA, redige um manifesto em nome do PSDB/UDN, cheio de ataques hidrófobos ao governo da presidenta Dilma e a ela própria?  E o Cerra ainda teve a audácia de pedir que seus colegas de partido assinassem tal barbaridade. Foi peremptoriamente negado por todos eles. Aliás não é de hoje que seus "muy amigos" lhe puxam o tapete. Só que desta vez acertaram.
Um sujeito destes só poderia ser retratado da forma como está aí abaixo:


CARÁTER AGRESSIVO.
ESPERAVA UM MILAGRE.

É HIGIENISTA. DETESTA POBRE.



NÃO ENTENDEU QUE POLTICAMENTE JÁ ERA.


USOU DE FORMA TORPE A TEMÁTICA, RELIGIÃO, NA ELEIÇÃO.
PARA O PADIM CERRA, ABORTO NO CHILE PODE.

GRANDE META DE DILMA É ACABAR COM A POBREZA EXTREMA! E NÃO É QUE VAI MESMO?

´^Tô de saco cheio de ouvir os leitores do PIG, agirem como o corvo da rua Chile, falo de Lacerda, disparar mau agouro a respeito da grande meta deste governo, que é devidamente escondido no PIG, que a grande façanha de acabar com a pobreza extrema no Brasil.
O UDENISTA LACERDA, O CORVO, .DEIXOU SEU DNA NO PSDB.





Abaixo uma notícia que vc não lerá no PIG e nem verá na sua telinha:

Brasil terá menos pobres que EUA, diz Santander

Presidente do banco no Brasil afirma que aumento da classe média é impressionante


Aline Cury Zampieri, enviada à Espanha

Em alguns anos, o Brasil terá menos pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza do que os Estados Unidos. A avaliação é de Marcial Portela, presidente do Santander no País. Durante entrevista coletiva na cidade de Santander, na Espanha, ele reforçou o interesse do banco na diversificação geográfica de seus negócios e a intenção de participar da bancarização da América Latina (AL) e do Brasil.


“O Brasil deve ter um ingresso de 25 milhões de pessoas no sistema bancário em quatro anos”, afirmou. “Queremos conquistar entre 15% e 20% dessa fatia.” O Santander possui atualmente 40 milhões de clientes na América Latina, sendo metade deles no Brasil. “O fenômeno da classe média brasileira é impressionante. Nosso grande desafio é conquistar as camadas mais baixas, da classe D, nas quais ainda não temos muita experiência.”


Portela lembra que o banco já entrou no microcrédito brasileiro, com R$ 1 bilhão em empréstimos. Tem um projeto semelhante no Chile e pretende levar a experiência também para o México. “Estamos em processo de vinculação e ampliação do número de clientes, em geral. Crescemos a uma taxa média de 10% ao ano na América Latina.”

GOVERNO DILMA CRIA 1.137.000 (UM MILHÃO E CENTO E TRINTA E SETE MIL!!!!)EMPREGOS DE JANEIRO A MAIO. RECORDE.

Governo Dilma, cria hum milhão e cento e trinta e sete mil empregos de janeiro a maio. Um recorde! O menor desemprego em maio desde maio de 2002. O PIG evientemente não repercurte. O deputado aí abaixo está preocupado é com a dívida interna. Que problemão hein?
O deputado Mourão PSDB/DEMO não quer que o país gaste e crie empregos, ele escreve artigos no PIG sobre dívida interna. O negócio dele é o  neo liberalismo. O "Estado Mínimo". Ele esqueceu completamente do governo FHD (d de doar). Aos números:

Delfim Netto: FHC surfou sobre o Plano Real e quebrou o país
Ex-ministro denuncia desastre e “métodos absolutamente heterodoxos para se reeleger”
O deputado federal Delfim Netto (PMDB/SP) afirmou que Fernando Henrique “surfou sobre o plano real” para se eleger presidente da República por dois mandatos, aplicando um “duplo estelionato eleitoral” no povo brasileiro.
“Elevou para 29% a carga tributária bruta e aumentou de 31% para 49% do PIB o endividamento. Não fez o menor esforço para controlar as despesas, reduzindo o superávit a zero no primeiro quadriênio. Em apenas quatro anos, acumulamos um déficit em conta corrente da ordem de US$ 100 bilhões! O resultado foi trágico”, ressaltou o deputado, assinalando que essa política levou o Brasil a quebrar em 1998 e recorrer ao FMI “com o chapéu na mão, pedir um socorro de US$ 40 bilhões!”. Foi o primeiro “estelionato”, disse Delfim.
O deputado continuou, afirmando que no segundo mandato – depois de se eleger e procurar, “com métodos absolutamente heterodoxos, a sua reeleição sem desincompatibilização, o que seria o segundo ‘estelionato eleitoral’” – diante da exigência de arrocho fiscal feita pelo FMI “descarregou o problema sobre o setor privado, aumentando a carga tributária bruta para 32% já em 1999” .
“Puxado pelo nariz, o governo perdeu o controle do câmbio para o ‘mercado’. Instalou-se depois uma nova e melhor política monetária. Mas o fim foi melancólico. Terminamos 2002 com uma inflação de 12,5% e um crescimento de 1,9%. Acumulamos mais US$ 80 bilhões de déficit em conta corrente. Com reservas de US$ 16 bilhões, e o Brasil ‘quebrado’ pela segunda vez”, observou.
Delfim Neto destaca também que o último surto de desenvolvimento experimentado pelo Brasil ocorreu no governo Itamar Franco (1993/94), “quando crescemos 5,4% ao ano, com equilíbrio externo”. “A carga tributária bruta era de 27% do PIB, e a dívida líquida do setor público, 31% – graças ao vigoroso superávit primário de 3,7% ao ano, em média, no período. As reservas internacionais eram de US$ 40 bilhões, correspondentes a um ano de importação”, completou.

A devastação do Brasil no governo tucano-neoliberal: uma memória (1)
No recente relatório da Fitch Ratings, tão aplaudido por alguns, está a afirmação de que os supostos avanços da economia brasileira que motivaram a “elevação” do rating do país no conceito (ou no apetite) dos bancos externos foram aqueles do governo Fernando Henrique - o que, para uma “agência” que obedece aos interesses estrangeiros mais espoliadores e parasitários da face da Terra, é compreensível. Muito menos compreensível são certas afirmações, por quem não é tucano nem fez parte daquele infeliz governo, de que o sucesso do presidente Lula em seu segundo mandato foi devido à continuidade em relação àquela época catastrófica para o Brasil.

 Quando Lula assumiu a Presidência, em 2003, o país estava à beira do colapso - e foi a ruptura com o período anterior que possibilitou, sob a liderança de Lula, que o país se reerguesse, assim como foram os elementos que ainda restavam desse malfadado período que mais obstaculizaram esse reerguimento.
Tudo isso nos parece óbvio, mas, infelizmente, a memória às vezes falha a alguns - e de tanto ouvir a mídia repetir o seu cantochão sobre os supostos “fundamentos” que alguns devastadores do país teriam assentado, há quem faça, inconscientemente, coro a essa infâmia.
 Além disso, existem os jovens, alguns que são tão jovens que mal viveram aquela época. Por todas essas razões, veio-nos a idéia lembrar, brevemente, o que foi aquela aflição para o país e seu povo - para os trabalhadores, para os empresários, para os estudantes, para as mulheres, crianças e homens deste país.
Não encontramos forma melhor de isto fazer do que apresentar uma condensação do relato e análise de Nílson Araújo de Souza em seu livro “A Longa Agonia da Dependência”.
Chamamos a atenção do leitor para o fato de que se trata de obra volumosa - mas acessível a todos os interessados em melhor conhecer a economia e, de resto, a História de nosso país. O que apresentamos aqui é apenas uma amostra - mas suficiente para que conheçamos (ou refresquemos a nossa memória) sobre um dos mais terríveis períodos que o Brasil já passou.
O seu desfecho, com a derrota da reação, do atraso e dos destruidores da nação, apesar das marcas que ainda não foram inteiramente superadas, é uma advertência presente aos inimigos do país. Não há continuidade possível e não há volta possível àquela época. Os que o tentaram, aliás, receberam do povo o seu saudável e bem colocado repúdio.
 (jornal  A Hora do Povo)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

POST DEDICADO AO PROVECTO E CIRCUNSPECTO "ECONOMISTA" DEPUTADO MOURÃO.

O deputado do PSDB/DEMO não quer que o governo gaste. O negócio dele é o  "Consenso de Washington."


Dias atrás o Senhor deputado Mourão deu uma de doublet de economista e fez valer a máxima do, este sim, légítimo economista Delfim neto, que dizia: Reportagem sobre economia no Brasil, não é uma coisa nem outra.

Pois bem, na esteira do PIG nacional,  publicou artigo no PIG local, lascando o sarrafo no governo, que segundo ele não controla a dívida interna, ou seja o mesmo método que o PIG nacional usa para amendrontar a piguiotizada classe média brasileira.

Ora, capitalismo faz-se com dívidas. Ele  deveria ter dito que nesta divida interna está incluida , as maiores obras contratadas no mundo atualmente, ou seja: 3 ferrovias( a transnordestina, está faltando apenas 128 km para o seu término)  3 hidrelétricas , sendo Belo Monte a terceira do mundo. 2 hidrovias, sendo que uma a de Tucuruí tem as maiores eclusas de desnível do mundo, portanto maior que as do panamá, maior obra do Sec. 19. A transposição de um rio, o São Francisco. Poderia citar mais obras inclusas nesta dívida, a dar com o pau, mas vamos para outra parte da dívida, as Despesas Correntes.

 AS DESPESAS CORRENTES ENGLOBAM UMA SÉRIE DE GASTOS E NÃO SÃO SÓ CLIPES E CAFEZINHO. SÂO ENERGIA , ÁGUA , TELEFONE , MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS , PESSOAL DE SAÚDE , DE SEGURANÇA , DAS FORÇAS ARMADAS , DA GUARDA NACIONAL , DA POLÍCIA FEDERAL , DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL E OUTROS FAZEM PARTE DAS DESPESAS CORRENTES , BEM COMO , COMBUSTÍVEL , MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR E OUTROS . QUEREM QUE O BRASIL PARE?(grifo de Hélio Borba, "aposentado invocado")

Bom mesmo era na época do FHD ( d de doar) em que o seu governo aumentava as despesas e o Brasil parava. Aos números:

- Em maio de 1999, o desemprego chegou a 25%;
- Em 1989, o tempo médio de busca por um novo emprego era de 15 semanas. Em 98, chegou a 36 semanas !!!;
- Segundo o Caged, o Brasil destruiu 3,3 milhões de empregos ao longo dos anos 90;
- Em 94, a balança comercial teve um superávit de US$ 10 bilhões; em 98, um déficit de US$ 6 bilhões;
- Durante os dois mandatos do Farol o funcionalismo publico não recebeu um centavo de aumento;
- O Farol anunciou que ia acabar com o legado de Vargas;
- A participação da renda dos trabalhadores no PIB caiu de 52% em 1990 para 41% em 2002;
- A taxa média de crescimento da economia brasileira ao longo dos anos 90 foi a PIOR da História: 2,4%; inferior à média da “década perdida” (os anos 80), que girou em torno de 3%;
- Mesmo com as privatizações do Daniel Dantas, a divida interna do país saltou de R$ 60 bilhões para IMPENSÁVEIS R$ 630 bilhões, enquanto o valor da dívida externa dobrou.

Depois querem saber porque o povo, os rejeitam soberanamente, nas urnas.




domingo, 3 de julho de 2011

TEMOS QUE COMBATER AO LADO DE ELISA COSTA, NÃO PODEMOS DEIXAR QUE A INFÂMIA DA UDN PREVALEÇA!


Nós da esquerda valadarense, temos o dever de combater a infâmia, as mentiras e as ilações contra a guerreira companheira Elisa Costa. Não nos envergonhemos em hipótese alguma,  de defender o seu governo, não nos curvemos diante dos detratores e difamadores UDENISTAS, não tenhamos medo dos "mercadores da fé" que usam o mesmo discurso conservador do Tea Party dos USA  para amendrontar seus fiéis, que a defendamos como a La Passionara, defendeu Madri dos fascistas de Franco.  lembrem do recado que lerão a seguir:


"A UDN se encastelou na política, se apoderou do Estado e dos meios de comunicação como se fossem propriedades suas. Rotulou o governo de Getúlio Vargas de “mar de lama”, levou-o ao suicídio. Tentou impedir a posse de Juscelino Kubitschek, organizou a famosa “Marcha da família com Deus pela liberdade”, em 1964, na capital paulista, para derrubar João Goulart e apoiou o golpe militar que levou o Brasil a um dos mais obscuros períodos de nossa história. No campo ou nas cidades, hoje a “velha UDN” ainda dispõe de uma cultura política e ideológica poderosíssima."  
Laurez Cerqueira (*)
NA FOTO CARLOS LACERDA, UDN RJ, GOLPISTA DE PLANTÃO CONTRA QUALQUER GOVERNO POPULAR. FELIZMENTE JÁ MORTO. MAS NÃO SE ILUDAM! ELE TEM MUITOS DISCÍPULOS EM GOVERNADOR VALADARES

A UDN, capitaneada pelo sinistro Carlos Lacerda, espalhou que Brasília fez do presidente Juscelino Kubitschek a sétima maior fortuna do mundo. Lacerda morreu milionário. JK morreu pobre.

A ÉTICA DE MERETRIZ DO PIG E DA OPOSIÇÃO UDENISTA!

Dias atrás, ou meses, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) de Governador Valadares anunciou com estardalhaço, que umas 03 casinhas que Lula/Dilma inauguraram em valadares, do Programa Minha Casa Minha Vida, estavam com problemas e que elas estavam construidas em área de risco.

É claro que a UDN/PSDB de Valadares, fez coro com o  PIG local. Só que os parvos não perceberam que estranhamente o PIG não noticiou que quem comprou o terreno e fez o projeto foi o PSDB/UDN, e que estava sendo terminado e foi entregue no governo do PT, depois que o PSDB/UDN já ter feito o merdelejo, que aliás eles viram no início e não fizeram shongas nenhuma. São uns parvos, dão tiro no próprio pé.

A ética desta imprensa udenista e do PSDB/UDN, equivale-se à ética da meretriz que se escandaliza com o namoro da moçoila ao portão de sua casa.

Cabe a pergunta e se um governo do PT ( estadual, municipal, federal), fizesse um conjunto habitacional dentro de um rio caudaloso chamado aqui em Governador valadares "RIO DOCE"?

Olha ele aí:

3 MULHERES. 1 SÓ IDÉIA DE COMO GOVERNAR PARA O POVO. OS MESMOS DETRATORES. OS NEO LIBERAIS GOLPISTAS!


3 Mulheres. 2 conhecidas internacionalmente. À sua direita Elisa Costa, todas as 3 vêm de um mesmo corolário ideológico. As duas primeiras dispoem de instrumentos imensamente mais poderosos para enfrentar seus detratores que a terceira, que é a prefeita Elisa Costa, PT, prefeita de Governador Valadares MG.
A primeira até pelo jesto que ela está fazendo  que em uma entrevista faz este jesto para os jornalistas que estavam interrompendo-a, vê-se, que ela não tem medo e tem poder de enfrentar o PIG( Partido da Imprensa Golpista) da Argentina, a segunda mulher dispensa apresentações. Já em Governador Valadares a prefeita não dispõe de meios tão eficientes e poderosos quanto às duas primeiras.
A prefeita é esondida pela mídia, seus detratores do PIG local,usam o mesmo método do PIG nacional, ou seja, o que é ruim a gente mostra, o que é bom a gente esconde. Uma base aliada, fisiologista, que mais atrapalha que ajuda.
 Estão querendo transformar uma boa governança que Elisa costa vem fazendo, em má governança. Como? Simples, escondendo-a do noticiário favorável,  o PIG local cria um consciente coletivo abstrato, tira a realidade dos olhos do povo. Sem contar que seus detratores tem a capacidade de usar a infame prática de utilizar da teoria do medo e do preconceito religioso a mesma infâmia que o Padim Pade Cerra, usou na eleição presidencial de 2010, onde este UDENISTA golpista, parecia mais candidato a bispo que a presidente da república São uns corvos que nós da esquerda valadarense temos que combater diuturnamente.

LEMBREM-SE A UDN AINDA ESTÁ AÍ, TENTANDO CONVOCAR E PROVOCAR O GOLPE.



PSDB/DEMO/UDN


OS 100 CASOS MAIS ESCABROSOS DA MÍDIA UDENISTA E GOLPISTA!




Liberdade para mentir

A liberdade de opinião e a liberdade de imprensa que se defende no Brasil, essas que continuam a favorecer umas tantas “famiglias”, trazem hipócrita e cinicamente escondidas em sua defesa um único e insofismável propósito: a liberdade para mentir.
1)     Escola Base. Na noite de 4.3.94,  o Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu uma reportagem em que pais de alunos da Escola Base, situada no bairro da Aclimação, em São Paulo, acusavam diretores e professores de abusar sexualmente das crianças. Em apenas dez dias de investigações, o delegado responsável pelo caso concluiu que os acusados eram culpados por violento atentado ao pudor e formação de quadrilha. O casal proprietário do estabelecimento chegou a ser preso. Outros dois casais envolvidos passaram a ter sérios problemas psicológicos e financeiros. A escola foi fechada e em dezembro de 1999 seus dirigentes ainda tentavam recuperar-se dos prejuízos: entravam com uma ação contra o governo do Estado de São Paulo, já que o principal responsável pelo equívoco foi um delegado de polícia, que se precipitou e, com ele, praticamente toda a imprensa brasileira. Embora tenham sido expostos como hediondos para todo o país e tenham perdido o seu papel social de educadores e também o seu principal meio de vida, as vítimas da imprensa, nesse caso, conseguiram, até o momento, serem ressarcidas em apenas 100 salários mínimos, cada um dos diretores acusados.<<
2)     Bar Bodega. Situado em Moema, bairro nobre de São Paulo, essa choperia foi palco, em 10.8.1996, de um assalto seguido do assassinato de um rapaz e uma moça, fato que motivou a criação do movimento Reage São Paulo. Em sua ânsia por apresentar serviços, 15 dias depois a Polícia prendeu sucessivamente vários suspeitos, nove ao todo, posteriormente absolvidos por falta de provas e sob a alegação de que haviam confessado o crime mediante torturas. Nesse caso, como em tantos, a imprensa embarcou na versão errônea da polícia. Convocada, fotografou, filmou e inquiriu os acusados, algemados e exibidos com placas penduradas em seus corpos, indicando números. Não é comum em países desenvolvidos a exibição de suspeitos. Na investigação de um homicídio ocorrido no Central Park, em Nova York, no mesmo ano, a polícia norte-americana deteve cerca de 800 suspeitos, mas nenhum deles foi apresentado à imprensa.<<
3)     Ibrahim Abi-Ackel. Ministro da Justiça ao tempo do presidente João Batista Figueiredo (1980-85). Um contrabandista, preso nos Estados Unidos, disse a polícia que traficava pedras preciosas, a serviço do ministro e deputado federal brasileiro, pelo Estado de Minas Gerais. A imprensa explorou as acusações, mas o ministro foi inocentado. A sua imagem ficou, no entanto, associada à corrupção. A sua carreira política foi prejudicada. Perdeu a expressividade que tinha no plano federal, voltando a ser um político da província, marginalizado pelo noticiário.<<
4)     Roberto Cardoso Alves. Ex-deputado e ex-ministro, foi acusado de corrupção e caracterizado como fisiologista, sobretudo, a partir da citação que fez, referindo-se a São Francisco de Assis: “é dando que se recebe”. Processou a revista Veja, mas só obteve um direito de resposta um ano após a sua morte.
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5)     Alceni Guerra. Deputado federal e Ministro da Saúde ao tempo do presidente Fernando Collor de Mello (1990-92). Um amplo noticiário acerca de superfaturamento na compra de bicicletas para agentes de saúde procurou envolver o ministro, associando-o à imagem de corrupto. Foi objeto de reportagens e charges que o ridicularizaram e o levaram a pedir demissão. Um dia, o próprio procurador-geral da República, Aristides Junqueira, telefonou para o ministro para lhe dizer que mandara refazer várias vezes as investigações e nada encontrara que lhe caracterizasse como corrupto. Os próprios filhos do Ministro foram vítimas de humilhações. Alceni voltou ao plano político municipal e jamais conseguiu recuperar dos danos morais causados por um noticiário que, segundo a própria vítima contabilizou, bateu um recorde de ofensas: 104 horas de televisão e 10 mil metros quadrados (um hectare) de matérias na imprensa escrita.
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6)     Jorge Mirândola. Ex-oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores, foi acusado, preso e apresentado à imprensa como o autor de uma carta-bomba que em outubro de 1995 feriu a diplomata Andréia Rigueira David. O noticiário equivocado foi amplo e com chamadas de primeiras páginas. Posteriormente, foi inocentado. O verdadeiro terrorista foi identificado e preso. Mirândola, no entanto, teria apresentado seqüelas do trauma experimentado.  Em março de 1996, concedeu uma entrevista dizendo-se portador de previsões feitas por espíritos que o faziam trabalhar para o FBI e auxiliar a polícia francesa, para quem enviava cartas com informações preciosas sobre terroristas. Após a comprovação de que Mirândola nada tinha a ver com o episódio, seus advogados entraram com uma ação reivindicando o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais, o que não veio a ocorrer. Já o delegado que conduziu o caso foi promovido a adido da Polícia Federal no Paraguai.
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7)     Professor Leonardo. Provavelmente, nunca se saberá quem foi o responsável pela explosão da bomba no jato da TAM em 9.7.97, vôo 457, que resultou na morte do engenheiro Fernando de Moura, o único morto no incidente. Pode ser que também nunca venha a ser comprovado se o principal suspeito, o professor Leonardo Teodoro de Castro é culpado ou inocente. Durante uma semana, Moura ficou no noticiário como suspeito, para depois ser inocentado. A desconfiança foi então transferida para o professor, objeto de amplo noticiário nesse sentido, chegando a figurar na capa de Veja e em cartazes publicitários da revista, espalhados por bancas de todo o país. O “misterioso” professor ainda sofre as seqüelas de um atropelamento que o deixou sem condições sequer de depor. No seu caso, não funcionou a tradicional figura jurídica da presunção da inocência, mas, ao contrário, a presunção da culpa até que se prove a inocência. Esse, aliás, é um cacoete da imprensa, um comportamento repetitivo. Tanto a imprensa se apressa em acusar, como não tem o mesmo entusiasmo quando de corrigir os seus erros. No Brasil, pelo menos, é raro um órgão de imprensa pedir desculpas aos seu público. “PF não tem provas para indicar suspeito”, era o que noticiava a Folha de S. Paulo, em 22.7.97;  “PF não tem provas contra suspeito do vôo da TAM”, informava O Globo; “Falta de sigilo fere os direitos humanos”, comentava O Estado de S. Paulo (23.7.97). Leonardo teve os tímpanos arrebentados pela explosão da bomba; foi atropelado; ficou em estado de coma; e definitivamente com a saúde prejudicada, não podendo, portanto, defender-se.
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8)     Ney Matogrosso. Ganhou ações contra a revista Amiga e Manchete por terem noticiado, falsamente, ser o cantor portador do vírus HIV.
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9)     Caetano Veloso. Ganhou ações contra a revista Amiga e Manchete por terem noticiado, falsamente, ser o cantor portador do vírus HIV.
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10)  Glória Perez. Ganhou ações contra vários veículos por terem noticiado, falsamente, ser a atriz portadora do vírus HIV. <<
11)  Paula Burlamarqui. Ganhou ações contra vários veículos terem noticiado, falsamente, ser a atriz portadora do vírus HIV.
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12)  Luciana Silva. Ganhou ações contra vários veículos terem noticiado, falsamente, ser a modelo portadora do vírus HIV.
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13)  Cláudia Raia. Ganhou ações contra vários veículos terem noticiado, falsamente, ser a atriz portadora do vírus HIV.
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14)  Maria Zilda. Ganhou ações contra vários veículos terem noticiado, falsamente, ser a atriz portadora do vírus HIV.
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15)  Maitê Proença. Em 1995, a revista Playboy publicou um ensaio fotográfico contendo como atração principal as fotos da atriz. Nessa ocasião, a atriz apresentava, em Porto Alegre, um espetáculo teatral, gancho para o jornal Zero Hora publicar uma reportagem sobre ela, ilustrada com uma seleção das fotos do ensaio da Playboy. A atriz processou Zero Hora e a Playboy, por entender que ela havia posado para uma revista masculina e não para um jornal. E também porque não havia autorizado as reproduções. Ganhou a ação contra o Zero Hora, mas não conseguiu provar que a Editora Abril tivesse cedido as fotos, informação confirmada por Zero Hora, mas negada pela Playboy. Maitê Proença entendeu que as mesmas fotos num jornal, num momento em que ela trabalhava numa peça em Porto Alegre, prejudicava a sua imagem.
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16)  Milton Nascimento. Ganhou ações contra vários veículos por terem noticiado, falsamente, ser o cantor portador do vírus HIV. Na verdade, passou por uma crise de saúde e emagrecimento decorrentes de uma espécie de diabetes. <<
17)  Glória Pires. Vítima de um boato de que o seu marido havia abusado sexualmente da filha do primeiro casamento. Processou os veículos de imprensa que reproduziram a versão.
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18)  Chico Buarque. Processou por racismo o Diário da Manhã, de Goiânia, por ter-se referido, em abril de 1997, ao seu neto, filho do cantor e compositor Carlinhos Brown, então recém-nascido, como “mulatinho de nariz chato e beiços largos”.
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19)  Chico Buarque e Marieta Severo. Processaram por danos morais as revistas Manchete, Amiga e Veja, o jornal O Dia e a TV Manchete, pelo noticiário sobre a separação do casal, após 30 anos de casamento. O problema, segundo o advogado do casal, Antonio Carlos de Sá, foi a forma sensacionalista como a separação foi abordada e a insinuação de que a mesma teria ocorrido por causa de uma cantora.
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20)  Vera Fischer. Poucas pessoas no Brasil terão tido a sua privacidade tão invadida quanto a atriz Vera Fischer, especialmente ao longo de 1995, quando teve a sua vida devassada por todo o tipo de assédio e noticiário que davam conta de todo e qualquer detalhe envolvendo a estrela, seja na sua vida doméstica, seja na sua vida afetiva, seja nas suas dificuldades em se livrar de dependência química.
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21)  Esther Kosovski. Este é um dos casos em que a vítima foi inocentada e ainda ganhou uma ação de ressarcimento de danos morais. Foi acusada, em reportagem do Jornal do Brasil, de envolvimento com o tráfico de drogas. Depois de ter reconhecido o erro, o jornal franqueou espaço para resposta e até publicou um artigo da jurista. Entretanto, colegas seus moveram a ação contra o JB, que resultou no pagamento de R$ 80 mil (500 salários mínimos,  (um terço do que foi solicitado), além de 20% por conta de honorários advocatícios. No caso do JB, ficou clara a inconseqüência dos dois repórteres autores da matéria que, confiando em boatos, não tiveram a mínima preocupação quanto a procedência das ‘informações’ recebidas. Preferiram a versão maledicente, não se dando sequer ao trabalho de facilmente constatar a idoneidade da pessoa em questão. Kosovski, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil e, na época da reportagem (15.1.93), dirigente regional do Conselho Federal de Entorpecentes e ainda presidente da Sociedade Brasileira de Vitimologia (por sua vez vinculada à World Society of Victimology) recebeu um único telefonema da reportagem sobre o que ela tinha a declarar acerca das denúncias contra ela. Chegou a pensar que era trote. Tratava-se, na realidade, da ânsia com que repórteres e editores se apressam em sair logo com uma matéria sensacional, antes que algum concorrente o faça. Julgando ter em seu poder um boa história, exclusiva, repórteres temem perdê-la, seja em função do prestígio dos nomes envolvidos, seja em decorrência de desmentidos. Arrisca-se, depois se vê as conseqüências. Nesse caso, os prejuízos não ficaram só com a vítima. Voltaram-se contra o jornal e contra a carreira dos repórteres. O caso Esther Kosovski espelha uma certa natureza intrínseca aos ‘fatos jornalísticos’, que é a propriedade que eles têm de fugir à ordem natural das coisas. A trama era perfeita em termos mediáticos. Uma situação absurda, mas, por isso mesmo, sensacional: uma autoridade do combate ao tráfico de drogas (supostamente) a serviço do mesmo. O resultado dessa imprudência foi a tramitação, por seis anos, até a indenização, período em que a jurista amargou uma imagem manchada, publicamente e perante os seus pares. Encontrava-se compondo a mesa de um congresso especializado, quando a notícia foi publicada. Esse caso demonstra que mesmo uma jurista pode levar seis anos para provar a sua inocência. Imagine-se o desfecho da mesma acusação se se tratasse de uma pessoa comum, sem o mesmo esclarecimento jurídico e sem a mesma capacidade de reação.
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22)  Nilo Batista. O ex-governador do Rio de Janeiro moveu 11 ações por danos morais (quase todas ganhas) pelo envolvimento, não confirmado, do seu nome num escândalo em torno de propinas pagas pelo bicheiro Castor de Andrade. Várias matérias e charges foram publicadas relacionando o governador ao jogo de bicho. A imprensa se baseou numa lista de beneficiados encontrada na “fortaleza” do bicheiro, quando de uma ação da polícia. As indenizações variaram de R$ 3,5 mil (US$ 1,7 mil, aproximadamente) a R$ 60 mil (cerca de US$ 30 mil).
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23)  Anestesista – Cláudia Liz. Em 1996, a modelo e atriz Cláudia Liz internou-se numa clínica para fazer uma lipoaspiração. A cirurgia não se concretizou devido a complicações anestésicas. O atendimento de emergência durou um minuto e 30 segundos. O fato, seguido da transferência da atriz para um grande e renomado hospital, complicou a vida da médica anestesista, a cirurgiã plástica Ana Helena Patrus de Souza, sócia da Clínica Santé, onde Cláudia Liz se internou. Sem checar se realmente se tratava de imperícia, a imprensa passou a assediar a médica, cuja carreira ficou prejudicada. Teve de se desfazer da sociedade e amargou sucessivos fracassos profissionais, morais e financeiros. Perdeu clientes e passou por situações vexaminosas, que atingiram também sua filha. A menina estressou-se tanto, a ponto de fazer xixi na roupa quando chegava à escola, onde era tratada pelos colegas como ‘... a filha da mulher que quase matou a atriz...’. No Conselho Regional de Medicina a conduta adotada pela médica foi considerada adequada.
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24)  Pegadinha - 1. Uma família de São Paulo (um casal e três filhos), ao passear no Parque Ibirapuera, encontrou uma carteira contendo R$ 50 (cerca de US$ 25, correntes) e um papel com o endereço de uma suposta proprietária. Dirigiram-se a um telefone público, quando foram abordados por três rapazes, pertencentes à produção do programa de tevê Domingo Legal, do SBT, que informaram tratar-se de uma “pegadinha”, brincadeira bastante comum em que as pessoas são filmadas sem o saber, em situações ‘engraçadas’. As cenas só foram ao ar um ano depois (16.11.1997), por coincidência, num dia em que era noticiada uma ‘pesquisa semelhante’, em âmbito mundial. Durante a exibição das imagens, o apresentador do programa, Augusto (Gugu) Liberato, fez comentários jocosos e incorretos, um deles, o seguinte: “Eles pegaram a carteira e foram embora...”. Quando foram abordados pela produção do programa, o casal assinou um documento permitindo o uso das imagens. Depois que isso aconteceu, no entanto, os membros da família passaram a ser objeto de piadinhas em qualquer lugar (‘Escondam as carteiras, que o fulano chegou’). As crianças foram ridicularizadas na escola e o casal alega ter tido prejuízos nos negócios. Sílvia Parisi Couri, veterinária, acredita ter perdido clientes em função do vexame a que foi exposta, numa “pesquisa sobre a honestidade dos cidadãos”. O marido, um consultor autônomo, deixou de fechar negócios. Sua sorte é que não era empregado de alguma empresa, pois, correria o risco de demissão. Embora tenha procurado telefonar para a suposta dona da carteira, a família foi mostrada como desonesta para uma audiência de 2 milhões de telespectadores. Neste caso, o SBT e o programa foram processados.
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25)  Pegadinha – 2. O cantor Rafael, ex-Polegar, amargou a constância com que o noticiário do show business explorou as suas dificuldades para se livrar das drogas. Refeito, teve, no entanto, a infelicidade de ser filmado por uma câmara oculta do programa de Sérgio Malandro (meados de 2000), com alguém lhe oferecendo droga, para ver se ele resistia tentação. Não concordou que a pegadinha e com a exibição das imagens, razão pela qual processou o apresentador.
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26)  Palmitos Gini. Em 14.2.1998, a Indústria de Conservas Gini Ltda., de São Paulo, foi surpreendida pela interdição da sua fábrica de palmitos e o recolhimento de todos os estoques. O diretor da empresa, Carlos Gini, só soube da suspeita de contaminação do seu produto pela bactéria Clostridium botulinum 15 minutos antes da imprensa, não tendo, portanto, tempo e condições para apurar o que estava acontecendo. Uma consumidora fez a denúncia ao Centro de Vigilância Sanitária, que constatou a contaminação. Ela foi hospitalizada e a empresa arcou com todos os gastos (R$ 600 mil), além de prover um emprego para a suposta vítima, suposta, pois, em todas as amostras examinadas por institutos especializados não constataram irregularidades. As indústrias Gini, após 30 anos de existência e sem jamais ter sido objeto de qualquer denúncia, amargou prejuízos estimados em R$ 1,6 milhão (aproximadamente, US$ 800 mil), sem contar com os danos à sua imagem e à imagem da marca. Existe a possibilidade de que a contaminação se tenha dado após a abertura do vidro de palmito.
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27)   Lilian Witte Fibe. A jornalista da TV Globo processou a revista Caras (edição Nº , de 7.4.95) a propósito de reportagem sobre a cirurgia de pálpebras que fez durante umas férias. Entrou na Justiça com uma ação de indenização por danos morais e violação do direito à imagem. A causa, para efeitos fiscais, recebeu o valor de R$ 100 mil (US$ 50 mil). Nos autos do processo a notícia foi qualificada de sensacionalista, entre outros motivos, por considerar que “se o público pudesse escolher o apresentador do Jornal Nacional da Globo, Lillian Witte Fibe (41) ficaria na lanterna dos eleitos”, expressão injuriosa, depreciativa, difamatória e antiética, na compreensão da jornalista.
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28)  Crime da Rua Cuba. O casal Jorge e Marília Cecília Bouchabki foi assassinado nesta rua de São Paulo, mas o caso não foi esclarecido. O erro da imprensa, no entanto, foi assumir como fato as suspeitas que recaíram sobre o filho do casal, o jovem Jorge Delmanto Bouchabki, à época com 18 anos, posteriormente inocentado.
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29)  “Assassino do pai”. No início de 1996, o dono da Agroceres e presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Ney Bittencourt, morreu em seu apartamento no bairro Jardins, em São Paulo, com um tiro. Portanto, por suicídio, homicídio ou acidente. A família inclinou-se por acreditar no suicídio, pois o empresário andava deprimido, tomando seis comprimidos por dia de um antidepressivo. A perícia encontrou resíduos de detonação (chumbo, zinco e cobre) numa das mãos do filho do empresário, Frederico Araújo, mas admitiu a possibilidade de que fosse verdadeira a versão de que ele lutou com o pai na tentativa de evitar o disparo, que acabou ocorrendo. Não foi esta, porém, a conclusão da promotoria. Quando foi decretada a prisão temporária de Frederico, ele se encontrava em Pato Branco (PR), na casa do sogro, para onde fora acompanhar o parto da esposa. A sua captura foi coberta pela imprensa e filmada por uma emissora de tevê, ocasião em que Frederico foi qualificado como fugitivo, embora apresentasse uma passagem de volta. A despeito da polêmica, entre a polícia e a Justiça, esse foi mais um caso em que a imprensa concluiu, por conta própria, que uma pessoa era criminosa,.
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30)  Matilde Borges. A polícia de São Paulo acusou Matilde Borges, e sua filha K., de 16 anos, de mandar matar o marido e pai. Quando se descobriu que o empresário Agenor Borges morrera num assalto, a imprensa sequer noticiou a inocência de Matilde e sua filha - à exceção da Folha de S. Paulo, em 13 linhas.
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31)  Dr. Fritz. O médium e curandeiro Rubens Farias Júnior, do Rio de Janeiro, que diz incorporar o espírito do médico alemão Adolph Frederick Yerperssoven, foi acusado pela ex-mulher de ser o responsável pela morte de ‘clientes’ e da ocultação dos cadáveres dos mesmos. Não ficou comprovado. Um dia, o médium atendeu ao apelo de uma emissora de TV para que desse uma entrevista. O médium recebeu a equipe da tevê, em casa, e deu o seu depoimento. Surpreendeu-se, no entanto, quando constatou o resultado de sua boa fé: a entrevista fora editada de forma a incriminá-lo. Já uma revista semanal de São Paulo, não só o acusou, como atribuiu-lhe frases sem nunca lhe ter sequer telefonado. Como as acusações não foram comprovadas, a imprensa silenciou sobre o caso, outra forma de injustiça, bastante comum – o esquecimento. Já uma outra emissora de tevê convidou-o para um programa e deu-lhe espaço, mas, acabou por pedir dele um espetáculo, o de incorporar ao vivo o espírito do Dr. Fritz, para o deleite da platéia. O Dr. Fritz ganhou notoriedade por atender multidões de populares, mas também por tentar curar doenças de personalidades da vida pública, a exemplo do ex-presidente João Figueiredo, de 79 anos, que a ele recorreu na esperança de se livrar de dores crônicas na coluna que já ameaçavam seus movimentos. Após as supostas denúncias contra o médium, sua carreira, se é que se pode falar assim, foi prejudicada. Ele teria se mudado do Brasil. 
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32)  “Máfia dos advogados”. Jorge Dino, advogado, residente em Brasília, professor de Direito. Chegou a depor quatro horas na “CPI do Judiciário”, em 1999, tentando provar a sua inocência face a acusação, à época transitando na Justiça, mas não julgada, de que teria, como um dos integrantes da “Máfia dos Advogados”, dilapidado a fortuna de um órfão. Dino acumula um acervo de documentos que totalizam cerca de quatro mil páginas de documentos e também processos contra vários jornalistas, por calúnia. A maioria deles pegou o bonde andando, tomando as acusações como tácitas. O advogado alega que, em aproximadamente onze anos, nunca teve oportunidade de conceder uma entrevista para se defender. Chegou a atender a um telefonema de uma repórter, mas inferiu que ela só queria ouvi-lo para legitimar a “lei dos dois lados”. Segundo esta “vítima” da imprensa, foi alegado à jornalista, que o processo é imenso e complexo, sendo impossível que o assunto fosse esclarecido por telefone. De qualquer maneira, o jurista mencionado não estava interessado em ver declarações suas, ao lado de acusações. Ele preferiu argüir na Justiça os repórteres, e exigir das empresas jornalísticas indenizações por danos morais, inclusive daqueles que pegaram o bonde andando e apenas deram prosseguimento às acusações. Em setembro de 2000, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou Jorge Dino inocente. O fato mereceu uma pequena nota do serviço eletrônico (Correio Web) do Correio Braziliense, jornal que só em uma matéria sobre “a máfia dos advogados” havia dedicado ao assunto uma página inteira, sem anúncios. As acusações a Dino prosseguiram mesmo depois de ter sido absolvido pela Procuradoria Geral da República. Independentemente do que venha ainda a ser julgado, pois o caso envolve outros desdobramentos e outros nomes, nesse caso, o erro da imprensa consiste em não ouvir os acusados; em não considerar que as dívidas deixadas junto com os bens arrolados no espólio; e em dar suíte as acusações sem checá-las, sobretudo num caso complexo como esse e ainda inconcluso. A “máfia dos advogados” teria roubado R$ 30 milhões do menor. Jorge Dino disse no seu depoimento à CPI do Judiciário que as dívidas deixadas pelo empresário Washington Nominato (morto em 1987) eram quase tão altas quanto o patrimônio deixado. Mesmo assim, afirma ter conseguido deixar para o órfão Luiz Gustavo e sua mãe Miramar Rocha bens líquidos em valor acima de R$ 1 milhão. O juiz  titular da Vara de Órfãos do Sucessões do Fórum de Brasília, hoje desembargador, Asdrubral Cruxen, foi quem nomeou uma comissão gestora do espólio, constituída, entre outros nomes, pelo de Jorge Dino. Cruxen chegou a ser mostrado no programa Fantástico como o principal responsável pela desaparecimento da herança do menor. Desde então, Cruxen não emite declarações sobre o caso, mas processa cada jornalista e empresa que ousam acusá-lo.
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33)  Decana de Extensão. Em Brasília, na Universidade de Brasília, a Decana de Extensão, Maria José Rossi (1998), fechou um Posto de Extensão na cidade-satélite do Gama, após constatar que o mesmo já não estava sendo utilizado por nenhum projeto, mas, para fins outros, inclusive, indecorosos (para que supostos usuários levassem para lá mulheres de “programas”). Além disso, o local continuava gerando despesas de manutenção, água, luz etc. Um aluno da UnB, contrariado pela decisão da decana, foi a um jornal local e acusou-a de abuso de autoridade e de nepotismo: manter o esposo como assessor. O professor da UnB, mesmo sendo esposo da decana, foi nomeado não por ela, mas pelo Reitor, em função das suas competências e aptidões para a função, passageira, circunstancialmente, no âmbito administrativo em que também se encontrava a professora decana e sua mulher. Apesar de procurado, verbalmente e por escrito, para os esclarecimentos, estes foram ignorados pela direção do jornal que veiculou a denúncia, o Jornal de Brasília, que preferiu ficar com as acusações do aluno, ou seja, só concedeu publicidade a um dos lados da questão. Esse episódio é exemplar de como a imprensa acolhe facilmente a denúncia, mas não tem a mesma predisposição em ouvir os vários lados da polêmica.
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34)  “Estuprador da filha”. Em meados de 2000, a Rádio CBN noticiou um caso ocorrido em Alagoas de imputação falsa de crime. Um homem fora acusado de estuprar a própria filha, uma criança. O pai, inocentado, teria confessado o crime sob tortura.
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35)  Delegada “assassina”. Em Brasília, em 1997, uma delegada de polícia foi acusada pela reportagem do Correio Braziliense de ter sido responsável pela morte de uma criança atropelada. Segundo a delegada, a criança já estava morta, razão pela qual ordenou que o corpo fosse mantido no local, para a realização da perícia. A repórter do jornal tentou interferir e providenciar a remoção da criança para um pronto-socorro, no que foi impedida pela delegada, para quem a criança já estava morta. Na reportagem publicada ela foi retratada como responsável pela morte da criança.
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36)  Conflitos. Durante o V Congresso de Direitos Humanos, realizado na Câmara dos Deputados, em meados de 2000, um oficial da Polícia Militar de Alagoas relatou, no GT sobre “Mídia e Direitos Humanos”, a sua experiência em negociação de conflitos de terra. Segundo informou, o governo de Alagoas conseguiu realizar, pacificamente, cerca de 200 reintegrações de posse, sem que isso fosse noticiado, ao contrário do que ocorria sempre que havia algum conflito. Segundo seu depoimento, os cinegrafistas chegavam a tirar plantões, à espera de choques entre sem-terra e proprietários, mas não se interessava por conflitos solucionados.
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37)  Garoto “beijoqueiro”. No Pará, uma professora tampou com fita adesiva a boca de uma criança que, na escola, insistia em beijar os coleguinhas. O fato foi denunciado pela imprensa, inclusive, pelos telejornais de âmbito nacional, como uma prática desumana e pouco pedagógica. A imagem da criança, no entanto, foi exposta, o que não é permitido por lei.
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38)  Fitas eróticas. Em 1996, em Brasília, um casal tomava emprestado fitas de vídeo numa locadora, quando foi abordado por uma repórter de jornal que informou estar fazendo uma reportagem sobre preferências do público. Na reportagem, o casal apareceu identificado entre aqueles que apreciam filmes pornográficos, mas tem vergonha de assumir o gosto. O casal não havia dado essa informação e tampouco alugara fitas do gênero. A repórter cumpriu a sua pauta, mesmo falseando as informações. Usou identificações verdadeiras para dar veracidade a sua matéria, mas falseou as informações.
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39)  Elisabeth Lofrano. Algumas pessoas têm a infelicidade de ter a sua privacidade invadida, mesmo depois de mortas, como foi o caso de Elisabeth Lofrano, cuja vida pessoal foi vasculhada por reportagens de um caderno especial publicado pelo Correio Braziliense (1997). Com o propósito de cobrir amplamente os casos de corrupção do âmbito da CPI do Orçamento e especialmente o envolvimento do economista José Carlos Alves dos Santos, a repórter pautada pelo jornal para fazer uma série de encartes no formato tablóide sobre o assunto teve acesso aos autos do processo e de lá reproduziu fotos de família e retirou revelações até sobre o relacionamento sexual da morta com o seu marido e mandante (não confesso) de seu assassinato.
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40)  Pênis decepado. No Rio de Janeiro, um rapaz teve o seu pênis decepado por uma companheira ciumenta. O caso foi noticiado e a identidade do moço foi revelada. Foi vitimado duas vezes. O caso poderia ter sido noticiado com um pseudônimo e assim caracterizado com tal. Veja caso, a seguir.
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41)  Marido traído. Em Brasília, um caminhoneiro desconfiou que a esposa o traía. Depois de constatar a suspeita, levou o caso à polícia, que montou um flagrante, supreendendo a mulher com o amante, em um motel. O caso foi narrado pelo Correio Braziliense, com todos os detalhes, mas preservando a identidade da vítima do adultério, uma maneira de evitar a humilhação pública de quem já estava passando por sofrimentos e vexames. Faltou, no entanto, criar nomes fictícios também para a esposa e o amante. Ou seja, o marido traído ainda não estava totalmente protegido.
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42)  Maestro – “abuso sexual”. Em Caruaru (PE), um maestro montou uma orquestra com a participação de crianças pobres. A iniciativa fez sucesso e os pequenos músicos foram contemplados com reportagens e elogios da mídia, incluindo telejornais e programas dominicais de grande audiência. Posteriormente, o maestro ganhou notoriedade pela falsa acusação de ter abusado sexualmente de uma das crianças. Maestro e orquestra foram por água abaixo por causa de um boato.
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segunda-feira, 7 de março de 2011

“Nossos verdadeiros aliados são os nossos vizinhos”



Se o Departamento de Estado dos EUA confiava em um fissura cada vez mais importante entre Venezuela e Brasil para recuperar posições na América do Sul, as posições brasileiras parecem desmentir essa ilusão nos fatos e nas ideias. Junto com a queda das exportações brasileiras aos Estados Unidos desapareceu a possibilidade de uma ameaça norte-americana.

 “Sabem que se quiserem implementá-las, essas sanções seriam ineficazes”, acaba de escrever o diplomata brasileiro Samuel Pinheiro Guimarães. E acrescenta: “Nossos verdadeiros aliados são os vizinhos”.

Pinheiro Guimarães aponta que hoje o Brasil só exporta 17% de sua produção para os Estados Unidos. Essa cifra é que tornaria impossível de cumprir uma eventual represália como a que, recorda o diplomata, Washington empregou em 1987 com as patentes farmacêuticas. Quando Fernando Collor de Mello assumiu como presidente, em 1989, satisfez em cascata as exigências norte-americanas, que questionavam a Lei da Informática.

O diplomata acaba de escrever algumas reflexões no prefácio ao livro “Relações Brasil-Estados Unidos no contexto da globalização: rivalidade emergente”, do pesquisador Luiz Alberto Moniz Bandeira.


Pinheiro Guimarães foi vice-chanceler do Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Por proposta de Lula, o Mercosul – que, para os EUA, é um “organismo antinorte-americano”, conforme telegrama divulgado por Wikileaks – designou-o em dezembro passado como seu Alto Representante com atribuições de negociar em nome do bloco, propor a formulação de estratégias e articular políticas comuns. O secretário do organismo é o argentino Agustín Colombo Sierra.

A seguir, alguns trechos do texto escrito por Samuel Pinheiro Guimarães:

“Um indicador da crescente hegemonia norte-americana é a ressurreição do Conselho de Segurança das Nações Unidas logo após a posse de Boris Yeltsin e Alexandre Kozirev, que alinharam a política russa à política externa norte-americana.


 Na prática, este alinhamento redundou na desaparição dos vetos russos, que passaram de um total de 118 no período 1945-1991 para apenas 4 no período 1992-2009. Como resultado, os EUA obtiveram, inclusive sem a oposição da China, apoio para suas ações de punição política, comercial ou militar”.

“Em 1988, os gastos militares norte-americanos eram de 533 bilhões de dólares. Entre 1988 e 2009 registraram um aumento acumulado de 10,376 bilhões de dólares, contra 1,683 bilhões do segundo país em gastos militares, a Rússia”.

“Em 1988, a renda per capita dos oito principais países desenvolvidos (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Austrália) era de 18.000 dólares, e a renda média per capita dos oito principais países subdesenvolvidos (China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, México, Argentina e África do Sul) era de 1300 dólares. A diferença era, em 1988, de 16.700 dólares.


 Em 2008, a renda per capita média dos oito países desenvolvidos alcançou os 43.000 dólares e a renda média dos oito principais subdesenvolvidos chegou a 6.000. A diferença aumentou de 16.700 para 37.000”.

“Os Estados Unidos possuem a moeda de reserva e de uso internacional, o dólar, e são, sem dúvida, para os grandes capitalistas – quer se trate de megaempresas, megabancos, megafundos ou indivíduos de alta renda – o centro do sistema capitalista internacional e seu baluarte. Estes sucessos norte-americanos encontram-se, na verdade, entrelaçados.


 A elite norte-americana está absolutamente convencida de que tudo o que ocorre em todos os países que integram o sistema internacional é de interesse para sua sociedade e para sua sobrevivência”.

“O Brasil atravessa um momento de sua história onde as classes populares, conduzidas pelo Partido dos Trabalhadores e pelos partidos progressistas sob a liderança do presidente Lula, iniciaram um processo de transformação econômica, política e social para construir uma sociedade democrática de massas. Todavia, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil é um país subdesenvolvido e está na periferia do sistema internacional”.

“O Brasil vive um momento de transformação na natureza da inserção de sua sociedade e de seu Estado no sistema internacional. A estrutura do comércio exterior se alterou, reduzindo muitíssimo a dependência da economia brasileira não somente em relação a terceiros mercados como também em relação a produtos específicos.


 Os fluxos de investimento direto estrangeiro se diversificaram, com um aumento significativo da participação de capitais de novas origens. O Brasil passou de devedor a credor internacional, acumulando reservas de quase 300 bilhões de dólares, maiores que as da França, Inglaterra e Alemanha. O Brasil passou a exportar capitais por meio de empréstimos e investimentos diretos de empresas brasileiras no exterior”.

“O presidente José Sarney assumiu a presidência em um momento delicado da política brasileira, e foi capaz de conduzir a transição de um regime autoritários para um regime democrático em meio a uma pertinaz crise econômica. Garantiu a liberdade de imprensa, iniciou um processo de firme aproximação com a Argentina, base do futuro Mercosul, resistiu às pressões para adotar medidas arbitrárias, convocou a Assembleia Constituinte, promulgou a Constituição de 1988 e enfrentou, com serenidade, uma campanha eleitoral de grande violência verbal contra ele e sua família.


Desempenhou um papel fundamental na transição democrática e apoiou programas estratégicos vitais para o Brasil, como os programas nuclear, espacial e cibernético. Ao resistir às pressões norte-americanas para desmantelar esses programas contrariou poderosos interesses econômicos e políticos, nacionais e estrangeiros. Talvez seja essa a razão do antagonismo sistemático que é dirigido contra sua pessoa por setores dos grandes meios de comunicação” (Nota do autor: Sarney é o presidente do Senado, resultado de um acordo com o PT).

“Vivemos o momento em que se desenvolve a estratégia de transformar a inserção – política, econômica e tecnológica – no mundo por meio de uma nova ação do Brasil na América do Sul, na África, no Oriente Próximo e nos organismos internacionais, frente às grandes potências e na conquista da autonomia em relação ao Fundo Monetário Internacional”.

“É necessário, prudente e proveitoso manter as melhores relações com as grandes potências, devido a sua importância no mundo em geral e para o Brasil em particular, mas fundamo-nos nos princípios de igualdade soberana, reciprocidade, não intervenção e autodeterminação, sem perder de vista que os interesses nacionais brasileiros, que são os de um país subdesenvolvido, apesar de seu extraordinário potencial, não são idênticos aos interesses nacionais de cada uma das grandes potências em geral e, muito menos, aos interesses da maior potência mundial, os Estados Unidos”.

“(Desenvolvemos) uma política altiva, ativa, soberana, não intervencionista, não impositiva, não hegemônica, que luta pela paz e pela cooperação política, econômica e social, em especial com os países vizinhos e irmãos sul-americanos, começando pelos países sócios do Brasil no Mercosul, um destino comum que nos une, com os países da costa ocidental da África, também nossos vizinhos, e com países semelhantes: com mega-populações, mega-territoriais, mega-diversos, mega-ambientais, megaenergéticos, mega-subdesenvolvidos, mega-desiguais. Nossos verdadeiros aliados são nossos vizinhos, daqui e de ultramar, com os quais nosso destino político e econômico está definitivamente entrelaçado, e nossos semelhantes, os grandes Estados da periferia.